O Núcleo Regional dos Açores (NRA) no âmbito do peditório nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) que decorre no próximo mês de outubro está a proceder ao recrutamento de voluntários.
O NRALPCC lembra que este peditório é a mais importante fonte de financiamento da instituição, e neste sentido, refere que a participação dos voluntários pode ser feita à medida da disponibilidade de cada um.
No âmbito do Peditório Anual da LPCC a realizar de 31 de outubro a 4 de novembro, a nível nacional, o Núcleo Regional dos Açores (NRA) lançou um apelo para que as pessoas se inscrevam como voluntários.
Numa nota enviada às redações, o NRALPCC avança que a participação na campanha de captação de voluntários “pode ser feita à medida da disponibilidade de cada cidadão, podendo ocorrer durante os cinco dias do Peditório Anual ou somente num período”.
Todos os interessados em ser voluntário(a) pontual devem preencher um formulário de inscrição no site da LPCC ou podem dirigir-se no Faial, à delegação do Núcleo Regional dos Açores na cidade da Horta.
O NRALPCC lembra que o peditório é a mais importante fonte de financiamento da instituição que pretende fazer da luta contra o cancro um exemplo nacional de entreajuda e de solidariedade.
“Os donativos irão ajudar a custear os aspetos materiais de apoio ao doente e o desenvolvimento das iniciativas de promoção da saúde e de prevenção da doença”.
A LPCC é uma organização não governamental com vários objetivos dirigidos para as necessidades e direitos do doente oncológico, formação de profissionais de saúde, apoio à investigação científica e educação para a saúde da população em geral.
“A efetividade da sua ação advém, por um lado, da fundamental ação do seu Voluntariado, que intervém quer na comunidade, quer na humanização da assistência ao doente oncológico e, por outro, das contribuições recebidas através de donativos que permitem custear os aspetos materiais de apoio ao doente e o desenvolvimento das iniciativas de promoção da saúde e de prevenção da doença”, refere a LPCC.
Paulo Estevão denunciou que a Presidente do Parlamento açoriano “censurou e impediu a apresentação, leitura, debate e votação” de um voto de protesto apresentado pela Representação do PPM, relativo às declarações homofóbicas proferidas pelo Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Roberto Silva.
Para o deputado eleito pelo Corvo esta posição teve “o propósito de branquear e impedir a censura parlamentar” do comportamento em questão.
Numa conferência de imprensa realizada na passada quinta-feira, na Horta, à margem da sessão plenária de setembro, o deputado da Representação Parlamentar do PPM acusou a deputada socialista e Presidente do Parlamento açoriano, Ana Luís, de "censurar e impedir a apresentação, leitura, debate e votação" de um voto de protesto sobre uma declaração considerada como homofóbica feita pelo autarca das Lajes do Pico.
Para o deputado do Corvo a "Presidente do Parlamento dos Açores não tem qualquer prerrogativa legal que lhe conceda a competência de censurar os documentos políticos produzidos pelos diversos partidos políticos, sempre e quando o propósito não seja colocar em causa as mais elementares regras de civilidade e o respeito mútuo que deve presidir a cada debate parlamentar”, afirmou Paulo Estevão considerando que se “trata de um precedente grave no âmbito do debate no Parlamento dos Açores".
O deputado Paulo Estevão explicou que a Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), comunicou “verbalmente à Representação Parlamentar do PPM que recusaria a apresentação e discussão do Voto de Protesto apresentado se não fosse retirada a citação do insulto homofóbico escrito pelo autarca das Lajes do Pico”.
A este respeito o parlamentar considerou que a posição de Ana Luís, ao não permitir que a dita palavra integrasse o documento, tem “o propósito de branquear e impedir a censura parlamentar do comportamento protagonizado" por Roberto Silva.
“A Presidente do Parlamento arroga-se no direito de impedir a entrada e discussão de votos ou iniciativas parlamentares de acordo com os adjetivos e citações utilizadas”, reforçou Paulo Estevão.
No entender do deputado “trata-se de uma atitude inqualificável no âmbito de um parlamento que se quer democrático”, revelando estar convencido de que “quem beneficia deste despropósito é o autarca socialista que produziu os insultos homofóbicos e que vê assim o seu comportamento branqueado. Um comportamento que, aliás, a Presidente do Parlamento dos Açores nunca condenou”, disse.
Perante a impossibilidade de apresentar o “documento em causa, pronunciar a expressão em causa e citar outras situações análogas que sucedem em todos os parlamentos democráticos do mundo” Paulo Estevão manifestou o seu “repúdio pela situação criada” e como forma de protesto não marcou presença nos trabalhos parlamentares dessa manhã.
O deputado considerou ainda que a sessão em causa ficou “manchada pela sombra sempre odiosa da censura e do falso moralismo”, garantindo que voltará a apresentar o mesmo voto de protesto “sem realizar qualquer alteração ao texto”, em próximas reuniões plenárias".
O Voto de Protesto da Representação do PPM surgiu na sequência da divulgação pública do teor de um e-mail remetido pelo autarca das Lajes do Pico, para o Gabinete de Apoio à Presidência, no âmbito de um apoio solicitado pelo presidente da MiratecArts, Terry Costa.
No e-mail em causa, Roberto Silva, utilizou “um linguarejar profundamente homofóbico” e “mandou ignorar e prejudicar uma iniciativa de uma instituição da sociedade civil com base no preconceito e na vingança política, uma vez que o texto divulgado também deixa claro que o autarca pretendeu castigar Terry Costa por um delito de opinião relacionado com uma divergência anterior noutra matéria”, denunciou o parlamentar.
Apesar do Presidente do Município das Lajes do Pico, já ter manifestado a sua "pública contrição" pelo incidente, Paulo Estêvão, classifica o seu comportamento como “inaceitável”.
“Trata-se de uma forma de agir muito grave, que tem de ter consequências no âmbito de um regime democrático”, defendeu o deputado do PPM, acrescentando que “este género de comportamentos intolerantes e homofóbicos não podem passar em claro e sem consequências políticas revelante”, frisou.
O parlamento açoriano aprovou, na sessão plenária de setembro, por unanimidade, uma proposta do PSD/Açores que recomenda ao Governo Regional a realização de um estudo sobre violência doméstica e de género na Região, que deve estar concluído ao fim de um ano.
Segundo uma nota informativa enviada às redações, o deputado social-democrata Carlos Ferreira, considera que a violência doméstica e de género continua a ser um “flagelo social extremamente preocupante” nos Açores, que apresenta “uma taxa de prevalência que é o dobro da nacional”.
O documento agora aprovado, refere que “a complexidade do assunto não permite, porém, resumir a interpretação dos dados à mera avaliação das estatísticas criminais, considerando que estamos perante um fenómeno que (…) continua envolto numa tradição social de não interferência na vida conjugal, motivo pelo qual as cifras negras (taxa de crimes não participados) têm um peso muito relevante no valor global dos dados”.
Neste contexto o partido assume que, “importa complementar a análise das estatísticas criminais com outros instrumentos de recolha de dados, para traçar um quadro mais abrangente da violência doméstica e de género nos Açores”.
Na passagem do 7.º aniversário do Zumba Fitness nos Açores, o ginásio 2FITU, em parceria com a Farmácia Ayres Pinheiro, vai oferecer à comunidade faialenses uma tarde desportiva diferente.
O evento está agendado para o dia 6 de outubro e tem início pelas 14h00 com concentração junto à Fábrica da Baleia, onde os participantes partem para uma caminhada no trilho “entre Montes”.
A partir das 16h30 a atividade prossegue no ginásio 2FITU, onde será lecionada uma aula de Zumba.
A tarde termina com uma degustação de suplementos desportivos disponibilizados pela Farmácia Ayres Pinheiro
Esta atividade aberta a toda a comunidade é gratuita e tem por objetivo “promover a prática desportiva on e outdoor, bem como uma suplementação saudável associada à prática desportiva”, revela a organização numa nota enviada às redações.
O Presidente da Federação de Andebol de Portugal (FAP), Miguel Laranjeiro esteve nos Açores, mais concretamente na Ilha do Faial para reunir com os responsáveis da modalidade na Região.
Esta sua visita teve como objetivo estreitar laços de cooperação, promoção e desenvolvimento do andebol a nível local.
O Presidente da FAP, Miguel Laranjeiro, esteve de visita ao Faial no passado fim de semana e reuniu com os responsáveis do Sporting Clube da Horta (SCH), Davide Marcos, da União das Associações de Andebol dos Açores, Hugo Oliveira, com Vera Silva, Presidente da Associação de Andebol do Faial como objetivo estreitar laços de cooperação, promoção e desenvolvimento da modalidade a nível local.
Miguel Laranjeiro foi ainda recebido pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta, nos passos do concelho e assistiu ao Encontro de Andebol de Rua, promovido pelo SCH e pela Associação de Andebol do Faial, no âmbito da Semana Europeia do Desporto, uma iniciativa levada a cabo pela Comissão Europeia, onde se destaca a participação da Federação de Andebol de Portugal e das diversas Associações e Clubes Nacionais.
O presidente marcou também presença na cerimónia de entrega de prémios e troféu de Campeão Nacional da 2ª Divisão de Seniores Masculinos da época 2017/2018 à equipa do SCH, que teve lugar no Pavilhão Desportivo da Horta e que contou com a presença do representante do Presidente do Governo Regional do Açores, do Presidente da Câmara Municipal da Horta e do Presidente da Assembleia Geral do Clube.
Miguel Laranjeiro a finalizar o programa desta sua passagem pela ilha do Faial, Miguel Laranjeiro assistiu ao encontro entre SCH e ABC UMinho, da 4ª Jornada, do Campeonato Andebol 1.
Tribuna das Ilhas - Apresentou formalmente a sua candidatura à presidência do PSD/Aço-res. Que motivos estiveram na base da sua decisão de avançar para a liderança dos sociais-democratas açorianos?
Pedro Nasc. Cabral - O sentido de responsabilidade e um dever de consciência em relação aos militantes do meu partido. A minha militância iniciou-se na JSD Açores, tendo sido secretário-geral. Poste-riormente, já no PSD Açores, fui Presidente do Conselho de Juris-dição Regional. Dei sempre a cara pelo partido. Por tudo isto, não podia ficar indiferente ao percurso do meu partido que é marcado nos últimos seis anos por 5 derrotas eleitorais consecutivas, percebendo-se, de imediato, que o ainda líder do partido não iria conseguir inverter esta situação. A necessidade de estancar este processo destrutivo do PSD/A associado a um enorme conflito intergeracional criado por esta direcção política, bem como a ausência de uma participação activa de todos os militantes na vida do partido, foi o mote da minha candidatura. De uma forma directa, respondo que o meu espírito de missão e sentido de responsabilidade, associado ao desejo de lutar por um futuro melhor para o PSD/A e para a Região Autónoma dos Açores, foram as causas que motivaram a apresentação do projecto político que lidero.
TI – Quais são as linhas orientadoras da sua candidatura?
PNC - A minha candidatura representa uma rutura com o atual sistema instalado no PSD Açores. Um sistema que tem conduzido o partido a derrotas eleitorais consecutivas. Nesta medida, sou o primeiro candidato à liderança do PSD/A que vem da sociedade civil para o Partido. Tenho mais de 20 anos de advocacia e sou sócio fundador de uma sociedade de advogados. Ao contrário de todos os anteriores líderes, que nasceram dentro do próprio partido, considero que é chegada a hora do partido deixar de ter profissionais da política, mas passar a fazer política de forma profissional. Quero dedicar-me em exclusivo à liderança do PSD/A. As linhas orientadoras são muitas, desde logo pela necessidade de concedermos aos militantes um papel mais activo e recuperarmos a dinâmica de vitória. Só depois de nos organizarmos e motivarmos é que poderemos ambicionar ganhar ao Partido Socialista nas eleições regionais de 2020. Mas até lá ainda temos as eleições ao Parlamento Europeu, em que temos de colocar um candidato em lugar elegível e as eleições legislativas nacionais, em que teremos de garantir pelo menos 3 deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, ganhando assim as eleições. O tempo urge e não podemos andar a fazer experiências, nem como já ouvi, a ser líder em part-time. Qualquer candidato que não perceba que temos de ter uma dedicação exclusiva ao nosso Partido, especialmente agora que terminam 6 anos de uma liderança que promoveu tantas divisões, só pode ser por não querer que ganhemos eleições e que continuemos os primeiros dos últimos. Eu não sou assim. A minha equipa não se contenta com pouco. Queremos devolver o poder ao PSD/Açores e ganhar eleições. Caso não consiga acrescentar valor ao partido até 2020, colocarei naturalmente o meu lugar à disposição dos militantes.
TI – Sabe-se que amanhã, dia 29 de setembro, terá um adversário nessa corrida à liderança. Que argumentos apresenta para os militantes do partido votarem em si e não no outro candidato?
PNC - De um modo geral o que respondi na pergunta anterior, para além do facto do meu adversário politico representar a continuidade do sistema elitista e carreirista que está instalado no PSD dos Açores. É importante referir que Alexandre Gaudêncio foi Secretário Geral e é o atual primeiro vice-presidente de Duarte Freitas. Não tenho dúvidas em afirmar que ambos representam as duas faces da mesma moeda política que conduziu o PSD/A, nos últimos seis anos, a cinco derrotas eleitorais consecutivas. Deste modo, os militantes do PSD Açores tem, agora, a oportunidade de decidir se querem manter o PSD/Açores tal como se encontra ou se preferem um outro PSD/Açores que faça uma ruptura com o passado e que assuma o seu verdadeiro papel de principal partido da oposição e que se apresente como uma verdadeira alternativa credível ao partido socialista para governar os Açores.
TI – Nos Açores, o PSD está há mais de 20 anos na oposição. Depois de terem tido vários líderes e de diversas derrotas eleitorais, como vê o partido atualmente?
PNC - A nossa principal preocupação prende-se com o facto de os Açorianos não olharem para o PSD/A como uma alternativa credível para liderar a Região Autónoma dos Açores, isto apesar da nossa Região Autónoma se encontrar estagnada, com um Governo e Partido Socialista esgotados, sem ideias e sem ambição. É por isto que defendo que temos de reactivar já os núcleos em todas as freguesias dos Açores, dinamizar as comissões políticas concelhias e de ilhas e colocar na Comissão Política Regional e no Conselho Regional pessoas com provas dadas, com competência, que possam de facto ser uma mais valia e não aqueles que irão dizer que tenho sempre razão.
TI – Acha que o partido deve olhar cada vez mais para dentro, para os militantes, procurando uma maior coesão interna ou abrir-se à sociedade, procurando envolver a sociedade civil?
PC - O partido tem de olhar em primeiro lugar para os seus militantes. Sem militantes o PSD Açores não existe. Naturalmente que o PSD Açores será sempre aquilo que os seus militantes pretenderem que seja. Entendo que é fundamental o partido abrir-se à sociedade civil, ouvir as instituições e envolver novas pessoas, com novas ideias, com novas formas de ver a realidade.
TI – Que opinião tem em relação à governação socialista dos últimos anos?
PNC - Os sucessivos governos regionais do Partido Socialista (PS) têm conduzido a Região Autónoma dos Açores para uma situação de total estagnação. Recordo que no final desta legislatura os Açores atingirão 24 anos – quase um quarto de século – sob a égide de um único partido, de uma única forma de governar e pensar os Açores. Basta olhar para os vários sectores fundamentais do nosso desenvolvimento económico e social para constatarmos que o PS tem falhado em toda a linha. Agora, os socialistas já começam a procurar soluções para os problemas que eles próprios criaram nos Açores. Veja-se o caos que se encontra instalado na educação, na saúde, no emprego. Temos o maior índice de pobreza do país e a mais alta taxa nacional de beneficiários de rendimento social de inserção. As nossas empresas públicas acumulam prejuízos de milhões e milhões de euros. Ao fim de 22 anos de poder socialista nos Açores, continuamos a ter como prioridade o combate à pobreza, quando deveríamos estar a discutir outros patamares de desenvolvimento económico e social para os Açores.
TI – Como olha para a Região Autónoma dos Açores dos dias de hoje?
PNC - A Região Autónoma dos Açores está a sofrer as consequências do falhanço das políticas socialistas dos últimos 22 anos. O actual estado de degradação dos vários sectores que dominam o nosso desenvolvimento social e económico falam por si. Por isso, o PSD Açores tem enormes desafios pela frente. Desde logo, combater a pobreza e melhorar os serviços de cuidados de saúde que devem ser prestados à nossa população. Temos a obrigação de investir significativamente na educação e na formação dos nossos jovens, uma vez que necessitamos de ter uma Região com níveis educacionais elevados que nos permita competir com os melhores em qualquer parte do mundo. No que diz respeito ao nosso modelo de desenvolvimento económico, estamos obrigados a organizar estratégias governativas que nos possibilitem ampliar a excelência dos nossos produtos provenientes das mais diferentes áreas de actividade que praticamos, como na actividade agrícola, na pecuária, e encontrar novos mercados para a sua colocação. A protecção das nossas pescas e demais recursos marinhos é inquestionável. A quebra da sazonalidade da actividade turística. A protecção ambiental. A solidificação da actividade industrial existente e apoio à criação de novas indústrias. O aproveitamento da nossa localização geográfica nos mais diferentes campos. A aposta no mar, nas energias renováveis, entre tantas outras que se revelam fundamentais para o desenvolvimento do Açores.
TI – Neste momento de reflexão interna do partido, que mensagem quer deixar aos militantes do PSD/Açores?
PNC - Uma mensagem de que cabe aos militantes do PSD/Açores optarem por uma candidatura, no caso a nossa, que é capaz de dar um horizonte de esperança em vitórias eleitorais. Acima de tudo terão de escolher entre manter o partido tal como está, com derrotas atrás de derrotas, ou, caso optem pelo nosso projecto político, fazer uma ruptura com o passado e ganhar um novo ânimo, uma nova motivação para elevarmos o nosso PSD Açores para o lugar que lhe compete, designadamente, de ser um alternativa credível ao PS para governar a Região Autónoma dos Açores.
TI – Caso seja eleito presidente dos sociais-democratas açorianos qual será a sua primeira medida?
PNC - A minha primeira medida política será, em articulação com o nosso grupo parlamentar, apresentar uma moção de censura a este Governo Regional do PS, cuja atuação tem prejudicado gravemente o desenvolvimento dos Açores e a melhoria da qualidade de vida dos açorianos.
TI – Acredita que consigo o PSD/açores tem condições para ganhar as próximas legislativas regionais e ser poder em 2020?
PNC - Tenho a certeza que sim!
TI – Apresentou formalmente a sua candidatura à presidência do PSD/açores. Que motivos estiveram na base da sua decisão de avançar para a liderança dos sociais-democratas açorianos?
Alexandre Gaudêncio - Acredito que o PSD/Açores precisa de um novo rumo, com outros intervenientes políticos, com provas dadas na sociedade, quer profissional e civicamente, sejam estes mais ou menos novos. Acredito nos militantes que o partido possui. Todos são precisos e todos merecem ser valorizados sejam do PSD, dos TSD e da JSD Açores. Esse é um importante rumo para as vitórias almejadas. É com este intuito, após uma profunda reflexão, que decidi candidatar-me a Presidente do PSD/Açores.
TI – Quais são as linhas orientadoras da sua candidatura?
AG - A presente candidatura que tem como lema “Rumo à Vitória” pretende transformar o PSD/Açores num partido forte capaz de ser uma solução alternativa à atual governação socialista que tem vindo a demonstrar já diversos sinais de desgaste.
Considero que podemos ser uma força agregadora que através da matriz social-democrata e com o apoio dos militantes de todas as ilhas poderemos construir uns Açores melhores.
Desde logo, é nossa intenção criar o Gabinete de Apoio ao Militante de forma a disponibilizar serviços jurídicos, técnicos e de comunicação para os dirigentes; constituir uma Academia do Poder Local com uma ligação ao Instituto Sá Carneiro para melhor preparar para os desafios eleitorais no arquipélago; promover as Mulheres Social-Democratas; desburocratizar a adesão de novos militantes e a adoção das novas tecnologias para facilitar o processo; presença de membros da Comissão Política Regional nas iniciativas desenvolvidas pelas estruturas locais; entre outras medidas.
TI – Sabe-se que amanhã, dia 29 de setembro, terá um adversário nessa corrida à liderança. Que argumentos apresenta para os militantes do partido votarem em si e não no outro candidato?
AG - Mais do que uma eleição interna, os militantes devem ter presente que estarão a eleger, muito provavelmente, o próximo candidato a presidente do Governo Regional pelo PSD/Açores. E devem questionar se querem alguém com provas dadas que consegue ganhar eleições na rua, tendo inclusivamente conquistado duas maiorias absolutas num concelho que era dominado pelo Partido Socialista, ou se querem alguém que nos últimos anos serviu-se da comunicação social para criticar o partido e pouco ou nada fez para ajudar o partido a ganhar eleições.
TI – Nos Açores, o PSD está há mais de 20 anos na oposição. Depois de terem tido vários líderes e de diversas derrotas eleitorais, como vê o partido atualmente?
AG - O PSD/Açores tem um legado histórico que nos honra, devendo responsabilizar e orientar a nossa ação política. Foi o partido fundador da autonomia. E parte do nosso projeto é reconhecer o trabalho feito de quem impulsionou o PSD/Açores, mas também conciliá-lo com novas ideias e novos protagonistas. Todos são bem-vindos neste projeto que pretende agregar para vencer.
Este é um projeto de militantes e para os militantes de Santa Maria ao Corvo, que deseja colaborar com todos sejam novos ou mais velhos e que procurará trabalhar com todas as estruturas incluindo os TSD, a JSD e os militantes social-democratas açorianos na Diáspora.
Por isso, vejo o PSD/Açores como um partido que bem mobilizado e, mentalizando para vencer, poderá ganhar eleições e dar uma nova esperança aos açorianos a breve trecho.
TI – Acha que o partido deve olhar cada vez mais para dentro, para os militantes, procurando uma maior coesão interna ou abrir-se à sociedade, procurando envolver a sociedade civil?
AG - Pretendemos utilizar os princípios fundadores do PSD/A para criar uma oposição forte e devolver a mística da vitória ao partido. Mentalizar para vencer é o nosso propósito. Necessariamente teremos que internamente nos unir após as eleições para logo de seguida começarmos a trabalhar e nos apresentarmos como uma verdadeira alternativa de poder para a sociedade açoriana.
TI – Que opinião tem em relação à governação socialista dos últimos anos?
AG - O PS está a perder o rumo para liderar a Região e, prova disso, é a remodelação governamental ocorrida recentemente. Estamos perante um Executivo Regional que dá sinais claros de deterioração, de luta interna e que podia fazer mais pelos açorianos das nove ilhas.
O Faial tem sido uma das vítimas da atual governação socialista. Defendemos a revisão do modelo de transporte aéreo para o Faial. Há potencial para se atrair outras companhias aéreas como as low cost que poderão impulsionar o turismo e outros setores cá na ilha.
TI – Como olha para a Região Autónoma dos Açores dos dias de hoje?
AG - Os Açorianos estão a passar por inúmeras dificuldades e o PS começa a dar claros sinais de desgaste e não tem ideias para resolver os problemas da nossa sociedade.
Pretendemos por isso apresentar um verdadeiro projeto político que visa ter propostas nas áreas mais sensíveis da nossa sociedade: a saúde, a educação, o emprego e os transportes.
TI – Neste momento de reflexão interna do partido, que mensagem quer deixar aos militantes do PSD/Açores?
AG - Pretendemos um PSD/Açores mais interventivo, virado para a sociedade e que, acima de tudo, possa responder aos desafios com que as pessoas estão a ser confrontadas: a necessidade de um novo modelo de governação com novos protagonistas e com o PSD/Açores a representar essa viragem logo após as eleições internas.
TI – Caso seja eleito presidente dos sociais-democratas açorianos qual será a sua primeira medida?
AG - O primeiro passo, caso vencermos as eleições, será conciliar e revitalizar as estruturas. O segundo será reforçar a nossa autonomia interna perante o partido a nível nacional. E o terceiro será fazer oposição ao atual executivo regional e pedir consequências por cada falha do executivo de Vasco Cordeiro para com os açorianos e responsabilizá-los pelas gestões lesivas nas mais variadas áreas de governação. Estamos a prepararmo-nos para ser parte da solução pois os dias desta governação socialista estão contados.
TI – Acredita que consigo o PSD/açores têm condições para ganhar as próximas legislativas regionais e ser poder em 2020?
AG - Esta candidatura que lidero pretende devolver a mística da vitória ao PSD/Açores. Já estamos de mangas arregaçadas para esse processo. Com empenho, dedicação e muito trabalho envolvendo cada uma das nove ilhas tudo faremos para devolver os Açores aos açorianos. É, por isso, nossa intenção trabalhar para vencer e dar um novo rumo à Região a partir de com o PSD/Açores a ser o principal protagonista da governação regional.
O Presidente do Governo nomeou Miguel Costa para Presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores (PA), substituindo no cargo Fernando Nascimento.
Esta nomeação surge no âmbito da renovação efetuada pelo Governo Regional na equipa de diretores regionais e de organismos públicos.
O Conselho de Administração da PA tem um novo presidente. Miguel Costa substitui no cargo Fernando Nascimento que exerce esta função desde setembro de 2011.
A nomeação de Miguel Costa, surge no âmbito de uma renovação que Vasco Cordeiro decidiu fazer na equipa de diretores regionais e de organismos públicos, que incluiu ainda a nomeação de novos Presidentes dos Conselhos de Administração da Portos dos Açores, do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa e do Instituto da Segurança Social dos Açores.
As alterações anunciadas na passada semana, verificam-se ao nível dos seus titulares nas áreas da Solidariedade Social, da Educação, da Cultura, da Saúde, do Turismo e do Desenvolvimento Rural.
Assim para a Direção Regional da Solidariedade Social foi nomeado o sociólogo Paulo Vitorino Fontes. O cargo de Diretor Regional da Educação será assumido por Rodrigo Augusto Morais dos Reis e para Diretora Regional da Cultura foi escolhida Susana Goulart Costa.
Tiago Alexandre dos Santos Lopes, será o novo Diretor Regional da Saúde, Cíntia de Lacerda Ferreira dos Santos Martins a nova Diretora Regional do Turismo e Valter Miguel de Sousa Braga, o novo titular da Direção Regional do Desenvolvimento Rural.
Ao nível dos Conselhos de Administração, para além de Miguel Costa na PA, Luísa Melo Alves será a Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, substituindo a atual Presidente, que deixa o cargo a seu pedido.
O Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa será presidido por Cláudia Raquel Lourenço Vieira da Silva e para Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Segurança Social dos Açores foi escolhida Paula Cristina Pereira de Azevedo Pamplona Ramos.
Ao abrigo da legislação em vigor, a escolha dos novos Presidentes dos Conselhos de Administração da Portos dos Açores e da Hospital Santo Espírito da Ilha Terceira será comunicada à Assembleia Legislativa para efeitos de audição parlamentar.
A Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) irá trazer ao Faial e aos Açores a sétima edição do Congresso da APECATE, com vista à promoção de formação e qualificação de empresas de animação turística e de eventos.
O evento trará ao Faial cerca de 200 participantes do mercado nacional das diferentes áreas que compõem a APECATE.
Decorreu esta terça-feira, no Azoris Faial Garden, a sessão de apresentação do 7.º Congresso da APECATE que se realizará no Faial entre 30 de janeiro e 1 de fevereiro do próximo ano, no mesmo local.
O evento contará com a presença de cerca de 200 participantes provenientes do mercado nacional e das diferentes áreas que compõem a APECATE, incluindo empresários do setor, jornalistas e líderes de opinião, que irão debater temas estruturantes, nomeadamente em relação à posição das empresas perante as novas perspetivas da sociedade mundial, serviços e qualificação, questões legais e de fiscalidade, entre outros.
O tema do congresso será “Portugal da moda à consolidação. Caminhos e desafios”, no seguimento de Portugal ter sido eleito como “Melhor Destino do Mundo”, nos World Travel Awards, em 2017.
“Este é mais um momento importante na agenda de 2019, porque possibilitará promover a formação e a qualificação das empresas de animação turística e de eventos, bem como o seu desenvolvimento e internacionalização, nomeadamente na captação de negócios”, sublinhou a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, acrescentando que este congresso “será ainda uma oportunidade excecional para promover os Açores, tendo em conta o especial perfil dos participantes, bem como a cobertura mediática a que estará exposto o evento, com a presença de jornalistas do setor”.
Para Marta Guerreiro, a escolha dos Açores para a realização deste congresso “é mais uma demonstração de que o arquipélago está a consolidar o seu trabalho no âmbito do produto ‘Meeting Industry’, fazendo com que as entidades reconheçam as particularidades e os pontos positivos para escolher os Açores como palco das suas mais relevantes iniciativas”.
A titular da pasta do turismo afirmou também que os Açores não querem ser, nem são, “um destino de massas”, frisando a existência de uma “ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais, trabalho este que continua em curso, com deslocações para participação em ações de promoção do destino e com políticas que privilegiem eventos, como o que estamos aqui hoje a evidenciar, que possibilitem um efetivo retorno promocional e gerador de fluxos, nomeadamente no segmento dos congressos”.
“Este é um caminho que acreditamos trazer muitos frutos para a nossa Região, posicionando-a como palco privilegiado para acolher eventos, recebendo, e bem, quem sabe reconhecer o nosso potencial”, salientou.
Neste sentido, a governante realçou a importância do desenvolvimento da oferta que “alinhado com a estratégia do setor, a par da notoriedade que já alcançámos, enquanto local seguro, com beleza mística, capaz de proporcionar experiências únicas e com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social e ambiental, tem também permitido alavancar o segmento de turismo de negócios, com políticas que privilegiam eventos nos Açores”.
Referindo também o crescimento da oferta açoriana, “existindo atualmente 395 empresas quando em 2013 este número era de apenas 140”, Marta Guerreiro destacou a aposta do Governo Regional em “aumentar a notoriedade internacional dos Açores como um destino de Natureza de excelência, pondo em destaque as nossas características de sustentabilidade, ambientais e paisagísticas” e o “empenho e dedicação” das entidades do sector, públicas e privadas.
A secretária regional referiu ainda que “a Região continua a crescer nos principais indicadores associados ao turismo”, tanto nas dormidas, nas quais não se pode “olhar apenas para a hotelaria tradicional, que está a fazer a sua gestão de posicionamento entre volume e preço”, como ao nível dos proveitos, onde “também crescemos em cima de crescimentos já de si bastante significativos, mesmo no verão, onde a oferta já se apresenta com menos disponibilidade, continuando a bater recordes consecutivos”.
Integrado nesta apresentação, durante esta semana realizaram-se vários workshops, no Azoris Faial Garden, promovidos pela APECATE, com vista à formação e desenvolvimento das empresas da Região na área dos eventos e da animação turística, fazendo ponte com os temas a abordar no próximo congresso.
O Governo dos Açores vai avançar com as obras de requalificação do solar, da ermida e do pavilhão de exposições da Quinta de São Lourenço.
A empreitada, no valor de 1 milhão de euros, será realizada por duas fases: primeiro a ermida e o solar e depois o pavilhão de exposições.
No passado dia 13 de setembro, o Secretário Regional da Agricultura e Florestas presidiu à sessão de apresentação do projeto de requalificação do solar, da ermida e do pavilhão de exposições da Quinta de São Lourenço, um investimento do Governo dos Açores no valor de 1 milhão de euros.
“Entendemos que estas duas infraestruturas poderão ser um polo de dinamização desta quinta, de dinamização da freguesia dos Flamengos”, salientou João Ponte.
O titular da pasta da Agricultura anunciou que “no próximo mês de outubro será lançado o concurso público para a reabilitação do solar e da ermida e no mês de janeiro de 2019 será lançado o concurso para a remodelação do pavilhão de exposições”.
O governante espera que no começo do ano “estejam reunidas as condições” para o início das do solar e da ermida que, por cerca de 450 mil euros, contemplam o reforço estrutural do edificado, nomeadamente ao nível das paredes exteriores, a reabilitação das alvenarias de pedra de basalto e das caixilharias e guardas existentes e a reconstrução da cobertura.
Após as obras, o solar estará dotado de uma sala para exposições, um espaço multiusos, instalações sanitárias e uma copa.
“No caso concreto do pavilhão aquilo que vamos fazer é fechá-lo e dotá-lo de todas as condições de conforto e segurança que permitam a realização de eventos no domínio da agricultura e de outras atividades económicas”, avançou o secretário regional.
A intervenção no pavilhão contempla, entre outras intervenções, a recuperação da estrutura existente, incluindo a execução de platibanda, a substituição dos painéis de cobertura e a execução do piso térreo.
No valor de 550 mil euros, as obras do pavilhão terão início após a realização da Feira Açores que se realizam no Faial no mês de junho.
Com as obras concluídas, este projeto “devolve este espaço à comunidade”, espaço este que estará “preparado para a realização de eventos, sejam a nível agrícola ou de outra natureza das outras áreas de atividade económica”.