Com o ano lectivo a chegar ao fim, a Escola Profissional da Horta (EPH) já está a preparar a próxima temporada escolar.
Em 2012/2013 surgem dois novos cursos na EPH: Desenho Digital 3D e Sistemas de Informação Geográfica. De acordo com Maria José Gonçalves, directora pedagógica daquele estabelecimento de ensino, estes cursos foram seleccionados por um Conselho Consultivo que, de entre a lista de cursos proposta pela Secretaria Regional da Educação, escolheu aqueles que se afiguraram como pertinentes para a ilha do Faial.
As pré-inscrições na EPH estão abertas até ao dia 6 de Julho. Neste momento, não tendo ainda chegado ao fim o presente ano lectivo, não existem ainda muitas inscrições, mas Maria José explica que estas deverão chegar mais tarde, quando os alunos do 9.º ano concluírem o ano escolar.
O fim do ano lectivo 2011/2012 representa também o fim dos cursos de Energias Renováveis, Construção Civil - variante Topografia e Contabilidade. São cerca de 37 alunos que deixam a escola. Desses, os que não forem prosseguir estudos vão entrar no mercado de trabalho. Para ajudar os formandos nessa “transição entre a escola e o mercado de trabalho” a EPH tem um Gabinete de Apoio à Formação e Inserção Profissional. De acordo com a directora, “o primeiro passo para os alunos que não vão prosseguir estudos é, para quase todos os casos, o Estagiar T”.
A requalificação de adultos tem sido uma das grandes apostas da EPH. Recentemente, foram concluídos os cursos de Agente em Geriatria e de Serviço de Mesa. Neste momento, existe um curso de Técnico Comercial prestes a terminar e, desde Janeiro, decorre um curso de Assistente Administrativo. Maria José refere que a EPH terá mais cursos para adultos no próximo ano, uma vez que, hoje em dia, esta é uma valência “fundamental”. “Há muitas pessoas interessadas em concluir os estudos e o programa Reactivar permite-lhes melhorar as suas qualificações. Notamos que saem daqui diferentes; mais ricas, quer a nível dos conhecimentos adquiridos nas disciplinas mas também ao nível da cultura geral, do saber estar e da atitude”, refere.
O grupo Corpo em Movimento sobe ao palco este domingo, dia 10, na Sociedade Amor da Pátria, para apresentar o espectáculo “Sininho e o Tesouro Perdido”, a partir das 20h30. As entradas são livres.
Em palco estarão cerca de 50 meninas, entre os 3 e os 16 anos, para mostrar à família e ao público faialense em geral o trabalho que desenvolveram nas aulas de ballet ao longo do último ano com a professora Diva Silva. Diva é, de resto, a responsável pela coreografia deste espectáculo, que está a ser trabalhado desde o mês de Dezembro. Ao Tribuna das Ilhas, reconhece que “é muito difícil” coordenar tantas crianças num único espectáculo, tarefa que requer “muita paciência e dedicação”. No entanto, Diva entende ser muito importante ter um espectáculo que sirva para que as suas alunas possam mostrar o que aprenderam ao longo do ano.
Este é o terceiro espectáculo de final de ano organizado pelo Corpo em Movimento. Antes deste, as bailarinas de Diva Silva apresentaram “Alice no País das Maravilhas” (2011) e “O Feiticeiro de Oz” (2010).
O piso sintético retirado do estádio da Alagoa em Outubro passado já tem destino certo: será recolocado no campo do Clube Desportivo Cedrense, dotando desta forma o lado norte da ilha deste tipo de infra-estrutura, há muito solicitada.
O destino do sintético foi confirmado esta manhã ao Tribuna das Ilhas pelo presidente da Câmara Municipal da Horta. De acordo com João Castro, a escolha do campo dos Cedros prendeu-se com o facto do clube ter efectuado uma candidatura à Direcção Regional do Desporto, candidatura essa já aprovada, e que garante parte do financiamento das obras necessárias à colocação do sintético. O resto do financiamento terá de ser, no entanto, assegurado pelo clube.
Recorde-se que o piso sintético foi removido da Alagoa para ser substituído por um novo, já com as dimensões mínimas exigidas pela UEFA para as competições nacionais, para que o Fayal Sport pudesse participar na III Divisão Nacional – Série Açores.
O antigo piso foi enrolado e transferido para a Quinta de São Lourenço, ficando apenas uma parte estendida no campo utilizado pelo Fayal Sport para alguns treinos dos escalões de formação. Assim ficou a aguardar uma decisão sobre o seu destino, sendo que o lado norte da ilha se afigurou de imediato como a opção mais provável. No entanto, faltava decidir se o piso seria colocado no campo do Cedrense ou do Grupo Desportivo do Salão, clube que tem dado que falar nos últimos tempos, tendo, entre outras coisas, conquistado o título de campeão regional Juniores na presente época desportiva. A escolha acabou por recair sobre o Cedrense, por estarem garantidas as condições de financiamento.
Ao Tribuna das Ilhas, o presidente do Cedrense, Mark Silveira, explicou que, após uma reunião entre a autarquia e os clubes do lado Norte da ilha (Salão e Cedrense), em Novembro passado, o clube começou a preparar uma candidatura à Direcção Regional do Desporto, candidatura essa já aprovada, sendo que o clube aguarda agora tomar conhecimento da verba disponibilizada pela tutela.
O investimento necessário deverá ser superior a 100 mil euros. Para além dos trabalhos necessários à recolocação do piso, é necessário aumentar o campo, que neste momento tem 57 metros de largura e terá de passar a ter 66. Com a colocação do sintético, o campo ficará com as medidas mínimas impostas para as competições oficiais.
Há cerca de um ano, numa entrevista a este semanário, Mark Silveira falava de um sintético para o Cedrense como sendo um “sonho” difícil de realizar. Hoje, reconhece que a possibilidade aproveitar o antigo campo do Fayal “caiu que nem ginjas”, já que o investimento num sintético novo era incomportável.
O facto do Grupo Desportivo do Salão não ter efectuado uma candidatura à Direcção Regional do Desporto para procurar financiamento colocou-o fora da corrida pelo sintético. O seu presidente não esconde alguma desilusão no facto do seu clube não ter sido dotado do sintético, tendo em conta os feitos alcançados pelas suas equipas nos últimos anos. José Américo Fialho não deixa, no entanto, de se congratular com o facto do lado norte da ilha passar a dispor deste tipo de infra-estrutura, esperando que a mesma sirva para apoiar ambos os clubes nortenhos.
Por sua vez, Mark Silveira garante que a vontade do Cedrense é que a nova infra-estrutura sirva para apoiar o desporto no lado Norte do Faial.
Quanto ao início das obras, o presidente do Cedrense espera que aconteça ainda este mês, de modo a que no arranque da próxima época desportiva o campo já esteja operacional.
Neste momento, o Grupo Desportivo Cedrense conta com cerca de 80 atletas, nos escalões de Seniores, Infantis e Traquinas e, de acordo com Mark Silveira, o clube espera, na próxima época desportiva, acrescentar à sua oferta na modalidade futebol os escalões de Benjamins e Juniores.
O Grupo Desportivo do Salão tem cerca de 70 atletas, nos escalões de Infantis, Iniciados, Juniores e Seniores.
Pelo quarto ano consecutivo, a Escola Profissional da Horta (EPH) hasteou, esta manhã, a bandeira Eco-Escolas, galardão obtido em reconhecimento pelas suas boas práticas ambientais. Este ano, as comemorações tiveram um sabor especial, já que foram marcadas pelo baptismo de três canoas construídas pelos formandos do curso técnico de Construção Naval/Embarcações de Recreio, projecto que decorreu no âmbito do Açores Entre Mares.
A cerimónia de baptismo das canoas decorreu junto ao Clube Naval da Horta (CNH), entidade parceira da EPH neste projecto, e uma das canoas construídas foi, inclusive, uma homenagem ao bote baleeiro Claudina, daquela agremiação náutica.
Na ocasião, Eduardo Caetano de Sousa, director da EPH, congratulou-se com a realização deste projecto por parte dos formandos, destacando o trabalho dos formadores Nuno Santos, Luís Decq Mota e Flávio Pereira.
Também o presidente da Câmara Municipal da Horta salientou a parceira da EPH com o CNH como sendo “um bom exemplo” daquilo que se pode fazer no Faial entre as escolas e outras instituições. João Castro direccionou a sua intervenção para os alunos do curso de Construção Naval, falando-lhes do passado da ilha no que a essa área diz respeito: “Há alguns anos a Horta era um grande centro internacional de reparação naval”, referiu, mostrando a Marina atulhada de barcos para provar que “essa oportunidade volta a surgir” nos dias de hoje.
Por sua vez, o secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, felicitou a EPH – instituição que ajudou a fazer nascer quando tutelou a pasta da Educação -, por este curso voltado para o mar, frisando que esse é o caminho que os Açores devem seguir. “Vivemos demasiado tempo de costas voltadas para o mar”, considerou, reiterando a necessidade de tirar rentabilidade do espaço marítimo, que, nos Açores, é muito superior ao terrestre.
No que respeita ao galardão Eco-Escolas, Eduardo Caetano de Sousa destacou o facto deste ter possibilitado a melhoria das práticas ambientais da EPH, salientando o esforço da escola para fomentar a cidadania activa junto dos seus formandos.
Ao Tribuna das Ilhas, Leonardo Ávila, coordenador do programa Eco-Escolas na EPH, garantiu que esta tem sido “uma experiência muito positiva”. De acordo com o formador, para além de aplicarem as boas práticas ambientais na escola, os formandos “têm influenciado muito os seus familiares”.
Leonardo Ávila destaca o trabalho feito na separação de resíduos: “A escola tem um ecoponto e, além disso, em todas as salas há espaços para separação do papel, do alumínio e do plástico, e na cantina também”, refere. A sensibilização para a separação do lixo faz-se também através de parcerias com a CMH, entre outras coisas mediante visitas de estudo à Central de Triagem, para que os alunos possam ver o que está a ser feito no âmbito municipal.
O programa de recolha de tampas de plástico, cujos frutos irão servir para beneficiar alguém que necessite, é também um sucesso. “Neste momento temos cerca de 400 quilos de tampas”, refere o formador, salientando a contribuição de várias instituições.
Já pensou como seria bom poder carregar o seu telemóvel enquanto passeia ao sol? Paulo Silva e Ricardo André, formandos do Curso de Energias Renováveis da Escola Profissional da Horta, pensaram, e decidiram passar do pensamento à acção para criar o projecto Walking Energy, uma t-shirt equipada com painéis solares fotovoltaicos que permite carregar o telemóvel, o MP3 e outros equipamentos electrónicos.
A ideia surgiu no âmbito do projecto Educação Empreendedora, e foi escolhida a nível local para participar no concurso regional IdeiAçores. A apresentação decorreu na passada semana, na Universidade dos Açores, em São Miguel, e o projecto faialense classificou-se em segundo lugar.
Regina Pinto é, a par de Ester Pereira, coordenadora do projecto na Escola Profissional da Horta. Ao Tribuna das Ilhas, explica que este consiste em “aulas de formação para o empreendedorismo”, comportando também este concurso de ideias.
Paulo, de 21 anos, foi quem teve a ideia da Walking Energy. A ele juntou-se Ricardo, de 17, seu colega de turma, e ambos deitaram mãos à obra para construir o protótipo. Este consiste na aplicação a uma t-shirt de painéis solares, aos quais foram feitas as ligações eléctricas necessárias para qualquer adaptador, de modo a que a energia solar captada pelos painéis possa carregar vários equipamentos. Para o protótipo os formandos utilizaram painéis solares de telemóveis, no entanto, explicam, o objectivo é utilizar outros, maleáveis e que se ajustem ao tecido da t-shirt.
Sobre a apresentação do projecto em São Miguel, garantem que não estavam nervosos, pois tinham treinado bastante. Quanto ao prémio, que vale a ambos uma viagem a Braga, capital europeia da Juventude em 2012, é motivo de orgulho, e, segundo a formadora, a recompensa merecida pelo trabalho desenvolvido: “isto envolveu muito trabalho, ainda por cima são alunos de terceiro ano, que têm de preparar a sua Prova de Aptidão Profissional”.
Segundo Ricardo, conciliar o trabalho com as aulas foi fácil principalmente graças à compreensão dos professores, que aderiram ao projecto.
Para as coordenadoras do Educação Empreendedora, a boa classificação destes formandos representa “o maior dos orgulhos”. Regina salienta o facto do projecto lhes ter permitido aplicar uma série de conhecimentos apreendidos na escola.
Estes alunos estão, no âmbito da sua Prova de Aptidão Profissional, a trabalhar a aplicação dos painéis solares em cercas para animais e em guarda-sóis. Por isso, este projecto acabou também por ser uma ajuda para esse trabalho. Além disso, como salientou a formadora, conceber a t-shirt implicou fazer uma série de contactos, não apenas a nível nacional mas também internacional, o que lhes permitiu trabalhar também outras disciplinas, como o inglês e o português.
Paulo e Ricardo estão prestes a entrar no mercado de trabalho. A sua formação empreendedora faz com que tenham vontade de criar o seu próprio emprego. Quanto à t-shirt, confessam que gostariam de comercializá-la. Para já, há que mostrar o fruto do seu trabalho à comunidade. Para isso, será feita uma apresentação do projecto Walking Energy durante o Encontro do Mundo Rural, no próximo sábado, dia 16.