O Sporting da Horta defrontou na noite de quarta-feira o Passos Manuel, num jogo em atraso da segunda jornada do Campeonato Nacional de Andebol. Os insulares eram favoritos, no entanto acabaram por sair derrotados por 25-20.
Nas contas da tabela, Benfica, Sporting e ABC lideram, todos com 23 pontos em nove jogos. O Porto seguem em quarto, com 22 pontos mas com um jogo a menos que os principais rivais. Seguem-se Águas Santas (21 pontos em nove jogos), Sporting da Horta (17 pontos em nove jogos), Madeira SAD (15 pontos em oito jogos), Belenenses (15 pontos em nove jogos), Passos Manuel (15 pontos em nove jogos) e o Fafe (14 pontos em nove jogos). Nos últimos lugares estão ISMAI e Avanca, ambos com 10 pontos em oito jogos.
O Sporting da Horta volta a entrar em campo no dia 9 de novembro, altura em que recebe o ABC no pavilhão da Horta.
A Câmara Municipal da Horta (CMH) detetou incumprimentos em análises feitas à água da rede pública em algumas ruas da freguesia de Pedro Miguel. De acordo com o presidente da autarquia, José Leonardo Silva, a presença níveis anormais da bactéria e-coli fez com que o município tivesse necessidade de informar a delegada de Saúde, que entendeu por bem alertar a população das ruas em causa para a necessidade de ferver a água da rede pública, durante 20 minutos a partir do ponto de ebulição.
Esta situação verifica-se na zona baixa da freguesia, por isso os munícipes residentes nas ruas do Cabeço Redondo, Miragaia, Canada do Cabeço Redondo, Boavista e Atrás da Ladeira não precisam de adotar esta medida de precaução.
A informação foi adiantada pelo presidente da CMH na última reunião pública daquele órgão, que teve lugar ontem, e está já a ser divulgada na rádio local e no site do município.
De acordo com José Leonardo, foram já recolhidas novas amostras para a realização de uma contra-análise, num laboratório certificado em São Miguel.
Recorde-se que há cerca de um mês um problema semelhante ocorreu nos tanques de abastecimento do Paiol, afectando o abastecimento de água na Matriz e na Conceição.
De acordo com o presidente da autarquia, o facto de atualmente estarem a ser mais frequentes os alertas à população não se relaciona com um aumento das situações de incumprimento detetadas, mas sim com o diferente entendimento que delas faz a atual delegada de saúde, por oposição ao seu antecessor.
Hoje, dia 29 de outubro a Cooperativa Agrícola de Laticínios do Faial (CALF) celebra 70 anos. Com provas dadas na qualidade da manteiga e do queijo produzidos na sua fábrica, a CALF é uma das principais empregadoras da ilha do Faial. Em tempo de crise, o desafio da cooperativa passa por estimular os agricultores faialenses para uma maior produção de leite, de modo a rentabilizar a fábrica, que atualmente labora a pouco mais de metade da sua capacidade. Nesse sentido, no próximo mês, a CALF vai aumentar o preço do pagamento do litro do leite aos produtores. Além disso, espera-se para breve a possibilidade de começar a vender queijo fatiado. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o presidente da CALF, José Agostinho e foi visitar a fábrica e conhecer alguns dos seus funcionários mais antigos.
Antes da existência da CALF passaram pela freguesia dos Cedros várias fábricas de laticínios. A cooperativa nasceu em 1943, por iniciativa de um grupo de pessoas liderado por José da Rosa Aica. Com a inauguração de uma nova fábrica, em 1960, a CALF ficou dotada de condições únicas na região e começou a afirmar-se pela qualidade da manteiga que produzia. Só mais tarde, na década de 70, se iniciou na produção de queijo.
No final dos anos 80, foi criada uma secção comercial para apoiar as explorações dos associados, procurando oferecer-lhes factores de produção a preços mais competitivos. Em 2004 a CALF inaugurou uma nova unidade fabril, com maior capacidade. Mais recentemente, no ano passado, mudou a imagem dos seus produtos, com alterações nos rótulos e embalagens.
Ao longo da sua história, a CALF enfrentou diferentes tipos de dificuldades, como recorda o atual presidente, José Agostinho: “as dificuldades foram tantas que chegámos a estar seis meses sem pagar aos funcionários, sem pagar o leite…”, lembra.
Hoje, apesar da crise, a CALF está “num bom patamar”. Para tal, entende o responsável, contribuiu a criação da Lactaçores, em 2004, que uniu três cooperativas açorianas (CALF, Unileite e Uniqueijo), num encontro de forças essencial para abordar um mercado competitivo.
À beira de completar 70 anos, a principal dificuldade da CALF não é segredo para ninguém e já se manifesta há muito tempo, sem que tenha no entanto sido possível resolver o problema: “a capacidade instalada é elevada mas não temos matéria prima para viabilizar o investimento”, lembra José Agostinho. Com uma fábrica que pode laborar 18 milhões de litros de leite por ano, em 2012 a CALF não atingiu sequer 13 milhões, ficando-se pelos 12.814.945 litros. Ainda assim, este valor representa um ligeiro aumento em relação a 2011. No entanto, frisa Agostinho, é preciso crescer mais, até porque a indústria de lacticínios é uma economia de escala: “os custos de laborar a quantidade de leite que laboramos são os mesmos que teríamos se laborássemos mais. Portanto, precisamos de mais leite para baixar os custos de produção”, diz, lembrando que só dessa forma a CALF poderá pagar mais pelo leite recebido.
A este respeito, José Agostinho lembra que, a partir de novembro, a cooperativa vai aumentar em dois cêntimos o preço pago por litro de leite ao produtor.
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Para assinalar o Dia Mundial da Terceira Idade, que se celebra hoje, a Câmara Municipal da Horta (CMH) e o Observatório do Mar dos Açores (OMA) juntaram idosos de todos os centros de convívio da ilha no Pavilhão da Igreja das Angústias numa Feira Intergeracional de Ciência, que contou com a participação de alunos do primeiro e segundo ciclos, vindos de escolas da ilha.
A iniciativa envolveu cerca de 240 pessoas e, para além da animação e do convívio entre os participantes, permitiu a apresentação de experiência e trabalhos feitos pelos vários centros de convívio e pelas crianças que também marcaram presença.
Esta Feira integra um leque mais alargado de atividades que decorrem desde junho, no âmbito do programa piloto “Ciência ao Longo da Vida”, no âmbito do qual os cidadãos seniores do Faial já visitaram a exposição “O Experimentário da Biodiversidade Marinha dos Açores”, na Fábrica da Baleia de Porto Pim.
Na ocasião, o presidente da CMH, que marcou presença acompanhado pela vereadora com o pelouro da Ação Social, Ester Pereira, destacou a importância da intergeracionalidade, salientando a importância dos projetos de ação social da autarquia terem em conta essa realidade, trabalhando no sentido de ajudar os idosos do concelho a “envelhecer com qualidade”. José Leonardo Silva congratulou-se com a parceria estabelecida com o OMA, reconhecendo que eventos como este só são possíveis com este tipo de sinergias.
A Feia Intergeracional de Ciência teve como temática o mar. Sobre este aspeto, José Leonardo lembrou que é no mar que está o futuro do Faial, salientando a importância de transmitir essa ideia às novas gerações.

Num arquipélago com a dimensão terrestre dos Açores, as oportunidades de gerar riqueza estão condicionadas pela dimensão das ilhas. No entanto, se olharmos para os milhares de quilómetros de área marítima à nossa volta, o caso muda de figura: com uma Zona Económica Exclusiva que representa 16% do total europeu, é no mar que estão as grandes oportunidades de crescimento da Região, também a nível económico. Este “crescimento azul” que se defende para os Açores não acaba quando se submerge nas águas límpidas que são uma imagem de marca do arquipélago. Com cada vez mais mergulhadores a procurar a Região, o turismo subaquático é uma oportunidade de negócio cuja rentabilidade já ultrapassou a teoria. Em 2013, é possível estimar-se que tenha feito entrar na Região mais de 5 milhões de euros. O impacto económico do mergulho no arquipélago foi uma das questões abordadas na quarta bienal de Turismo Subaquático dos Açores, que decorreu este fim de semana, na Graciosa.
Nas paredes do Centro Cultural de Santa Cruz, que acolheu esta Bienal, as imagens da exposição Oásis, do fotógrafo Nuno Sá, explicam por si só por que razão os Açores fazem as delícias de mergulhadores de todo o mundo: tubarões próximo do Faial, majestosas jamantas ao largo de Santa Maria, os icónicos cachalotes com a montanha do Pico como cenário ou meros na costa da Graciosa são exemplos do que as águas açorianas têm para oferecer. Paisagens deslumbrantes, águas límpidas que proporcionam excelente visibilidade e uma biodiversidade rica quando comparada com o resto do Atlântico são ingredientes que atraem os mergulhadores às ilhas. O mercado foi respondendo à procura e multiplicaram-se as ofertas. No Faial, por exemplo, contam-se já 18 operadores marítimo-turísticos licenciados. Em 2008 eram apenas dois.
Tentar perceber o retorno económico da passagem dos mergulhadores pelas ilhas não é fácil. A investigadora Adriana Ressureição, do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, está a estudar o impacto sócio-económico do mergulho turístico nas ilhas e através de vários inquéritos feitos este verão a clientes e operadores no Pico e no Faial chegou a algumas conclusões preliminares que mostram o potencial económico desta atividade e o perfil dos turistas que a procuram.
A maior parte dos inquiridos veio para os Açores especificamente para fazer mergulho e ficou, em média, 11 dias na Região. A investigadora apurou que, em média, cada um destes turistas gastou 1748 euros nas férias. Por outro lado, cerca de 80% dos operadores da Região contou com 3.289 clientes em 2012. Multiplicando este número pelo valor médio gasto por cada turista, a atividade terá gerado em 2012 cerca de 4.950 mil euros. Se tivermos em conta que estes dados dizem respeito, como já foi referido, a 80% dos operadores, a receita gerada em 2012 terá sido superior a 5 milhões de euros. Quanto a 2013, e tendo em conta o verão excecionalmente bom no grupo central, podemos depreender que o mergulho terá gerado em bem mais receitas na economia das ilhas.
Os números são, como fez questão de referir a investigadora, muito “brutos” para serem olhados com rigidez. Todavia, permitem ter uma ideia do potencial que se esconde sob as águas açorianas.
A falta de dados para permitir reflexões e análises mais apuradas foi uma das dificuldades apontadas neste encontro. Também do ponto de vista da qualidade do mergulho nos Açores enquanto produto turístico essa dificuldade se faz notar, como referiu Francisco Silva, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Lembrando que este tipo de turista é cada vez mais exigente e bem informado, este especialista em turismo e lazer aponta a sazonalidade e o excesso de burocracia como os principais entraves à melhoria da qualidade deste produto do turismo açoriano. Citando dados do Observatório Regional do Turismo, Francisco referiu que 74% destes mergulhadores consideram o destino Açores globalmente muito bom. A paisagem, o clima, a hospitalidade e a segurança são dos indicadores de qualidade mais valorizados, o que mostra que esta tem de ser cada vez mais vista de uma perspetiva holística: não basta oferecer bons mergulhos; é preciso que todos os serviços complementares (restauração, alojamento , etc) também correspondam às expetativas.
De entre os animais marinhos, os tubarões serão aqueles que impõem mais fascínio. O cinema fez deles os “maus da fita” mas a verdade é que, no mergulho açoriano, eles desempenham o papel de heróis. Hoje os mergulhadores procuram a Região não tanto pelo mergulho costeiro mas principalmente para ver tubarões ou jamantas.
Enrico Villa é o proprietário da empresa Cetacean Watching, que se sediou no Pico há algum tempo e se tem aperfeiçoado no mergulho com tubarões. Para ele, não há dúvidas de que os Açores estão a viver um momento especial no que diz respeito ao mergulho. Destacando as excelentes condições nos montes submarinos Condor ou Açores para o mergulho com tubarões, Enrico garante que desde que oferece este serviço tem mais clientes, dispostos a ficar mais dias e que procuram também os outros serviços como a observação de cetáceos ou o mergulho junto à costa.
O empresário lembra que a localização dos Açores, a meio do Atlântico, faz com que o destino seja atrativo não apenas para os mergulhadores europeus mas também para os americanos. No entanto, apesar de todas as potencialidades, Enrico alerta para a necessidade de pensar esta atividade, defendendo uma regulamentação que vá para além dos códigos de conduta, à semelhança do que acontece com a observação de cetáceos, que imponha, entre outras coisas, um limite máximo de mergulhadores em simultâneo na água que não exceda as oito pessoas.
A ideia de que a especialização dentro do mergulho, oferecendo mergulho com tubarões ou com jamantas, é o caminho do sucesso também foi corroborada por Felipe Barrio, proprietário de uma agência de viagens espanhola especializada em viagens de mergulho. Este empresário destaca a crescente procura pelo mercado açoriano, principalmente desde que a sua empresa começou a oferecer como destinos de mergulho as ilhas de Santa Maria, Faial e Pico, em 2012. Os resultados não podiam ser mais reveladores, com a procura pelos Açores a crescer 700%.
Com 18 operadores licenciados, dois dos quais a fazer mergulho com tubarões, o Faial é uma das ilhas onde o turismo subaquático de destaca, no entanto nenhum empresário faialense marcou presença nesta bienal.