A XXVI edição da Atlantis Cup – Regata da Autonomia conta já na sua lista de pré-inscritos com uma tripulação oriunda de Macau, que vai realizar a prova com uma embarcação alugada na Região. São esperadas também tripulações de Massachusetts e da Madeira e ainda a embarcação de Cascais que venceu a volta a Portugal à Vela, de acordo com o presidente do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, que falava ontem, na apresentação do evento.
A apresentação da XXVI edição da Atlantis Cup, que vai decorrer de 25 de julho a 5 de agosto próximo, nos Açores, teve lugar ao final da tarde de ontem, no bar do CNH. A prova conta, como já vem sendo habitual, com o alto patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), do Governo Regional e da Liberty Seguros, para além da colaboração do Clube Naval de Santa Maria, Clube Naval de Ponta Delgada e Angra Iate Clube.
Na ocasião José Decq Mota salientou que esta regata se está a transformar “num símbolo náutico” dentro e fora do país, fruto dos sucessos sucessivos ao longo dos anos, não só do ponto de vista desportivo, como turístico e social.
É com satisfação que o presidente do CNH vê o interesse das instâncias náuticas nacionais e mesmo estrangeiras em participar nesta mítica regata: “ficamos com a sensação de que há uma consolidação da Atlantis Cup traduzida na procura, no interesse e na vontade de participar na regata, portanto isto é para nós um motivo de satisfação”, disse.
Embora ainda seja prematuro fazer uma estimativa quanto aos participantes, a organização espera um número consistente e bastante diversificado.
José Decq Mota quis reforçar a importância dos patrocinadores, salientando o facto da Atlantis Cup poder contar com o patrocínio da ALRAA, colocando uma marca institucional açoriana “absolutamente fundamental” para o prestígio da regata, considerando ainda o apoio da Direção Regional de Turismo essencial para a sua operacionalização, bem como o da Liberty Seguros. Já no que se refere ao apoio da Portos dos Açores SA, o presidente revelou ser um passo na criação de condições para toda frota, nas quatro marinas que são visitadas. Decq Mota lembrou ainda que o apoio da autoridade marítima no que às condições de segurança da regata diz respeito é fundamental.
O responsável pelo CNH referiu ser obrigação do clube “preservar este património náutico, construído ao longo de muitos anos, desde os anos oitenta até hoje, apenas com uma interrupção em 1998, por altura do sismo”.
Na próxima semana o CNH estará na Casa dos Açores de Lisboa a fazer a apresentação desta regata para a comunicação social nacional perante velejadores, clubes e associações do continente, como explicou Decq Mota, para quem a participação nesta regata se torna ainda mais atractiva pelo facto desta terminar quando tem início o maior festival náutico do país: a Semana do Mar.
Presente na ocasião, o vice-presidente ca Câmara Municipal da Horta (CMH) felicitou a organização do evento e louvou a iniciativa da ALRAA, pela chancela que dá a esta prova. Para Luís Botelho, é fundamental que o CNH se consiga manter na senda das organizações dos maiores eventos náuticos nacionais, considerando também importante que o CNH promova eventos regionais e locais, de forma a continuar a motivar os velejadores locais, para que eles próprios possam participar em outras provas de âmbito nacional e até estrangeiro.
“A CMH sente-se muito honrada, como entidade parceira desta regata, desejando bons ventos e sucessos a todos os velejadores que aportarem ao Faial, os quais serão muito bem recebidos durante os maiores festejos náuticos da nossa Região e da nossa ilha, naquela que é certamente a mais bela baía dos Açores e uma das mais belas do mundo”, disse.
A presidente da ALRAA felicitou a iniciativa e a força de vontade do CNH enquanto entidade organizadora deste evento náutico ao longo destes 26 anos. Ana Luís deu os parabéns a todos aqueles que se empenham e dedicam na realização desta regata salientando que “este caminho, marítimo neste caso, é uma referência que registamos e aplaudimos, porque precisamos destas mensagens de coragem no momento atual”.
A presidente da ALRAA reconheceu que hoje percebe bem a “designação quase metafórica de Regata da Autonomia”, na medida em que representa o esforço de todos os açorianos, que é constantemente posto à prova.
Para a presidente, o mar é um “espaço de liberdade e igualdade que o CNH tem sabido cultivar, de mãos dadas com outras organizações, nomeadamente com a APADIF, com o objetivo de suscitar na juventude gosto por comportamentos saudáveis”.
Ana Luís lembrou que a atual e as anteriores direções do CNH têm conseguido projetar o clube e o seu projeto além fronteiras: “as regatas internacionais seguem o mote do mundo para o mundo e com elas os Açores confirmam o seu cosmopolitismo e influência no mar e na terra”.
Figurino da regata
Jorge Macedo defende a máxima de que não se altera o que está bom. O vice-presidente do CNH referiu que o objetivo da organização é que a XXVI edição da Atlantis Cup tenha o mesmo figurino que a do ano passado. Será igualmente mantida a parceria com a Cooperativa Porto de Abrigo que, segundo o responsável, tem prestado um “apoio incondicional”.
A largada da Regata da Autonomia, marcada para o dia 27 de julho, será feita a partir de Santa Maria com destino a São Miguel, aportando depois à ilha Terceira e finalizando no Faial
O vice-presidente do CNH chamou a atenção para o novo site da regata que permite aos interessados em participar fazer a sua inscrição on-line e reúne toda a informação necessária. “Este é mais um serviço que disponibilizamos aos nossos velejadores, que merecem ser acarinhados, já que são a alma e a razão de ser das regatas”, considerou.