Na 43.ª edição do maior evento da ilha do Faial, a Câmara Municipal da Horta (CMH) faz um balanço positivo da campanha ambiental de redução e reutilização de copos plásticos nas festas do concelho implementada pela primeira vez este ano.
Com esta medida o Eco Spot, instalado ao lado da barraquinha das Farturas, lavou e esterilizou durante 10 dias cerca de 600 copos por hora.
No âmbito desta nova media, ambiental na passada sexta-feira, o Tribuna das Ilhas foi falar com os comerciantes dos restaurantes da Feira Gastronónica em relação a estas medida ambiental, dos copos reutilizáveis e o modo como afetaram o seu negócio.
O Madeirense
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Este é o segundo ano que José Pereira traz à nossa feira gastronómica os sabores tradicionais da Madeira. Para o comerciante, a festa decorreu tal como esperava: houve bastante afluência de pessoas durante até àquele dia. O mesmo afirma que “não há aspetos negativos nesta edição” da Semana do Mar e considerou que a nova campanha ambiental “é uma grande medida e uma mais valia para a reciclagem”.
Relativamente à sua presença em próximas edições deste evento José Pereira espera estar à altura de “conseguir bater a concorrência e voltar”.
Lampião
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Francisca Garcia, dona deste restaurante que é conhecido dos faialenses há 11 anos, salienta que a feira gastronómica “está muito equilibrada, com muitos turistas, com muito público em geral e não está inferior ao ano passado”.
No que se refere a aspetos mais ou menos positivos do certame, a comerciante nada tem a apontar frisando que “não há aspetos negativos porque a própria organização tem-se esforçado para de ano para ano ir sempre melhorando”.
Sobre a implementação dos Eco copos, a proprietária revela que os mesmos não lhe fazem muita diferença, uma vez que trabalha com serviço de restauração e só utiliza copos de vidro.
No entanto, diz que a nível ambiental e de higiene o festival melhorou porque “as ruas estão limpas” e “parecendo que não as pessoas habituam-se a fazer menos lixo”.
Francisca Garcia não deixou de reparar nos vários cinzeiros colocados no chão ou nos postes por todo o recinto referindo que a organização “está realmente a querer fazer desta terra uma terra 100% virada para o futuro”.
Capitólio
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Carlos Antunes, coproprietário deste estabelecimento faialense, trouxe à população, pela primeira vez na parte da restauração, o seu restaurante para “mostrar aos faialenses e aos que vieram de fora” o que melhor faz.
Para o comerciante, um dos aspetos positivos da Feira Gastronómica é mostrar a nossa cozinha, apontando como negativo “alguma falta de condições que a CMH proporciona”.
Carlos Antunes espera que na próxima edição a parte da tenda das cozinhas e a parte sanitária possa ser melhorada.
No que aos eco copos diz respeito, o faialense avança também que “não nos faz muita diferença porque nós só usamos vidro, mas vemos a cidade muito mais limpa e acho muito bem o que a organização está a fazer”.
O Rodízio
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Também Rui Pinto, representante d’O Rodízio, afirma, no segundo ano de participação neste evento, “que a nível dos restaurantes acho que está a surpreender, mas a nível de pessoas na festa tem muito menos que no ano passado”, considerou.
Sobre as condições da tenda, o representante sublinha que “se vem um dia de mau tempo, não temos condições”, fazendo um apelo à organização que modifique um pouco a ligação entre a cozinha e o restaurante.
Para Rui Pinto, apesar de ser bom para o ambiente e para a limpeza das ruas, o eco copo traz algum desconforto às pessoas que têm de andar toda a noite com o copo. Assim sugere “que fosse possível devolver o copo em qualquer uma das tascas ou barraquinhas”.
Grupo Desportivo Cedrense
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Carlos Rosa, presidente do clube, também fez um balanço positivo da festa salientando que “tem aparecido muita gente, tem-se vendido bem, tem-se feito um bom negócio o que é o mais importante” para o objetivo de “angariação de fundos para o clube”.
Neste que é o segundo ano consecutivo da presença desta tasca na Semana do Mar, o presidente defende que uma vez que “a CMH nos oferece a barraca para angariarmos fundos, temos de aproveitar porque as direções têm de ter também algum trabalho, não é negar o trabalho e depois ir bater à porta e pedir dinheiro”.
“Não podemos depender só do dinheiro público temos de fazer algum esforço”, reforça.
Sobre o decorrer do evento, Carlos Rosa só aponta um aspeto negativo: a falta de música depois dos concertos para animar as pessoas que ficam nas tascas até às quatro da madrugada.
O representante do Cedrenses sublinhou que apesar de os eco copos serem “uma medida muito positiva” e de estar “completamente de acordo” com ela, pois até facilita o trabalho de limpeza, “a nível de venda de cerveja nota-se uma quebra”. “Quando se usava os copos de plástico mandavam vir uma rodada para os amigos, 10 ou 15 cervejas, e às vezes nem bebiam e deixavam a cerveja atrás, mas já ficava o dinheiro em caixa”, explica, acrescentando que “agora ninguém está disposto a pagar uma rodada de dez cervejas ao amigo e pagar mais 10 euros pelos copos”, sustentou.
Fayal Sport Clube

“A nível de barraquinha realmente excedeu as expectativas”, salientou Luís Rosa, representante desta tasca, dizendo achar que “há muita gente de fora e que as pessoas estão satisfeitas com o serviço”, pelo que faz um balanço positivo do evento.
Segundo o porta-voz do clube, a “Câmara esteve muito bem” com a elaboração do programa. “Gostamos dos artistas que trouxeram cá, acho que tem um bocadinho de tudo, e tem sido muito agradável, inclusive ontem o folclore que pensávamos que para a nossa barraquinha ia ser um dia muito mais fraco, mas longe disso, foi o segundo melhor dia até agora”, revela.
“Outro aspeto muito importante deste ano foi a situação dos copos reciclados que apesar de no início ter provocado alguma confusão em algumas pessoas, tem um balanço extremamente positivo porque nós saímos todas as noites daqui às quatro ou cinco da manhã e não se vê lixo no chão e é muito gratificante”, explica.
Luís Rosa lamenta ainda o “facto de a explicação dos copos estar só em português uma vez que temos muito turismo de língua estrangeira o que às vezes dificulta visto que nem todas as pessoas têm uma noção do inglês básico”, afirmando que “isso foi uma falha gravíssima da parte da Câmara”.