Na passada quarta-feira, 6 de abril, realizou-se a Sessão Solene do Centenário do edifício do Teatro Faialense, que reabriu portas ao público a 6 de abril de 1916 depois de um estar fechado para reconstrução.
O início da cerimónia solene aconteceu com o descerrar da placa comemorativa que perpetua a data no hall de entrada do Teatro Faialense, pelas mãos de José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, e Ana Luísa Luís, Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
De seguida as entidades presentes foram guiadas pela exposição, inaugurado no mesmo dia, “ Teatro Faialense, 100 anos de história” que vai estar patente ao público até 6 de abril de 2017, no qual está disponível um vídeo, que foi exibido durante a sessão solene, que reúne uma série de testemunhos de faialenses, alguns subiram ao palco da sala de espetáculos do Teatro Faialense e outros que frequentaram este espaço noutros tempos.
José Leonardo Silva e Ana Luísa Luís fizeram as honras da casa e assinaram o livro de honra comemorativo dos 100 anos do edifício do Teatro Faialense que vai poder ser assinado pelos visitantes da exposição comemorativa.
José Leonardo recordou no seu discurso nomes importantes que ajudaram a construir a entidade do Teatro Faialense, por exemplo no ano de 1990, Renato Leal, que deu início às diligências e contatos com a família de João Bettencourt para aquisição do Teatro Faialense. Rui de Jesus Goulart que mais tarde acompanhou as obras de reconstrução e que levaram à abertura em 2003 e até João Castro, o primeiro administrador dos novos serviços e infraestruturas da autarquia.
Para o autarca o Teatro Faialense tem contribuído para “ a valorização da nossa cultura e das nossas gentes”. José Leonardo afirma que apesar das dificuldades “ a cidade da Horta possui hoje um dinamismo cultural e um conjunto de infraestruturas e de equipamentos que a coloca ao nível nas cidades europeias” e dá o exemplo da mais recente aquisição do Teatro Faialense, o projetor de filmes em 3D.
José Leonardo falou nos entraves imposto nos últimos tempos no que diz respeito ao relacionamento dos Municípios com as suas empresas, que gerem infraestruturas públicas “impondo-lhes regras apertadas e que as sufocam” sem que sejam facultadas ferramentas alternativas para cumprir este tipo de serviço público, e ressalva que de outra forma não seria possível prestar com a mesma responsabilidade e rigor.
O autarca afirma que “ fomos e somos claros em relação ao projeto que queremos construir para garantir e afirmar a nossa entidade cultural e local” e relembrou que a CMH alterou os seus procedimentos e padrões de funcionamento, procurou articular a gestão do Município através de um grupo municipal coeso, próximo e que procuram prestar o melhor serviço possível.
O presidente do Município acredita que esta data não representará apenas comemoração que se promoveu pela data significativa, mas sim garantir que no futuro vão recordar e reconhecer o esforço de todos, instituições concelhias, comunidade local e forças políticas. José Leonardo terminou a sua intervenção com o desejo de “ longa vida ao Teatro Faialense”.
A Sessão Solene, que marcou o início de um ano de celebração pelo centenário do edifício, terminou com um recital do pianista Mário Lajinha e o Teatro Pico de Honra.