Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
Últimas :
Investimento privado no Faial – realidade ou utopia?
Educação - Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa o 496.º lugar do ranking a nível nacional
Eleições - Carla Dâmaso assume a presidência do OMA
Agricultura - Trybio organiza cursos de instalação de pomares e de poda de fruteiras no Faial
BTT – ESMA ATIVA Primeiro encontro de BTT da ESMA junta professores e alunos
“Eco Freguesia, freguesia limpa” - Candidaturas ao programa abertas até 15 de março
Saúde - Hospital da Horta assina protocolo com Câmara Municipal da Madalena para criação de Unidade de Hemodiálise
Efeméride - Azores Trail Run® regista 4000 inscritos em 5 anos
Faial - Governo Regional assina contrato para reabilitar Solar e Ermida de São Lourenço
  • Início
  • Cultura
  • Baleeiro - O Rochedo do Mar em exibição na Biblioteca Pública da Horta
29
abril

Baleeiro - O Rochedo do Mar em exibição na Biblioteca Pública da Horta

Escrito por  Tatiana Meirinho
Publicado em Cultura
  • Imprimir
  • E-mail
Baleeiro – O Rochedo do Mar é a exposição fotográfica de Jorge Barros que está patente ao público até dia 11 de maio na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça. A exposição fotográfica contempla um conjunto de retratos fotográficos/testemunhos de vida de antigos baleeiros do Pico e do Faial. 
Jorge Barros é natural de Alcobaça mas cedo se apaixonou pelos Açores, pelas suas gentes e tradições, nomeadamente a baleação e os protagonistas desta profissão perigosa, mas que durante muitos anos foram o sustento de muitas famílias picarotas e faialenses. 
Jorge Barros explicou ao Tribuna das Ilhas que esta exposição começou este trabalho fotográfico começou em 2011, quando foi convidada para interpretar fotograficamente a edição de 2012 do livro sobre os Açores “ Ilhas Desconhecidas” de Raul Brandão, livro escrito em 1924.
 Um capítulo do livro era dedicado à caça da baleia, Jorge Barros ficou encantado pela descrição que Raúl Brandão faz da caça à baleia e repensou várias vezes com o interpretar fotograficamente a faina baleeira, numa das suas visitas à cidade da Horta foi ao museu de Scrimshaw do Peter Café Sport e inspirou-se na gravuras do marfim, vendo a possibilidade de criar uma espécie de banda desenhada desde a vigia à baleia à fuga das pessoas dos campos agrícolas para ir à baleia.
Ainda assim o fotógrafo disse que não estava satisfeito por contar apenas a história e explicou “ faltava o lado humano, visual, fotográfico para além das fotografias que fiz da construção da história”. Jorge Barros foi à ilha do Pico entrou em contacto com o diretor do Museu dos Baleeiros que lhe indicou onde paravam os antigos baleeiros do Pico, dirigiu-se à Ribeira de Santa Cruz do Pico, onde geralmente os antigos baleeiros se juntam para jogar ao dominó, na Casa do Bote. 
Quando chegou à Casa do Bote, Jorge Barros, explica que percebeu que estavam juntos sete antigos baleeiros, e que fora da casa dos baleeiros havia um muro com sete bancos, com o texto de Raúl Brandão presente na memória e até recitou “ são sete, dominados pela ação, trespassados pelo ar e por este cheiro que pentra pela boca e pelos poros, gerador de energia- é um ser único, só nervos e vontade, à caça do monstro que seduz”, e explica foi nessa altura que disse “ parem o jogo, tenho que fazer uma fotografia de vocês ali sentados” e foi uma grande coincidência sentaram-se tomando os lugares que ocupavam nos botes. 
Depois desta fotografia Jorge Barros pediu para fotografar os rostos dos baleeiros, apesar de saber que não iria utilizar no livro, mas entusiasmou-se continuando este trabalho. A exposição agora patente surgiu por coincidência. 
Jorge Barros disse que há três anos foi contatado pelo Instituto Açoriano de Cultura (IAC) questionou-o para saber se tinha alguma exposição prevista e que o IAC pudesse fazer itinerância, e o fotógrafo disse, na altura que “ tenho um acervo de dez rostos de velhos baleeiros que fotografei e é possível fazer uma exposição com isso”. 
A primeira exposição foi no Museu do Vinhos, nos Biscoitos da ilha Terceira, mais tarde, em agosto de 2015 esteve no Corvo. Quando o IAC informou Jorge Barros que a exposição viria para Horta o fotógrafo pensou “ na Horta não vou fazer uma exposição só com elementos da ilha do Pico, tenho que fotografas os velhos baleeiros Faial”. 
O fotógrafo veio em outubro à Horta e fotografou os vários antigos baleeiros do Faial que juntou às fotografias que já tinha, e resultou na atual exposição patente na biblioteca pública da Horta. 
Lido 379 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Etiquetas
  • cultura
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
Cultura