A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Ana Luís, tendo em conta o falecimento do Antigo Chefe de Estado, Mário Soares e o facto do Governo da Republica ter decretado três dias de luto nacional, adiou a Sessão Plenária de janeiro, marcada para esta semana, para o próximo dia 17 de janeiro.
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O Ex-Presidente da República, faleceu no passado sábado, dia 7 de janeiro, após um agravamento do seu estado geral de saúde. Mário Soares encontrava-se hospitalizado desde, 13 de dezembro, em situação crítica.
O antigo Presidente da República, que no passado dia 7 de dezembro celebrou o 92º aniversário, morreu no Hospital da Cruz Vermelha, onde se encontrava em "coma profundo" desde o passado dia 24, véspera de Natal.
Após a sua morte, o Governo decretou três dias de luto nacional e o funeral terá honras de Estado. As suas exéquias fúnebres decorrem esta segunda e terça-feira.
Hoje, o corpo estará em câmara-ardente na Sala dos Azulejos do Mosteiro dos Jerónimos, para onde será levado de sua casa, no Campo Grande, com passagem e paragem na Câmara Municipal de Lisboa.
Amanhã, terça-feira, será levado para o centro do claustro daquele monumento, onde às 13 horas se realiza uma cerimónia com intervenções dos filhos, do Presidente da República e do presidente da Assembleia da República, e com a atuação do coro e orquestra do Teatro Nacional de São Carlos.
Dali, o cortejo fúnebre segue para o Cemitério dos Prazeres, passando pelo Palácio de Belém, Fundação Mário Soares, Assembleia da República e Largo do Rato, onde se encontra a sede do PS, partido de que é fundador. Nos Prazeres, as cerimónias fúnebres com honras militares decorrem a partir das 17 horas, em que apenas a primeira parte é aberta ao público. Mário Soares era agnóstico e por isso não será velado em nenhuma capela nem haverá missa de corpo presente.
Nascido a 7 de Dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares era filho de João Lopes Soares, um antigo padre e professor que fundou o Colégio Moderno, e de Elisa Nobre Soares, professora.
Mário Soares destacou-se na política desde cedo. Ainda como estudante universitário (licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas em 1951 e em Direito em 1957), foi secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1949, e estaria 11 anos depois na Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.
Fez parte de vários movimentos de oposição à ditadura do Estado Novo, foi preso, casou na prisão, teve de deixar o país. Regressou depois do 25 de Abril para ser um pouco de tudo na política (deputado, ministro, primeiro-ministro, Presidente da República e eurodeputado), conduzindo ainda o processo de Portugal na adesão à então Comunidade Económica Europeia.
Soares foi uma voz ativa na sociedade portuguesa, a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa. Mesmo afastado dos cargos políticos ativos, manteve a sua influência no PS.
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De acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos nos Açores, diminuiu 11% em novembro, comparativamente ao mesmo mês de 2015.
Relativamente a estes números, o Vice-Presidente do Governo Sérgio Ávila comentou que “os dados agora revelados pelo IEFP demonstram que o número de desempregados inscritos nos Açores é o mais baixo dos últimos cinco anos”, garantindo a este respeito que o Executivo vai “prosseguir e reforçar” as políticas de criação de emprego que têm permitido reduzir de forma consistente o número de desempregados nos Açores, revela o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS).
Segundo, a mesma fonte “as Agências para a Qualificação e Emprego registaram em novembro 9.621 inscrições na Região, o número mais baixo desde novembro de 2011, ano desde o qual se tem vindo a registar uma redução mensal consistente do número de desempregados inscritos.
Neste contexto, avança o GACS, Sérgio Ávila destacou que “esta realidade demonstra a consistência da estratégia empreendida pelo Governo dos Açores, no sentido de criar medidas e políticas ativas de promoção do emprego”.
O governante sublinhou ainda o facto de “os dados do IEFP se reportarem a um mês em que, tradicionalmente e devido à sazonalidade de alguns setores de atividade, se regista um aumento no número de inscritos”.
Para o Vice-Presidente, esta conjugação de fatores e valores "confirma que estamos no rumo certo e que as medidas empreendidas devem ter continuidade”, no sentido de, "progressivamente, continuar a reduzir o desemprego nos Açores” e “assegurar criação de mais emprego”, no entanto, salienta ainda o vice-presidente “as medidas tomadas e os resultados alcançados não permitem encarar esta realidade apenas pelo seu lado positivo”. Neste sentido entende que importa “dar continuidade e reforçar as medidas, de forma a que possamos continuar a reduzir, como temos feito, o desemprego de forma sustentada”, lê-se na nota do GACS.
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Durante 2016, a Inspeção Regional das Pescas (IRP) nas 667 missões que realizou, efetuou 1.567 inspeções em todas as ilhas dos Açores e instaurou 82 processos de contraordenação, dos quais 64 referentes à pesca profissional, 11 à lúdica e oito à comercialização de pescado.
Segundo informação avançada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), do total de inspeções realizadas, 1.094 incidiram sobre a atividade da pesca profissional, 243 sobre atividade de pesca lúdica e 230 sobre a comercialização de pescado. Esta entidade verificou ainda a conformidade de mais de 5.000 toneladas de pescado.
Fonte do Executivo revela também, que, do total de missões realizadas, 67 foram efetuadas em conjunto com outras entidades com competência na fiscalização das pescas, nomeadamente a Polícia Marítima, a GNR, a Marinha e a Inspeção Regional das Atividades Económicas, apurando que o número de missões conjuntas em 2016, tiveram um acréscimo na ordem dos 100%, comparativamente com 2015.
De acordo a nota do gabinete de imprensa do Governo dos Açores, “a atividade inspetiva decorreu nas nove ilhas do arquipélago, tendo-se constatado um aumento de 19% no número de missões e um aumento de 23% no número de inspeções efetuadas, relativamente a 2015”.
Na sequência destas missões de inspeção, avança o GACS, verificou-se que as principais infrações estão relacionadas com a captura de pescado subdimensionado, em particular o goraz, e a captura de espécies em período de defeso, como é o caso das lapas, assim como algumas situações relacionadas com falta de licenciamento, pesca em áreas não permitidas ou ainda comercialização de pescado sem os comprovativos de aquisição.
A mesma fonte adianta ainda que “as equipas da IRP estiveram no terreno 255 dias, numa média de 21 dias de atividade por mês”.
O corpo inspetivo é também responsável pela sensibilização e pela divulgação das medidas de gestão em vigor, tal como aconteceu agora com a alteração do tamanho mínimo do goraz para os 33 centímetros ou 550 gramas.
Assim e uma vez que o período de defeso do goraz será de 15 de janeiro a 28 de fevereiro, a IRP já iniciou o processo de sensibilização da comunidade piscatória no sentido de alertar para este tempo de paragem de captura, revela o GACS, salientando que à semelhança do que aconteceu em 2016, será mantido um "controlo apertado em todas as ilhas" sobre as atividades de pesca profissional e lúdica, mas também sobre a comercialização de pescado.
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Os deputados do Partido Socialista eleitos pelos Açores à Assembleia da República pretendem reforçar o combate à adulteração de resultados enquanto “uma das maiores ameaças com que se depara o desporto dos nossos dias”.Para o PS, o projeto lei, nº 348/XIII, tem por objeto, dissuadir “este tipo de práticas”, por vezes, associadas a redes de crime organizado à escala global.
“Devem merecer uma resposta concertada, quer no plano nacional, quer internacional, face à realidade, da manipulação dos resultados desportivos e dos riscos que poderão trazer, à competição e à verdade desportiva” declarou o deputado socialista, João Castro, sustentando que “o impacto social do fenómeno desportivo é inquestionável, suscitando especial vigilância, às práticas antidesportivas, cujo risco parece crescer com a globalização”.
No debate sobre o Quadro Legal Sancionatório da Manipulação de Competições Desportivas, o parlamentar salientou o contributo, de diferentes entidades, sobretudo do movimento associativo desportivo, onde se inclui a Federação Portuguesa de Futebol, que alertaram para a necessidade de reforço do quadro legal existente, no sentido de o dotar de mecanismos de responsabilização penal, por comportamentos antidesportivos, que possam falsear a competição desportiva.
A presente iniciativa concretiza a 2.ª proposta de alteração à Lei nº 50/2007 (de 31 de agosto) já com o intuito de proteger a integridade do desporto e da ética desportiva, num percurso legislativo, que antecipou a própria Convenção, do Conselho da Europa, sobre a Manipulação de Competições Desportivas, já ratificada por Portugal.
“Com esta iniciativa, o PS pretende sublinhar a necessidade de intervenção, face a uma realidade presente, agravando as penas dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e tráfico de influência, criando um novo tipo de crime, o de aposta antidesportiva, bem como duas novas medidas de coação”, explicou João Castro.
Na sua intervenção, o parlamentar considerou o tema como sendo “delicado, aparentemente consensual, que nos deverá merecer firmeza, ponderação, equilíbrio e convergência”.
Para além de referir que se trata de uma proposta aberta, que certamente poderá ainda contar com diferentes contributos, o deputado socialista acautelou que os contributos devem estar centrados “na meta a que se propõe”.
“Deste Parlamento deverá sair um diploma que se proponha atingir o objetivo, de dissuadir e punir os responsáveis pela falta de verdade, sem esquecer os muitos milhares que, nos mais diferentes enquadramentos, trabalham com lealdade, pela valorização do desporto, também em Portugal”, afirmou João Castro.
O Bloco de Esquerda quer saber que apoio técnico e científico foi prestado pela Direção Regional de Educação à Escola Básica e Secundária da Calheta de São Jorge para a condução do concurso público para adjudicação do serviço de fornecimento de refeições escolares para o presente ano letivo, e por que razão apenas foi considerado o critério do preço mais baixo em todos os concursos nos últimos anos.
O requerimento enviado hoje pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda ao Governo Regional surge no seguimento das denúncias efetuadas por pais e encarregados de educação dos alunos desta escola de São Jorge, em que é muito frequente a falta de quantidade e falta de qualidade nutricional das refeições servidas na cantina.
Os testemunhos de pais e/ou encarregados de educação da escola em causa indicam que as refeições habitualmente servidas, ou dispõem de poucos ou nenhuns vegetais e é excessivo o recurso a alimentos fritos e massas.
Paulo Mendes, deputado do Bloco de Esquerda, lembra que compete aos órgãos de gestão da escola assegurar a qualidade das refeições servidas através do controlo do cumprimento das cláusulas do caderno de encargos e dos contratos, sempre que as escolas optem por concessionar o serviço de refeições.
No requerimento enviado hoje, o BE solicita ainda cópia do caderno de encargos respeitante ao concurso público para o fornecimento de refeições (ligeiras e completas) para o presente ano letivo, da responsabilidade da Escola Básica e Secundária da Calheta de São Jorge, assim como a proposta do concorrente a quem foi adjudicado o serviço, bem como cópia do parecer técnico do nutricionista afeto à Direção Regional da Saúde ou da Direção Regional da Educação.
O envelhecimento da população apresenta-se como uma realidade cada vez mais evidente nos dias de hoje. As mudanças verificadas na sociedade nos últimos anos, levam muitas vezes, a que os idosos acabem por ficar sozinhos e isolados.
Por outro lado, a falta de disponibilidade das famílias, aliada a dificuldades económicas, ou a problemas de saúde obriga-os a recorrer a instituições.
Embora a institucionalização não signifique uma quebra de laços com a família, a realidade é que infelizmente esta situação acontece com frequência.
Esta separação tem condicionado o convívio entre os idosos e as gerações mais novas. Hoje em dia muitas crianças não têm a oportunidade de conviver com os avós e assim ter um contato mais próximo com os mais velhos.
Esta realidade despertou a atenção da educadora Rosa Leal que há vários anos tem quebrado esta situação através dos vários projetos intergeracionais que tem promovido.
A Educadora de Infância nasceu no Lugar do Raminho, na ilha Terceira. Veio para o Faial em 1984 após tirar o curso na Escola do Magistério Primário e Infantil em 1980/83. Casou e teve duas filhas, com as quais mantém, “um laço de amor forte, terno e especial, com experiências de vida diferentes e unidas pelo coração…”, que também têm sido “intervenientes, em alguns dos projetos intergeracionais”, que desenvolveu.
A Educadora, vê-se como “uma pessoa dinâmica”. Gosta de cantar e representar. A sua vocação “sempre teve como meta, trabalhar com crianças”. No entanto, a profissão de Educadora, na altura em que se formou, conta “era uma profissão desconhecida”, uma vez que o curso tinha aberto apenas há um ano na Terceira. “Um mundo para conhecer e descobrir, estava à minha espera…”, confessa.
Neste momento a Educadora encontra-se colocada no apoio, substituição e faz prolongamento de horário na EB1/JI da Vista Alegre. Nos 33 anos que conta de atividade profissional, sempre motivou “a família das crianças, a fazer parte e a estar presente na escola, valorizando os seus saberes”. Foi através desta educação participada que “abraçou projetos, parcerias e partilha de responsabilidades, partindo de um princípio fundamental, de que o sucesso educativo e a integração plena da criança na sociedade, só são possíveis com a colaboração de todos”, entende.
Segundo Rosa Leal “as crianças de hoje são muito complexas carregam todas as mudanças sociais, familiares e culturais. Por estes fatores, considera que “ser educadora hoje, é um desafio pessoal e profissional”.
A educadora sente-se “feliz” na sua profissão, mas por vezes, “já cansada”, admite.
Rosa Leal em simultâneo com a sua atividade profissional é também Coordenadora de Departamento e dinamiza projetos, trabalhando em equipa com as colegas e parceiros.
Apesar de algumas dificuldades a Educadora não baixa os braços e há vários anos que para além da sua profissão, da colaboração que presta na igreja, e em atividades de cariz voluntário, ainda tem tempo para realizar vários projetos intergeracionais envolvendo crianças e idosos.
Ao Tribuna das Ilhas a Educadora fala-nos deste seu gosto e dedicação a estes projetos que lhe enchem “o coração”.

Quando surgiu a necessidade e a oportunidade de desenvolver projetos ou atividades intergeracionais?
Em 2000/2002, fiz o complemento de formação (licenciatura) pela ESE de Leiria, na Terceira. A licenciatura foi uma aventura que a Secretaria da Educação propiciou a um grupo de docentes, do 1.º ciclo no Faial e educadores, na Terceira… Não foi fácil, conciliar a família, o trabalho, os estudos e as viagens, mas foi muito positiva, subi dois escalões, na carreira docente.
Neste percurso formativo, fui incentivada pelo Dr. Ricardo Vieira para a realização de um projeto de animação sociocultural/intergeracional, que foi concretizado na minha tese final. Ele referia que eu tinha perfil e que iria fazer um bom trabalho, unindo as várias gerações.
Também senti que hoje, apesar de vivermos num mundo de tecnologias, as grandes preocupações do Homem e da Sociedade, continuam a centrar-se à volta da sobrevivência, do amor, da liberdade, da justiça e da paz. É importante dotar os mais idosos de um Projeto de Vida, que se constrói para o Futuro, tendo em conta o Presente, alicerçado no Passado, bem como despertar e valorizar nas crianças, um conhecimento do passado dos seus familiares.
Desde 2002 que desenvolvo projetos intergeracionaise todos os intervenientes e parceiros, que tornam as vivências em aprendizagens educativas, ficam mais “ricos” pessoalmente.
Que significam para si estes projetos? O que sente quando os desenvolve e vê crianças e idosos juntos?
Estes projetos intergeracionais representam para mim “vida”, onde todos são importantes, nas relações recíprocas, crianças, idosos, avós e parceiros, proporcionando apoio, solidariedade, amor, atenção e segurança.
Os projetos intergeracionais, promovem a amizade e a partilha, onde a transmissão dos saberes não é linear, possibilitando vivenciar diversos modos de pensar, de agir e de sentir. O meio local é amplamente divulgado pelas atividades promotoras dos projetos e, chegamos a S. Miguel, Pico, Terceira e ainda mais longe, no programa Atlântida da RTP Açores…
Para mim, estes projetos enchem-me o coração, pela riqueza afetiva que possuem, pelas estratégias e atividades que promovem, sempre numa aprendizagem ativa a e vivida. Sinto-me fascinada pelas gerações juntas, pois esta realidade contribuiu para a minha felicidade, porque a minha felicidade, depende dos outros…
Há quanto tempo promove estas atividades intergeracionais?
Eu já desenvolvo estas atividades intergeracionais há 14 anos, sendo até hoje pioneira nestes projetos. Há escolas nos Açores que realizam estes projetos, mas de forma esporádica. Os que eu desenvolvi, eram vividos durante todo o ano letivo, explorados em contexto de sala e fora desta.
Que importância no seu entender têm estes projetos para estas faixas etárias?
Estes projetos são eixos condutores da comunicação intergeracional envolvendo crianças e idosos, mediante diálogos e práticas de inserção cultural e lazer. O convívio entre gerações possibilita um maior conhecimento de todos os sujeitos envolvidos no processo, minimizando os preconceitos relacionados com os idosos e o enriquecimento mútuo. As relações intergeracionais têm que ser estimuladas, para que haja uma proximidade afetiva e de comunicação.
Com todas as mudanças verificadas na sociedade, as relações intergeracionais continuam a ser um meio de partilha de afetos, de valores e de aprendizagens vivas. As crianças sabem que é preciso haver respeito nas relações humanas, mas nesta faixa etária, Jardim-de-infância, é preciso vivenciar os valores, para que eles façam parte do “eu”… Estes projetos, para as faixas etárias envolvidas, são o caminho para serem mais felizes, numa partilha de saberes e experiências.
Fale-nos um pouco dos projetos que já desenvolveu nesta área…
Comecei com o Projeto de Animação Social “O Cantinho da Partilha 2002” foi um organismo vivo dentro da comunidade para a animação comunitária, criando espaços para a comunicação inter-pessoal, onde cada um foi protagonista. Valorizar o passado e conhecer o presente, pela partilha de experiências e saberes, foi o objetivo. Este Projeto foi pioneiro na ilha do Faial e criaram-se expetativas fora da rotina, no grupo de idosos e crianças. Esta experiência tornou-se ainda mais valiosa, quando abrangeu toda a família. Conseguiu-se criar sinergias entre pessoas, divulgou-se de forma eficaz a freguesia, na comunicação social, despertou-se ideias adormecidas no subconsciente de cada idoso e criança.
O projeto “Aprender de mãos dadas” em 2006/07, foi outro dos projetos que realizamos com as crianças do Jardim de Infância/idosos do centro de convívio, da Praia do Almoxarife, com vista à partilha saberes e experiências de vida, num ambiente alegre e acolhedor.
No âmbito deste projeto, os idosos, ofereceram pelo Pão por Deus uma saquinha a cada criança com a sua letra bordada… prepararam um teatro “Natal da saudade” e um presépio vivo. No Carnaval participaram no desfile organizado pela Junta de freguesia na Sociedade Filarmónica Unânime Praiense: as empregadas e os turistas, com uma coreografia e fomos os vencedores, no nosso escalão.
O voto de Santo Cristo foi outra festividade religiosa, onde participamos e colaboramos na dinamização. O Convívio da Primavera realizado no lar de São Francisco, permitiu levar mais um pouco de alegria e de boa disposição, aqueles que por razões várias, tiveram de deixar a sua casa…
Mais uma vivência tradicional no nosso Projeto, a festa do Espirito Santo. Foi feito um altar na escola, e todos participaram na missa com coroação e almoçaram as sopas de Espírito Santo, na escola.“O Futuro e o passado de mãos dadas”, uma marcha com os pais e convidados, a feira “Viver culturas”, foram outras atividades realizadas.
Caixinha de Surpresas 2007/08 foi mais um projeto realizado com os idosos e crianças que teve como principal objetivo dar a conhecer as nossas vivências e experiências, aos centros de convívio de idosos da ilha do Faial. A mensagem explorada foi a diferença entre ser velho e idoso, e a transformação de atitudes e de vivências que isto implica.
O Clube dos Fantásticos realizado em 2009 com os avós, permitiu um intercâmbio com os alunos do 4º ano da Turma de PCA (Projeto Curricular Adaptado) e a sua Educadora, Conceição Godinho, da Escola Professor Maximino Fernandes Rocha, da Terra Chã. Estes alunos viviam num bairro social e apresentam muitas lacunas a vários níveis. O projeto quis mostrar que os avós fantásticos têm: um amor especial, histórias de vida, uma luta constante de ser, de vencer e que todos os avós fantásticos são queridos e fixes.
Convívio Fantástico Intergeracional foi uma iniciativa do Projeto, em parceria com a APADIF e outras entidades colaboradoras, em que foram convidados os centros de convívio dos idosos de toda a ilha do Faial.
O almoço da Primavera foi uma atividade realizada para angariação de fundos, todos colaboraram na confeção do almoço e na passagem de modelos, da Moduz, onde pais, avós e filhos desfilaram na mesma passarela. Mais uma experiência nova, vivida por todos os fantásticos…A visita dos Terceirenses ao Faial decorreu de 25 a 29 de Maio. Preparamos um programa variado com a colaboração dos pais, avós e outras entidades, que terminou com a deslocação de 36 “Fantásticos” à Terceira, numa longa viagem de barco… .
“Os Heróis” projeto realizado em 2009/2010 envolvendo os avós, pais e crianças e tinha por meta, uma viagem de avião a S. Miguel que foi concretizada.
Destaco a atividade, “Uma tarde fixe na discoteca Eriklub 2012”, com idosos, crianças pais, avós e jovens das valências da APADIF e os projetos, “Sorrir de Mãos Dadas 2013” e mais recentemente “O Marinheiro Livreco, amigo da biblioteca.”
Atualmente está a desenvolver um projeto “O Marinheiro Livreco, amigo da biblioteca”, que irá levar às freguesias da ilha. Fale-nos desta atividade, o que pretende a quem se destina, como funciona?
No ano letivo transato frequentei a oficina de formação Competências de Literacia e Socio Emocionais e preparei uma atividade que percorreu as escolas da rede pública e a Casa de Infância de Santo António. A avaliação foi muito positiva. Este ano, a convite da Presidente do Executivo, faço parte da equipa da dinamização da Biblioteca Escolar onde estou a desenvolver este projeto que aborda a literacia da leitura. O objetivo é percorrer as escolas da rede pública, uma vez por período e explorar obras diferentes,com caráter lúdico abordando as convenções sobre o impresso (escrita), o conhecimento das letras, a consciência linguística e sintática. Relativamente aos idosos gostaria de convidá-los a visitar a biblioteca escolar e desenvolver atividade de literacia e de leitura, porque ir a todos os centros de convívio é difícil…

Em que medida a aprendizagem intergeracional se revela importante para estas gerações quer de idosos quer de crianças e para a sua vida futura?
Hoje é fundamental esta relação intergeracional. As crianças têm que ter modelos na sua educação, necessitam de afetos, de atenção e conviver com os mais idosos, porque aprende-se vivendo. Ao longo dos projetos cada um faz a sua construção pessoal, no seu saber e nas suas aptidões.
Fazem-se descobertas dos valores e éurgente fomentar relações de intergeracionalidade, para combater o isolamento social dos idosos e a promoção do envelhecimento saudável. As crianças e idosos desenvolvem competências pessoais, sociais e relacionais, a promoção de estilos de vida saudáveis, a adoção de comportamentos de respeito pelo outro, pelo ambiente e pelo património cultural.
Que outros projetos pretende desenvolver no futuro já tem alguma ideia?
Ainda não tenho ideia definida em relação aos projetos futuros, a nível profissional. A nível pessoal, vou abraçar um grande projeto voluntário, da Liga Portuguesa contra o Cancro, com a minha filha Bruna, que abrangerá toda a ilha e será comunicado oportunamente
Outro sonho que tenho é poder reunir todos os projetos num livro, dedicado a todos os idosos e crianças para que a educação intergeracional não seja esquecida… Vamos sonhar…
O que é preciso para pôr de pé estes projetos? Com que apoios ou ajudas conta?
É preciso ser persistente, lutadora, ter espirito de equipa e acreditar que vamos conseguir atingir o objetivo. Os pais, os avós, as crianças e os idosos foram sempre grandes alicerces e amigos, que ainda hoje perduram e perdurarão… Também é importante salientar que todos os projetos dão muito trabalho e é preciso muito tempo extra… Estes projetos são únicos e exclusivos, porque eu é que faço os textos para os teatros, para as passagens de modelos e as letras para as canções, com criatividade e alguma sátira. Em relação aos apoios, sempre contamos com a parceria de várias instituições, câmaras municipais, centros de convívio, escolas, museus, direções e secretarias regionais, entre outros, quer a nível do Faial, da Terceira e de São Miguel.
De todas as atividades que já promoveu com estas duas gerações que balanço é possível fazer?
Um balanço muito positivo porque estes projetos realizados com as várias gerações são: vividos pelas crianças e pelos outros intervenientes; são espaços para comunicação inter-geracional e para relação pessoal e são vivos dentro da comunidade. Penso que as crianças, hoje adolescentes e jovens, que viveram estes projetos, ficaram marcados pela aprendizagem recíproca, pela proximidade, pela vivência dos valores e pela amizade.
Como é crescer hoje em dia?
Crescer hoje como pessoa, é muito complexo. As crianças deparam-se com muitas tecnologias e vivem por vezes num mundo ilusório. Precisam de estar abertas, atentas e abraçar os desafios, que as fazem crescer. Não podemos viver no comodismo, porque tudo está facilitado e não há necessidade do esforço. As crianças têm acesso a muita informação indiscriminadamente. É urgente fazerem-se escolhas, saber selecionar e viver a infância com alegria e capacidade de tomar decisões. Os pais devem ser os primeiros educadores responsáveis pelo crescimento…
E envelhecer?
Hoje o envelhecimento, é encarado com mais naturalidade. As pessoas idosas têm os mesmos direitos e deveres que os demais cidadãos portugueses, pelo que têm mais oportunidades de realização pessoal, através de uma participação ativa na sociedade. Sabe-se que as capacidades de adaptação dos idosos ao longo da vida, vão diminuindo, mas todos têm direito ao convívio familiar e comunitário, de modo a evitar o isolamento e a marginalização. A Ação Social tem um papel eficaz junto dos idosos, mas as famílias são um real potencial na área de prestação de cuidados. Envelhecer hoje é um desafio que visa prevenir situações conducentes à degradação e marginalização e existem respostas sociais como os centros de dia, os lares ou casas de acolhimento. Envelhecer hoje é tornar o idoso mais ativo, participativo e responsável.

Que outros projetos desenvolve ou desenvolveu nesta área da solidariedade social?
Abraço a Moçambique em colaboração com a Helpo com o objetivo de contribuir com umas gotinhas de água para as crianças de Moçambique. As crianças percorreram a freguesia e assim houve um Natal diferente na EB1/JI da Praia do Almoxarife: uma árvore de Natal feita com todos os caixotes, fruto dos donativos e da partilha, de todos os Praienses…
Sendo eu voluntária na cadeia da Horta, e sabendo da complexidade do sistema prisional, das dimensões das instalações e das condições específicas, não desisti e lutei contra a burocracia, por um curso Reativar. Procurei desenvolver este projeto, com vista ao aumento da eficácia do processo de reinserção social dos reclusos, envolvendo a sociedade civil e prevenindo a reincidência. Nas cadeia há pessoas, elas tem família, coração, sentimentos, sonhos,… Outras atividades a registar ainda neste âmbito, o Abraço inter-ilhas – troca de correspondência, fotografias, poemas e documentos com os reclusos do estabelecimento prisional de Ponta Delgada. Fizeram-se novas amizadese partilha de experiências de vida. Alternativas foi uma exposição/concurso de molduras, na Câmara Municipal da Horta, onde contou com os votos dos munícipes. O Curso para a obtenção da cédula marítima, outra grande luta mas também uma grande vitória, que proporcionou a formação em contexto de trabalho, em parceria com a Secretaria Regional das Pescas e o Veredito, jornal semestral que proporcionou novos conhecimentos e saberes, para além de momentos de convívio e de partilha.
No Faial no seu entender a população está desperta para esta área mais fragilizada da sociedade que são as crianças, os idosos, entre outros?Eu penso que a população está mais desperta para esta realidade geracional, mas podem-se sempre melhorar-se os recursos e as estratégias. Era importante haver mais animadores e cuidadores no domicílio, a proporcionar momentos de bem-estar, lazer e de aprendizagem. A população olha para o idoso com uma consciência mais aberta, valoriza-o, como cidadão ativo e participativo. As crianças são vistas como um futuro incerto... Mas estas gerações completam-se, com sentimentos, valores e afetos. Acreditamos que a população vai colaborar e incentivar, para que a proximidade entre Gerações no Faial, seja uma realidade.
“É chocante o desconhecimento revelado pelos deputados do Partido Social Democrata, que ontem criticaram o acompanhamento garantido às crianças com necessidades educativas especiais nos Açores”, afirma Sónia Nicolau do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia Legislativa dos Açores. A deputada socialista considera que o assunto é demasiado importante para que se possam fazer comentários que não têm cabimento na realidade açoriana: “Ao longo dos anos tem existido um significativo reforço de recursos humanos docentes e no presente ano letivo, houve um aumento em 58%”.
Sónia Nicolau lembra que “algumas das especialidades necessárias ao apoio desses alunos não se configuram na carreira docente, exatamente, por causa da especialidade dos diferentes grupos de recrutamento e das diferentes terapias necessárias para as necessidades educativas especiais”. Também por isso, “o PS estranha a referência ao enquadramento legislativo nacional, nomeadamente o decreto-lei com os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundários, uma vez que não são aplicáveis na Região, sendo que a mesma possui legislação na matéria, em consequência de prerrogativa autonómica na área da educação”.
A deputada esclarece que “a Região foi pioneira a criar legislação na matéria”, nomeadamente, através dos Decretos Legislativos Regionais que estabelecem o Regime Jurídico da Educação Especial e do Apoio Educativo, o Regime Jurídico que visa a criação de condições para a adequação do processo educativo dos requisitos das crianças e jovens com necessidades educativas especiais e o Roteiro para a Educação Especial e Apoio Educativo.
Importa esclarecer que “o apoio a alunos com necessidades educativas especiais e saúde em meio escolar - muitas vezes imprevisíveis no início do ano escolar - exige do Governo, que com transparência e justiça na prossecução de uma educação inclusiva, garanta a atribuição do apoio sempre que necessário, por exemplo, através de subsídio específico para o efeito a todos quantos dele careçam, não tendo o Governo qualquer ligação a nenhum prestador privado”. A deputada Sónia Nicolau realça que os subsídios datam da década de 80 e que “em 2013, com o anterior Governo do PSD, aí sim, foram criadas dificuldades e constrangimentos no acesso ao subsídio, nomeadamente através de introdução de mais burocracia pela celebração de protocolo entre o Instituto da Segurança Social, I.P. e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e as entidades outorgantes. Uma inequívoca relação direta dos institutos públicos com privados, algo que não acontece na Região”.
Para o Grupo Parlamentar do PS Açores “esta postura do PSD desmerece o trabalho dos professores e técnicos na construção do projeto educativo da sua escola e que é desconhecedora da Autonomia que os Açores possuem relativamente ao Sistema Educativo Regional”.
Rui Santos assumiu as funções de treinador da equipa sénior de andebol do Sporting Clube da Horta em Dezembro passado e estreou-se a 21 do mesmo mês num jogo duro, frente ao Sporting Clube de Portugal em Alvalade.
Este primeiro jogo acabou por não sorrir aos homens da Eduardo Bulcão que perderam por 32-23 mas em que, na primeira parte, chegaram a estar na frente do marcador na fase inicial da partida.
Agora, a 14 de Janeiro os Sportinguistas defrontam o Benfica em casa.
Tribuna das Ilhas teve oportunidade de conversar com o treinador Rui Santos que nos explicou como este desafio surgiu.
“Fui confrontado com o convite na segunda feira a noite. Apresentaram-me a situação e o facto de ter sido feita uma rescisão de mútuo acordo com Filipe Duque. Pedi 24 horas para pensar porque a minha vida estava organizada noutro sentido, mas percebi e aceitei este convite por duas razões: primeiro porque é um pedido que me foi feito pelo SCH, clube com o qual tenho uma relação de longa data e porque a situação financeira do clube não é a mais favorável neste momento o que não lhe permitiria estar a investir mais dinheiro na vinda de um treinador de fora. Em segundo lugar porque acredito nas minhas capacidades e entendo que podemos alterar alguma coisa em relação àquela equipa”.
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Os hotéis parceiros da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa estão a convidar este ano, pela primeira vez, compradores internacionais para o Programa de Hosted Buyers.
Até à última edição, apenas a TAP, o Turismo de Portugal e a BTL podiam sugerir empresas para participarem no Programa ou os próprios compradores internacionais submetiam a sua candidatura, a qual seria validada pela Organização. Para a edição de 2017, os próprios hotéis parceiros puderam apresentar as suas sugestões e já estão a dirigir os convites diretamente.
Fátima Vila Maior, directora de áreas de feiras da FIL e responsável pela BTL, adianta: “As unidades hoteleiras são parceiros importantíssimos para a realização do Programa de Hosted Buyers e queremos que, cada vez mais, participem ativamente e com maior dinamismo. Por isso, abrimos a possibilidade dos hotéis parceiros sugerirem as empresas a convidarem, que considerem de relevância e prioritárias para o mercado português”.
Após submeterem as suas sugestões de empresas, as unidades receberam a confirmação da Organização da BTL para enviarem os convites. Os compradores internacionais que aceitarem o convite terão acesso à plataforma com informação sobre o perfil das empresas expositoras, produtos ou serviço e poderão agendar directamente as reuniões via Internet e Mobile, utilizando a referida plataforma específica para o efeito.
O programa de hosted buyers é organizado pela BTL em parceria com o Turismo de Portugal, a TAP Portugal e as Entidades Regionais e tem como objectivo apoiar a vinda de compradores internacionais, com interesse específico no destino Portugal. Conta ainda com o apoio da APAVT, das várias unidades hoteleiras de Lisboa e da Barraqueiro – também parceiros da BTL.
A BTL 2017 realiza-se de 15 a 19 de março, na FIL, Parque das Nações.
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