Fundado em 1923, o clube faialense formou o primeiro açoriano que integrou a selecção nacional: Joaquim Teixeira, mais conhecido por Semilhas.
Recorde-se que em junho de 1922, a convite do Fayal Sport, desembarcou na cidade a Horta a equipa de futebol do Casa Pia Atlético Clube. A sua presença no Faial, além do espectáculo desportivo, lançou o «rastilho» que deu origem à fundação do Angústias Atlético Clube.
O Angústias Atlético Clube teve como sócio fundador n.º 1 João da Cruz Cristiano, sendo ainda sócios fundadores Miguel Inácio Cardoso, Jaime Maria Soares de Melo , José Francisco da Câmara, Guilherme Rosa, João Tavares, José Nunes, Francisco Sousa, Adolfo Wenceslau e João da Rocha.
Em 1925 foi reconhecido como "Instituição de Utilidade Pública” e tem pautado a sua atividade com a divisa "Mens sana in corpore sano".
Com o equipamento alvi negro já se praticou andebol, basquetebol, atletismo, futebol de salão, natação, vela, water-polo, ciclismo, ténis de mesa, ténis de campo e hóquei em patins.
Neste momento no Atlético só se pratica futebol e basquetebol contabilizando 80 atletas no desporto rei e 75 no basquetebol.
A importância do AAC não se fica apenas pela sua vocação desportiva, estendendo-se também à cultural e recreativa através da realização de um vasto conjunto de atividades que, neste momento são, conforme nos disse Céu Serpa, uma das diretoras do Clube, o garante financeiro da instituição.
Tribuna das Ilhas esteve no clube alvi-negro onde ouviu as suas principais preocupações que, à semelhança do que acontece com outras instituições, se traduzem na sustentabilidade do clube.
De acordo com Céu Serpa, neste momento o clube sobrevive com as receitas provenientes das iniciativas do departamento cultural, porque os apoios governamentais são claramente insuficientes para fazer face às necessidades.
“Financeiramente estamos a zeros.Em Março do ano passado tinhamos 16 mil euros de dívidas, neste momento não temos dívidas mas também não temos dinheiro. As nossas receitas servem unica e exclusivamente para assegurar as despesas correntes, não conseguimos fazer um pé de meia” - adianta.
O clube neste momento tem cerca de 500 sócios pagantes. Questionada sobre a relação dos sócios com o clube, Céu Serpa diz que “os que aparecem hoje, são os mesmos que apareciam antes, são as pessoas que gostam do clube”.
As questões infraestruturais são outro dos calcanhares de Aquiles do AAC. Neste momento o campo de futebol é o pelado e a maior parte dos treinos, quer de futebol quer de basquetebol, acontecem na ESMA.
Com eleições agendadas para 23 de fevereiro, de acordo com Céu Serpa, esta direcção não está disposta para continuar, pelo que espera que até lá surgam sócios interessados em assumir.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 11.01.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário