"Este ano só se vai ouvir falar dos Açores, e por bons motivos”, sublinha o site Pop Sugar, que destaca que o arquipélago português deverá ser o destino de eleição para 2017.
Descrito como um “destino de férias desejável”, graças às suas “águas azuis”, “fauna exuberante” e “aldeias encantadoras”, o arquipélago dos Açores deverá ser o ponto de encontro de bloggers e amantes das viagens.
O site norte-americano Pop Sugar destaca que os Açores, “à distância de um voo de apenas quatro horas da costa leste da América”, é mesmo o destino a eleger e até partilha15 fotos que o provam, de forma a ajudar os possíveis indecisos.
"De acordo com os nossos cálculos, a região está, neste momento, com uma carência de 291 enfermeiros. Estes números justificam-se essencialmente pela aplicação da norma de cálculo da dotação segura de enfermeiros e é para um número ótimo de enfermeiros na região", adiantou o presidente da secção regional da Ordem dos Enfermeiros.
Luís Furtado falava, em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião com o secretário regional da Saúde, Rui Luís, em Angra do Heroísmo.
O pedido de levantamento das necessidades de enfermeiros nos Açores foi feito pela tutela na anterior legislatura, em meados de 2015, mas só agora o processo foi concluído.
Segundo Luís Furtado, a carência de enfermeiros é mais evidente na prestação de cuidados de saúde primários e varia de ilha para ilha.
"Há ilhas mais carenciadas do que outras. Nos cuidados de saúde primários estamos a falar de uma carência de 33% aproximadamente, nos cuidados hospitalares à volta dos 11%", frisou, acrescentando que a situação da ilha de Santa Maria é a que mais preocupa.
A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional realizaram, no dia 20 de março, uma operação coordenada de vigilância e verificação do estado ambiental subaquático relativo a eventuais restos de aparelhos e artes de pesca antigas, que pudessem estar depositados no fundo da recentemente criada Reserva Marinha da Ribeira Quente, tendo em vista a diminuição dos efeitos nefastos que aquelas artes, quando submersas e abandonadas, podem provocar no meio marinho.
Nesta operação estiveram envolvidas a Marinha, através do empenhamento da equipa de mergulhadores do NRP Viana do Castelo e a Autoridade Marítima Nacional, através do empenhamento do Grupo de Mergulhadores Forenses do Comando-Regional da Polícia Marítima dos Açores e ainda uma embarcação do Comando Local da Polícia Marítima de Ponta Delgada.
Os movimentos na reserva têm vindo a ser monitorizados pela Policia Maritima de Ponta Delgada, não tendo sido detetadas embarcações em presumível infração.
Com a operação de mergulho e fiscalização subaquático de hoje, pretendeu-se verificar se não existiam nessa área, aparelhos e artes de pesca abandonados, que para além de constituir uma ação humana censurável e punida por lei, pode constituir perigo para a navegação bem como para a vida marinha e dar uma imagem negativa para a atividade económica da operação marítimo turística de mergulho subaquático desenvolvida na Ilha de S. Miguel, sobretudo em zonas de reserva.
Durante esta operação e na área subaquática vistoriada, não foram detetadas artes de pesca ou outros detritos abandonados.
Esta ação, agora realizada de forma coordenada entre os mergulhadores da Marinha e da Policia Maritima, vem na sequencia de outras já realizadas pelos mergulhadores da Policia Maritima na reserva natural das Formigas, em reservas da ilha de Santa Maria e na reserva arqueológica do Dóri, na costa sul de São Miguel.
A Direção Regional da Cultura, através dos seus Serviços Externos, associa-se às comemorações do Dia Mundial da Poesia, que se celebra anualmente a 21 de março, promovendo a realização de diversas iniciativas nas ilhas de S. Miguel, Terceira, Faial e Pico.
Na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, realiza-se hoje, entre as 18h00 e as 20h00, uma atividade intitulada “Celebrar a Poesia, Celebrando a Primavera”, organizada pelo poeta António Neves, destinada ao público jovem e adulto.
Esta iniciativa, com entrada livre, inclui uma mostra de livros de poetas açorianos e um recital de poesia, no qual diversos poetas dirão poesia da sua autoria ou da autoria de outros poetas.
O evento conta com a presença de Ana Paula Inácio, Tiago Rodrigues, Luísa Ribeiro, António de Névada, Bianca Mendes, Mário Cabral, Sónia Bettencourt, Carlos Bessa, Teresa Valadão, Dionísio de Sousa, Margarida Ferreira e Ricardo Ávila.
Na Horta, a Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça também se associa a esta comemoração, promovendo hoje, pelas 18h30, a realização de um Recital de Poesia.
Este recital realiza-se em parceria com a Escola Secundária Manuel de Arriaga, a Escola Profissional da Horta e a Comunidade de Leitores “Chá com Livros”.
O Museu do Pico, também no âmbito do Dia Mundial da Poesia, realiza hoje, pelas 21h00, no auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, uma sessão de poesia onde serão apresentados textos poéticos da autoria de Rui Risona, proferidos pelo autor e pelos seus convidados Isabel Nunes, Palmira Palhaça e Manuel Costa Júnior.
Em S. Miguel, o Governo dos Açores, através da Direção Regional da Cultura, promove uma mostra do espólio documental de Natália Correia, que estará patente no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, a partir de quarta-feira.
O Dia Mundial da Poesia foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO, a 16 de novembro de 1999, com o propósito de estimular a leitura, a escrita, a publicação e o ensino da poesia.
No âmbito do programa PRO-SCIENTIA, o Governo dos Açores abriu concurso para apoiar reuniões científicas nos Açores durante este ano no valor global de 100 mil euros
O concurso, lançado pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia, destina-se a financiar a organização de simpósios, seminários, congressos e outros eventos dirigidos à comunidade científica e as candidaturas podem ser apresentadas pelos investigadores do Sistema Científico e Tecnológico dos Açores e dos Centros de Ciência da Região até 15 de setembro.
Segundo o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia com esta medida o executivo regional pretende contribuir para "a divulgação dos resultados da investigação e a disseminação de novas informações científicas”, bem como para "o debate e a partilha do conhecimento”, considerando ainda que este concurso pode representar um “valioso contributo para estimular o contacto entre especialistas de diferentes instituições científicas e regiões”.
Para o responsável pela pasta da Ciência esta reuniões de caráter científico são, “muitas vezes, o ponto de partida para o estabelecimento de novas parcerias entre investigadores que podem projetar os Açores no contexto da investigação internacional”, frisou.
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No âmbito do debate parlamentar sobre o Plano e Orçamento para 2017, que decorreu na passada semana na Sede do Parlamento Açoriano na Horta, o deputado do PSD eleito pelo Faial, Carlos Ferreira, propôs a inclusão de uma verba de 150 mil euros para elaboração do projeto de ampliação da pista do aeroporto da Horta.
Para o parlamentar social-democrata, “as acessibilidades são um ponto fulcral para o desenvolvimento do Faial”, por isso “é necessário e urgente que o governo regional assuma a decisão de liderar politicamente o processo destinado à melhoria da operacionalidade do aeroporto da Horta e envolva o governo da República e a ANA num modelo partilhado”.
A proposta apresentada pelo PSD/Açores, recebeu mesmo os votos favoráveis do PPM, CDS e PCP, mas todos os deputados do Partido Socialista votaram contra, enquanto o Bloco de Esquerda se absteve.
No âmbito do debate o deputado lembrou ainda algumas obras que estiveram inscritas em anteriores Planos e Orçamentos pelo governo regional e “que, sem serem concretizados, desapareceram dos documentos governamentais”, dando como exemplo o Estádio Mário Lino, as Termas do Varadouro, a reabilitação das igrejas do Carmo e de São Francisco ou da segunda fase da variante à cidade da Horta.
“No caso concreto da ilha do Faial, as taxas de execução das verbas previstas nos Planos anuais são maioritariamente inferiores a 50 %. Muitos são os projetos que, ao longo dos anos, foram inscritos e nunca concretizados”, concluiu.
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A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através do IAMA – Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas, apurou que os valores de pH das carcaças de bovinos abatidos nos matadouros da Região nos dois primeiros meses deste ano comprovam a qualidade da carne produzida nos Açores.
Em janeiro e fevereiro deste ano, foram aprovadas 8.894 cabeças de gado, a maioria destinada à exportação, sendo que 95,8% das carcaças rastreadas apresentaram valores de pH inferiores a 6.
A percentagem atingiu mesmo 100% no mês de fevereiro nos matadouros de Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Faial e Flores.
Assim sendo, a totalidade das carcaças rastreadas nesse período, tanto para consumo como para exportação, cumpriu os parâmetros internacionais de qualidade.
O número global de animais rastreados aumentou nos dois primeiros meses de 2017 e os resultados reforçam a qualidade da carne abatida nos Açores.
Esta qualidade tem sido reconhecida pelos mercados, já que a exportação de carne bovina dos Açores aumentou 25% em 2016 face ao ano anterior.
O aumento das exportações resulta do trabalho dos produtores e distribuidores açorianos desta fileira e também da estratégia do Governo dos Açores, traduzida na melhoria significativa da rede regional de abate que este ano prosseguirá com um investimento de 14 milhões de euros nos matadouros do Faial, Graciosa, Terceira e São Miguel.
O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, questionou, esta segunda-feira, o Governo Regional sobre eventuais conversações que a companhia aérea de baixo custo Ryanair diz estar a manter com a Região no sentido de vir a abrir novas rotas no arquipélago.
Num requerimento entregue no Parlamento dos Açores, Artur Lima lembra declarações públicas e recentes do Diretor de Operações da companhia aérea de baixo custo Ryanair, proferidas, no âmbito de uma conferência de imprensa, em Ponta Delgada, para apresentar a operação do próximo Inverno daquela companhia nas ligações que efetua de e para os Açores, onde aquele responsável pela companhia afirmou que “existem conversações com o Governo dos Açores para criar novas rotas no arquipélago”.
Ora, vindo esta afirmação de um diretor de uma empresa de aviação concorrente com do Grupo SATA, do qual a Região é acionista maioritária, o Líder Parlamentar popular entende que é fundamental “perceber que intenções tem o Governo Regional relativamente à abertura de novas rotas por parte de uma companhia privada estrangeira”.
Assim, Artur Lima questiona o executivo socialista sobre “que conversações tem mantido o Governo Regional com a companhia aérea de baixo custo Ryanair?” e que “novas rotas está o Governo Regional interessado que aquela empresa possa vir a realizar no futuro e para que ilhas?”.
Por outro lado, pergunta o Presidente democrata-cristão “que contrapartidas está o Governo Regional disposto a conceder à companhia aérea de baixo custo Ryanair para que possam ser abertas estas novas rotas?” e “porque motivo está o Governo Regional a negociar com uma companhia privada e estrangeira a abertura de novas rotas para os Açores, quando é acionista maioritário do Grupo SATA?”.
Por fim, Artur Lima quer saber se “vão estas novas rotas que se perspetivam abrir concorrer diretamente com rotas já operadas pelo Grupo SATA?” e se, “para além das conversações existentes com a Ryanair, está o Governo Regional a manter conversações semelhantes com outras companhias aéreas de baixo custo tendo em vista o mesmo fim?”.
Vai ser apresentado no próximo dia 21 de março, às 21 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da ilha do Corvo o livro “Retratos Sociais da Ilha do Corvo”. Coordenado pelos historiadores Artur Teodoro de Matos e José Guilherme Reis Leite. O livro conta ainda com a colaboração do geógrafo Carlos Alberto Medeiros, o arquitecto João Vieira Caldas e o linguista João Saramago.
O livro que agora é apresentado aos corvinos agrega os conhecimentos mais recentes sobre a História, Geografia, Geologia, Linguística, Urbanismo e Arquitectura do Corvo, suprindo assim um vazio que era urgente colmatar. Escrito para um público não especializado, os textos que compõem o livro agora publicado tornam acessível o que era conhecido apenas no restrito meio académico.
Editado pelo Núcleo Cultural da Horta e financiado pela Câmara Municipal do Corvo, o livro “Retratos Sociais da Ilha do Corvo” responde a uma necessidade programática do Ecomuseu da Ilha: promover o conhecimento do património corvino, tornar acessível o conhecimento académico, disponibilizar à escola uma ferramenta fundamental para a educação patrimonial, apoiar os depositários da memória colectiva que são também divulgadores de uma herança que se quer partilhada e contribuir para a capacitação dos agentes turísticos que operam na ilha.
Não podendo estar presente no lançamento do livro que co-coordenou, o Professor Doutor Artur Teodoro de Matos lançou um convite e um repto ao Presidente da Câmara Municipal do Corvo no sentido de este apresentar o livro na Casa dos Açores, em Lisboa, assegurando-se, nessa altura, a presença de todos os que contribuíram para a realização do livro. O Presidente da Câmara Municipal do Corvo, José Silva tenciona cumprir ainda em 2017 esse compromisso.
A Oficina do Livro publica amanhã, terça-feira, 21 de Março, o livro Quando Portugal Ardeu, novo livro do jornalista Miguel Carvalho, um grande trabalho em torno das histórias e segredos da violência política no pós-25 de Abril.
Histórias e segredos da violência política no pós-25 de Abril é o que nos propõe o jornalista Miguel Carvalho naquele que é o seu segundo livro na Oficina do Livro, depois de A Última Criada de Salazar.
O Grande Repórter da revista Visão procura, em Quando Portugal Ardeu, responder a algumas questões difíceis e, ainda hoje, polémicas: Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o «comunismo»? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento?
Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.
Miguel Carvalho nasceu em 1970, é Grande Repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou ainda no Diário de Notícias e no semanário O Independente. Venceu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009. Nasceu no Porto, cidade que ama e onde gostaria de viver até ser pó, cinza e nada