Me Darling, Desing Events, com porta aberta na Rua Maestro Simaria, a apresenta um novo conceito de negócio onde as palavras de ordem são reduzir, reutilizar e reciclar, transformando o velho em novo.
Tribuna das ilhas esteve à conversa com a proprietária Rialee Fagundes, sul-africana de berço, que se radicou no Faial e resolveu criar o seu próprio emprego.
Desde outubro que a cidade da Horta tem à disposição da população um novo espaço comercial dedicado à decoração do lar. A Me Darling, Design Events é propriedade de Rialee Faguntes, que depois de exercer a sua carreira profissional em gestão de negócios, na África do Sul se deixou levar pela curiosidade de experimentar o mercado de trabalho europeu.
Sendo casada com um Terceirense a decisão não foi difícil e mudou-se de “malas e bagagens” para a ilha Terceira. “Gostámos o suficiente para ficar”, confessa num português próprio de quem tem outro idioma como língua materna.
Na Terceira, Rialee e o seu marido trabalharam durante alguns anos na Base das Lajes, mas a decisão dos Estados Unidos de reduzir o contingente arrastou ambos para o desemprego.
Esta situação trouxe o casal até ao Faial em busca de trabalho. Rialee confessa que um dos principais factores que esteve na origem da Me Darling foi a sua condição de desempregada aliada ao seu gosto de decorar e recuperar “velharia”.
“Esta é uma coisa que eu faço há muitos anos para a minha própria casa e para amigos”. “Eu faço coleção de velharia. É uma coisa que eu gosto bastante e por isso resolvi criar o meu próprio emprego e abrir a Me Darling”, revela a proprietária.
Entretitulo: Reduzir, Reutilizar e Reciclar o novo conceito de negócio
Para Railee a recuperação de objetos de decoração e velharias é um conceito que está a entrar muito na moda na Europa, embora “já exista há muitos anos no terceiro mundo, se podemos chamar assim”, afirma. A empresária revela que a sua mãe sempre reciclou. “Eu cresci num ambiente em que a minha mãe sempre pintou móveis. Ela quase nunca comprava nada e foi um gosto que eu fui adquirindo”, destaca.
Segundo Railee, quando decidiu abrir a loja, os seus familiares e amigos receavam que o negócio não fosse ter sucesso, no entanto, “nós temos tido sucesso e isso mostra que há uma necessidade em reciclar”, afirma.
A Me Darling dedica-se à decoração interior através da reciclagem, transformação dos estofos, pintura de madeira, ferro, tudo o que se pode usar inclusive garrafas de Coca-Cola. “A ideia é transformar e pôr a nossa casa bonita”, refere.
Na Me Darling o cliente além de adquirir uma peça, pode contar com a ajuda da proprietária para colocá-la em sua casa. “Quando as pessoas compram uma peça na loja eu gratuitamente ajudo a colocá-la em casa de forma a que encaixe no seu gosto crie um ambiente bonito”, adianta acrescentando que “a nossa casa é a fonte do nosso bem estar”. A este respeito observa que, os portugueses “têm coisas bonitas e caras mas não sabem conjugar ou colocar de maneira a criar um ambiente bonito”.
Rialee admite que gosta muito de coisas bonitas mas a sua condição financeira não permite estar sempre a comprar por isso tem de ser ela mesma a criar e a decorar. É através deste seu gosto que pretende também, com a Me Darling “ajudar a população”.
A ideia é “abrir a mentalidade das pessoas” para que sejam também elas a criar as suas próprias peças”, diz.
Referindo-se à crise, Railee reconhece que o período “é de dificuldade e nem sempre há dinheiro”, por isso, considera que os objetos que transforma “podem trazer um pouco de alegria” e a baixo custo.
Por outro lado, este negócio pode também ser uma forma de as famílias obterem algum dinheiro extra. A empresária atenta que “há muitas casas que estão abandonadas e que têm mobílias velhas que para os donos e familiares não têm importância e que podem ser transformadas em dinheiro”, adianta.
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