Tribuna das Ilhas

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04
outubro

OTL-J - Abertas candidaturas ao “Jovens Estudantes”

Escrito por Flávia Taibo

Estão abertas as inscrições para o subprograma “Jovens Estudantes” do OTL-J destinado a jovens entre os 16 e 21 anos que frequentem o ensino secundário ou equivalente ou a jovens que não tenham ingressado no ensino superior.
As candidaturas estão abertas de 1 de outubro a 30 de novembro.

O Governo dos Açores, através da Direção Regional da Juventude, abriu as candidaturas ao subprograma ‘Jovens Estudantes’ do OTL-J que visa incentivar os jovens estudantes a ter uma ocupação útil nos seus tempos livres.
Disponíveis encontram-se projetos nas áreas de património histórico e cultural, administração e secretariado, investigação científica, novas tecnologias de informação e comunicação e animação socioeducativa.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACs), este subprograma “destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 21 anos que, no ato de inscrição, comprovem estar matriculados no ensino secundário, ou equiparado, e a jovens que, tendo concluído o ensino secundário, não tenham ingressado no ensino superior”, e ainda “jovens estudantes a frequentar o último ano do 1.º Ciclo do ensino superior, com idade não superior a 24 anos”.
As candidaturas ao “Jovens Estudante” decorrem entre 1 de outubro e 30 de novembro, decorrendo o subprograma entre a primeira semana de janeiro e a última semana de maio de 2019, em projetos com durações entre um a cinco meses.
“Os jovens têm direito a bolsa pela sua participação e desenvolverão iniciativas exclusivamente nos dias úteis, entre as 8h00 e 18h00, até um máximo de 15 horas semanais, não ultrapassando as cinco horas diárias”, informa o GACs.

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04
outubro

Descongelamento das Carreiras - Propostas apresentadas pela oposição criam discriminações entre os professores

Escrito por Susana Garcia

No âmbito das audições realizadas na Comissão de Assuntos Sociais, em Ponta Delgada o Partido Socialista (PS) defendeu que as propostas apresentadas pela oposição “vão criar discriminações entre os professores”.
Por sua vez o PSD/Açores desafiou PS a “sair do isolamento e a contribuir para recuperação do tempo de serviço dos docentes”.

Os partidos políticos e os Sindicatos dos Professores da Região Açores e Democrático dos Professores dos Açores, reuniram na passada semana em Ponta Delgada, com vista a analisar a questão do descongelamento das carreiras dos docentes.
No âmbito das audições realizadas na Comissão de Assuntos Sociais, o PS/Açores garantiu que está a acompanhar “as preocupações manifestadas pelos dois sindicatos dos professores dos Açores, quanto às propostas apresentadas pelo PCP e pelo PSD, para a recuperação do tempo de serviço congelado da carreira dos docentes”, afirmou Sónia Nicolau.
A deputada referiu que, “desde a primeira hora” que o PS/Açores reconhece a “justiça na reivindicação dos professores dos Açores”, salientando que “não deixaremos de defender a aplicação de uma solução respeitadora dos seus direitos, no entanto, apresentar propostas precipitadas não vai resolver a situação”, garantiu a deputada.
A deputada do Grupo Parlamentar do PS/Açores avançou que os deputados ouviram “quer os proponentes, quer os representantes dos professores, nomeadamente o Sindicato dos Professores da Região Açores e o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, que, tendo avaliado como positivas as propostas no plano dos princípios, ou seja, pela recuperação do tempo de serviço, vincaram diversas preocupações na substância das mesmas”.
Sónia Nicolau lamentou ainda que o PSD/Açores não tenha sido “capaz de esclarecer como pretende que o descongelamento das carreiras seja contabilizado no Orçamento da Região”, lembrando a este respeito, que “nos Açores já em 2008 foram contabilizados mais de dois anos de tempo congelado entre 2005 e 2007, algo que não aconteceu na República”, frisou.
Por sua vez, os deputados do PSD/Açores desafiaram o PS “a sair do isolamento e a dar o seu contributo, com propostas concretas, para a iniciativa do PSD/Açores que propõe a recuperação de sete anos de trabalho dos docentes nas escolas da Região”.
Jorge Jorge, considerou que “o isolamento do PS” e a “deturpação deliberada que o PS está a fazer da nossa proposta em nada dignifica o papel dos órgãos de governo próprio como o parlamento”.
Para o deputado ficou evidente no decorrer das audições “que os deputados do PS, que não apresentaram uma solução, estão mais interessados em atacar a proposta do PSD/Açores do que em melhorar uma iniciativa que está aberta ao contributo de todos os que defendem uma solução”, sustentou.
O parlamentar social democrata lembrou que “em junho, o PSD/Açores apresentou um projeto de decreto legislativo regional para a recuperação do tempo de serviço dos docentes da Região, começando a 1 de janeiro de 2019 e prolongando-se durante cinco anos, de modo a que em 2023 esse tempo de serviço dos docentes possa estar totalmente recuperado”.
“Essa é uma proposta que visa, por um lado, repor uma justiça, porque o tempo de serviço prestado pelos docentes não pode ser apagado, e cumprir a nossa Autonomia, por outro, na medida em que a Região dispõe de competências próprias para legislar sobre a carreira dos docentes”, insistiu Jorge Jorge.

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04
outubro

Plano de investimentos para 2019 - Rendimento das famílias e investimentos públicos reforçados

Escrito por Susana Garcia

No âmbito da conferência sobre o “Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2019 – No Caminho da Coesão e do Crescimento” realizada pelo PS/Açores, Vasco Cordeiro garantiu que o Plano de Investimentos para 2019 “responde às famílias Açorianas, combate a precariedade e reforça o investimento público”.
De acordo com Vasco Cordeiro, o Plano de Investimentos do Governo Regional dos Açores não obedece apenas a uma “visão do Governo ou da Administração”, uma vez que inclui “contributos dos partidos políticos”.

Realizou-se este fim de semana em Ponta Delgada a conferência sobre o “Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2019 – No Caminho da Coesão e do Crescimento” organizada pelo PS/Açores.
No evento que decorreu no auditório do LREC (Laboratório Regional de Engenharia Civil), Vasco Cordeiro afirmou que “conseguimos com este Plano de Investimentos para 2019, reforçar o rendimento das famílias, reforçar o rendimento também daqueles que são os funcionários da Administração Regional, reforçar a capacidade do Serviço Regional de Saúde para dar resposta aos Açorianos e, ao mesmo tempo, reforçar o investimento público nas diversas áreas”.
O Presidente do PS/Açores destacou que, do investimento público previsto para 2019, que ascende a 763 Milhões de euros, “mais de 510 Milhões de Euros são da responsabilidade direta do Governo Regional”, salientando que “o crescimento económico, o emprego sustentado no conhecimento, na inovação e no empreendedorismo recolhem mais de 54% do investimento público”, enquanto que “a sustentabilidade e utilização de recursos e redes de territórios mais de 25%” e “o reforço da qualificação e qualidade de vida 20% desse investimento”.
Vasco Cordeiro identificou como “objetivos centrais” o crescimento económico e o fortalecimento de emprego, nos vários setores de atividade. Garantindo que a criação de “emprego com qualidade” é também “um objetivo do Plano de Investimento para 2019, quer “em termos de remunerações, quer em termos de segurança e estabilidade, no fundo do combate à precariedade”.
O Presidente do PS/Açores recordou que o Plano de Investimentos do Governo Regional dos Açores não obedece a uma visão do Governo ou da Administração “fechados nos seus gabinetes”, mas tem documentos enquadradores e tem um conjunto de procedimentos: “É, em larga medida a concretização do Programa de Governo; É também a concretização das Orientação de Médio-Prazo que atempadamente foram aprovadas na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; É o cumprimento dos compromissos eleitorais”, assim como “recebe contributos das estruturas do PS/Açores, do Grupo Parlamentar do PS/Açores, dos Autarcas – municípios e freguesias”, bem como a “auscultação de parceiros sociais e dos partidos políticos”, afirmou.

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04
outubro

União Europeia - Governo Regional reivindica aumento de 10% na quota do goraz

Escrito por Flávia Taibo

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou que o Executivo Açoriano vai reivindicar junto da União Europeia o aumento de 10% da quota de goraz na Região visto que a decisão da quota desta espécie será feita em novembro.
O consumo da quota de goraz está atualmente fixada em cerca de 70%.

Na semana passada, à margem de uma reunião com a Federação das Pescas dos Açores e com associações do setor, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou que “dados os resultados científicos obtidos”, o Governo dos Açores irá reivindicar junto da União Europeia o aumento de 10% da quota de goraz na Região.
Gui Menezes avançou que o consumo da quota de goraz está, neste momento, em cerca de 70%, “o que significa que está dentro das previsões do Governo dos Açores e do que tinha sido acordado na gestão trimestral” para esta espécie.
O titular da pasta do Mar referiu que o objetivo é “garantir uma boa gestão das pescas na Região, a sustentabilidade dos recursos” e a manutenção ou o aumento de rendimentos, “de acordo com as políticas que vamos concordando e conciliando com os agentes do setor”.
O governante afirmou que a alteração da portaria da pesca à linha foi um dos temas abordados, e que “tem vindo a ser debatido” com o setor, tendo sido encontrado “um consenso” durante a reunião.
O secretário regional destacou ainda “o bom exemplo” do modelo de gestão implementado este ano para a pescaria de alfonsim e imperador, acrescentando que “no ano passado, nesta altura, já tínhamos esgotado a quota, sendo que este ano ainda continuamos a capturar estas espécies, tendo também aumentado o valor de primeira venda”.
Em 2018 foram capturadas 130 toneladas de alfonsim e imperador, no valor de cerca de 1,3 milhões de euros, sendo que a quota destas espécies é encerrada prematuramente há oito anos.
Quanto à portaria 39 no âmbito dos apoios à modernização da frota, financiada pelo Fundo Europeu dos Assuntos do Mar e das Pescas, Gui Menezes disse que o Governo Regional irá continuar a defender a alteração de algumas das regras que não se adaptam a regiões como os Açores porque “são desenhadas para frotas do norte da Europa”.
“Vamos continuar, durante este Quadro Comunitário de Apoio, a encontrar formas, a nível interno, de apoiar o setor no sentido de facilitar fundos disponíveis para os equipamentos que são elegíveis”, assegurou.
No que à pesca de atum diz respeito, Gui Menezes referiu que o Executivo Açoriano está a trabalhar com a APASA e o setor para “se dar o salto na valorização do atum patudo, dado que o seu valor comercial é mais elevado se for vendido em fresco”.

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04
outubro

Oferta turística náutica - Autarquia analisa possibilidade de parceria com Fórum Oceano

Escrito por Flávia Taibo

A Câmara Municipal da Horta (CMH) reuniu com a Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar para analisar uma possível parceria, tendo em conta os objetivos comuns nas áreas do mar, inovação e empreendedorismo.
Esta associação tem por missão reforçar dinâmicas de cooperação estratégica entre atores, assim como promover a competitividade das principais cadeias de valor que utilizam o Mar e os recursos marinhos.

No âmbito do projeto transfronteiriço Ecotur Azul – MAC/4.6c/046, o Presidente da CMH reuniu na passada semana, nos Paços do Concelho, com o coordenador de projetos da Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar, António José Correia.
Durante o encontro, foi analisada a possibilidade de cooperação entre as duas entidades no âmbito do projeto “Estações Náuticas”, que, segundo a nota de imprensa enviada ao Tribuna das Ilhas, “representa uma rede de oferta turística náutica de qualidade, organizada a partir da valorização integrada dos recursos náuticos presentes no território, que inclui a oferta de alojamento, restauração, atividades náuticas e outras de potencial atração de turistas e outros utilizadores”.
Para José Leonardo Silva “a Baía da Horta tem todas as condições de certificação enquanto Estação Náutica, não só por aquilo que representa no domínio da náutica mundial enquanto membro do Clube das Mais Belas Baías do Mundo”, mas também “pelos inúmeros contributos que presta ao nível da promoção do conhecimento científico na área dos assuntos do mar”.
Para o Município, o principal objetivo é “dinamizar a oferta turística náutica e, assim, desenvolver economicamente o concelho”, lê-se.
A Fórum Oceano é uma pessoa coletiva, sem fins lucrativos, de apoio ao desenvolvimento de atividades marítimas em Portugal. A associação, tem por missão reforçar dinâmicas de cooperação estratégica entre atores e promover a competitividade das principais cadeias de valor que utilizam o Mar e os recursos marinhos como elementos centrais da sua atividade de forma a contribuir, sustentávelmente, para o crescimento económico, para as exportações, para o emprego e para aumentar a importância relativa da economia do Mar na economia nacional.

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04
outubro

Centro de Dia dos Flamengos - Investimento reforça capacidade de resposta do Faial

Escrito por Flávia Taibo

Numa visita às obras de construção dos novos Centro de Dia e de Convívio do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo, o Secretário-Coordenador do Partido Socialista (PS) do Faial afirmou que este permitirá duplicar a resposta social dada ao Faial nesta área.
“Trata-se de um novo equipamento social que vai ao encontro do objetivo do Partido Socialista de reforçar a capacidade da valência de Centro de Dia na ilha do Faial”, disse Tiago Branco.

Na passada segunda-feira, o Secretariado de Ilha do PS/Faial visitou as obras de construção do novo Centro de Dia e de Convívio do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo e reuniu com a direção do mesmo.
O Secretário-Coordenador afirmou na ocasião que a construção daquela infraestrutura permitirá contribuir para a da atual resposta social que é dada no Faial nesta área com a construção de um Centro de Dia e de um Centro de Convívio com capacidade para 30 e 20 utentes, respetivamente, estando reservadas ainda vagas para o descanso do cuidador informal.
Para Tiago Branco, “trata-se de um novo equipamento social que vai ao encontro do objetivo do Partido Socialista de reforçar a capacidade da valência de Centro de Dia na ilha do Faial, também em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes do Faial, com a possibilidade que está a ser analisada de aumentar também o número de vagas no Centro de Dia da Conceição, conforme já anunciado pelo Governo Regional dos Açores”.
“São um conjunto de investimentos na rede de equipamentos sociais do concelho, aos quais acrescem a recente conclusão das obras de ampliação e remodelação do Castelinho e a construção do futuro Centro Intergeracional da Feteira, e que evidenciam o apoio às famílias, na conciliação da sua vida profissional e pessoal, e a prioridade que o Governo dos Açores confere às medidas de promoção da infância, juventude e do apoio aos nossos idosos”, sublinhou ainda o socialista.
O novo Centro de Dia dos Flamengos representa um investimento de 1 milhão de euros do Governo Regional dos Açores, estando a sua entrada em funcionamento estimada para o início do próximo ano.

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04
outubro

Rotary Club da Horta apoia APADIF

Escrito por Susana Garcia

No âmbito dos seus projetos de apoio à comunidade, o Rotary Clube da Horta, procedeu à entrega de uma escala para deficientes mentais adultos à APADIF - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha Faial.
Segundo o Rotary Clube da Horta “trata-se de um conjunto de testes destinados a avaliar o grau de deficiência mental dos utentes daquela valência, no sentido de determinar o grau de ensino que os mesmos devem frequentar”.
A entrega ocorreu durante o jantar do Clube, destinado a assinalar a visita da Governadora do Distrito 1960, Ilda Brás.
O Rotary tem por objetivo primeiro o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir, proporcionar o reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas da ética profissional, a melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um na vida pública e privada e por fim a aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando a consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.

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04
outubro

Teatro Faialense - Santander e UrbHorta assinam protocolo de cooperação

Escrito por Flávia Taibo

No passado dia 25 de setembro, o banco Santander e a UrbHorta assinaram um Protocolo de Cooperação com vista a apoiar a atividade cultural e social do Teatro Faialense.
“Este protocolo de cooperação insere-se na política de responsabilidade social do Banco, nomeadamente com o apoio à Cultura, e que na sua qualidade de importante agente económico da região, reconhece a importância da atividade do Teatro Faialense, na dinamização cultural e social da Ilha do Faial”, lê-se na nota de imprensa enviada ao Tribuna das Ilhas.
Estiveram presentes na cerimónia de assinatura José Freitas, Filipe Menezes e Diva Silva em representação da UrbHorta e, por parte do Santander, Sofia Frère, Maximiano Almeida e Paulo Castro.
Segundo a nota, o apoio faz parte de um “conjunto mais vasto de apoios a instituições açorianas que promovem a cultura e o desporto”.
Para o Santander esta é uma reafirmação do compromisso “para com o arquipélago dos Açores, nomeadamente no seu apoio às instituições, empresas e famílias”.

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04
outubro

Efeméride - Hospital da Horta assinala aniversário com rastreio

Escrito por Susana Garcia

O Hospital da Horta celebrou no passado domingo, dia 30 de setembro o seu 43.º aniversário.
Para assinalar esta data promoveu um conjunto de atividades, que decorreram até 4 de outubro..
Assim no dia 3 de outubro, na Praça da República, foram realizados, durante a manhã, vários rastreios, que tiveram por objetivo a divulgação e sensibilização para as questões de saúde.
Esta iniciativa visou ir ao encontro das pessoas numa atitude de proximidade que poderá permitir o encaminhamento ou apenas a sinalização de alguma situação que mereça a atenção do utente.
“Ao mesmo, pretendeu-se transmitir mais conhecimentos à comunidade para que tenhamos utentes mais informados”, revela o Hospital numa nota do Gabinete de Comunicação enviada às redações.
Além desta iniciativa, o programa do Dia do Hospital integrou ainda o II Encontro Científico: Do Conhecimento à Ação na Gestão e Administração em Saúde”, que decorreu no passado dia 28, como atempadamente noticiou este semanário, uma Eucaristia de Ação de Graças, no dia 1 de outubro e atividades destinadas aos profissionais desta unidade, no dia 4 de outubro.
De referir que este ano foram novamente homenageados os funcionários que, em 2018, completaram 30 anos de serviço.

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04
outubro

Acessibilidades - CCIH participa em encontros com os Conselhos de Administração da SATA e da TAP

Escrito por Susana Garcia

Nos últimos anos muito se tem falado nas acessibilidades à ilha do Faial, mais concretamente dos transportes aéreos e do serviço que a SATA tem prestado a esta ilha do Triângulo.
Este tema tem aliás sido a causa de várias manifestações em frente ao parlamento açoriano por parte de populares e empresários.
A sustentabilidade da SATA, a sua privatização e a garantia de um serviço público de transportes aéreos nos Açores é outro dos assuntos que tem estado na ordem do dia e tem preocupado os açorianos.
A nomeação de um novo Conselho de Administração (CA) para a Transportadora Aérea Regional, no passado mês de agosto, trouxe uma nova esperança aos faialenses e aos açorianos.
Tribuna das Ilhas teve conhecimento que na passada semana a Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) se deslocou a São Miguel para reunir com o CA da SATA e participar num almoço organizado pela TAP.
No sentido de saber que assuntos foram tratados nesses encontros conversou com Davide Marcos, que avançou à nossa reportagem que “dado o pouco de tempo de gestão” do novo CA da SATA, não conseguiu obter muitas respostas, salientando, no entanto, que encontrou um presidente “mais determinado” e consciente do momento que o grupo vive atualmente.
Relativamente ao almoço com a TAP, o presidente da CCIH adiantou que tanto o CEO da empresa, como o Diretor Comercial comunicaram que “neste momento a TAP está num processo de estabilização e de renovação de frota e de tripulações” pelo que ainda é prematuro falar da possibilidade da TAP voltar a voar para o Faial.

 

Tribuna das Ilhas - A CCIH reuniu no final da semana passada com o Conselho de Administração da SATA. Que assuntos foram abordados nesse encontro?
Davide Marcos - Sim, de facto reunimos a semana passada com o CA da SATA, tal como já tínhamos feito em fevereiro deste ano, com o anterior presidente da empresa. Quer da primeira vez quer desta vez os assuntos abordados não variaram muito. A diferença entre as duas reuniões é que desta vez encontramos um presidente mais determinado.
Apesar deste CA ter apenas seis semanas de gestão do grupo SATA, verificámos com agrado que tem perfeita consciência do momento atual do grupo e da sua parte foi-nos transmitido por diversas vezes que não haverá descriminação entre as ilhas e como tal de Santa Maria ao Corvo todas ilhas são importantes em nome da coesão regional e dos objetivos que foram definidos pelo acionista da empresa.
Em relação às ilhas que a CCIH, representa, nomeadamente o Faial, falamos do que tínhamos que falar, nomeadamente, dos sucessivos cancelamentos para Ilha, ausência da operação noturna no aeroporto da Horta, as deficientes justificações para os voos desviados para o Pico e vice-versa, o problema das tarifas, horários do verão IATA 2019, o transporte da carga, no fundo abordamos a má qualidade dos serviços da SATA, principalmente nestes dois últimos dois anos em especial para Horta, mas com consequências diretas e indiretas também nas ilhas das Flores e Corvo e na vida dos empresários e das famílias destas ilhas. Transmitimos que, para a CCIH, ninguém está contra a SATA, mas também ninguém está satisfeito com a qualidade dos serviços da mesma. O Faial e a CCIH exige que os empresários do turismo e todos os outros sejam devidamente respeitados, mas sabendo que o Presidente já registou que a única ilha que até ao momento se queixou foi o Faial- não pode ser isso que nos deve demover de indagar a SATA sempre que os serviços da mesma não correspondam aos anseios das ilhas que representamos, sobretudo neste regime de obrigação de serviço público e porque, também no caso do Faial e Pico, não existe alternativa nas ligações diretas com o exterior, uma vez que estamos dependentes da SATA.
Apesar de tudo isto, e como enquadramento para o início da nossa conversa, referimos também mais que uma vez que defendemos a SATA sem qualquer hesitação e fazemos votos para que a empresa consiga sobreviver e a CCIH está disponível para cooperar com a mesma e não para competir ou criar problemas.
De tudo o que conversámos, dado o pouco de tempo de gestão deste CA, não nos foram dadas muitas respostas, tendo sido apenas garantido que durante este mês de outubro a SATA lançará a programação do verão IATA 2019 – esperemos que a mesma seja benéfica para as ilhas que representamos.

TI - Surgiu na comunicação social a pretensa intenção do CA da transportadora aérea regional de criar um HUB na ilha de São Miguel, e que a partir dali os passageiros eram transportados para as restantes ilhas em aviões mais pequenos. Este tema foi conversado? O que nos pode dizer acerca disso?
DM - Este presidente que conheço bem do meu tempo da universidade, ao contrário do anterior mostrou vigor e vontade de alterar as coisas e uma vez que está lá apenas seis semanas, e apesar de ser um gestor inexperiente neste sector de atividade, tem para já um ponto positivo a seu favor- convidou outras duas pessoas para colaborar com ele no CA que parecem ter reconhecidamente competências nesta área.
Quanto a este tema, não se falou desta possibilidade e como tal penso que esta situação não se irá colocar para já. A TAP como se sabe só voará para os Açores e com objetivo de chegar apenas aos Estados Unidos, a partir dos Açores. A empresa que poderá adquirir o capital da SATA, no processo da privatização, ainda não se decidiu e caso se converta em acionista poderá dispor de mais aviões, por isso não sei até que ponto isto poderia acontecer. De resto estas ligações já acontecem normalmente com o cumprimento das Obrigações de Serviço Público da SATA Air Açores. De qualquer forma, se este Hub nascesse com esta configuração, eliminando as nossas ligações diretas para Lisboa, seria andar para trás, coisa que pelo menos a CCIH nunca aceitaria. Portanto para concluir esta resposta, não falamos e espero que nunca se fale no assunto, pois é estarmos a admitir esta possibilidade. As duas ilhas do triângulo (FAIAL e PICO) devem continuar a ter ligações diretas com LISBOA e não vale a pena pensar noutra coisa e até vou mais longe na questão da ampliação da pista do aeroporto da Horta - que agora todos referem estar muito bem encaminhada - como tenho ouvido, por diversas vezes e em certos circuitos, não deve ficar esquecida e o tema deve ser resolvido em pouco tempo, porque, caso contrário, será mais do mesmo e isto já cansa…
Repare-se que as últimas estatísticas da atividade turística no caso, as dormidas reportadas a JUL de 2017 revelam todo o peso que ilhas representadas pelas CCIH têm no seio dos Açores e sustentam de alguma forma que o aeroporto da Horta continua ser central e determinante em tudo isto.
De janeiro a julho, as únicas ilhas que representaram variações homólogas positivas foram Corvo e Pico, respetivamente com 18,4% e 6%. Na variação homologa de JUL 2017 para JUL 2018, o Faial juntamente com o Corvo foram as únicas ilhas que também cresceram, respetivamente 0.5% e 9.5%. No caso das dormidas em termos de estada média entre JUL 2017 e JUL de 2018, a única ilha que teve um crescimento positivo foi o Faial com 9.2%. Todas as outras apresentaram variações negativas, inclusive S. Miguel e a Terceira, que, como se sabe, estão no regime de espaço aéreo liberalizado e ambas são operadas por três companhias de aviação e tiveram pior desempenho.
Para não falar que em 2015, em termos de PIB regional, com exceção do Corvo, 59%, o Faial foi a ilha que cresceu mais nos Açores, 8,8%, e acima da média regional de crescimento que se situou em 3% em termos reais e o mesmo aconteceu quando se analisa o período quinquenal de 2011 a 2015, ainda que o Faial tenha crescido à taxa mais reduzida do que as outras 4 ilhas que cresceram também nos Açores 8,9%.
Esta convergência do Faial para o crescimento económico regional se se mantiver para os anos seguintes, pode ser um bom indicador de que havendo melhorias na qualidade do transporte aéreo, a ilha ainda pode melhorar mais estes indicadores.

TI - Que garantias deixou o Presidente da SATA em relação às acessibilidades aéreas à ilha do Faial, nomeadamente no que se refere ao número de ligações inter-ilhas e ao continente, bem como ao transporte de carga?
DM - Tal como já referi anteriormente, o presidente do CA da SATA apresentou-se muito determinado e falou muito connosco mas, na verdade, o período curto do seu mandato não lhe permite para já ter muitas respostas para as situações.
Da nossa parte esperamos que venham boas notícias e portanto a seu tempo verificaremos se estas operações e horários servem os interesses das ilhas que a CCIH representa.


TI - Sabe-se que também esteve reunido com elementos da administração da TAP. O que foi conversado? Nesta reunião, houve ou não alguma manifestação de interesse da TAP em voltar a voar para o Faial?
DM - Infelizmente, não estivemos reunidos com a TAP como gostaríamos, apenas estivemos, como convidados, num almoço que foi muito rápido, onde foi anunciado o que já é público de que a TAP teria interesse em ter operações dos Açores para os EUA, daqui por dois ou três anos.
De qualquer forma, do pouco tempo disponível que tivemos com as pessoas, abordamos quer o CEO da empresa, quer o Diretor Comercial e ambos nos comunicaram que neste momento a TAP esta num processo de estabilização e de renovação de frota e de tripulações e, como tal, mais para frente falaríamos. O Diretor Comercial avançou que inclusive já tinha falado no caso da Horta, internamente, mas nada está decidido. Portanto para nós, CCIH, isto vale o que vale, mas entendemos que apesar de tudo foi importante marcarmos presença neste almoço/briefing oferecido pela TAP. Julgamos que teria sido pior se não nos tivessem convidado. Só nos resta aguardar …

TI - Passando para o plano interno da Instituição a que preside. Como é que se encontra em termos financeiros a Câmara do Comércio?
DM - Bem, os problemas financeiros da CCH são públicos e são muito preocupantes.
Esta direção tomou posse numa situação anormal. A direção anterior tinha-se demitido por estar exatamente a sentir muitas dificuldades em dar um rumo direção à Instituição e teve as suas razões para tal. Eu e a minha direção muito cedo definimos como estratégia que uma das prioridades da CCIH será solver todos os seus compromissos com todos os credores, ainda que tenhamos definido, que neste primeiro ano de mandato seria muito difícil de cumprir com estes objetivos, porque para além de criarmos as condições internas de organização da instituição e criar uma estrutura de trabalho de RH, dificilmente conseguiríamos obter as receitas necessárias para cumprir e honrar os compromissos. Assim, seguimos uma linha de orientação em que iriamos recuperar alguns fundos institucionais do passado que pareciam perdidos, sendo este um trabalho que está a ser feito e em alguns casos com sucesso para, digamos, mitigar um pouco a doença da CCIH. A nossa expectativa é que no 2º e 3º ano do mandato já seja possível fazermos parcialmente este saneamento contabilístico e financeiro da Instituição, ainda que o passivo não seja recuperável a 100% neste mandato.

TI - Que projetos ou ações tem esta direção dirigidas aos associados e ao público em geral?
DM - A CCIH vive hoje uma situação em que todos nós empresários associados temos responsabilidades, onde eu também me incluo. Nem vale a pena pensarmos como já ouvi por diversas vezes que os governos é que tiveram culpa disto - refuto isto totalmente. Digo isto porque, desde há muitos anos, nunca houve preocupação de colocar a CCIH numa situação de independência financeira dos organismos e instituições com quem se relaciona, bem pelo contrário, confundiu-se cooperação com dependência financeira. Veja-se o exemplo da CCAH e da CCIPDL, continuam a cooperar com todos, mas não têm nenhuma dependência financeira de ninguém, ou se têm é muito reduzida, e faz isto toda a diferença. Portanto para nós, a CCIH devia ser totalmente independente dos fundos públicos, deveria ter uma agenda própria que lhe permitisse potenciar ou influenciar inclusive as políticas económicas das várias ilhas, quer junto do poder regional, quer mesmo junto do poder local e isto só será possível de fazer com alguma credibilidade que neste momento não existe ou é muito ténue, dado o estado de degradação a que a instituição chegou. Quanto à aproximação que devia ser contínua a todos os associados, ainda não a conseguimos fazer, ainda que já tenhamos feito algumas pequenas ações, mas tudo muito longe do que se pode e deve fazer no futuro. Neste momento, até se perderam os núcleos empresariais do Pico e das Flores devido ao distanciamento que os empresários das referidas ilhas sentiram, sendo que muitos deles não se reveem na CCIH para defender os seus interesses. Se conseguirmos atingir alguma estabilidade financeira nestes 2º e 3º anos, deste mandato, tentaremos ultrapassar também estas situações, sabendo que tanto numa como noutra será muito complicado, porque passaram-se muitos anos sem criar-se dinâmicas com estas ilhas.

TI - Recentemente, um membro da direção da Câmara do Comércio e Industria dos Açores (CCIA) veio a público dizer que os Açores necessitam de um resgate financeiro. Que comentários tem a fazer em relação a este assunto?
DM - A CCIH, sendo associada da CCIA, tem perfeito conhecimento do que se passa na mesma. Em relação a este tema, a posição da CCIH assumida no seio da CCIA era de que de facto se os empresários estavam a manifestar-se de que existiriam muitos pagamentos em atraso à economia, independentemente da intensidade que isto acontecesse por cada ilha, deveríamos tomar uma posição pública e denunciar esta situação com o objetivo de melhorarmos a vida dos nossos empresários. O meu colega, ao referir-se ao resgate, quis apenas acentuar de facto que a Região Autónoma dos Açores (RAA) tem insuficiência de liquidez e, por isso, é que atrasa pagamentos aos empresários. Eu inclusive tive o cuidado de referir-lhe que, quando se fala de resgate, deveríamos ser cuidadosos, pois esta palavra tem uma conotação negativa o que podia criar alguma perda de confiança na economia dos Açores, uma vez que apesar de haver muita coisa por resolver é inegável que a mesma atravessa neste momento um bom ciclo de crescimento económico e falar-se de resgate associamos sempre à Troika e ao período conturbado que Portugal atravessou em que fomos intervencionados. A Troika emprestou dinheiro por tranches, obrigou-nos a fazer reformas muito concretas etc. etc. Um país intervencionado perde a sua soberania na tomada de decisões políticas e não foi isso que se pretendeu comunicar, até porque resgate não é a única opção que tem um governo com problemas financeiros. No caso da RAA, não se pode negar que, em algumas situações, existe dívida pública que deverá ser reestruturada o quanto o antes, assunto que também falámos no seio da CCIA. 

 

Presidente da Câmara defende reforço das ligações aéreas com o Faial

Também o Presidente da Câmara Municipal da Horta foi recebido pelo CA da transportadora aérea açoriana, SATA.
No encontro, José Leonardo Silva defendeu uma maior consistência nas ligações aéreas de e para a ilha do Faial, tendo em conta que “tem sido claramente penalizador para a ilha e para a Região, os constantes cancelamentos e constrangimentos causados pela falta de resposta da SATA, na operação de Verão”.
Apesar de ainda não estar concluída a operação da SATA no Verão IATA, o Presidente da Câmara alertou “para a necessidade de ser já preparado o próximo Verão, para que não se repitam os constrangimentos detetados e haja uma melhor divulgação e promoção da rota do Faial em próximas operações”, lê-se numa nota da CMH enviada às redações.
Para José Leonardo Silva, é essencial para o desenvolvimento da ilha e para o crescimento do turismo, “que a rota da Horta seja melhor explorada e que tenha mais voos e ligações aéreas”.
Relativamente à operação de Inverno que se avizinha, o autarca chamou a atenção para a “necessidade de existir uma programação atempada e ajustada às necessidades, com horários que permitam promover as ligações entre ilhas e para o Continente sem implicar estadias ou escalas penalizadoras”, refere.
O edil faialense marcou igualmente presença, num encontro promovido pela transportadora aérea TAP, no qual participaram também, outros autarcas açorianos, empresários, membros do governo e administradores da transportadora aérea nacional.
Nesse encontro José Leonardo Silva, teve a oportunidade de relevar novamente a importância que esta companhia aérea teve para o Faial e para os faialenses, ao longo de três décadas, e insistiu para que a mesma analise a possibilidade de explorar novamente esta rota.

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