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07
maio

Sortes à Ventura nos palcos há 25 anos

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Cultura
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O Clube de Teatro “Sortes à Ventura”, pertencente à Escola Secundária Manuel de Arriaga, comemora, neste mês de Maio de 2013, 25 anos de existência e de actividade ininterrupta.

Para assinalar tal evento, o grupo estreia no dia 11 de maio, sábado, no Teatro Faialense, pelas 21h30, o seu último trabalho cénico: “O inverno nunca mais acaba e o verão nunca mais chega”, com texto e encenação de Victor Rui Dores.

Seguir-se-ão duas actuações no dia 15 de Maio, integradas no Dia da Escola daquele estabelecimento de ensino.

Conforme afirmou Victor Rui Dores, “o teatro é a arte do efémero. Não fazemos teatro de escola visando apenas a formação de atores, o pressuposto é que a arte deve ser a base da educação, e por isso, é meu objetivo que os nossos jovens cresçam e se desenvolvam harmoniosamente, aprendam a conhecer-se e a gostar de si próprios”.

O Clube de Teatro “Sortes à Ventura” foi criado em 1988, pela professora Maria do Céu Brito, a que se juntaram os docentes Fátima Ribeiro, Pedro Monteiro e Victor Rui Dores, com o objetivo de motivar os alunos para o teatro e de apresentar trabalhos cénicos.  Desde então tem vindo a apresentar espectáculos dentro e fora da escola.

O Clube integra alunos do 3º ciclo e do ensino secundário, sendo seu responsável, desde 1994,Victor Rui Dores, professor do quadro de nomeação definitiva da referida escola.

O primeiro trabalho a subir à cena, isto em 1988, foi “A morte de Sócrates”, seguiram-se-lhe “Os malefícios do tabaco” (1988); “A Nau Catrineta” (1989), “Navegar é preciso” (1989), “O velho do Restelo” (1989); “O Principezinho” (1990), “O rapto das Sabinas” (1991), “Passei por ti nas Arcadas” (1991), “Mudar a sorte” (1992), “Julieta e Romeu e o mais que aconteceu” (1992), “Gerebundes vai à caça” (1993), “Quem não quiser que não brinque” (1993), “Um bobo para o reino” (1993), “O fim dos amores impossíveis” (1993), “Um barco para Itaca” (1994), “Loucuras na Ópera” (1994), “A memória da terra” (1994), “D. Violante do Canto” (1995), “A morte chama” (1995), “Cabos e tormentas” (1996), “Estamos todos pessimamente bem” (1996), “Mulher de Porto Pim” (1997), “As delícias do matrimónio” (1998), “No cais da saudade” (1998), “Grimaneza” (1999), “Para que tudo fique na mesma” (1999), “Farsa de Inês Pereira” (2000), “A nossa vida é sofrer” (2001), “Nasceu-me uma borbulha no queixo” (2001), “Saídos da casca” (2002), “A morte chama” (2003); “Cabeças no ar” (2004), “Estão todos os canais a dar o mesmo” (2005), “1+1=1”  (2006); “Memórias de um Vulcão” (2007), “Líria” (2008), “Uma baleia vê os homens” (2009), “Um idealista chamado Manuel de Arriaga” (2010), “Navegações e outras tormentas” (2011) e “Sabeis quem foi Frances Dabney?” (2012).

Este Clube participou ainda em vários encontros de teatro de escola em várias localidades do nosso arquipélago e mesmo em Portugal Continental. Ganhou os três primeiros lugares a nível regional (zona Açores) e três menções honrosas (a nível nacional) no Concurso Juventude e Defesa Nacional nos anos de 95 e 97.

Nas comemorações do dia 4 de Julho de 1997, a Câmara Municipal da Horta, em sessão solene, conferiu ao Clube de Teatro “Sortes à Ventura” um Diploma de Mérito Cultural.

O “Sortes à Ventura” tem realizado espectáculos na ilha do Faial, no âmbito do Projecto de Animação Sócio-Cultural, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal da Horta e do Inatel. De igual modo, actuou em escolas dos três concelhos da ilha do Pico.

 

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