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30
junho

Faialenses batalharam, mas desnível é muito grande

Escrito por  Fernando Brum
Publicado em Desporto
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Na cidade mais fortificada da Europa, cujas fortalezas de Santa Luzia e da Graça tiveram um papel defensivo muito importante no desfecho da batalha das linhas de Elvas durante a guerra da restauração em janeiro de 1659. Essa capacidade defensiva foi o que faltou à selecção sub-14 da Associação de Futebol da Horta nos primeiros dois jogos do Torneio Lopes da Silva que decorreu em Elvas entre 24 de junho e 1 de julho.

Apesar de alguns lances bem executados e com alguma garra da defesa faialense, as selecções da Associação de Futebol de Castelo Branco no primeiro jogo a 24 e da Associação de Futebol de Viseu no dia seguinte penetraram com alguma facilidade na área faialense. E os resultados de 7-0 contra Castelo Branco e 9-1 frente a Viseu espelham perfeitamente a distância entre a realidade do futebol faialense e das restantes regiões do país.
Essa realidade tem tudo a ver com os princípios de jogo. Enquanto as selecções Continentais tem esses princípios bem assemelhados, os faialenses andavam à pesca da bola. Apesar de se esforçarem e de procurar organizar jogo, os outros chegavam sempre primeiro e apareciam três ou mais jogadores frentes à baliza faialense livre de marca e em posição para empurrar a bola para o fundo das malhas.
Ainda assim houve lances muito bons de vários jogadores e um dos momentos mais importantes dos primeiros dois jogos foi o golo do empate contra Viseu. Os Continentais foram direitos à baliza e fizeram 1-0 na sua primeira posse de bola do jogo. Minutos mais tarde Rodrigo Costa recebe a bola na meia-lua, vira-se para a baliza e remate forte e colocado para repor a igualdade. O guarda redes Nuno Melo ainda fez uma boa defesa ao sacudir a bola para fora da zona de perigo com os punhos, mas aos 9 minutos viu-se sozinho com um atacante na cara que acabou por lhe meter bola por cima da cabeça e fazer o2-1. A partir daqui Viseu foi sempre somando e chegou ao intervalo a vencer por 7-1.
Ao abrir a segunda parte, tal como tinha feito na primeira, Viseu faz 8-1 aos 26 minutos de jogo, mas os rapazes faialenses lá foram batalhando como puderam e Calvino Brum fez um punhado de defesas em voo e estiradas aos pés de atacantes para adiar os 9-1 até aos 36 minutos de jogo.
No primeiro jogo foi Castelo Branco que criou a primeira oportunidade de golo, mas Calvino Brum fez uma estirada e defendeu com os pés ainda no ar para evitar a abertura do marcador. Os faialenses responderam com um excelente passe de Vasco Silva para Roberto Arruda na esquerda, que trabalhou bem para ganhar o canto. Com os faialense a lutar para superar as dificuldades criadas pelo seu adversário, o qual ia provocando desequilíbrios com processos de jogo automatizados, mais rápidos e fluidos. E isso levou à abertura do marcador aos 14 minutos de jogos.
Nestes primeiro quarto de hora de jogo Pedro Ferreira destacava-se no centro da defesa e aos 17 minutos faz um corte de carrinho de classe para evitar o 2-0, o que acabou por acontecer aos 25 minutos e o 3-0 surge em cima do intervalo.
Na segunda parte, Pedro Ferreira e Nuno Melo estiveram sempre pressionados, mas conseguiram adiar o 4-0 até aos 36 minutos de jogo. Aos 40 minutos Nuno Melo faz a sua defesa da tarde ao atirar-se para o seu lado direito e com a ponta dos dedos sacudir a bola dos pés do avançado que se tinha isolado à entrada da área. Depois do 6-0, foi Vasco Silva a desferir um potente remate à trave, naquilo que merecia ser o golo de honra.
Mais que o calor, foi o ritmo de jogo e o automatismo na organização e criação de situações de golo que marcou a diferença. Cada um que tire as ilações que entender, mas seria bom se os Senhores presidentes, treinadores encartados reflectissem um pouco sobre estas diferenças, que seriam ainda bem pior não fosse o trabalho desenvolvido ao longo dos 15 treinos que esta selecção fez em preparação para este torneio. E como dizia um amigo que acompanhou esta selecção, ganhar este torneio é muito difícil, mas com um trabalho que privilegie os princípios de jogo podemos ser competitivos. g

(A objectividade, veracidade da notícia e rigor de exempção são principio inabaláveis para qualquer jornalista que se digne do titulo, este artigo provocou grande reflexão sobre esses princípios e foi alvo de grande cuidado para que reflectisse da forma mais exempta aquilo que se passou em campo.)

 

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