De acordo com os últimos dados divulgados pela Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL), no final de 2012 o município da Horta demorava em média 101 dias a pagar a fornecedores.
A Horta é, assim, o 140º município do país com pior prazo de pagamento, e o sexto a nível Açores.
Ainda assim, o município faialense melhorou o prazo médio de pagamento em relação a 2011, ano em que demorou, em média 137 dias a pagar. No entanto, em relação à última análise efetuada pela DGAL, no final de setembro de 2012, a Horta piorou o seu desempenho, já que nessa data demorava, em média, 75 dias a pagar.
Dos 301 municípios portugueses listados nesta análise da DGAL, mais de metade (181) não cumprem o prazo legal de 60 estipulado para pagamento a fornecedores.
Em relação aos Açores, onde foram analisados 18 municípios, o pior é o Nordeste, que leva mais de cinco anos a pagar, com um prazo médio de pagamento de 1875 dias, sendo o terceiro pior município do país. Seguem-se Praia da Vitória (282 dias), Ribeira Grande (238), Vila Franca do Campo (133) e Lagoa (106).
Com prazos mais curtos que a Horta temos Lajes das Flores (87), Madalena (75), Angra do Heroísmo (58), Povoação (41), Lajes do Pico (41), Ponta Delgada (40), Velas (23), Vila do Corvo (14), Vila do Porto (9), São Roque do Pico (6), e Santa Cruz da Graciosa (6). O melhor município da Região é Santa Cruz das Flores, quinto melhor a nível nacional, que demora em média 3 dias a pagar.
O prazo médio de pagamento a fornecedores da Câmara Municipal da Horta é inferior à média da Região (172 dias) e à média nacional (137 dias).
De salientar que sete dos 308 municípios portugueses ficaram de fora deste lista, sendo um deles a Calheta de São Jorge, por dados em falta ou incompletos.
Chega ao fim este domingo a Taça de São Miguel de Downhill, com a realização da quinta e última prova, na Maia. A competir nesta prova está o ciclista Pedro Correia, que lidera a classificação na sua categoria (Master A).
Na quarta prova, que decorreu na freguesia de Água Retorta, no passado dia 21 de abril, o faialense classificou-se em primeiro da sua categoria e em segundo da geral.
Depois da Taça de São Miguel, as atenções de Pedro Correia vão centrar-se no Campeonato Regional, que se realiza a 16 de junho no Faial da Terra, em São Miguel. Correia conquistou na época passada a Taça Regional de Downhill, prova que este ano não se realiza. Por isso, a ambição do ciclista passa por arrecadar agora o título de campeão regional.
Na sua participação na Taça de São Miguel e no Campeonato Regional o ciclista faialense conta com o apoio da Câmara Municipal da Horta e da Ribeirinha Ativa, equipa pela qual corre. Correia conta ainda com o patrocínio da Monbike.
A realização de uma prova e de uma demonstração de Downhill na Semana do mar 2012 contou com uma grande adesão dos faialenses, que compareceram em força para assistir. Por essa razão, em 2013 a maior festa do Faial voltará a dar o mote para um evento semelhante. De acordo com Pedro Correia, responsável pela organização do evento, este consistirá num troféu composto por duas provas: uma na ribeirinha e outra, de Downhill Urbano, na cidade da Horta.
Neste evento são esperados pelo menos 30 atletas, com destaque para o ciclista português radicado em França Gil Sata.
No passado dia 20, segunda-feira do Espírito Santo, assinalou-se mais um Dia da Região. Desta feita, as comemorações decorreram na Horta, na Assembleia Legislativa Regional (ALRAA), seguindo-se um almoço com as típicas sopas do Espírito Santo, na freguesia dos Flamengos.
Na Sessão Solene, tanto o presidente do Governo como a presidente da ALRAA centraram as suas intervenções nas conquistas e nos desafios da Autonomia, com Vasco Cordeiro a frisar que esta deve ser usada como uma ferramenta qualificadora dos açorianos, reconhecendo que a Região precisa de responder ao desafio da Educação.
Na cerimónia foram distinguidas 37 personalidades e instituições com as insígnias autonómicas.

O discurso do presidente do Governo Regional dirigiu-se não apenas aos açorianos do Corvo a Santa Maria mas também aos da Diáspora. Vasco Cordeiro destacou o simbolismo de celebrar o Dia da Região na segunda-feira do Espírito Santo, referindo-se ao culto do Divino como “uma das âncoras da nossa açorianidade”.
Na sua intervenção, Cordeiro centrou-se nas questões da Autonomia. Para o presidente do Governo, o Dia da Região deve ser a celebração da “Autonomia real”, “que nasce do compromisso entre os ideais e a realidade que os mesmos ambicionam moldar”. Mais centrado no futuro do que no passado, Cordeiro lembrou que a realidade açoriana se contextualiza no país e no mundo e, nesse sentido, deixou críticas à Europa, que acusou de “ter perdido o rumo” e de brincar “leviana e inconsciente, com fogos que já a queimaram no passado”. “Cada vez mais, assiste-se a um retrocesso que se manifesta no alimentar de divisões entre os países do Norte e do Sul, do Centro e da periferia”, disse, entendendo que o Estado Social é o grande prejudicado na Europa atual.
Enfrentar estes “tempos desafiantes” não passa, no entanto, por entender a Autonomia como “uma muralha que nos isola do mundo”: “a nossa Autonomia deve, isso sim, constituir o instrumento para que sejamos nós a definir o tempo, o modo e os objetivos do que, a este propósito, tiver de ser feito”, disse. Nesse sentido, a Autonomia deve ser colocada ao serviço do “combate ao desemprego”, do “reforço da competitividade das nossas empresas” e do Serviço Regional de Saúde.
Ora, se a Autonomia tem sabido dar respostas aos desafios que se colocam à Região nas áreas atrás referidas, existe um setor da sociedade açoriana a que ela “ainda não respondeu cabalmente”. Trata-se, segundo o governante, da Educação, onde o insucesso escolar e o abandono escolar precoce continuam a ser um flagelo. Por isso, Vasco Cordeiro entende que, agora que a infraestruturação física da Região está concluída, há que apostar numa “Autonomia qualificadora da nossa sociedade”, na qual todos os açorianos devem ter um papel ativo.
Sem grandes recados para Lisboa, Cordeiro salientou, no entanto, que os Açores “levam a este país resgatado” valores como os da liberdade, da responsabilidade e da solidariedade intergeracional, e deixou um aviso: “não queremos que outros decidam por nós, seja me Lisboa, em Bruxelas ou em Washington”.

Também a presidente da ALRAA começou o seu discurso lembrando os açorianos que vivem um pouco por todo o mundo, bem como os “açorianos de coração”, que escolheram as ilhas para viver. Ana Luís referiu-se à presença do culto do Espírito Santo na identidade açoriana e abordou a sua génese histórica, considerando-o “a matriz identitária mais relevante de todos os açorianos”.
Do elogio ao Espírito Santo Ana Luís passou à exaltação da Autonomia, considerando que esta “desobstruiu as represas do ser individual e coletivo, que unificou nove ilhas numa Região, enriqueceu o nosso imaginário, proporcionou-nos uma renovada visão de nós próprios, uma redescoberta da nossa identidade, um caminho diferente de afirmação social, uma nova esperança de futuro”. “É esta Autonomia que nos permitirá percorrer o nosso futuro, desenvolvendo as nossas capacidades produtivas e reconvertendo os nossos postos de trabalho, que nos impele a revalorizar os nossos recursos e a adequar a nossa legislação às necessidades do povo que, humilde mas também orgulhosamente, servimos”, disse.
À semelhança de Vasco Cordeiro, também Ana Luís entende que a Autonomia deve ser um “instrumento fundamental para combater a crise financeira e mitigar a austeridade a ela associada”.
Nestes tempos difíceis a figura máxima da Autonomia Regional pediu à classe política que seja capaz de “ultrapassar compreensíveis e enriquecedoras divergências ideológicas, estabelecer consensos e encontrar soluções que permitam desenvolver nos Açores a qualidade de vida de quem habita nestas ilhas no Atlântico plantadas, assente numa efetiva coesão territorial, económica e social”.
Tal como Cordeiro, Luís quis chamar a atenção para as fragilidades da Europa, entendendo que a Região deve estar atenta “ às clivagens que se ampliam entre governantes e governados, entre sul e norte, entre Estados ricos e Estados pobres”.

Nesta cerimónia foram agraciadas com as insígnias autonómicas 37 personalidades e instituições, às quais os presidentes do Governo Regional e da ALRAA agradeceram pelo contributo prestado ao desenvolvimento da Região, considerando que são exemplos a seguir pelas gerações mais jovens.
Este ano foi atribuída apenas uma insígnia autonómica de Valor, mais alta distinção na Região, a Carlos César, antigo presidente do Governo Regional.
Destaque para a insígnia de Mérito Cívico, atribuída à Fundação Faialense, instituição que surgiu em 1969, em New Bedford, e que se destina a atribuir bolsas a estudantes do Faial, tendo até hoje atribuído cerca de 325 bolsas.
Com a mesma insígnia foi agraciado o Monsenhor Júlio da Rosa, pela sua atividade paroquial mas também pelo seu contributo para o ensino, para a comunicação social e, principalmente, para a cultura.
No que diz respeito à insígnia de Dedicação o destaque vai para Maria Simas, pelo contributo trazido à Educação na ilha do Faial.
Entre os distinguidos estão nomes como a fadista Arminda Alvernaz, a atlética Maria João Silva, o professor Mário Ruivo, o guitarrista Nuno Bettencourt, o Seminário de Angra ou a Ordem Social Madre Maria Clara.
Esta sexta-feira a Casa de Infância de Santo António festejou, como é tradição, o Espírito Santo. Alunos, pais e funcionários da instituição reuniram-se para celebrar missa na capela da instituição, onde não faltou o cortejo do Divino Espírito Santo e a coroação, com os mais novos a tomarem parte ativa na cerimónia, para a qual se preparam durante o ano.
De seguida, foram servidas as típicas sopas do Espírito Santo, num almoço convívio.





Nos próximos dias os Açores festejam o Divino Espírito Santo. No Faial, para além das cerimónias que têm lugar um pouco por toda a ilha, cumpre-se o secular Voto de Pentecostes, tradição a que a Câmara Municipal da Horta (CMH) dá continuidade a cada ano.
O cumprimento do voto iniciou-se esta manhã, com a benção das esmolas no Império dos Nobres.
Na ocasião foram entregues 20 quilos de carne, 60 pães e 50 pães de massa sovada a duas instituições de solidariedade do concelho, a Santa Casa da Misericórdia e a Casa de Infância de Santo António.
As esmolas consistem ainda na entrega de carne, pães e massa sovada a dez famílias de cada uma das 13 freguesias do concelho. No total, foram distribuídos 310 quilos de carne, 400 pães e 240 pães de massa sovada.
No domingo, dia 19, haverá o tradicional cortejo, com saída do Império dos Nobres em direção à Igreja Matriz do Santíssimo Salvador da Horta, para a missa solene de Domingo de Pentecostes, marcada para as 10h00, com a coroação do presidente da CMH. De acordo com nota enviada às redações, no final, o cortejo recolherá novamente ao Império, onde se procederá à distribuição de 250 pães de massa sovada.
Nesse sentido, o município apela à participação da população no cumprimento do Voto, solcitando aos munícipes residentes nas ruas D. Pedro IV e Comendador Ernesto Rebelo – por onde a procissão passará –, para engalanarem as janelas e varandas das suas residências com colchas e bordados.
A celebração do Voto de Pentecostes remonta a 24 de abril de 1672, quando eclodiu um vulcão entre a Praia do Norte e o Capelo, onde hoje é o Cabeço do Fogo.
Segundo os "Anais do Município da Horta", a edilidade deliberou "que em dia do Senhor Espírito Santo todos os anos e enquanto o mundo durar, sairá uma procissão solene ordenada pelos ditos oficiais da Câmara, da Igreja Matriz desta vila e se recolherá na Igreja da Misericórdia onde se cantará missa com sermão, a que assistirá o corpo da Câmara, fazendo-se gasto e despesa à custa dela em ação de graças”.