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Rufino Vargas

Rufino Vargas (4)

10
agosto

DO PACÍFICO AO ATLÂNTICO - PORTUGAL PAÍS DOS 3 F’S (XXXXIII)

Escrito por Rufino Vargas
Publicado em Rufino Vargas

Contra os canhões marchar marchar.

(Última estrofe do Hino Nacional)

Fim à mortandade – Salazar antes da invasão perpetrada pela India de Goa Damão e Diu, que constituíam a gloriosa India Portuguesa, escreveu ao então Governador geral dessa parcela imperial General Vassalo e Silva, inter alia... que não esperava nem rendições nem prisioneiros. Claro que uma ordem destas, significaria um sacrifício humano en masse, ou seja sem sobreviventes. Não se deve incentivar ou mandar alguém marchar contra os canhões, o que resultaria num autêntico massacre. Estamos no século XXI e não vivemos na idade média, ou do tempo das guerras mundiais. É da responsabilidade dos governos, tanto Central como Regional, de formular e rejuvesnecer um novo Hino Nacional. Não é justo indoutrinar as novas gerações com uma lavagem de cérebro desta natureza, equivalente a um veneno cerebral. Talvez seria uma grande oportunidade, para os nossos talentosos poetas que predominam pelas nossas Ilhas, criar um novo Hino Nacional, adequado à nova realidade civilizada e humanística contemporânea.
Fado – Como estamos expostos à constante bruma nas nossas Ilhas dos Açores o que nos afecta psicológicamente, é tempo para que a chamarrita seja considerada o Fado Açoreano.

Fátima – É altar de fé para muitos. Embora Nossa Senhora assuma vários títulos, só há uma Mãe de Deus. Altar sem boas obras não é religião.

Futebol – O Sporting Clube de Portugal está a sofrer um autêntica hecatombe. É o mesmo clube que acolheu e deu formação ao então jovem Madeirense de 11 anos de idade chamado Cristiano Ronaldo. Surpreendeu-me agradávelmente vêr no Wall Street Journal que eu considero a bíblia do capitalismo desenfriado Americano, publicar na edição de 16 de Junho de 2018, a fotografia vitoriosa do Cristiano Ronaldo, na sua tão espetacular exibição no Mundial de futebol a decorrer presentemente na Russia. Indu-bitávelmente é um génio futebolístico e para todos os efeitos embaixador de Portugal. Tem sido e continua a ser alvo de inúmeras homenagens, prémios e algumas estátuas. Como já declarei no passado e reivindico, é que nome do aeroporto internacional, deve ser atribuido ao seu verdadeiro obreiro Dr. Alberto João Jardim ex-Presidente do governo regional da Madeira e não à estrela galáctica futebolística Cristiano Ronaldo.

Falta de Segurança - No cantinho humorístico do jornal Ilha Maior, intitulado “conversas atravessadas” em que um dos protagonistas Manel Verdelho dizia de forma jocosa ao seu interlocutor Zé da Madrinha, que o acidente do Mestre Simão no Porto da Madalena no dia 6 de Janeiro de 2018, teria sido provocado por um infortúnio do mar. Pela expressão facial que demonstrava uma certa incredulidade, o Zé da Madrinha tinha dificuldade de engolir esse diagnóstico. A imprensa local, incluindo a edição de 18 de Maio de 2018, do jornal Faialense Tribuna das Ilhas, publicava que segundo a opinião da peritagem investigadora a causa do acidente deveu-se a um infortúnio do mar. A notícia publicada no Ilha Maior de 25 de Junho de 2017 pelo sr. Rui Alvernaz referente à insegurança das escadas de salvação e socorro a náufragos, tanto no porto da Madalena, como noutras zonas litorais, não oferecem as condições necessárias, para serem utilizadas para quem necessite de socorro imediato especialmente na maré baixa. Já me aconteceu quando nadava dentro do Porto da Madalena, não poder utilizar as escadas salva vidas durante a maré vasia, porque quando foram instaladas só eram acessíveis durante a maré-cheia. As novas escadas de aço inóxidável, construídas principalmente em zonas balneárias, estão adequadamente adaptadas e acessíveis tanto na praia-mar como baixa-mar. Poderá ser uma questão de vida ou morte.

Fantástico - Levou e perdurou anos, mas finalmente tenho orgulho de ser Português. Os meus novos heróis não são os do mar, mas os das ciências, finanças e geo política: tais como António Guterres secretário Geral das Nações Unidas, Durão Barroso ex-Presidente da comissão Europeia e Mário Centeno lider do Eurogrupo financeiro. Depois do jugo da troika, este volte face ao tradicional e patético marasmo dos velhos do Restelo, evidencia o compromisso para a nova realidade do futuro, e é uma autêntica salutar lufada de ar fresco.

FIM AO MILITARISMO - Marcelo Rebelo de Sousa, actual Presidente da República, que como eu e a maioria dos Portu-gueses tem especial afecto e consideração, decidiu inexplicávelmentemente celebrar o dia de Portugal, com um aparato militar extravagante, não no Terreiro do Paço na capital do Império, mas em São Miguel, mas nas ainda consideradas Ilhas adjacentes. Donald Trump Presidente-Rei dos Estados Unidos, quando visitou a França, ao assistir ao tradicional e aparatoso desfile militar, no dia 14 de Julho dia nacional em que se celebra a tomada da Bastilha, que à semelhança dum jovem de idade precoce, ficou extasiado de tal forma que transmitiu ao seu congénere Emanuel Macron, Presidente da França, que pretendia replicar exibição idêntica no dia 4 de Julho, dia da comemoração da Independência da América. É curioso que tanto king Donald Trump, e o nosso inestimável Marcelo não cumpriram o serviço militar obrigatório. O primeiro, como filho de um influente ricalhaço, livrou-se do inferno da guerra do Vietname, utilizando 5 vezes desculpas e subterfúgios de ordem médica. O nosso ubíquo e venerado Mar-celo, filho de um ministro da ditadura e Governador-geral de Moçambique. Parafraseando Vasco Lourenço um dos capitães da revolução dos cravos de 25 de Abril,... não cumpriu o serviço militar obrigatório, por cunha do paizinho ou padrinho Marcelo Caetano. Concordo com a opinião do deputado Paulo Estevão, que declarou ter havido excesso de militarismo e maningue material bélico na celebração do dia de Portugal.

Bons ventos. 

Pró Patria e nada contra os Açores

Rufino Vargas
Santa Clara, California USA

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20
agosto

Do Pacífico ao Atlântico quo vadis cinco chagas

Escrito por Rufino Vargas
Publicado em Rufino Vargas

Na década de 50 quando era jovem, vi um filme intitulado "Quo Vadis", que ficou indelévelmente gravado na minha mente até hoje. Era baseado no encontro entre o Mestre da Cristandade e S. Pedro, em que este Lhe fez a tão famosa interrogação: Quo Vadis Dominus, para onde vais Senhor. Para onde vai a nossa Igreja, julgo ser uma peocupação de muitos Portugueses.  Atualmente temos um dinâmico e zeloso Pastor Açoreano Rev. António Silveira, que movido pela pujança da montanha mais alta de Portugal que é o Pico de onde é natural, coadjuvado por muitos obreiros voluntários é a resposta  acertada para a presente conjetura.  A Igreja Nacional Portuguesa das Cinco Chagas localizada em S.José da Califórnia, está presentemente a comemorar a vetusta e invejável efeméride de 100 anos.  Foi fundada a 13 de novembro de 1914 pelo Monsenhor Henrique Augusto Ribeiro grande patriota português, açoriano e faialense de corpo e alma.  O seu “curriculum vitae” é assombroso e multi-facetado.  No desempenho do seu múnus sacerdotal na ilha das Flores, sobressai a sua valiosa contribuição sócio-cultural e religiosa, destacando-se em particular a fundação da Igreja de Nossa Senhora de Lurdes em Santa Cruz, onde existe uma lápide de homenagem gratidão e  reconhecimento como fundador desta Igreja.  Emigrou para a Califórnia antes da primeira grande guerra mundial, e prestou os seus serviços religiosos na Igreja Nacional Portuguesa em Oakland, sendo transferido para S. José onde se estabeleceu, concebeu e concretizou o seu sonho magnum opus a fundação-criação da Igreja Nacional Portuguesa das Cinco Chagas.  Com o seu espírito ambicioso empreendedor e com a imprescindível cooperação de 18 famílias portuguesas, conseguiu obter uma petição composta de 18 páginas de assinaturas, sendo a obra aprovada pelo Arcebispo Patrick William Riordan em outubro de 1914.  A construção da Igreja foi autorizada por decreto da Santa Sé em novembro do mesmo ano.  A 13 de julho de 1919, foi solenemente inaugurada por Sua Exc. Rev. Edward J. Hanna Arcebispo de San Francisco.  Monsenhor Ribeiro manteve um diário no qual registava a par e passo as suas atividades quotidianas até à véspera da sua morte em 8 de agosto de 1936. Parafraseando o Monsenhor…"Na cidade de S.José  e nas povoações próximas, não creio que haja uma única família portuguesa que tenha deixado de auxiliar   esta construção tão grandiosa, para todos o meu indelével testemunho da minha gratidão"!!!  Monsenhor Ribeiro foi o último padre a ser elevado a este título eclesiástico durante a monarquia.  Depois da implantação da Républica em 1910, desencadeou-se um acérrimo clima e campanha anti-clerical, em que a a religião foi vilificada e praticamente banida.  Foi tão grave que o governo de Sua Majestade Britânica mandou um vaso de guerra a Lisboa, expressamente para evacuar religiosos(as) de nacionalidade inglesa, operação esta que relembrou  o Ultimato Inglês de fin de siècle  de triste memória.  O mundo estava assolado pela primeira guerra mundial.   O panorama político e sócio - económico era devastador.  De traça manuelina a Igreja foi desenhada por um arquiteto bracarense e inspirada no desenho arquitetónico da Igreja de Santa Cruz de Braga em Portugal.  Levou 5 anos para ser construída e custou $90 mil dólares o que representava o dobro do orçamento original.  As nossas casas são os nossos castelos, mas a Casa de Deus deve ser a mais imponente. Em preparação para o centenário, o Padre António Silveira tem desenvolvido um trabalho extraordinário na manutenção e embelezamento do perímetro circundante do nosso Templo, que em sentido figurativo representa a vinha do Senhor. A antiga  escola Portuguesa das Cinco Chagas fundada pelo Rev. Mário Cordeiro em 1960 e encerrada em 2009, está a  funcionar em pleno, com 134 alunos sob a prestigiada direção dos Jesuítas que neste Vale e cidade de Santa Clara, são portadores de muito poder e influência politico-religiosa. Concumitantemente o Monsenhor Ribeiro apoiado por 81 paroquianos, fundou  a Irmandade do Espírito Santo, (I.E.S.), que recentemente também celebrou com muita pompa e circunstância o seu centenário. Ultimamente tem existido e prevalecido uma certa controvérsia e dúvida quanto à devida relacionação da Irmandade vis-à-vis Igreja.  Assim diz o Monsenhor no seu diário"… edificou-se a capela do Espírito Santo e um pequeno salão para as reuniões e entretenimentos dos paroquianos e durante mais de 4 anos na pequena mas devota capela celebraram-se os Divinos Mistérios"… A Irmandade arvora o símbolo religioso do Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que é Sagrado.  A Irmandade e a Igreja devem coexistir como duas irmãs gémeas, isto é, uma não pode ou não deve viver sem a outra. Com a devida vénia passo a relatar o teor do editorial do Portuguese Tribune de 9 de fevereiro de 1989…Aqui as Irmandades tem vindo a evoluir a olhos vistos, cumprindo hoje mais uma função social (a das sopas) que outra qualquer.  Esta de S. José por exemplo cuja Capela serviu de Igreja paroquial e quase foi Matriz, chegou a designar-se oficialmente por Irmandade do Espírito Santo para benefício da paróquia de Santo Christo Os seus encargos de início (artigo 18° dos primeiros estatutos):auxiliar o Rev. Pastor em todos os atos mais solenes do culto católico; fazer a festa do Divino Espírito Santo todos os anos no domingo antes da Festa de S. Pedro e S. Paulo; promover o mais possível o esplendor da festa das Endoenças desde o Domingo de Ramos até ao Domingo de Páscoa; assistir também à festa do Padroeiro da Igreja o Senhor Santo Cristo das Chagas… Na minha opinião uma Irmandade religiosa não é uma mera sociedade.  A Deus o que é de Deus, a César o que é de César.  Pressumo que o sonho do Monsenhor Ribeiro, não foi plenamente realizado por escassez de fundos.  A nossa passagem pela orbe terrestre é efémera, e temos o dever cívico e moral de legar um futuro melhor para as gerações vindouras.  O campanário ou seja a sineira da Igreja precisa de muito trabalho, assim como os preciosos vitrais, arranjo e conserto do orgão de tubos e instalação de um relógio na fachada da Igreja, como é normal em quase todas as Igrejas em Portugal, e nos alerta que  tempus fugit ou seja o tempo não volta para trás.  Temos boas e talentosas almas que eventualmente poderão ser mecenas para a realização destes projetos.  Quem dá a Deus não paga juros e é justamente recompensado

Parabéns às Cinco Chagas “Ad multos Annos.”

   

 
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05
setembro

Do Atlântico ao Pacífico - Portugal País dos 3 F's (XXVI) Fado, Fátima e Futebol

Escrito por Rufino Vargas
Publicado em Rufino Vargas

“Antes morrer livres do que em paz sujeitos”

FALTA DE SEGURANÇA - Nos princípios do corrente ano de 2014, o Presidente da Câmara Municipal da Horta declarou inter alia, que a pista do aeroporto da Horta” é a única do país onde a TAP opera e que não possui uma área de segurança de fim de pista”.  Também fonte oficial da secretaria regional do Turismo e Transporte, acabou por admitir que a pista da Horta não é uma pista segura.  Para algumas pessoas abordar assuntos relacionados com segurança, quer referentes a aeronaves ou estruturas aero - portuárias ainda é tabu, porque são de uma sensibilidade assaz debilitante ou têm outros preconceitos.  O aeroporto Internacio-nal de São Francisco na California, de quatro pistas com ± 100 aterragens e descolagens por hora, duas pistas já foram apetrechadas com o RSA (runway safety area), isto é o espaço localizado nos dois extremos da pista, com o objetivo de avagarar ou imobilizar os aviões, que por qualquer  motivo saiam da pista.  As restantes pistas ou estão concluídas ou em fase de conclusão.  Para aeroportos em que o prolongamento da pista seja problemático, o Governo Federal Americano ordenou a instalação do sistema EMAS (engineered materials arrestor system) em 40 aeroportos, com resultados satisfatórios.  O Governo Regional dos Açores então encabeçado pelo Pró-Consul Sr. Carlos César, não cumpriu a promessa do aumento da pista do Aeroporto da Horta, o que “a priori” já era prevísivel.  Perante esta realidade e para receber a certificação da I.C.A.O (international civil aviation organization), é absolutamente necessário e urgente construir-instalar RSA-EMAS no referido aeroporto. O esforço corajoso, autêntica cruzada desempenhada pelo deputado Costa Pereira, em prol desta causa é deveras louvável.  Em matéria de segurança não se deixa pr'a amanhã o que se pode e deve fazer hoje.  Antes prevenir do que remediar.

FALTA DE SAÚDE - Segundo a Agência Lusa de 23 de junho de 2014, um homem ferido numa tourada à corda na Ilha de São Jorge, não chegou a ser transferido para o hospital de Ponta Delgada e acabou por morrer.  Quanto a mim julgo que as entidades - autoridades competentes, em particular a Força aérea Portuguesa não cumpriram a sua missão primária, de numa situação de emergência como esta, de tentar salvar a todo o custo a vida de um cidadão Açoriano de São Jorge e repito que todos somos cidadãos com plenos direitos, independentemente da ilha de que somos naturais.  O ministro da defesa nacional Aguiar Branco, que faz parte de um elenco governamental encabeçado pelo Supremo magistrado da nação, Sua Excelência Sereníssima Cavaco Silva e o combalido Chefe do governo Passos Coelho, demonstraram mais uma vez que ainda somos considerados política e administrativamente como Ilhas Adjacentes vis-à-vi Metrópole.  O sr. ministro declarou cinicamente, que evacuações médicas não eram da responsabilidade da força aérea, mas sim do Governo Regional.  Atendendo ao facto que o helicóptero utilizado para estas situações, não estava disponível e a Força Aérea tenha afirmado que tinha tentado outra solução usando um avião C295, alegou que o aeroporto de S. Jorge não é certificado para vôos nocturnos.  O Presidente do Governo Açoriano ordenou a realização de um inquérito a este escândalo, sublinhando que o referido aeroporto opera vôos de emergência nocturnos.  Em tempo de guerra não se limpam armas, especialmente quando está em causa uma vida humana.  No caso particular de emergências tem que se ter um plano B como alternativa.

Tendo sido ferido durante a guerra do ultramar, fui evacuado por via aérea do aquartelamento do Chitolo para o hospital de Mueda, no planalto Maconde no distrito de Cabo Delgado na província-colónia de Moçambique.  Fui transportado numa avioneta DO-27 em que o segundo assento tinha sido removido, para acomodar carga material ou humana.  Viajei em cima de sacos de serapilheira, contendo géneros alimentícios e sacos de SPM (serviço postal militar).  Ocasionalmente quando a FAP não podia responder às nossas necessidades mais permentes, recorríamos aos táxi-aéreos tripulados por civis.  As razões apresentadas tanto pelo ministro da defesa como a FAP, são simplesmente inaceitáveis. Urge a criação de uma estrutura de assistência de saúde rápida pelo Governo Regional.  Em matérias desta relevância não podemos confiar cegamente na política perfídica dimanada do Terreiro do Paço.  O novo Centro de saúde da Madalena do Pico já está a funcionar e custou ± 10 milhões de euros, é 5 vezes superior em área comparativamente ao anterior.  A promessa inicialmente feita pelo Governo Regional, de que a nova estrutura iria tornar possível voltar a nascer no Pico, foi posteriormente quebrada como já era previsível.  Como nos tempos áureos do Império Português, o corpo é excessivamente grande e a cabeça é demasiado pequena.  A saúde nos Açores está doente.

FANTÁSTICO - No dia 6 de agosto do ano da graça de 2014, dia do Sr. Bom Jesus Milagroso de S. Mateus do Pico, aconteceu um milagre.  Ia eu na minha voltinha matinal, à pata claro, estando em sintonia com as ondas hertzianas da estação Antena 9 da vizinha ilha do Faial, ouvi a notícia da inauguração de uma nova fábrica de transformação de atum congelado, providenciando ± 50 postos de trabalho.  Como este arrojado empreendedor-inovador faialense, também se chama Rufino como eu, só desejo que hajam muitos mais Rufinos.

FALTA DE JUSTIÇA - A RTP Açores é conhecida na California como a RTP-São Miguel, porque  dedica mais tempo à ilha de São Miguel relativamente às outras no que concerne a notícias, eventos e celebrações religiosas.  Nas festas do Senhor Santo Cristo Milagroso e com o devido respeito, a cobertura efetuada pela RTP estende-se ad nauseum por vários dias.  A segunda maior festa em dimensão e fervor religioso a nível Regional, é em louvor do Senhor Bom Jesus Milagroso que se celebra em São Mateus na Ilha do Pico.  Embora as cerimónias religiosas se prolonguem mais que uma semana, e a procissão demore mais de duas horas e haja grande afluência de peregrinos tanto locais como forasteiros das Ilhas circum-vizinhas e outras paragens, a transmissão feita pela RTP é mínima, estamos a falar em segundos.  Somos 9 ilhas e o sol nasce para todos.  O Ecce Homo é só um e não é bairrista, seja Ele denominado Santo Cristo ou Bom Jesus.  A transmissão da RTP das festas maiores de cada ilha, deve ser equilibrada e equititivamente distribuída. 

A bem da Nação e Açores. 

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17
agosto

DO PACÍFICO AO ATLÂNTICO - PORTUGAL PAÍS DOS 3 Fs (XIX)

Escrito por Rufino Vargas
Publicado em Rufino Vargas

FADO – É canção e quem canta seus males espanta.

FÁTIMA – É oração que requer silêncio e meditação.

FUTEBOL – É distracção para esquecer  as vicissitudes da vida real.

FANTÁSTICO – Tive  o imenso prazer de lêr no jornal Faialense Tribuna das Ilhas de 27 de Janeiro de 2012, o artigo intitulado “Austeridade é só para alguns”, da autoria da promissora escritora de investigação jornalística Vera Lacerda, que com a devida vénia passo a transcrever de forma sucinta e concise « do alto do seu descaramento o Presidente da República afirma que a reforma que vai receber quase que não vai chegar para pagar as suas despesas. Ganha mensalmente só em pensões mais de 10 mil euros. Desde de 2006 até 2010 arrecadava mais de 20 mil euros por mês, incluindo despesas de representação que ronda 2.900 euros. O que lhe vale é que a sua família é muito poupada, tendo conseguido ao longo dos anos uns euritos de poupanças para fazer frente às despesas (palavras do próprio). Na sua viagem aos Açores em Setembro, levou uma comitiva de 30 pessoas – Chefe da Casa Civil e sua esposa, 4 assessores, 2 consultores, 1 médico pessoal, 1 enfermeira, 2 bagageiros, 2 fotógrafos e 12 agentes de segurança». Parabéns Vera pelo“exposé”.Esta extravagância nem que este senhor fosse o Presidente dos Estados Unidos a Nação mais poderosa do planeta. Eu pessoalmente tive oportunidade de assistir a este desvairamento, quando este venerando Presidente visitou S. Jose da California  a 13 de Novembro de 2011. Estando eu a assistir o Santo sacrifício da Missa, em comemoração do aniversário da Igreja Nacional Portuguesa, fiquei embasbacado quando ouvi  a falange de seguranças de Sua Excelência a falarem entre  si o idioma de Camões, que eu julgava serem elementos dos Serviços Secretos Americanos que geralmente tem por missão escoltar e proteger os Chefes de Estado estrangeiros em  visita a este país. Que hipócrisia e demonstração de irresponsabilidade, por parte do mais alto dignitário do nosso País, que se encontra práticamente falido e tutelado pelo capital estrangeiro, vulgarmente conhecido como Troika. Será que este Senhor, sonha ser a reincarnação d′el Rei D. João V de cognome o Magnânimo, o tal que  espatifou as fabulosas fortunas d′oiro provenientes dos sertões Brasileiros. Também aprecio o escritos feitos pela pena do Deputado Jorge Costa Pereira para o mesmo jornal, em que a sua preocupação principal é a defesa dos interesses não só faialenses mas também Regionais. Entre eles destaco: o envolvimento financeiro do Governo Regional no Teatro Micaelense, instituíção lúdica, que serve uma seleccionada élite da Ilha de S. Miguel e em situação deficitária , oposição ao recrudescimento (aumento) de Deputados e luta perene  pelo  inevitável aumento da pista do aeroporto da Horta. É importante para  a democracia, termos estas corajosas  vozes, para denunciar os excessos da  Res publica (dinheiro do povo).

FRANCAMENTE – Eu julgo que um governante democráticamente eleito, se permanecer no governo muito tempo vira invariávelmente a ditador. E o nosso povo sofre dessa malaise (doença –moléstia). O Presidente Americano Eisenhower quando visitou Portugal na década de 50, elogiou Salazar e afirmou que a sua forma de governo, i.e .-ditadura benevolente era compreensível e aceitável, pelo mundo Anglo-Saxónico  devido à nossa cultura Latina. Claro que ele já estava a remar contra o tempo e os ventos da mudança, que sopravam independência (uhuru em Swaili) sobre o colonialismo Português.  O actual Presidente do governo Regional dos Açores, antes de abandonar o poder, infelizmente decidiu seguir os passos trôpegos do seu nemesis residente do Palácio de Belém – Cavaco Silva – em viagens pretensamente turísticas ao Brasil, pagas com o suor e lágrimas do paupérrimo Zé Povinho. Que Vergonha!!!. O governo Português tem um deficit público de 190 mil milhões (biliões) de euros . Como diz o velho ditado – O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. O novo Candidato ao poleiro de César, Vasco Cordeiro enviou a deputada Alzira Silva a estas paragens, neste caso a Califórnia, para auscultar e obter apoio das Comunidades residentes no estrangeiro. Já não era sem tempo, que se comece a valorizar a participação do emigrante na gestão governativa do que é inegávelmente a sua Terra –Portugal e Os Açores !!!. Como cidadão Português e Açoriano passo a apresentar as minhas recomendações:

1 –Conceder direito de voto a todos os emigrantes , que pretendam votar nas eleições  Presidenciais Nacionais ou Regionais.

 2 – Uniformização de pesos de bagagens entre o Continente Norte Americano e Açores.

3 – Sincronizição de vôos das Américas com inter-ilhas. 4 – Extinção do cargo de Ministro da República para as Regiões Autónomas. Julgo que a Troika desconhece este Tacho e anacronismo anti- democrático.

5– Criação duma Guarda Costeira Açoriana. A Marinha Portuguesa, com uma corveta não pode patrulhar/fiscalizar, uma imensa área da ZEE (zona exclusiva económica) do arquipélago. Na conjuntura internacional actual os Estados Unidos, estão a ficar cansados com tantas guerras, e há muito equipammento militar que vai ser considerado obsoleto. Ao abrigo do tratado das Lajes, podemos pedir Drones (aviões sem piloto, tele-comandados de terra), para patrulhar e fiscalizar a nossa imensidão  marítima perto de um milhão de Kms2.

6 – Aumento da pista do Aeroporto da Horta.

7 – Aumento de vôos entre Continente e Pico. Como reza a História, TAP e SATA, tem feito ouvidos de mercador. Penso que a  Easy Jet  que recentemente estabeleceu base de operações no aeroporto de Lisboa, seria a solução ideal.

8 – Construção do museu marítimo Faial-Pico. S.O.S. para as Lanchas Espalamaca , Calheta e não só! Felecito o deputado Artur Lima, pelo seu alerta no jornal O Diário Insular da Terceira, para manter viva esta causa, que já deveria ter sido resolvida pelo binómio ilhéu do canal Faial-Pico. Os mortos só morrem quando são esquecidos pelos vivos.

9 – Construção de um Hospital, digno desse nome na Madalena do Pico,não uma obra megalónoma, mas que preste os serviços de saúde que a população  carencia. 

10–Formação de um novo elenco de negociadores do Tratado da Base das Lajes.

Embora a base das Lajes ao longo dos anos tem sido benéfica, por vezes os Açorianos e os Portugueses têm pago muito caro, pelas decisões assumidas pelo governo central em tempos de crise. O caso da Guerra colonial e o conflito Yom kippur, no Médio Oriente em 1973, em que então o ditador Saddam Hussein do Iraque decidiu reduzir o fornecimento de combustível a Portugal, como medida retaliatória pelo o nosso apoio estratégico a Israel, imposto pelos Estados Unidos. em contravenção do testamento de Calouste Gulbenkian, talvez o maior  filantrôpo e benemérito estrangeiro que, através da sua Fundação tanto tem beneficiado Portugal. Ainda me lembro das bibliotecas itenerantes da Gulbenkian, que tanta alegria davam à pequenada do meu tempo de jovem.   Pagámos um preço muito elevado. Temos que seguir os conselhos professados pelo ex-Congressista Americano, Barney Frank e do insigne Professor Dr. Adriano Moreira, antigo Ministro do ultamar, homem de uma probridade exemplar e politico de renome. Segundo eles, devemos ser mais exigentes nas nossas contrapartidas negociais. A base das Lajes acima de tudo é património Açoriano e os nossos aliénáveis direitos, tem que ser preservados e diferenciados das gananciosas pretenções exibidas pelo poder central. Aqui nesta sempre turbulenta América e inovador Silicon Valley de Santa Clara da California, a situação económica está paulatina, mas consistentemente a revitalizar-se. O prognóstico é muito esperançoso. Espero que o actual residente na 1600 Pensilvania avenue, vulgarmente conhecida como Casa Branca, seja reeleito em Novembro, como Presidente para bem de nós todos. Ao contrário, o nosso Portugal, continua a debater-se com instabilidade política, com os capitães de 25 de Abril a aconselhar uma nova revolução e a boicotar a politica de Salvação nacional encetada por este Governo.A  persistente luta laboral instigada pelos Sindicatos, cria um clima de instabilidade, que só complica a prossecução da política do Governo vigente.O prognóstico para a crise Nacional é deveras reservado. Miguel Portas, Euro-Deputado recentemente falecido , dizia que embora fosse formado em economia , não exercia essa profissão para não danificar a economia Portuguesa. As precárias condições actuais do País, compelem-nos a retroceder ao tempo do Rei D. Dinis  «O Lavrador». A nossa riqueza real concentra-se em dois pilares Terra-agricultura e Mar-Pescas. Todos os outros sonhos são miragens, pelo menos nas circunstâncias actuais. 

 

Santa Clara California, 22 de Abril de 2012

 

 

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