O Teatro de Giz vai levar o seu mais recente trabalho às ilhas de São Jorge e Flores. A peça “Não se Paga!, Não se Paga, vai ser apresentada em São Jorge no dia 9 de Abril, no Auditório Municipal de Velas e nas Flores e vai subir ao palco no dia 16 de abril, no Museu Municipal das Lajes.
Segundo o Teatro de Giz “esta não é uma digressão qualquer”, uma vez que “além de cumprir a natural vontade de alargar a partilha do trabalho realizado, é também uma afirmação do valor do teatro para a coesão social”.
A peça Não se Paga!, Não se Paga!, é encenada por Luciano Amarelo a partir do texto original de Dario Fo e apesar de já ter sido apresentada quatro vezes no Teatro Faialense, para cerca 500 pessoas o grupo sentiu a necessidade de a partilhar com mais gente. “É assim que o Não se Paga! Não se Paga! do Teatro de Giz, parte para uma digressão fora do Faial, em Abril de 2016”, revela o grupo.
De acordo com o grupo nesta “mini-digressão” junta-se “ao elenco da peça companheiros de uma destas duas ilhas, num trabalho prévio feito à distância do mar e, em tempo relâmpago, no dia e horas anteriores ao espectáculo”, assim nas Flores, “trabalham connosco os d’A Jangada que, além de integrarem o elenco, apoiam a produção e, claro, enriquecem o espectáculo”, lê-se.
Esta digressão termina com uma atuação no dia 24 de abril, no Teatro Faialenses. “Na volta da viagem a São Jorge e às Flores, regressamos a casa e à casa onde fomos felizes, na ilha da partida. No Faial terminamos em fulgurante alegria esta primeira carreira do Não se Paga! Não se Paga!, com uma reposição no Teatro Faialense, na mais auspiciosa e simbólica das noites: 24 de Abril”, lê-se na nota remetida às redações.
A peça original do dramaturgo italiano Dario Fo, estreou em Milão no ano de 1974, “é de uma gritante atualidade, não só no contexto europeu mas também na sua abrangência à situação da crise global mundial”, explica o Teatro de Giz na mesma nota, adiantando que se “trata de um olhar mordaz e irónico sobre os problemas de uma sociedade na qual os menos favorecidos são os mais banalizados”, esclarece.