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01
abril

DA MÚMA, COM AMOR

Escrito por  Música Vadia
Publicado em Cultura
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Estão a ver aquele momento em que tudo fica suspenso ! ao ponto de se conseguir ver uma galáxia de gotas de suor em movimento lentíssimo? Aconteceu de Sábado para Domingo passado, no Sporting. O último concerto da MúMa – Temporada de Música em Março 2016 foi, no mínimo, arrebatador! Os PRANA, oriundos de S. João da Madeira e pela primeira vez nos Açores, avisaram logo de início ao que vinham – “o que nos move é o amor” – e deixaram no pequeno palco do Sporting um testemunho encarniçado dessa energia vital (o nome da banda deriva justamente do sentido de “prana”, palavra em sânscrito que significa “energia” ou “sopro vital”). “Desde o início da banda o que nós queríamos era isso, sentir o amor, sentir a coisa fluir entre o público e nós, e hoje sentimos definitivamente isso”, diz Miguel Lestre, o vocalista e baixista da banda. Com amor, mas também com muito humor e alguma ironia, um pop-rock inteligente e maduro, bem alicerçado na língua materna, cheio de garra e sensualidade, os PRANA conquistaram implacavelmente o pouco numeroso público daquela noite. Miguel Machete, um dos responsáveis da Associação Cultural Música Vadia, organizadora da MúMa, lamenta que a 2ª edição da Temporada de Música em Março não tenha conseguido despertar maior curiosidade nos faialenses - “As bandas eram pouco conhecidas? É verdade, mas o facto é que os quatro projectos que vieram são projectos de valor e que vale a pena conhece. Tenho a certeza que se tivessem estado ali dentro 400 pessoas, elas tinham curtido este concerto!” - e reafirma a virtude da iniciativa, que pretende criar no Faial um espaço informal alternativo às festas de Verão onde os cartazes são comprados “aos pacotes” e onde não há lugar para uma escolha diferente e para a proximidade: “Eu espero que no futuro a gente possa criar aqui uma coisa que as pessoas já sabem que acontece e aparecem, porque sabem que vão ver uma coisa boa. A ligação que há aqui, entre as bandas e o público, e até mesmo com a organização, é outra onda; as pessoas podem conversar umas com as outras e a gente pode sentir o calor uns dos outros. Se calhar é uma coisa que está em desuso, mas talvez seja o que faz com que eles estejam ali em cima e no final ainda dêem mais meio-litro!” Os PRANA dão litro-e-meio desde 2008, trilhando um caminho do qual também não estão dispostos a abdicar a favor de qualquer proposta de sucesso de vendas, mas muito minado pela formatação que a comunicação massificada impõe: “O que acontece com a maior parte das bandas é que, ou tens um “vipe” de sorte e um alinhamento de planetas incrível ou então é uma batalha constante e avassaladora! Há tanto projecto de qualidade que nunca vai ver a luz do dia porque pura e simplesmente chegas a uma rádio portuguesa, das mais ouvidas, e as portas estão sempre, sempre fechadas!” Um cenário “assustador”, que Miguel Machete reforça: “O que é ainda mais assustador é que isso não tem propriamente a ver com qualidade, porque há muita coisa má, sem trabalho, sem dedicação, a passar nas rádios 30 vezes por dia!” Um futuro melhor virá, sorri Miguel Lestre, quando “o pessoal acordar e perceber que há outras coisas diferentes daquelas que as pessoas estão formatadas para ouvir”. Pela parte que lhes toca, os PRANA insistem na sua energia vital e querem voltar ao Faial para partilhar o novo álbum em que vão começar a trabalhar. Talvez numa próxima Temporada da MúMa? O projecto é para continuar, garante Miguel Machete, até porque o seu prana também é “a carolice do amor”. E “se não fosse o amor, o que é que a gente andava aqui a fazer?”

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