É já sexta-feira, 19 de setembro, que a faialense Paula Cunha lança o seu primeiro livro."A Herança de Kiana" é a primeira obra de Literatura Fantástica da jovem, natural de Castelo Branco, que começou a escrever com apenas 12 anos. A obra será apresentada por José Manuel Ferreira, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG). Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a autora
g Paula Cunha é uma jovem de 28 anos, formada em Saúde Ambiental, que gosta de ouvir música, ler, ir ao cinema e viajar, mas tem um talento especial para a escrita.
Com apenas 12 anos, escreveu a sua primeira história, como recorda ao Tribuna das Ilhas: “a primeira história que me lembro de escrever foi um romance de criança, entre a princesa Inês e o príncipe Filipe. Ainda escrevia à mão”, conta.
Com 470 páginas, “A Herança de Kiana” é, segundo a autora, um livro voltado para os jovens, por se tratar de literatura fantástica, no entanto a obra não foi escrita a pensar num público alvo específico. “Não pensei propriamente num público, foi com base nas ideias que me foram surgindo e fui desenvolvendo”, conta, confessando que a história não ficou como inicialmente a tinha idealizado.
A história baseia-se na personagem principal, Kiana, e desenrola-se num mundo imaginado pela autora. “Um estranho sonho leva Kiana a questionar-se sobre o que poderá existir no mundo para além da sua terra natal”. Após um acontecimento trágico que muda a sua vida, Kiana é obrigada a deixar a sua aldeia com o velho sábio, Gobi. Juntos percorrem o mundo em busca da justiça. Mas a sua tarefa torna-se difícil quando é traída pela pessoa que menos esperava”, conta.
No entanto, revela a escritora, “lutando contra todas as hipóteses, com a ajuda dos seus fiéis amigos Gobi, o misterioso Elfo Elthos e a sua família, Kiana tem dúvidas se será capaz de salvar o mundo, ou se todos cairão às mãos de Dazorg e dos terríveis Vordon”, os vilões desta história.
Para a jovem escritora, o lançamento deste livro é a realização de um sonho. No entanto, não foi fácil chegar a este momento. Paula confessa que uma das principais dificuldades que encontrou foi ao nível dos apoios financeiros. Ainda apresentou uma candidatura a apoios junto de uma entidade governativa local, mas a resposta foi negativa.
A Chiado Editora foi quem primeiro respondeu aos contatos da escritora, no entanto a primeira proposta apresentada por esta editora não permitiu que Paula avançasse com a publicação do livro, pois implicava um esforço financeiro muito grande da sua parte. “O exigido por parte das editoras implica algum investimento próprio. Em abril passado, a editora apresentou uma nova proposta, mais acessível, que a autora decidiu aceitar.
“Em termos de escrita, não encontrei muitas dificuldades, para além de alguma falta de inspiração, o que é normal, e alguma falta de tempo, também um pouco por causa da universidade, que ocupa muito tempo, e da Tuna, da qual eu fazia parte”, revela.

Paula começou a escrever o livro quando foi estudar para a universidade. Quando terminou o curso regressou ao Faial, onde integrou o programa Estagiar L. Nesse período, acabou a obra que agora vai dar a conhecer ao público.
Quanto a projetos futuros, a autora confessa que já tem outro livro pronto que espera futuramente conseguir publicar. Esta obra está também, segundo Paula, dentro do mesmo estilo de literatura. “As personagens não têm nada a ver com estas. Criei um outro tipo de mundo, com uma ligação entre anjos, demónios e humanos e acho que o resultado foi bom”, salienta.
Paula aguarda com expetativa o lançamento deste seu primeiro livro: “acho que vai correr bem. Estou a tentar fazer o máximo de divulgação e espero ter muitas pessoas na sessão de lançamento”, confessa.
Ainda sobre este projeto, Paula confessa que gostaria de apresentar a obra também em Lisboa.