Finalmente o Mercado Municipal Horta, vai ser alvo de intervenção. O auto de consignação da obra do “Centro de Acolhimento Empresarial da Horta – Mercado Municipal”, promovida pela Câmara Municipal da Horta (CMH), foi assinado no passado dia 30 de maio, nos Paços do Concelho.
A obra foi adjudicada à empresa AFAVIAS - Engenharia e Construções – Açorespelo valor de cerca deum milhão e duzentoseuros e tem um prazo de execução de 300 dias.
Esta obra, há muito reivindicada pelos faialenses, foi consideradapelo presidente da CMH como muito importante, por estimularnão só “o crescimento económico, mas também o sector primário”.
“Hoje estamos a dar início a uma obra numa infraestrutura que é fundamental para o nosso crescimento económico”, afirmou o autarca.
Segundo José Leonardo Silva, o Mercado Municipal “não será mais o mesmo” uma vez que vai adoptar “um novo paradigma”.
José Leonardo explicou o Mercado Municipal vai ser transformado num Centro de Acolhimento Empresarial, passando a ter “um horário mais flexível” e a dispor de “um espaço multiusos, onde vão decorrer, entre outras atividades, workshops, conferências e iniciativas” com vista “à promoção de novos produtos e novas ideias”, disse.
Neste sentido anunciou ainda a “autarquia vai promover ações de formação junto dos lojistas, quer ao nível da exposição de produtos, quer do serviço prestado, tudo em prol da qualidade e da inovação que se quer para o Mercado Municipal”, salientou.
José Leonardo Silva, esclareceu que o projeto, elaborado pelos técnicos da autarquia e da UrbHorta, é comparticipado no âmbito de uma candidatura ao PO 2020 e permite proporcionar, “melhores condições a quem vende e a quem compra”.
A intervenção para além da cobertura total do mercado,da criação do espaço multiusos e do aumento das próprias lojas, vai trazer de novo ao Mercado Municipal a Loja do Triângulo, que numa parceria com Associação de Agricultores da Ilha do Faial, vai funcionar como “loja âncora” daquele espaço, revelou o presidente.
A empreitada prevê ainda a criação de um espaço de frio comum para os lojistas e a requalificação do parque de estacionamento.
O edil adiantou que durante a intervenção os lojistas vão ser transferidos para a Praça da República, onde já se encontram montados os quiosques.
Genuíno Madruga, comemorou no dia 06 de Junho o 8.º aniversário da sua chegada à ilha do Pico com o veleiro Hemmingway da 2.ª viagem à volta do mundo.
“Hoje estamos aqui todos porque neste mesmo diahá oito anos, pelas três horas da tarde, conforme combinado, o Hemmingway entrava, comigo a bordo, no Porto das Lajes do Pico”, foi exactamente com estas palavras que um dos cidadãos mais conhecidos da ilha do Faial, dos Açores e do mundo começou o seu discurso comemorativo de mais um feito notável, a realização da sua 2.ª viagem à volta do mundo.
Lembrou, depois, a todos os presentes as histórias e peripécias que envolveram a sua 1.ª volta ao mundo, realizada há 15 anos, não sem antes agradecer ao programa de rádio, ao grupo de apoio, que foi criado com o intuito de saber onde ele andava, e que era aquele que trazia os relatos “dos tempos bons, dos tempos menos bons, dos acontecimentos”, que “trazia aos Açores o mundo que ele ia navegando”, destacando, entre eles, o Mourinho (rádio amador) que, todos os dias às 07.00 horas da manhã e às 19.00 horas UTC, estava à escuta, o LuísPrieto, o Marco Dutra e o seu filho Marco Madruga.
Frisou Genuíno Madruga que todas as comunicações, naquele tempo, eram estabelecidas via rádio ou quando chegava a terra, sempre que era possí-vel, via telefone, “quando era possível, nem sempre se conseguia, e havia lugares em que não havia telefone”, alertando que, por exemplo, nas ilhas de Vanuatu, naquela altura, não havia nada.
Visivelmente emocionado, salientou o facto de ter levado o nome dos Açores a todo o mundo, destas ilhas desconhecidas por muita gente, realizando conferências em escolas, colégios e universidades e até entregando uma bandeira da Região a um dos chefes da Phillips numa marina de Darwin, na Austrália.
Não quis terminar este seu périplo pela sua 1.ª viagem sem lembrar quem o ouvia atentamente que, quando saiu da Horta, tinha a intenção e conseguiu visitar o lugar onde estavam os restos mortais de Jacques Brel.
Sem parar de navegar, começou a recordar a 2.ª viagem à volta do mundo, em especial o dia 24 de Janeiro de 2011, dia em que passou o Cabo Horn do Atlântico para o Pacifico e o dia em que atracou em Dili, Timor Leste, onde foi recebido por centenas de pessoas e por altas individualidades do Estado Timorense, nomeadamente por Ramos Horta, o qual, no dia da sua partida, lhe ofereceu um terço que tinha recebido da Irmã Lúcia.
Disse depois que “no dia 06 de Junho de 2009, o Hemmingway chegou novamente em dia de festa às Lajes do Pico, pois foi lá onde nasci, na freguesia de São João”. Referiu-se, ainda, no seu discurso, ao espaço que decidiu criar após o termo da sua segunda viagem, e que conta, nas suas paredes, nas suas mesas, nos seus recantos, a história e a vivência das suas viagens.
Terminou agradecendo a todos os presentes o facto de terem comemorado com ele a passagem de mais um ano da 2.ª viagem de volta ao mundo.
A Rede Regional de Bibliotecas Escolares promoveu pelo terceiro ano consecutivo o concurso «Palavras com História», destinado aos alunos do ensino básico das escolas da Região Autónoma dos Açores. Resultante de uma pedagogia de promoção da leitura e da escrita em contexto de sala de aula, os/as alunos/as do 3.º e 4.º anos da EB1/JI do Capelo e Praia do Norte participaram neste concurso, elaborando individualmente, para o efeito, uma história subordinada ao tema «O mundo sem flores».
Por conseguinte, o júri procedeu à seleção dos melhores trabalhos regionais, atribuindo aos/às alunos/as EB1/JI do Capelo e Praia do Norte o primeiro, o segundo e terceiro lugares, considerando o escalão do concurso destinado às crianças que frequentam o 3.º e 4.º anos de escolaridade da Região Autónoma dos Açores.
Neste entendimento, os trabalhos premiados, de acordo com o regulamento do concurso, serão entregues pela Presidente do Conselho Executivo EBI da Horta, na próxima sexta-feira, às 10:30, na Biblioteca desta Unidade Orgânica.
Neste panorama, assume-se cada vez mais importante oferecer oportunidades de ler e escrever às nossas crianças, com vista a tornar o contato com material impresso cada vez mais natural, espontâneo e significativo. g
O PAN Faial apresentou a sua primeira medida acerca das decisões a tomar pelo concelho para se declarar amigodos animais e respeitador dos seus direitos - promover políticas de esterilização, captura e devolução de felinos e deesterilização de canídeos, rejeitando políticas de abate!
Afirma que é urgente iniciar os programas de esterilização para que rapidamente se atue naredução do abandono e consequente entrada de animais nos canis, por forma aexistirem condições sustentáveis de manutenção e funcionamento destes.
Sugere o PAN Faial as seguintes estratégias:
1 – Programas de esterilização gratuita e a preços de custo, adequados aosdiferentes grupos da comunidade.
Não são apenas os animais errantes que contribuem para o flagelo dasobrepopulação, a esterilização dos animais recolhidos pela Câmara e AFAMA nãoserá nunca suficiente para a redução da mesma.
Apresenta a esterilização dos animais de donos carenciados, sem meios financeiros parapagar uma esterilização aos custos do mercado, como uma medida essencial pararesponder às preocupações que têm vindo a lume sobre a acumulação de animaisnos canis.
Adianta ainda que as ninhadas domésticas indesejadas são a principal causado abandono que assola associações, protectores particulares e autarcas.
Como medida sugere que cada junta de freguesia deverá ter um programa de esterilização gratuito paraanimais de pessoas carenciadas e a preços de custo para animais de outrosestratos da população de menores recursos.
Cabendo a cada junta de freguesia identificar os grupos da população que maiscontribuem para o abandono e definir, em consequência, as modalidadesadequadas para lhes pôr termo.
2 – Dar incentivos para quem esterilize os seus animais.
Igualmente se impõem medidas de sensibilização e divulgação da importância daesterilização e do controlo da reprodução junto das populações concelhias.O mero apelo à esterilização carece de impacto, sobretudo no meio rural, dado oseu custo elevado, pelo que são necessárias também, medidas de discriminaçãopositiva, tais como isenção ou redução dos custos de licenciamento, identificaçãoeletrónica e vacinação para detentores com animais esterilizados às suas custas,numa acção concertada com as respetivas Juntas de Freguesia, terão um efeitomuito positivo no desenvolvimento de uma atitude responsável por parte dosdetentores de animais.
3 – Iniciar um programa de esterilizações de animais de rua (Capturar – Esterilizar – Devolver)
A solução para o problema de matilhas e colónias de animais errantes passa pelaesterilização em massa destes animais.Uma colónia controlada de gatos será uma colónia saudável e silenciosa edesempenha um papel importantíssimo no controle da população de roedores.
As matilhas de cães, uma vez esterilizadas e com acesso a comida suficiente,tendem a sedentarizar e a agressividade provocada pela disputa de fêmeas ecomida deixa de existir.Para além do fundamento ético, o qual, por si só, é imperativo para defendermostodos o fim do abate de animais nos canis, a ineficácia desta prática no controlo dasobrepopulação está amplamente comprovada, revelando-se dispendiosa, ineficiente e alvo de total repúdio por parte da sociedade portuguesa.
Pretende este partido uma rápidaimplementação do Decreto Legislativo Regional nº 12/2016/A., e que sejamos aprimeira Câmara dos Açores a tratar da esterilização de animais abandonados e apromover a esterilização de animais com dono para não haver mais abandono.
Devido a este facto irá realizar uma série de Jornadas do Grupo Mútua, que na prática são sessões de esclarecimento em várias comunidades costeiras, em diversos pontos do país. A primeira aconteceu este sábado, dia 3 de Junho, na cidade da Horta, seguindo-se Peniche a 1 de Julho, para comemorar o Dia Internacional das Cooperativas, do qual a Mútua é entidade anfitriã das comemorações. A 15 de Julho será a vez de Portimão, a 14 de Outubro do Funchal, a 21 de Outubro em Sesimbra, terminando o ciclo de sessões a 11 de Novembro, em Vila do Conde.
São “75 anos em que sucessivas gerações de dirigentes, trabalhadores e colaboradores, se colocaram ao serviço das comunidades costeiras, da pesca e demais actividades marítimas, dos sectores cooperativo e social, para fazer desta uma organização de referência, incontornável na actividade seguradora em Portugal”, refere a Mútua dos Pescadores em nota remetida à redação.
Desde 1942
Constituída a 27 de Julho de 1942, por iniciativa do Almirante Henrique Tenreiro, a seguradora Mútua dos Pescadores foi criada com o objectivo de abranger as embarcações e pescadores não cobertos pelas três outras mútuas de seguros já existentes (arrasto, bacalhau e sardinha).
À data, a Mútua dirigia-se, sobretudo, à pequena pesca artesanal e funcionava, como as suas congéneres, no âmbito da Junta Central das Casas dos Pescadores (JCCP), um organismo que enquadrava corporativamente todos os pescadores portugueses, obrigados a inscrever-se nas Casas dos Pescadores dos respectivos portos.
Em 1950, o seguro de acidentes pessoais passou a ser obrigatório para a pesca artesanal, instituindo-se o pagamento dos prémios por desconto em lota de uma taxa sobre o valor bruto do pescado, sistema de pagamento que ainda hoje se pratica e que constitui uma das especificidades do seguro na pesca.
Em 1954, foi autorizada a explorar o ramo de acidentes de trabalho, reforçando, deste modo, a protecção social em caso de acidente.
A Mútua, em 2004 adequou os seus Estatutos à forma cooperativa, e, transformou-se na primeira Cooperativa de Seguros de Portugal.
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O Hospital da Horta recebeu, no passado sábado, 3 de junho, uma sessão multidisciplinar sobre Diabetes tipo 1. O evento foi promovido pela Sociedade Portuguesa de Pediatria e a formação ficou a cabo de uma equipa de três profissionais do Serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital do Divino Espírito Santo, de Ponta Delgada.
A Sessão teve início pelas 10h30, no Auditório do Hospital da Horta, com a apresentação do tema «Hiperglicemia e dia de doença», pela Dra. Catarina Moniz, endocrinologista, que aproveitou a ocasião para relembrar que é importante “combater o isolamento da diabetes infantil”, assim como “melhorar a comunicação e criar elos profissionais entre médicos e doentes”. Na sua apresentação, a Dra. Catarina apresentou conceitos da doença e explicou as formas de calcular o tratamento da insulina.
De seguida, a Dra. Maria João Eleutério, nutricionista, tomou da palavra para falar sobre a alimentação na diabetes. Na sua apresentação foram debatidos alguns mitos, dando um grande destaque à roda dos alimentos, de forma a que os diabéticos saibam controlar melhor a sua alimentação e agir em caso de emergência ou de doença. “Não existem alimentos proibidos, tem que haver é moderação. Fazer uma alimentação variada, completa e equilibrada” é fundamental, assim “como cumprir horários”, são os conselhos da Dra. Maria João. Ainda neste painel, os presentes foram convidados a juntarem-se à mesa dos alimentos e fazer parte de uma componente mais prática da apresentação, pondo em prática a contagem dos hidratos de carbono.
Após o almoço, servido no refeitório do Hospital da Horta, e que também contou com uma parte prática, realizou-se uma aula de Ioga, tendo depois início o último painel do dia, uma apresentação sobre a correção da hipoglicemia, com enfoque sobre o exercício físico relativo aos diabéticos, administrada pela Enfermeira Pediátrica Manuela Marques.
Durante a sessão ficou sempre demarcada a tríade “Exercício Físico, Alimentação e Insulina”, como os pilares fundamentais para que qualquer criança ou adulto com diabetes tipo 1 possa ter uma vida normal, sem grandes privações, conhecendo de antemão os seus limites.
A Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, que se manifesta maioritariamente na idade pediátrica e transforma invariavelmente a vida das crianças afetadas, constituindo a 2ª doença crónica mais frequente na idade infantil,sendo por isso importante a sua divulgação por toda a comunidade, em escolas e hospitais, de forma a poderem colaborar no seu tratamento diário.
O Faial recebeu pela primeira vez a Reunião de Saúde Oral dos Açores. Esta IX reunião de caracter bienal é acreditada pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), foi organizada pela Unidade de Saúde da Ilha do Faial, (USIF) e reuniu profissionais do setor para debater e discutir a saúde oral,com especial enfoque na Região.
Durante três dias 60 profissionais nacionais e regionais de Medicina Dentária estiveram reunidos no Faial, âmbito da IX Reunião de Saúde Oral.
Nesta reunião, bienal, que pela primeira vez foi organizada pela USIF, participaram vários médicos dentistas que exercem nos centros de saúde da região e alguns em clínica privada.
Na sessão solene de abertura, Helena Reis, presidente do Conselho de Administração da USIF, destacou os avanços registados na Região em termos de saúde oral, graça à implantação em 2004 do Programa de Saúde Oral da Região Autónoma dos Açores.
A este respeito Helena Reis lembrou que antes da entrada em vigor deste programa apenas “haviam três médicos dentistas nos quadros dos Centros de Saúde da Região”. “Atualmente são 24 os médicos desta especialidade que prestam estes cuidados em todas as ilhas dos Açores”, revelou a presidente do Conselho de Administração da USIF.
“Nos Açores, estão inscritos na Direção Regional de Saúde 201 médicos dentistas. Só o ano passado foram realizadas 40686 consultas nos gabinetes de saúde oral das instituições públicas de Saúde da Região”, adiantou ainda.
Nesta cerimónia de abertura, marcou presença, Artur Lima, representante da Região Autónoma dos Açores no Conselho Diretivo da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).
Na sua intervenção Lima, manifestou-se satisfeito com o sucesso do Programa Regional de Saúde Oral e com o facto da medicina dentária se encontrar disponível em todos os centros e unidades de saúde,lamentando, no entanto, que este exemplo não seja aplicado aosHospitais da Região. “Nada obriga a haver uma carreira médica para se contratar médicos dentistas para os hospitais”, disse o representante, acrescentando que “essa vai ser uma batalha da Ordem”, reforçou.
O representante da Região da OMDnão esqueceu a carreira destes profissionais no Serviço Nacional de Saúde e no Serviço Regional de Saúde, garantindo que vão continuar a lutar pela carreira técnica dos superiores de saúde.
Os reembolsos também estiveram na mira de Artur Lima. Sobre este assunto o representante da OMD nos Açores,considerou que “é preciso melhorar substancialmente este processo”, deixando a promessa de que a Ordem está atenta e “não desiste de melhorar este aspeto”.
O programa do evento incluiu apresentações de conferencistas de várias áreas da medicina dentária e o último dia dos trabalhos foi dedicado aos programas nos Centros de Saúde da Região Autónoma dos Açores, que foi debatido nas Mesas Redondas realizadas.
Luís Bruno, Fernando Dutra, Clube Naval da Horta e Sociedade Filarmónica Artista Faialense, estão entre as 30 personalidades e instituições que foram homenageadas no Dia da Região, que este ano decorreu na sede do Parlamento açoriano, no Faial.
Feriado regional desde a década de 80, o Dia da Região comemora-se sempre na segunda feira do Espírito Santo. Este ano, a data foiassinalada a 5 de junho, na cidade da Horta, com uma sessão solene que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa.
Nesta cerimónia foram agraciadas 30 personalidades e instituições que se destacaram na consolidação da identidade histórica, cultural, política e económica dos Açores.
A lista de condecorados com as Insígnias Honoríficas Açorianas foi aprovada, por unanimidade, no passado dia 18, na reunião da Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho e submetida à aprovação no Plenário de maio.
As Insígnias Açorianas, cujo regime jurídico foi aprovado em 2002, visam distinguir “os cidadãos e as pessoas coletivas que se notabilizarem por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à Região”.
Nos Açores existem cinco Insígnias Honoríficas, nomeadamente a Insígnia Autonómica de conhecimento, a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional, a Insígnia Autonómica de Mérito Industrial, Comercial e Agrícola, a Insígnia de Mérito Cívico e a Insígnia Autonómica de Dedicação.
Luís Bruno, médico de Clínica Geral, no Centro de Saúde da Horta, e dirigente do PCP no Faial,Fernando Dutra de Sousa, actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Horta e antigo Presidente da Câmara da Horta,Clube Naval da Horta (CNH), que no próximo mês de setembrocompleta 70 anos de existência e a Sociedade Filarmónica “Artista Faialense”, foram as personalidades e instituições faialenses que este ano foram condecoradas no Dia da Região Açores.
Luís Bruno - Insígnia Autonómica de Mérito Profissional a título Póstumo
Luís Bruno, natural das Caldas da Rainha, faleceu a 1 de dezembro de 2014, na Ilha do Faial. Médico do Centro de Saúde da Horta, e dirigente do PCP no Faial, foi condecorado com insígnia Autonómica de Mérito Profissional a título póstumo.
O médico para além da sua atividade profissional, distinguiu-se também na política. Assumiu vários cargos institucionais, foi membro da Assembleia Municipal da Horta e membro do Conselho de Ilha do Faial. Integrou a Comissão de Ilha do Faial do PCP, foi Coordenador do PCP Faial, membro da Direção da Região Autónoma dos Açores e membro do Conselho Regional do PCP. Também fez parte do Movimento Sindical, ao qual dedicou grande parte da sua vida, exercendo as funções de delegado sindical e de dirigente sindical dos Médicos do Sul.
O médico distinguiu-se na vida faialense, não só a nível profissional e político mas também social. Colaborou com muitas coletividades desportivas, culturais e recreativas. Foi Presidente da Direção do Grupo Desportivo da Feteira, do Conselho Fiscal da Sociedade Amor da Pátria e médico do Corpo ativo da Associação Faialense de Bombeiros Voluntários.
Para a viúva esta foi uma justa homenagem. “Estou extremamente feliz por ele. Sei que se ele estiver nalgum sítio que nos esteja a ver está completamente orgulhoso”, revelou emocionada ao Tribuna das Ilhas Maria Alexandra Bruno. “Ele escolheu o Faial como a sua terra e dedicou a sua vida à população”, reforçou.
Fernando Dutra – Insígnia Autonómica de Mérito Cívico
Fernando Dutra, nasceu na freguesia da Candelária, na ilha do Pico. Frequentou o ensino primário na escola da localidade. Aos 19 anos ingressou na vida militar, prestando serviço militar na Marinha. Nesta condição para além de outras missões, prestou serviço como especialista de radiotelegrafia nas estações da Rádio Naval de Algés, Monsanto e Horta.
Enquanto desempenhava estas funções concluiu o Curso Geral dos Liceus e o Curso do Magistério Primário, a par do 3.º ciclo liceal.
Na política destacou-se enquanto Presidente da Câmara Municipal da Horta, deputado à Assembleia Regional do Açores e foi nomeado presidente do Centro de Prestações Pecuniárias da Horta.
Para além da vida profissional e política, Fernando Dutra também colaborou com instituições locais de carácter cultural e social, desempenhando atualmente as funções de provedor da Santa Casa da Misericórdia da Horta.
Para Fernando Dutra esta homenagem “significa o reconhecimento” do seu contributo à sociedade. “Na minha vida nunca pensei em vir a ter um reconhecimento destes”. “Espero ter sido um estímulo para alguém”, referiu acrescentando que “este reconhecimento é significativamente fruto de muita gente que andou à minha voltaque trabalhou comigo e com quem eu aprendi muito”, disse.
“Não escondo de forma nenhuma a minha alegria”, revelou ao Tribuna das Ilhas.
Clube Naval da Horta – Insígnia Autonómica de Mérito Cívico
Neste Dia da Região também mereceu homenagem por parte do Governo o CNH. Fundado a 26 de setembro de 1947, o CNH celebra este ano 70 anos de existência dedicados essencialmente às atividades náuticas.
No entanto a sua atividade não se confina apenas à componente desportiva. O CNH tem tido um papel preponderante no apoio ao iatismo internacional, não só no quadro náutico-competitivo, mas também na promoção turística.
Atualmente esta instituição é responsável por dinamizar várias modalidades náuticas, desde a vela de cruzeiro, vela ligeira, vela e remo em bote baleeiro, natação em piscina e em águas abertas, canoagem, pesca desportiva de costa e de barcos, assim como remo, mergulho em apneia e outra atividades subaquáticas, windsuf e radiomodelismo, entre outros.
Para o presidente do CNH, esta homenagem apresenta-se como uma “honra”, uma vez que “representa o reconhecimento da atividade desenvolvida, quer no que respeita à promoção e prática de desportos náuticos quer no que respeita à promoção dos Açores e do Porto da Horta em especial junto da náutica internacional de recreio”, afirmou.
Para José Decq Mota, “para quem propôs e para quem aprovou esta distinção, fê-lo com conhecimento de causa”, por isso considerou “que esta é uma homenagem merecida”, que revela “o trabalho dos sócios, ao longo de muitas direções que efetivamente tornaram este CNH numa instituição aberta à sociedade, ao mundo que promove nitidamente os desportos náuticos e a Região”, reforçou.
Embora satisfeito com esta homenagem, José Decq Mota mostrou-se apreensivo pelo facto de ainda desconhecer qual o apoio do Turismo para este ano de 2017. “Estamos em junho, existem muitas atividades promocionais a serem preparadas e ainda não sabemos se vão ter como vão ter esse apoio do Turismo”, adiantou.
Sociedade Filarmónica Artista Faialense – Insígnia Autonómica de Mérito Cívico
Fundada a 22 de fevereiro de 1858, a Sociedade Filarmónica Artista Faialense, provém de um Grupo Musical da Escola do Mestre de Banda Militar, Joaquim Alberto Lança.
Viveu períodos de instabilidade até 1907. Data em que o prestigiado Maestro Francisco Xavier Symaria assumiu a sua regência. Durante trinta e sete anos Symaria fez da “Artista Faialense” um grupo exemplar, elogiado nos vários escritos da época.
Em 28 de setembro 1999 tornou-se membro da Federação de Bandas Filarmónicas dos Açores. Com 185 anos de existência, ininterrupta, ao serviço da cultura faialense e açoriana é atualmente composta por um grupo de 35 elementos, sob a regência do Maestro Bruno Goulart.
Também foi com orgulho que Isabel Maciel, presidente desta filarmónica recebeu esta condecoração. Segundo a responsável, a principal dificuldade que a Filarmónica se depara atualmente é com a falta de músicos e de jovens para incorporar a instituição”. Para Isabel Maciel “comandar os destinos de uma instituição centenária como a Artista Faialense, não é fácil, mas com trabalho e dedicação tudo se consegue”, garantiu a presidente.
Tribuna das Ilhas - Tomou posse da pasta de turismo à pouco mais de quatro meses, atividade económica fundamental na região e criadora de riqueza. Quais são as linhas orientadores definidas para a Direção Regional de Turismo (DRT) para o mandato em curso?
Filipe Macedo - As linhas orientadoras são basicamente focarmo-nos naquilo que o Plano Estratégico de Marketing Turístico dos Açores define nas várias tipologias de produtos e depois na identificação que fez para cada tipo de produtos de cada uma das ilhas da região. Globalmente está muito bem definido e claro que a nossa aposta será no turismo de natureza ativo. Habitualmente os Açores eram conhecidos pelas suas belezas naturais, por uma prespetiva muito contemplativa das paisagens e queremos mudar um pouco isso. O esforço será feito na promoção e ganho de notoriedade ao nível do turismo de natureza ativo, ou seja, que se passe para a componente das experiências, através dos produtos. Temos uma panóplia de produtos, sendo que o turismo de natureza, está muito relacionado com a natureza em terra, nomeadamente ligada aos trilhos e aos passeios pedestres, também a parte dos produtos complementares, mas ai já é mais na área do mar e do bem estar.
TI - Os Açores têm-se e apresentado como um destino turístico assente sobretudo numa matriz de natureza impar. Que estratégia tem o Governo Regional para a promoção desse turismo de natureza ativa?
FM - Antes de falar na promoção, destacaria a preocupação que houve na formação deste novo Governo Regional, nomeadamente em ligar no mesmo departamento governamental, as valências do turismo e do ambiente. Não é que doutra forma as coisas não fossem possíveis de se concretizarem, mas obviamente estando dentro do mesmo departamento a comunicação é muito mais fácil e a interação dos serviços também.
A nível da notoriedade, não é o Governo Regional dos Açores que o faz diretamente, mas sim através da Associação do Turismo dos Açores, que tem a responsabilidade de desenvolver um plano de ações, para que os Açores se tornem mais visíveis nomeadamente através da presença em feiras de turismo.
Além das feiras genéricas em que participamos, marcamos também uma presença muito assídua nas feiras de turismo ativo ou de turismo de natureza, uma vez que se tratam de feiras conhecidas e com produtos especializados.
TI - A entrada das low cost na Região, tem fomentado a procura turística sobretudo na ilha de São Miguel, que medidas têm sido tomadas para expandir essa procura para as restantes ilhas?
FM - Efetivamente tem-se verificado um crescimento do turismo em consequência da alteração do modelo de acessibilidades na ilha de São Miguel. No entanto nos últimos dados, é visível que o turismo cresce de uma forma genérica em todas as ilhas.
Há por isso, que ter algum distanciamento dos números que se apresentam e verificar que o impacto e intenção que está a subjacente ao crescimento verificado em São Miguel é de transferir e fazer também com que as outras ilhas cresçam.
Neste aspeto, há uma preocupação específica da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, de trabalhar. A questão da Terceira, que já foi identificada e reforçada com algumas operações, nomeadamente a operação de Espanha, Madrid, a questão dos Estados Unidos através de Boston e também agora da introdução recente em dezembro da Ryanair.
No que se refere ao Triângulo, também gostaríamos de reforçar de alguma forma o interesse turístico destas ilhas, correspondendo aos investimentos que têm vindo a ser realizados pelos agentes privados.
TI - Quais são os aspetos menos positivos da introdução das companhias low cost a operar na Região?
FM - Neste momento não consigo identificar um aspeto menos positivo deste tipo de operação. As entradas low cost, através da articulação com outras companhias aéreas, nomeadamente com a SATA Air Açores, tem permitido fazer com que todas as ilhas recebam mais turistas. Dou o exemplo do Faial que através desta operação acaba também por receber turistas diretamente da ligação Lisboa – Ponta Delgada.
TI - Por vezes as ligações aéreas obrigam a uma pernoita na Terceira ou em São Miguel para chegar ou sair das ilhas mais periféricas, como é o caso o Faial. Também se verifica que por vezes as ligações inter ilhas que existem não conseguem dar resposta a esta necessidade. Existe alguma alternativa a essa situação?
FM - Infelizmente não tenho tanto conhecimento quanto gostaria da área dos transportes, porque não é uma área que está diretamente relacionada com a nossa Secretaria, obviamente que tem implicações na parte turística e na parte do encaminhamento de visitantes, mas penso que o trabalho que tem vindo a ser feito é neste sentido.
TI - Estão previsto investimentos por parte do turismo para a ilha do Faial e restantes ilhas do Triângulo?
FM – Os investimentos da DRT são mais a nível da promoção ou notoriedade. Especificamente na parte que me diz respeito, na DRT, há efetivamente uma aposta significativa, nomeadamente no apoio às organizações desportivas, que ao fim ao cabo darão notoriedade a nível de turismo de natureza ativo. Aqui refiro o caso do ATR®, do Triangle Adventure e também o apoio que damos às atividades do Clube Naval da Horta (CNH), na captação e manutenção das regatas que têm partida em França, que está sempre associada aos mercados emissores que queremos atingir, neste caso do CNH no mercado francês. No caso do ATR®, é algo mais abrangente uma vez que já ganhou uma notoriedade tão elevada, ultrapassando as 20 nacionalidades e mais de 100 concorrentes do estrangeiro. É este o retorno que queremos quando investimos nestas organizações, ou seja, notoriedade no estrangeiro, promoção das nossas infra-estruturas e dos nossos pontos de interesse turísticos, pela via das experiências, na qual se incluem os trilhos.
TI - Nos últimos anos o trail run, modalidade que alia o desporto à natureza tem ganho expressão significativa nos Açores. No seu entender que importância tem tido esta atividade no arquipélago?
FM - A importância tem sido enorme, porque o ATR®, faz uso daquilo que é uma das principais infra-estruturas em terra, os trilhos pedestres, que são a nossa imagem de marca do turismo de natureza ativa. São os trilhos que permitem as experiências ligadas a este conceito. Não só o ATR®, especificamente e esta organização do Clube Independente Atletismo Ilha Azul (CIAIA), mas também todas as outras que se realizam, nomeadamente na ilha de Santa Maria e na ilha de São Miguel.
Penso que têm sido um ótimo veículo de dinamização e de promoção da Região no exterior, porque, além de quem nos visita de forma particular, também há um esforço devido ao apoio que damos, por parte das organizações em garantir a presença nomeadamente de líderes de opinião e de jornalistas, que depois fazem difundir a nossa imagem e a imagem do turismo de natureza ativa, que queremos promover.
Subjacente ao turismo de natureza ativa também há a questão de sustentabilidade e quando se fala de sustentabilidade, fala-se de impacto económico das próprias provas. Quando temos aqui as pessoas estamos efetivamente a garantir uma ocupação e um impacto económico direto nas ilhas onde as provas se realizam. Depois temos também, a intenção de transmitir a nossa preocupação como açorianos e Região de defendermos o nosso património ambiental, demonstrando às pessoas que é possível tê-las cá, ter atividades e experiências de forma sustentável, ou seja, demonstrar que as nossas paisagens são utilizadas já com alguma marca humana, mas mantêm um equilíbrio. Aqui também temos a questão social de associar as pessoas. Estas provas conseguem angariar à sua volta, não só uma serie de voluntários que prestam o seu apoio de forma gratuita, mas também se tornam uma referência para as próprias pessoas que vivem nos locais. Todos os faialenses e picoenses falam com muito orgulho do ATR® e no Triangle Adventure. Quando vamos a Santa Maria é fantástico verificar que o Columbus Trail é já para eles a sua prova de fevereiro.
TI - Como tem o turismo promovido o Trail Run nos Açores, nomeadamente na ilha do Faial e do Triângulo?
FM - A promoção é garantida. Nós estabelecemos, neste caso com o CIAIA, ou com outras associações que também se dedicam não só ao Trail, mas também ao BTT e a outras atividades ativas, em âmbito da natureza, contratos programa anuais, nos quais nos é apresentado um plano de atividades e em que nós temos a grande preocupação em verificar que não só o plano de atividades se enquadra dentro dos nossos objetivos, mas principalmente que se enquadra dentro dos objetivos da notoriedade e da promoção. Não é só realizar a prova, mas é preciso garantir que as pessoas ficam satisfeitas, e difundem a beleza dos nossos trilhos, das nossas paisagens, assim como a organização garanta que quem vem cá de forma mais proporcional, transmita para fora o que temos de forma a garantir uma repulsão grande do investimento que fazemos através desse apoio.
TI - O ATR®, que acontece todos os anos no mês de Maio na ilha do Faial, tem posto os Açores no mapa mundial da modalidade e já considerado o maior evento de natureza dos Açores. Que apoios estão previstos a ceder à organização, por parte do Governo para a realização deste evento? Existe algum montante?
FM - Sim há um montante. Esses montantes são publicados todos os anos. O investimento e o esforço de promoção desta área vai-se manter. Agora há aqui uma preocupação com o impacto económico que geramos. Cada vez mais, de uma forma genérica, não só na realização do ATR® e das provas de Trail Run, mas também de todas as provas que estão ligadas a desportos de natureza e de aventura, que devem merecer também a atenção dos agentes privados que devem apoiar estas organizações. Estes eventos atingiram uma dimensão que já começam a interessar no ponto de vista comercial e é importante que as entidades privadas comecem a olhar para isto com outros olhos, já havendo um exemplo disso. Temos um operador turístico no Continente que já criou um departamento específico para turismo de aventura e está muito ligado ao Trail, ou seja, já existe tantas organizações de Trail, que já começa a ser um produto comercial, obviamente que não se deve começar a olhar iminentemente só a números, mas as organizações já devem começar a puxar para si os agentes privados e os agentes privados também têm de começar a trabalhar um pouco mais em criar pacotes, produtos de viagem incluindo também a corrida e outras experiências.
A “desculpa” de vir participar nos nossos trilhos pode ser também “desculpa” para vir passar 3 ou 4 dias e experimentar o whale watching e a gastronomia.
TI - Que importância tem tido este evento na captação de turistas, sobretudo no Grupo Central?
FM - Tem um impacto direto, nas pessoas que visitam naquele momento e indiretamente o impacto de todo “buzz”, todo o ruído positivo que os amantes da modalidade acabam por receber por via dos órgãos de comunicação social, das redes sociais, que depois permitem que num dia como hoje se possa ver pessoas a caminhar pelos trilhos, é este o impacto que acaba por ter.
TI - Na região a modalidade já tem expressão em várias ilhas. O ATR®, por exemplo, tem organizado provas na ilha do Faial, Pico, São Jorge e em Santa Maria. É intenção do Governo promover provas destas em mais ilhas do arquipélago?
FM - Sim nós vemos o ATR®, como uma forma de promoção e gostaríamos de o estender a outras ilhas, já o demonstram-mos não publicamente, mas eventualmente também à ilha Graciosa e das Flores, talvez com outro tipo de organização e outro tipo de dimensão, porque temos de adequar a cada ilha. É importante que as pessoas tenham essa noção, há questões que temos de ter em conta nomeadamente em realidades mais pequenas.
Prevemos e gostaríamos que as várias organizações e os vários clubes que se dedicam a esse tipo de organizações se organizassem de uma forma eventualmente a nível regional para que se possa ter uma visão mais global e regional da modalidade.
TI - Os trilhos são uma componente essencial para este turismo de natureza que se quer para os Açores. Pretende o Governo continuar a apostar na requalificação e mesmo na criação de novos trilhos?
FM - Vamos continuar efetivamente a manter e a crescer a rede de trilhos amolgados. Foi isso que aconteceu recentemente na reunião da Comissão de Acompanhamento dos Percursos Pedestres em que aumentamos cerca de 10 percursos à rede. A intenção será numa primeira fase, sendo que os departamentos são novos, consolidar esta rede. Para isso vai ser criado uma gestão que será feita pela DRT em coordenação com o ambiente de forma a garantirmos as condições normais do usufruto dos trilhos e trabalharemos no crescer da rede.
TI - Neste momento, só este trilho do Monte da Guia tem sinalética própria de trilho, é intenção do Governo sinalizar também os outros trilhos existentes nos Açores?
FM - Não diria isso. Na DRT será criada uma área específica que se dedicará apenas à estruturação do produto de turismo de natureza ativa, ou seja, teremos pessoas e recursos a pensar de forma integrada como usufruir desta infra-estrutura, até porque também vão existir pessoas preocupadas em desenvolver outras áreas como por exemplo os produtos relacionados com o mar. Na parte terrestre existirão pessoas nomeadamente com conhecimentos específicos da área do Trail, do BTT que se preocuparão em realizar um modelo de utilização concorrencial, porque temos pessoas que querem só passear ou andar, outras querem correr, outras fazer BTT, downhill, etc. Há aqui uma série de especialidades dentro do tracking, das bicicletas e outras utilizações, que é preciso pensar e saber como encontrar um modelo equilibrado que permita a utilização dos trilhos pelas várias valências. Isso leva a que haja uma identificação dos trilhos mais aptos ao trail, dos que poderão incluir a utilização de bicicletas e é a isto que esta área se vai dedicar, criando regulamentação própria, códigos de conduta, a ter em conta na utilização dos trilhos, de forma a garantir que estes continuam o mais puros possível.
TI - Já é possível um balanço do impacto que estes eventos de Trail Run têm nos Açores quer em termos de turistas, quer em termos económicos?
FM - Não lhe sei dizer ao certo os números do impacto, mas o que é revelado é ao nível de exposição mediática, esse sim existe.
TI - Podemos equiparar este evento ATR® em termos de retorno financeiro para a Região, ao SATA Rallie Açores ou ao Red Bull Cliff Diving?
FM - Não gostaria de fazer comparações. Penso que cada um tem o seu objetivo, todos eles têm particularidades e diferentes exposições. Enquanto por exemplo no SATA Rallye Açores temos uma exposição muito mais genérica ao público que vê neste caso o EuroSport, no caso do Red Bull Cliff Diving temos um nicho de mercado que são novos “millenniuns” que vêm os canais de redes sociais como o youtube, e depois temos os do ATR® que são muito direcionados para o facebook, canais próprios de corridas ou turismos de aventura.
Penso que são grupos de eventos que todos juntos pretendem atingir o maior número de potenciais interessados em conhecer os Açores e não querendo comparar, acho que contribuem todos de forma integrada para a promoção dos Açores. Temos conseguido garantir um plano de ações de promoção integrado nesses eventos, que leva as características dos Açores o mais longe possível.
A finalizar, quero dar os parabéns não só ao CIAIA, especificamente por todo o sucesso que têm tido as suas provas, mas a todas as entidades que têm colaborado de forma ativa com a DRT em promover o conceito que foi definido e se aproximarem do conceito que queremos promover.