O piso sintético retirado do estádio da Alagoa em Outubro passado já tem destino certo: será recolocado no campo do Clube Desportivo Cedrense, dotando desta forma o lado norte da ilha deste tipo de infra-estrutura, há muito solicitada.
O destino do sintético foi confirmado esta manhã ao Tribuna das Ilhas pelo presidente da Câmara Municipal da Horta. De acordo com João Castro, a escolha do campo dos Cedros prendeu-se com o facto do clube ter efectuado uma candidatura à Direcção Regional do Desporto, candidatura essa já aprovada, e que garante parte do financiamento das obras necessárias à colocação do sintético. O resto do financiamento terá de ser, no entanto, assegurado pelo clube.
Recorde-se que o piso sintético foi removido da Alagoa para ser substituído por um novo, já com as dimensões mínimas exigidas pela UEFA para as competições nacionais, para que o Fayal Sport pudesse participar na III Divisão Nacional – Série Açores.
O antigo piso foi enrolado e transferido para a Quinta de São Lourenço, ficando apenas uma parte estendida no campo utilizado pelo Fayal Sport para alguns treinos dos escalões de formação. Assim ficou a aguardar uma decisão sobre o seu destino, sendo que o lado norte da ilha se afigurou de imediato como a opção mais provável. No entanto, faltava decidir se o piso seria colocado no campo do Cedrense ou do Grupo Desportivo do Salão, clube que tem dado que falar nos últimos tempos, tendo, entre outras coisas, conquistado o título de campeão regional Juniores na presente época desportiva. A escolha acabou por recair sobre o Cedrense, por estarem garantidas as condições de financiamento.
Ao Tribuna das Ilhas, o presidente do Cedrense, Mark Silveira, explicou que, após uma reunião entre a autarquia e os clubes do lado Norte da ilha (Salão e Cedrense), em Novembro passado, o clube começou a preparar uma candidatura à Direcção Regional do Desporto, candidatura essa já aprovada, sendo que o clube aguarda agora tomar conhecimento da verba disponibilizada pela tutela.
O investimento necessário deverá ser superior a 100 mil euros. Para além dos trabalhos necessários à recolocação do piso, é necessário aumentar o campo, que neste momento tem 57 metros de largura e terá de passar a ter 66. Com a colocação do sintético, o campo ficará com as medidas mínimas impostas para as competições oficiais.
Há cerca de um ano, numa entrevista a este semanário, Mark Silveira falava de um sintético para o Cedrense como sendo um “sonho” difícil de realizar. Hoje, reconhece que a possibilidade aproveitar o antigo campo do Fayal “caiu que nem ginjas”, já que o investimento num sintético novo era incomportável.
O facto do Grupo Desportivo do Salão não ter efectuado uma candidatura à Direcção Regional do Desporto para procurar financiamento colocou-o fora da corrida pelo sintético. O seu presidente não esconde alguma desilusão no facto do seu clube não ter sido dotado do sintético, tendo em conta os feitos alcançados pelas suas equipas nos últimos anos. José Américo Fialho não deixa, no entanto, de se congratular com o facto do lado norte da ilha passar a dispor deste tipo de infra-estrutura, esperando que a mesma sirva para apoiar ambos os clubes nortenhos.
Por sua vez, Mark Silveira garante que a vontade do Cedrense é que a nova infra-estrutura sirva para apoiar o desporto no lado Norte do Faial.
Quanto ao início das obras, o presidente do Cedrense espera que aconteça ainda este mês, de modo a que no arranque da próxima época desportiva o campo já esteja operacional.
Neste momento, o Grupo Desportivo Cedrense conta com cerca de 80 atletas, nos escalões de Seniores, Infantis e Traquinas e, de acordo com Mark Silveira, o clube espera, na próxima época desportiva, acrescentar à sua oferta na modalidade futebol os escalões de Benjamins e Juniores.
O Grupo Desportivo do Salão tem cerca de 70 atletas, nos escalões de Infantis, Iniciados, Juniores e Seniores.