Tribuna das Ilhas

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15
julho

PS, PSD e PCP apresentam voto de congratulação pelos títulos alcançados no Campeonato Nacional da Classe Acess por atletas do CNH

Escrito por SG
No decorrer da sessão plenária de julho que hoje termina na Horta, PS, PSD e PCP apresentaram votos de congratulação pelos títulos alcançados pelos atletas do Clube Naval da Horta (CNH), no Campeonato Nacional da Classe Acess. Esta competição decorreu nos dias 24, 25 e 26 de junho em Viana do Castelo, numa organização do clube de vela da cidade e contou com a presença de três atletas do CNH, sendo que dois deles alcançaram o pódio numa competição onde participaram também os clubes da Madeira e do Continente Português. Rui Dowling foi o grande vencedor na Classe Access 2.3, tornando-se assim campeão nacional. Já Lício Silva sagrou-se vice-campeão, ficando em segundo lugar atrás do seu colega faialense, assegurando o título já alcançado no ano passado no mesmo campeonato. Uma referência ainda à participação de Libério Santos que terminou em 10.º lugar depois de ter tido vários contratempos técnicos. Estes resultados não são surpresa, uma vez que já nos últimos anos estes atletas tinham conseguido resultados que em muito prestigiaram o clube que representam bem como a ilha que os acolhe. A modalidade é desenvolvida há já alguns anos pelo CNH, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) no âmbito do projeto Vela para Todos e assume-se não só como um clube de formação e competição mas também atento à realidade que o envolve. Os votos foram aprovados unanimidade.
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15
julho

SESSÃO PLENÁRIA DE JULHO - Declaração Política apresentada pelo PPM defende necessidade de mudança

Escrito por SG
O Partido Monárquico Português (PPM), numa Declaração Política (DP) apresentada esta quarta feira, na sessão plenária de julho que decorreu esta semana na Horta, defendeu que nas eleições legislativas regionais que se aproximam, irá “defender a necessidade de mudança”. Paulo Estevão o PPM deixou ainda a garantia que o partido “possui capacidade de diálogo e de compromisso, por isso está disponível “para dialogar e favorecer consensos no nosso sistema político”, para “aceitar a responsabilidade e a representatividade que o povo nos quiser dar”. No entender do deputado dos Monárquicos, “mais representatividade significará mais força e maior legitimidade para as ideias e projetos que defendemos”, sublinhado que “em qualquer circunstância, o PPM não será uma força de bloqueio no âmbito do nosso sistema parlamentar e de governo”, afirmou. O deputado lembrou que os Açores estão a enfrentar “graves dificuldades em praticamente todas as áreas da governação”, consequência “de 20 anos de governação interruta do Partido Socialista que está muito desgastado”. “Faltam-lhe ideias, acumulou vícios, eternizou dependências, aburguesou-se e perdeu a capacidade de estimular as pessoas para um futuro diferente e entusiasmante”, afirmou Estevão. Para o líder dos monárquicos portugueses “a atividade política é uma atividade nobre. Um desafio imenso e estimulante para todos os que a abraçam com espírito de missão e a ambição legítima de dar um contributo válido para a melhoria das condições de vida de todas as pessoas, sem exceção”. Neste sentido, apoia a necessidade de “encontrar caminhos para a prosperidade” da sociedade, bem como de “cultivar a justiça, defender a liberdade individual, respeitar as diferenças e estimular o espírito de iniciativa, as potencialidades e a criatividade que todos possuem”, entende. Estevão na sua declaração reconheceu que “existem insanáveis diferenças ideológicas” entre os partidos representados, por isso considerou que ao “lado da diversidade deve existir capacidade de diálogo. Capacidade para chegar a acordos em todas as áreas em que isso seja possível”. “Eu acredito que isso seja possível nos Açores. Eu acredito que os açorianos desejam que isso aconteça nesta nossa terra”, reforçou. O deputado do Corvo, dedicou a última parte da sua DP “à esquecida reforma autonómica”. Nesta matéria o PPM mostrou a sua “vontade de negociar e chegar a um acordo nesta área”, por dois motivos: “o primeiro é que consideramos que um acordo regional no âmbito da reforma autonómica deve constituir-se como um elemento de pressão que motive a necessária revisão constitucional”, “a segunda razão é que existem um grande conjunto de matérias autonómicas que podem ser concretizadas sem que para isso seja necessário efetuar qualquer revisão constitucional”, defendeu. A titulo de exemplo o deputado do PPM apontou a “abertura à candidatura de listas subscritas por cidadãos independentes para o Parlamento dos Açores, quebrando assim o monopólio partidário no acesso aos lugares da democracia representativa”, a “consagração do sistema de listas eleitorais abertas no âmbito das eleições para o Parlamento dos Açores, no sentido de permitir que os cidadãos possam ordenar livremente os candidatos propostos pelos partidos e pelas listas de independentes, a “redução para 43 o número de deputados a eleger para o Parlamento dos Açores através da criação de um grande círculo regional que elegerá 23 deputados (os restantes 20 seriam eleitos nos círculos de ilha e da emigração). “Ampliar o regime de incompatibilidades no âmbito do exercício de cargos políticos e aumentar o “período de nojo” no âmbito da transição entre estes e o exercício de cargos de nomeação política na administração regional ou no sector público empresarial regional; Criar uma circunscrição eleitoral própria para os Açores no âmbito das eleições para o Parlamento Europeu; Criar uma polícia regional; Promover a criação de seleções desportivas açorianas, são entre outros, os exemplos que o deputado apresentou na sua DP. A terminar o deputado salientou que da parte do PPM “a disponibilidade para chegar a um acordo, nestas e noutras matérias, continua totalmente vigente”, por isso, “se ele não se concretizar, porque alguns desertaram da mesa do diálogo e outros se refugiaram no dogmatismo mais absoluto, a responsabilidade não nos pode ser imputada”, concluiu.
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14
julho

Avadora Mimouni participa na curta metragem com Emilia Sauaia

Escrito por Nuno Avelar
A faialense Avadora Mimouni continua a dar cartas no estrangeiro. Desta feita com uma participação numa curta metragem com Emilia Sauaia. A curta metragem conta a história sobre a controvérsia feita pela brasileira Emilia Sauaia , onde o papel de Avadora Mimouni, descreve uma mulher que casa mas sem conhecer o marido, num casamento feito. Avadora Mimouni nasceu na ilha do Faial Açores em Portugal. Emigrou para os Estados Unidos em 1996 onde começou a fazer trabalhos como modelo e como Promotora em Discotecas. Em 2011 gravou o seu primeiro single "Make me Scream for More". Logo após vídeo oficial, em 2012, fez o seu primeiro trabalho como atriz ao lado da Diretora Emília Sauaia do filme chamado Blemish e lançou outro single chamado "LOOK". Logo após vídeo oficial em 2013 lançou outro single "WATCH ME" e nesse mesmo ano o seu primeiro trabalho discográfico em Português "TU E EU". No início de 2014 lança o seu primeiro CD "DREAM GIRL" . Hoje em dia vai das Passarelas para os Clubes, trabalhando com a Estilista Michael Turner. Em 2015 lançou mais 2 músicas e será a Musa de uma linha de jóias, "The Crystal Lounge", linha que está a ser lançada nos Estados Unidos.
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14
julho

SESSÃO PLENÁRIA JULHO - PS/Açores pretende que Parlamento Açoriano se pronuncie contra eventuais sanções europeias a Portugal

Escrito por SG
O Grupo Parlamentar do Partido Socialista Açores, apresentou na ALRAA, durante os trabalhos parlamentares que estão a decorrer esta semana na Horta, uma Resolução para que o Parlamento dos Açores se pronuncie contra qualquer tipo de sanções a Portugal no âmbito dos alegados incumprimentos por défice excessivo no ano de 2015. Segundo informação do PS/Açores às redações o “texto que será apresentado esta semana, tem como primeiro subscritor o Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores (GPPS/Açores), Berto Messias”. No entender do Partido Socialista, “esta matéria tem mais relevância pelo facto de os Açores, ao longo dos seus 40 anos de autonomia, terem sido sempre cumpridores e nunca terem estado sujeitos a qualquer tipo de intervenção externa ou resgate”, refere. O projeto de Resolução apresentado refere que “a Região Autónoma dos Açores, apesar de não ter contribuído para o défice registado em 2015 (tal como não contribuiu para os défices anteriores), conforme é reconhecido por todas as entidades com competências em matéria orçamental de âmbito nacional e europeu, não pode ficar em silêncio quando presencia tamanha injustiça”. Neste contexto, refere ainda o documento que “é fundamental que os representantes do Povo Açoriano se unam na luta por uma Europa que volte a assentar nos respectivos princípios fundadores: igualdade entre os povos; solidariedade entre nações e justiça”. Assim, e usando do Estatuto Político Administrativo da Região, o GPPS/Açores, propõe que a ALRAA aprove o projeto de Resolução onde considere “infundada, inaceitável, injusta, incompreensível e contraproducente uma decisão da Comissão Europeia de aplicar sanções ao país por incumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento”, bem como da presente resolução dê conhecimento ao Presidente da República, à Assembleia da República, ao Governo da República, à Comissão Europeia, ao Parlamento Europeu, à Associação Nacional de Município Portuguesa, à Associação de Municípios da Região dos Açores, à Associação Nacional de Freguesias e respectiva Delegação Regional dos Açores.
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14
julho

Açores garantidos em futuras missões empresariais ao estrangeiro

Escrito por Nuno Avelar
Em resposta a uma pergunta da deputada do PS/Açores na República, Lara Martinho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros garantiu, esta quarta-feira, que, no âmbito de missões empresariais específicas para os Açores, será realizada uma missão aos EUA no último trimestre deste ano, dedicada ao turismo de saúde. Augusto Santos Silva referiu também que a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, irá, igualmente, incorporar dossiers próprios dos Açores, em áreas como aquacultura, agroalimentar, turismo e bem-estar. Com o futuro da Base das Lajes, os usos alternativos no domínio da segurança e a pensar nas novas oportunidades que tirem partido da centralidade dos Açores, Lara Martinho aproveitou a audição do Ministro dos Negócios Estrangeiros, no âmbito da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, para questionar sobre o que já foi feito. Augusto Santos Silva deu o exemplo da missão que está a decorrer no Japão para confirmar que “já estão a ser promovidas oportunidades de investimento nos Açores”. A Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS tem vindo a alertar para as questões referentes à situação da Base das Lajes, após decisão, por parte dos norte-americanos, de reduzir efetivos militares. Nesse sentido, Lara Martinho perguntou ao Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre uma eventual “indicação relativamente às Lajes” a propósito de um encontro, paralelo à cimeira da NATO, entre António Costa e o Presidente dos EUA, Barack Obama.
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14
julho

Concurso de Fotografia procura imagens de "Os Locais Mais Altos de Portugal"

Escrito por Nuno Avelar
"Os Locais Mais Altos de Portugal" é o tema do terceiro concurso anual de fotografia montanha que a associação MiratecArts lança, e que coincide com o Montanha Pico Festival. A superfície do planeta Terra é 24% montanhosa; 10% da população mundial vive em terreno montanhoso. Portugal tem três pontos de referência mundial montanhosa com a montanha do Pico nos Açores a 2351 metros de altitude, a Serra da Estrela a 1993 metros e o Pico Ruivo na Madeira a 1862 metros de altitude. MiratecArts apresenta o Concurso Internacional de Fotografia "Os Pontos Mais Altos de Portugal" em que qualquer fotografo no mundo pode participar, mandando o máximo de três imagens para concurso. As imagens podem ser todas de um dos locais ou uma de cada local, fica à descrição do fotógrafo participante. Finalistas vão fazer parte de uma exposição na ilha montanha do Pico, Açores, durante o Montanha Pico Festival em janeiro 2017. Os vencedores vão receber uma futura exposição a solo (se pretenderem) de retrospectiva dos seus trabalhos, um convite a participarem com MiratecArts e seus programas, e ainda uma oportunidade da sua imagem virar um Selo da República Portuguesa (CTT).
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14
julho

Serrão Santos espera que Presidência Eslovaca promova medidas eficazes na crise do leite

Escrito por Nuno Avelar
Na reunião da Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu que se realizou esta quarta-feira, em Bruxelas, que contou com a presença da nova responsável pela pasta da Agricultura no Conselho de Ministros da União Europeia, a Ministra da Agricultura eslovaca Gabriela Matečná, Ricardo Serrão Santos voltou a alertar as instituições europeias para a especificidade da produção leiteira nos Açores. O eurodeputado referiu a importância do sector leiteiro nos Açores "onde se produz 30 % do leite português e a economia local depende fortemente da agricultura e da produção leiteira”, Serrão Santos salientou os progressos registados na Região que "investiu em produzir com a maior qualidade e a melhor tecnologia". Constatando a situação de baixa de preços no sector leiteiro, o eurodeputado reivindicou respostas adequadas à manutenção da atividade na região. "O preço do leite está longe de compensar os esforços do sector", e , "a Europa que promove o equilíbrio e a coesão territorial, ou seja, a Europa que queremos e defende todos os agricultores europeus - e não apenas alguns - tem de ser capaz de dar uma resposta mais adequada." Ricardo Serrão Santos defendeu ainda a adoção de medidas eficazes para conter os excessos de poder da grande distribuição, de forma a garantir preços justos para os agricultores. Esta questão está já na agenda política europeia e é reconhecida como tendo um papel não negligenciável sobre a depreciação dos preços pagos aos agricultores. "Os agricultores são merecedores de um preço justo pelo seu trabalho e vemos que é o preço pago ao agricultor que mais sofre, ou pela crise, ou pelos custos das promoções da grande distribuição que recaem sobre eles, ou por revisões unilaterais de condições e contratos", referiu, felicitando a intenção anunciada pela Presidência de "adotar medidas concretas para equilibrar a posição dos agricultores na cadeia de valor agro-alimentar" já nos próximos meses. O Conselho de Ministros da Agricultura reunirá na próxima Segunda-feira, dia 18 de Julho, e espera-se que venham a ser adotadas novas medidas para os sector do leite.
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14
julho

PPM questiona governo sobre zonas balneares extintas nos Açores

Escrito por SG
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), o Partido Popular Monárquico (PPM), questionou o governo sobre as zonas balneares que foram extintas nos Açores. O requerimento surge na sequência da extinção de algumas zonas balneares na ilha do Corvo e neste sentido a Representação Parlamentar do PPM pretende saber se também foram extintas mais zonas balneares noutras ilhas dos Açores e quais. No documento enviado às Redações o PPM, revela que “uma vez que no requerimento n.º 502/X - Extinção de zonas balneares na ilha do Corvo”, datado de 5 de maio de 2016, “por decisão e omissão governamental este não respondeu à questão colocada”, a Representação Parlamentar do PPM, vem “reiterar a pergunta ao executivo regional sobre o mesmo assunto”. Assim, no requerimento agora entregue, o PPM ao abrigo das disposições estatutárias e regimentais aplicáveis, requer ao governo que esclareça “quais zonas balneares dos Açores foram extintas ao abrigo do n.º 7 do artigo 13.º do Decreto Legislativo Regional n.º 16/2011/A, de 30 de maio”.
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13
julho

SESSÃO PLENÁRIA DE JULHO - PS/Açores defende maioria absoluta como “fator de estabilidade e de confiança”

Escrito por SG
O deputado José San-Bento, em reposta à declaração política proferida pela deputada Zuraida Soares, no âmbito da sessão plenária de julho que está a decorrer desde ontem na Horta defendeu que “a maioria parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) é um fator de estabilidade e de confiança para os Açorianos”. O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS sublinhou ainda “que tem sido a maioria que os Açorianos têm atribuído ao PS ao longo dos últimos anos que tem permitido atingir os resultados que temos atingido, em diversas frentes”. De acordo com nota do partido enviada às redações, o deputado socialista reiterou “que o PS, tendo maioria de apoio no Parlamento Açoriano, sempre assumiu uma postura “positiva, reformista e dialogante” e que o “verdadeiro voto útil nas próximas eleições regionais é no PS”. Em resposta às críticas infundadas lançadas pelo Bloco de Esquerda regional, sobre alegados favorecimentos em concursos públicos, San-Bento lamentou que “existam dois Blocos de Esquerda; um BE nacional com o qual é possível negociar e dialogar, que assume as suas responsabilidades e que hoje contribui para suportar um Governo para Portugal; e outro BE, regional, que é um partido que se autoexclui de qualquer solução e com o qual não é possível negociar nem encontrar soluções para os Açorianos”, afirmou. “O BE/Açores tem o direito de se afirmar como um partido de protesto. Não tem é o direito de fazer insinuações veladas, acusações que não concretiza e que não prova. Isso não é coragem. Coragem é comprovar acusações com factos e não lançar um manto de suspeição sobre toda a administração pública regional”, refere a nota.
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13
julho

“Regime de apoio à agricultura familiar dignifica e melhora os rendimentos de muitos agricultores dos Açores”, realça João Castro

Escrito por Nuno Avelar
Para os deputados do PS/Açores na Assembleia da República, a Proposta de Lei n.º 323/XII/4ª (ALRAA), aprovada no âmbito da Comissão de Agricultura e Mar, é uma “medida muito importante no apoio à pequena agricultura dos Açores”. “A sua aprovação, reconhece uma realidade, que importa considerar, contribuindo para a sua dignificação e permitindo que muitos Açorianos e Açorianas encontrem, também por esta via, uma forma de melhorar os rendimentos decorrentes do exercício desta atividade”, afirmou, esta quarta-feira, o deputado socialista João Castro, acrescentando que “esta é uma questão de justiça e de incentivo à fixação de jovens numa Região onde o setor agrícola assume uma importância central quer no plano económico quer no plano social”. A proposta de Lei que institui um regime de apoio à agricultura familiar na Região Autónoma dos Açores mereceu o apoio de todos os partidos no parlamento regional, bem como de parecer favorável da Comissão Especializada Permanente de Recursos Naturais e Ambiente da Assembleia Legislativa da Madeira. “Entende-se como agricultura familiar, a pequena atividade agrícola, constituída por pequenas e médias explorações com utilização de mão-de-obra predominantemente familiar, que pode desempenhar uma função importante na sustentabilidade e diversificação agrícola, bem como na diminuição do desemprego”, explicou João Castro. “Integram a agricultura açoriana, 92% de produtores singulares, correspondendo a população agrícola familiar a 17% da população residente, sendo significativa a percentagem de agregados familiares que declaram obter rendimentos exclusivamente da atividade agrícola, contextualizando a utilização de uma da mão-de-obra essencialmente familiar”, revelou o parlamentar. Tendo em conta os dados mais recentes, “a pecuária açoriana, apresenta o valor de 248.763 no seu efetivo bovino, para 13.154 explorações, com uma mão-de-obra de 27.702 pessoas, dos quais 92,9% é mão-de-obra tipo familiar”, revelou João Castro. Mais se refere que a discussão, em sede de Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da Republica, o projeto de lei dos Açores foi aprovado em detrimento da proposta apresentada para a Madeira. “É neste enquadramento que, a importância da agricultura familiar, numa região ultraperiférica como os Açores, assume particular relevo, no sentido de estimular o seu desenvolvimento, minorando as dificuldades, para quem a exerce”, concluiu o deputado do PS/Açores na Assembleia da República, João Castro.
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