A Associação de Andebol da ilha do Faial celebrou no passado dia 14 de março 25 anos de existência. A data foi assinalada na Biblioteca Pública da Horta com uma sessão comemorativa, que contou com a presença do Diretor Regional do Desporto, António Gomes.
Vera Silva é a atual Presidente da Associação de Andebol da ilha do Faial. Na reta final dos dois anos de mandato a Presidente faz um balanço positivo da modalidade, diz que ao longo dos últimos anos houve uma evolução no número de jogadores e de formações para técnicos e arbitragem. Para Vera Silva comemorar 25 anos é um marco bastante importante, significa 25 anos a batalhar por uma modalidade.
A Associação de Andebol da ilha do Faial desenvolve um trabalho contínuo com os clubes, e promover a modalidade em todas as suas vertentes, não só o andebol de pavilhão. Vera Silva diz que neste momento estão a trabalhar para que comece a ser praticado o andebol de praia. A presidente considera que “esta vertente da modalidade é pouco divulgada a nível regional”. A Presidente revelou que estão a tentar que este verão venham equipas do continente e árbitros para formação nesta área.
Outro dos trabalhos desenvolvidos pela associação é a formação contínua de treinadores, que é obrigatória, e a formação de arbitragem, uma área que Vera Silva afirma “ser complicada” por falta de recursos humanos “ninguém quer ser árbitro da modalidade e temos trabalhado muito nesse sentido”.
Vera Silva tem apostado na área pedagógica e de formação pois considera que são bases fundamentais para manter boas equipas e chegar mais longe.
Neste momento a Associação trabalha apenas com o Sporting da Horta, no entanto no ano passado trabalhavam o Clube Desportivo Escolar de São Roque do Pico e com o Clube Desportivo Escolar da Escola Manuel de Arriaga, que este ano não conseguiram formar equipas devido à falta de recursos humanos.
A Presidente da associação revela que por vezes é difícil promover a modalidade por questões financeiras, porque para mandar vir técnicos para dar formações sai caro. Vera Silva diz que até agora tem conseguido gerir o orçamento, e revela que a principal dificuldade é nos recursos humanos.