Com 155 anos de vida, a Sociedade Filarmónica Artista Faialense (SFAF) não tinha, até agora, um registo escrito, para a posteridade, da história da sua fundação e da sua caminhada até aos dias de hoje. A lacuna fica preenchida agora, por altura do seu aniversário, com o lançamento do livroSociedade Filarmónica Artista Faialense – 155 Anos de História Interrupta. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o autor, Mário de Lemos.

A SFAF, mais antiga filarmónica da ilha do Faial, assinala no próximo dia 22 de fevereiro 155 anos de existência. As comemorações, no entanto, iniciam-se já amanhã, com o lançamento do livro Sociedade Filarmónica Artista Faialense – 155 Anos de História Interrupta, agendado para as 21h00, na Sociedade Amor da Pátria. A obra é da autoria de Mário de Lemos, que, na década de 60, ingressou as fileiras da Artista como tocador. Mais tarde esteve ausente da ilha durante cerca de 30 anos, sem no entanto perder a ligação afetiva a esta filarmónica. Por isso, explica, foi com prazer que aceitou o desafio de compilar a sua história em livro.
Os afetos são, aliás, o “gene” que, para Mário, explica a longevidade desta filarmónica: “a Artista funciona como uma família, talvez fruto da sua origem, motivada pela necessidade de união dos operários. Isso é alma da Artista”, conta o antigo clarinetista e saxofonista.
Lançar-se no projeto de registar a história da SFAF não foi tarefa fácil, uma vez que são muito poucos os registos dos seus primeiros anos de existência: “a primeira ata que se encontra é de 30 anos depois da fundação. De resto não se conhece senão esparsos registos”, explica.
Para Mário, mais do que documentar o nascimento da SFAF, importava perceber as causas por trás desse acontecimento: “uma instituição não nasce de um simples estalar de dedos: há causas. E são essas causas que interessam”, refere. A união operária e a necessidade de animação musical da Horta do século XIX são, para o historiador, os grandes catalisadores do nascimento da Artista. A propósito, Mário de Lemos lembra que a Horta de então “ombreava com os melhores meios culturais e artísticos do mundo”, muito por influência dos estrangeiros que por cá andavam, com destaque para os Dabney.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 15.02.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário