Tribuna das Ilhas

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06
julho

Centro de Processamento de Resíduos - Resiaçores assume gestão na ilha do Faial

Escrito por João Paulo Pereira

Foi concessionado à empresa Resiaçores o Centro de Processamento Resíduos da ilha do Faial, tendo esta assumido a sua gestão no passado dia 9 de abril de 2018.

Após ter ganho em concurso internacional a concessão do Centro de Processamento de Resíduos (CPRVO) da Ilha do Faial, a empresa Resiaçores iniciou a sua atividade no passado dia 9 de abril de 2018.
Neste âmbito, quando questionada por este jornal acerca da atualização das taxas cobradas aos resíduos orgânicos (resíduos provenientes de talhos e similares), pois passou-se de um valor de € 74,00 por tonelada, para 500,00€ a tonelada, a empresa Resiaçores esclareceu “que os preços praticados pelos CPRVO são regulados por decreto e aprovados pela entidade reguladora”.
Acrescentou, ainda, a empresa que “desconhece os preços que os produtores de SPOA pagavam no passado”, mas lembrou que de acordo com a legislação é aqueles que compete (e não aos Municípios) “o encaminhamento dessa tipologia de subprodutos bem como assumir os custos da sua eliminação”.
Neste sentido, apresentou de forma simples os custos suportados na receção, contentorização refrigerada, transporte e eliminação por valorização energética dos SPOA (Sub Produtos de Origem Animal) e que respeitam, sobretudo, ao investimento realizado, aos custos com a mão-de-obra, aos transportes e o tratamento na TERAMB, os custos despendidos com a energia e a manutenção dos contentores.
Considera a empresa, tendo em conta todos os custos referidos, que o valor que o Centro de Proces-samento de Resíduos deveria cobrar por kg dos SPOA “seria 0.65 cêntimos/Kg, isto é 650 euros/Ton, e não os 0.50 cêntimos/ Kg, 500 euros/ Ton que atualmente a Resiaçores está a cobrar”.
Por último, esclareceu a empresa que a Resiaçores não faz recolha de Resíduos, cabendo essa função aos produtores de SPOA (Sub Produtos de Origem Animal).

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06
julho

Escola Profissional da Horta - Escola descerra placa de Embaixadora do Parlamento Europeu

Escrito por Flávia Taibo

A Escola Profissional da Horta (EPH) procedeu ao descerramento da placa com o título de Escola Embaixadora do Parlamento Europeu que lhe foi atribuída, no mês passado, em Aveiro.
A EPH é única escola açoriana a ter recebido este ano este título e espera poder continuar com o projeto no próximo ano formativo.
Esse dia coincidiu, também, com o hastear da Bandeira Eco Escola, celebrada com uma descida à Caldeira pela turma de Informação e Animação Turística.

A EPH realizou na passada terça-feira o descerramento da placa do título Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, por ter desenvolvido, desde o mês de setembro, diversas atividades de promoção da União Europeia e das suas instituições.
“No início de setembro a Escola Profissional, tal como todas as escolas a nível do país, foi convidada a participar neste projeto da Escola Embaixadora do Parlamento Europeu. Este projeto pressupõe cerca de uma dezena de atividades que têm de ser desenvolvidas ao longo do ano formativo, entre elas a visita de um eurodeputado, o desenvolvimento de atividades que promovam o conhecimento das instituições europeias e também da União europeia em si”, avançou Regina Pinto ao Tribuna das Ilhas.
Para completar este desafio, os alunos da escola desenvolveram um jogo didático e o aluno Miguel Pinto, com o apoio das formadoras Marlene Bettercourt, Sónia Domin-gues e Paula Saraiva, fez um estudo profundo sobre as instituições europeias e a União Europeia que culminou numa apresentação perante os seus colegas no auditório da escola.
“Ele não se baseou só a por os slides e a ler. Ele realmente sabia daquilo que estava a falar e via-se que se preocupou em estudar, o que foi reconhecido pelos próprios colegas que também ficaram a aprender mais sobre as instituições europeias”, explicou a diretora da EPH sobre a prestação de Miguel Pinto.
Para completar o desafio, a EPH recebeu ainda a eurodeputada Sofia Ribeiro. “O facto de termos tido connosco também a eurodeputada fez com que nós estivéssemos mais próximos dos deputados e aprendêssemos um pouco sobre a sua atividade e, como coincidiu com o Dia Internacional da Mulher, ela também falou da igualdade de género e das políticas que têm de ser desenvolvidas”, afirmou.
Segundo a professora, receber este título é um “grande orgulho” pois vê reconhecido o trabalho dos docentes e dos alunos nos projetos do Erasmus + que têm vindo a ser desenvolvidos desde o ano passado.
Para Regina Pinto, “abrir as portas à União Europeia é de facto ir também ao encontro do nosso projeto educativo, da missão da nossa escola que é formar não só a nível tecnológico e profissional nas áreas dos cursos, mas também promover uma cidadania mais ativa e desenvolver aquelas competências sociais que também vêm na avaliação curricular que são de extrema importância nos dias de hoje”.
Este dia foi também marcado pelo Dia Eco Escola com o hastear da Bandeira Eco Escola 2017 e com a descida à Caldeira pelos alunos de Informação e Animação Turística, terminando com um almoço no Porto do Salão.
Esta caminhada tem o intuito, não só de os alunos conhecerem a paisagem, como também de conhecerem as plantas endémicas para as poderem preservar. A atividade conta com o apoio da empresa Our Island e do Parque Natural do Faial.

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06
julho

Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial - Instituição apresenta programa das comemorações das suas bodas de prata

Escrito por Flávia Taibo

A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) celebra este ano 25 primaveras.

Para comemorar esta data apresentou um programa repleto de atividades que decorrerão de julho a dezembro.

Realizou-se no passado dia 28 de junho a apresentação do programa das comemorações dos 25 anos da APADIF que teve início no dia 16 do passado mês com a Noite do Fado Solitário e que decorrerá até dezembro.
Na ocasião José Fialho, presidente da Direção da APADIF, avançou que a próxima iniciativa passa por um workshop de teatro, nos dias 30 de julho e 10 de agosto, com as crianças “dos nossos 2 ATLs”, ATL Esperança e ATL Arco-Íris, que, no mês de novembro, vão ter um “papel fundamental” na apresentação do novo livro de Sónia Sousa.
Já em outubro, o mês dedicado aos idosos com o Dia Mundial do Idoso e o Dia Mundial da Terceira Idade, realizar-se-á, no dia 1, uma sessão de hidroginástica sénior na Piscina Municipal da Horta com todos os grupos de Centros de Convívio da ilha, terminando com um piquenique partilhado.
Seguem-se depois as Jornadas Seniores nos dias 24 e 25 de outubro no Teatro Faialense, com ações de formação, com os formadores Ângelo Valente e Sofia Nunes do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo, intitulada “Multiplicar a Felicidade, Dividindo-a”. No dia 24, a sessão será dedicada a estudantes, técnicos, animadores e profissionais da área social, sendo o dia 25 para pessoas idosas e para todos os interessados.
Também nos dias 23 e 24 do mesmo mês, será realizado um workshop de Educação Especial e Escola Inclusiva com os temas “Formar para melhor intervir” e “Educação Inclusiva: usar antes de mais o que sabemos” na Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) e na Escola António José D’Ávila.
Ainda em outubro, os elementos do grupo de teatro Crinabel vão deslocar-se à Horta para juntamente com o Teatro de Giz, que estão a comemorar os 20 anos de existência, e os utentes da APADIF, prepararem e finalizarem a peça de teatro que será estreada no dia 2 de novembro no Teatro Faialense, com repetições nos dias 3 e 4.
Em todas as quintas-feiras do mês de novembro, mais precisamente nos dias 8, 15, 22 e 29, haverá o Ciclo de Cinema pela Inclusão no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.
Em parceria com a ESMA, a associação vai ainda promover um workshop de cinema com a realizadora Aurora Ribeiro que terá por objetivo a elaboração de “spots” relacionados com a inclusão e a deficiência.
Estas comemorações têm como ponto alto a sessão solene a realizar no dia 10 de novembro no Teatro Faialense com um espetáculo de variedades e este ano com um novo figurino. Será ainda apresentada nesta sessão mais uma edição da revista Vozes este ano com a particularidade de todas as páginas serem a cores.
Por fim, e a encerrar as comemorações das bodas de prata da APADIF, haverá uma gala, no dia 3 de dezembro, no Teatro Faialense, onde será lançado o livro “O Benu a ave do sol”, o terceiro livro infantil de autora Sara Porta que conta com a participação dos utentes da associação.
Nesta gala, irão ainda desfilar artistas locais, nomeadamente os utentes, com “uma filha da nossa terra a residir nos Estados Unidos da América” e com um artista português de renome, ambos invisuais.
A terminar, José Fialho afirma que “estamos conscientes que encerramos com chave de ouro as comemorações das nossas bodas de prata”.

 

Município e APADIF assinam Protocolo de Cooperação Social

Aproveitando a presença do presidente da Câmara Municipal da Horta, foi assinado um Protocolo de Cooperação Social entre o Município e a APADIF como tem sido feito anualmente.
A APADIF “é uma associação que colabora muito com o Município e está disponível para trabalhar nestas áreas das deficiências e também das dependências”, salientou José Leonardo Silva, avançando que será atribuído no dia 4 de julho uma Medalha de Mérito Municipal à associação.
Segundo o edil, este protocolo, no valor de 5 mil euros, vai alargar o projeto “Pinta o Futuro” ao primeiro ciclo da escola da Vista Alegre que tem sido determinante na prevenção das dependências.

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06
julho

PSD/Açores - Deputados requerem “clarificação” sobre a manutenção de caminhos agrícolas no Faial

Escrito por Flávia Taibo

Os deputados do PSD/Açores entregaram no parlamento um requerimento onde pedem ao Governo Regional o inventário dos caminhos de redes agrícolas e uma clarificação sobre a manutenção dos mesmos.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial entregaram um requerimento no parlamento defendendo uma clarificação sobre a quem compete a manutenção dos caminhos agrícolas do Faial e denunciam o “jogo do empurra” entre o Governo e a Câmara Municipal da Horta que está a levar ao agravamento dos “persistentes problemas” nas redes agrícola e rural/florestal daquela ilha.
Segundo Carlos Ferreira e Luís Garcia, “a desresponsabilização permanente do Governo Regional e da Câmara Municipal da Horta está a levar a que muitas Juntas de Freguesia assumam, sem recursos, a manutenção desses caminhos”.
“Não obstante o esforço de muitas Juntas de Freguesia da ilha do Faial para acudir, sem recursos, a esta tarefa exigente e gigantesca, a verdade é que muitos dos acessos às explorações agrícolas desta ilha são uma autêntica adversidade diária para os agricultores que urge ultrapassar”, reforça Luís Garcia.
De acordo com o social-democrata, o estado das vias das redes agrícolas e rural/florestas, consequência da indefinição, falta de articulação e da desresponsabilização do Governo e da Câmara da Horta, é uma “preocupação transversal às diversas freguesias do Faial que temos visitado para reunir com instituições e empresas”.
Os deputados sublinham ainda que, apesar do Governo e o IROA anunciarem milhões de euros para investimentos nesta área, em reação aos alertas dos agricultores e às denúncias públicas, “os problemas agravam-se, o que é altamente prejudicial para a vida e para o rendimento das nossas empresas agrícolas, comprometendo, inclusive, a rentabilidade das nossas explorações”.
Carlos Ferreira e Luís Garcia salientam que “sem a resolução destes e de outros problemas básicos dificilmente teremos uma agropecuária mais pujante e competitiva”, alertando para a falta de legislação, nomeadamente para a falta do decreto regulamentar regional previsto no Estatuto das Vias de Comunicação Terrestre, que é essencial para estabelecer “a classificação, numeração, pontos extremos e intermédios das vias das redes regional, agrícola e rural/florestal”, tal como é essencial para a “clarificação, definição e, sobretudo, para a imputação de responsabilidades” neste domínio.
“Quando é que o Governo Regional elabora o Decreto Regulamentar Regional previsto no artigo 72º do Decreto Legislativo Regional nº39/2008 de 12 de agosto que define o Estatuto das Vias de Comunicação Terrestre?”, questionam.
No requerimento entregue, os deputados social-democratas pe-dem ao Governo que envie ao parlamento o inventário dos caminhos das redes agrícola e rural/florestal que já foram ou serão pavimentados este ano, por ilha e por entidades executante, e requerem também os mesmos dados relativos aos últimos cinco anos.

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06
julho

Proteção Civil - Comunidade surda terá novo serviço de vídeo chamada

Escrito por Flávia Taibo

A comunidade surda dos Açores terá um novo serviço de comunicação com os serviços de emergência da Proteção Civil através de videochamada com interpretes de Língua Gestual Portuguesa.
A nível da Educação será ainda criado um grupo de recrutamento próprio para docentes de língua gestual portuguesa.

Após a realização da Comissão dos Assuntos Sociais, o Secretário Regional da Saúde anunciou, na passada sexta-feira, que será disponibilizado um novo serviço de videochamada para facilitar a comunicação da comunidade surda com os serviços de emergência da Proteção Civil.
“Trata-se de um sistema que permite, a partir de qualquer ilha dos Açores, aceder a um tradutor que se encontra numa espécie de central telefónica, que, em contato, quer com o cidadão, quer com o Serviço de Proteção Civil, faz esta tradução online”, adiantou Rui Luís.
O governante avançou ainda que este serviço, depois de testado, será alargado a outras áreas da saúde no arquipélago.
“Temos 34 pessoas que já se inscreveram previamente, porque isso obriga a um sistema de validação prévia, e sabemos que, durante este primeiro ano de funcionamento, pelo menos, dois cidadãos já recorreram, o que significa que está a funcionar”, afirmou o Secretário Regional.
Também a área da Educação será dotada de um grupo de recrutamento próprio para docentes de Língua Gestual Portuguesa no ano letivo de 2019-2020, referiu o Secretário Regional da Educação e Cultura após a mesma Comissão.
O titular da pasta da Educação salientou ainda que as unidades orgânicas do sistema de ensino da Região e, particularmente, a escola dos Arrifes já desenvolvem “uma série de atividades de sensibilização do ensino da língua gestual aos ouvintes, familiares e aos membros da comunidade”.
Avelino Meneses admitiu, no entanto, a possibilidade de, "em uma ou outra escola”, criar, em termos extracurriculares ou de opção, a disciplina de Língua Gestual Portuguesa e que esta possa ser frequentada por ouvintes, familiares e membros da comunidade.
Nos Açores, trabalham atualmente em língua gestual portuguesa 15 professores, sendo nove docentes e seis intérpretes de língua gestual, colocados em várias escolas e em várias ilhas.

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06
julho

Orçamento Participativo - 154 propostas estão a votação

Escrito por Flávia Taibo

Começou na passada segunda-feira a fase de votação das 154 propostas para o Orçamento Participativo dos Açores, estando nas mãos dos açorianos a escolha das propostas que querem ver executadas pelo Governo dos Açores na sua ilha.
Após a fase de reclamação, a lista provisória de 181 ideias de investimento público, que correspondeu a uma taxa global de aprovação de 56%, resultou numa lista definitiva de 154 propostas, distribuídas pelas nove ilhas da Região, sendo que 11 são no Faial, 34 são na Terceira, 26 em São Miguel, 23 em São Jorge, 17 no Pico, 14 na Graciosa, 13 em Santa Maria, 12 nas Flores, e quatro no Corvo.
Destas propostas, 59 são projetos na área da Juventude, 40 no Turismo, 28 relativas à Inclusão Social e 27 na área do Ambiente.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social, “a concretização deste compromisso do Governo Regional dos Açores constitui uma forma de democracia mais participativa, facultando aos cidadãos o poder de decisão direta sobre a utilização de verbas públicas na sua ilha, com o objetivo de envolver mais as pessoas no processo político”.

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06
julho

OTL Jovem - Mais de 3 mil jovens aderem ao programa

Escrito por Flávia Taibo

Divididos pelos vários subprogramas, este ano mais de 3 mil jovens participam no Programa de Ocupação dos Tempos Livres.
O programa conta ainda com inovações entre elas o aumento do valor das bolsas.

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares anunciou que o Programa de Ocupação dos Tempos Livres conta este ano com mais de três mil jovens integrados nos vários subprogramas.
“Tendo em conta os jovens que frequentaram o subprograma Jovens Estudantes, que decorreu entre janeiro e maio, e os que iniciaram agora os subprogramas Ambiente e Turismo, Ocupação em Férias e Jovens Ativos, o OTL Jovem 2018 conta com 3.180 jovens colocados”, afirmou Berto Messias.
O governante sublinhou que “estes jovens estão envolvidos em mais de 1.000 projetos em toda a Região, o que demonstra bem a dinâmica das instituições e dos jovens envolvidos neste programa”.
“No início da legislatura definimos como objetivos base das políticas de juventude na Região mais empregabilidade, mais qualificação e mais participação cívica. Este programa materializa bem esses objetivos, já que permite que os jovens trabalhem durante o verão, enriquecendo as suas competências e capacidade de empregabilidade no futuro, sendo um bom contributo para a sua responsabilização na construção do futuro das suas comunidades”, frisou o Secretário Regional.
O titular da pasta da Juventude realçou ainda “o aumento da bolsa dos jovens que frequentam o programa e a nova estrutura em que o OTL-J passou a dividir-se em quatro subprogramas", com duas novas inovações.
O OTL Jovem 2018 está dividido nos subprogramas Ocupação em Férias, Jovens Estudantes, Jovens Ativos e um novo, que é a inovação deste ano, o subprograma Ambiente e Turismo, que segundo Berto Messias envolve "uma parceria com os parques naturais dos Açores e com as organizações e estruturas da área do turismo”.

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06
julho

Clube Naval da Horta - Equipa participa no Campeonato do Mundo de Vela da Classe J80, em Sables D’Olonne

Escrito por João Paulo Pereira

Uma equipa do Clube Naval da Horta participará, nos dias 7 a 14 de julho, em Sables D`Olonne, no campeonato do mundo de vela da Classe J80.

O Clube Naval da Horta (CNH) participa, pela primeira vez, no Campeonato do Mundo de Vela da Classe J80, que tem lugar na baía de Les Sables D’Olonne, na França. Armando Castro, ‘skipper’, e os tripulantes Nuno Santos, Pedro Rosa e Luís Decq Mota serão os velejadores do Clube Naval da Horta (CNH) que participarão nesta competição.
A Apresentação da equipa e do Projeto denominado “Rumo ao Mundial: Os Açores Além Fronteiras”, aconteceu no passado dia 27 de junho, no Hotel Horta, na ilha do Faial, e contou com a presença das famílias, amigos e entidades oficiais.
O Campeonato decorre entre 7 e 14 de julho, embora os dias de competição propriamente dita sejam de 9 a 13. Para estes 5 dias de prova, estão previstas 15 regatas.
Esta prova do Campeonato francês é organizada pelo Sports Nautique Sablais, sendo Bernard Davy o Presidente da Comissão Organizadora. Conta com a chancela da Federação Francesa de Vela e da Associação da Classe J80.
A cidade francesa Les Sables, na qualidade de anfitriã da organização do 17.º Campeonato do Mundo de Vela da Classe J80, endereçou o convite a Armando Castro, velejador faialense, sendo tal o resultado da parceria existente há mais de 10 anos entre a Horta e Les Sables D’Olonne, no que respeita à organização de grandes eventos náuticos internacionais, visando o desenvolvimento sustentável da náutica de recreio nestas cidades-irmãs.
“É no contexto dessa relação antiga que surge o convite para participar neste importante evento náutico”, explicou Luís Prieto, responsável pela apresentação do projeto, que considerou ser “uma honra extraordinária para os velejadores envolvidos, para a Cidade da Horta, a Ilha do Faial e a Região Açores, pois, certamente que não são muitos os que se podem gabar de estar nesta situação”.
Luís Prieto não deixou de referir o facto de “para tornar viável esta participação e estar ao nível das restantes equipas, foi necessário alugar uma embarcação e seguir um Programa de Treino adaptado às exigências da competição”.

 

As 15 regatas previstas desenrolar-se-ão de 9 a 13 de julho

Nesta Prova do Campeonato do Mundo de Vela da Classe J80 prevê-se a participação de 120 embarcações, tripuladas por cerca de 500 velejadores em representação de 15 países.
Trata-se de embarcações monotipo, com 8 metros de cumprimento, 2.50 de largura e 1.50 de calado, sem motor, apenas para navegação costeira. Cada barco comporta 4 a 5 velejadores atendendo a que o peso total não pode exceder os 350 quilos.

 

Armando Castro está consciente da responsabilidade, mas conta com velejadores experientes

O Projecto “Rumo ao Mundial” é composto por 4 velejadores detentores de “currículos invejáveis” na prática da modalidade. Três deles conquistaram mesmo o título de Campeões de Portugal de Vela de Cruzeiro.
Na sua intervenção, Armando Castro, Coordenador da Equipa, começou por agradecer a presença de todos, enaltecendo “a competência” dos seus tripulantes em projectos anteriores, “o que facilitou, e muito, a selecção dos mesmos”. Lembrando que este conjunto de navegadores representa “a única equipa açoriana” que ganhou um Campeonato Nacional de Vela, o que se pretende é dignificar ao mais alto nível o Projecto Desportivo, a Cidade da Horta, a Ilha do Faial e os Açores”, parte integrante de Portugal, disse o Skipper.
Por seu turno, José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, disse ser “fácil e gratificante” falar desta situação. “São velejadores do Clube Naval da Horta, com currículo feito na Vela Ligeira, na Vela de Cruzeiro e na Vela Oceânica. São pessoas que foram, são e continuarão a ser essenciais nos planos e vida do CNH. Só há razões de satisfação por ter havido esta resposta por parte desta belíssima equipa, que irá participar neste Campeonato do Mundo de Vela da Classe J80”.
Referindo-se a Armando Castro, que foi um digníssimo dirigente do CNH, lembrou que a ele se deveram as inovações qualitativas no Clube e que se encontra intimamente ligado ao papel que a Horta tem vindo a ganhar na Náutica de Recreio.
Como membro da Comissão Náutica Municipal, é de exaltar a sua acção como captador de regatas internacionais. É graças a todo esse trabalho que se verifica este crescimento. Em França é conhecido como o “senhor Armandou” e nos EUA como o Mister Castro”.
O apoio do CNH foi imediato e natural e é um direito que assiste a todos estes velejadores.

 

Embaixadores do Faial, dos Açores e de Portugal

O Director Regional da Juventude, Lúcio Rodrigues, em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores, sustentou que “o apoio solicitado foi de imediato concedido”, pois “trata-se de um Projecto que vem na linha de promoção do destino Açores, das regatas internacionais e da economia azul”. E prosseguiu: “Quero deixar uma palavra de reconhecimento a estes velejadores que vão ser os verdadeiros embaixadores do Faial, dos Açores e de Portugal. Em Sables D’Olonne vai estar a nata da Vela Mundial e a nata da Vela Portuguesa”.

 

Horta na rota da Vela Mundial

O Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva, ressaltou a “forte ligação” que existe entre a Horta e Les Sables D’Olonne, referindo que “este convite é o resultado de muitos anos de investimento, regatas e presenças em França”.
“Estamos a marcar presença no Campeonato do Mundo do Futebol e agora também na Vela, embora o Armando não seja um Cristiano. É fundamental fazer da vertente desportiva um veículo de dinamização dos nossos produtos. É assim que se faz promoção no exterior e a preços muito reduzidos”, salientou José Leonardo Silva.

 

‘Stand’ promocional da Horta e dos Açores

Além da vertente desportiva, esta equipa de velejadores do CNH assume, também, o papel de embaixadora da Ilha do Faial e do Arquipélago, no domínio da promoção dos Açores como um destino de excelência.
A captação de turistas é uma aposta subjacente a esta operação de ‘marketing’, se tivermos em conta que 50% da população francesa (67.425.000 habitantes), passa férias fora do país, sendo os destinos mais procurados, por ordem decrescente, Espanha, Grécia, Itália, Portugal, Tunísia e Marrocos.
“O ‘stand’ terá uma imagem associada à representação faialense e “representa um excelente veículo de prestígio dos Açores”, garante Luis Prieto.
“O Campeonato do Mundo de Vela da Classe J80 trará à cidade de Les Sables D’Olonne milhares de pessoas essencialmente ligadas ao mundo da Vela de Alta Competição, onde se insere um elevado número de Órgãos de Comunicação Social, que se deslocarão ao local para a cobertura integral do evento”.
Neste cenário, a Organização pretende “expôr a embarcação devidamente decorada com os logótipos e bandeiras dos patrocinadores em locais de destaque, bem como exibir filmes promocionais, distribuir ‘flyers’ publicitários e promover a degustação de produtos gastronómicos no 'stand‘ devidamente preparado para o efeito”.
“Tendo em conta as características muito peculiares deste Projecto, estamos certos de que, para além do prestígio em termos de representação desportiva, este será sem dúvida um excelente veículo de promoção para os nossos patrocinadores e entidades associadas”, acentuou Luís Prieto.

 

Les Sables D’Olonne: Capital da Vela de Alta Competição

“Ao longo dos anos, a cidade de Les Sables D’Olonne tem sido palco de largada das mais importantes regatas oceânicas a nível mundial, sobressaindo a “Vendée Globe”, a “Les Sables-Les Açores-Les Sables”, a “Les Sables-Horta-Les Sables”, a “Solo Maître Coque”, a “Solitaire du Figaro” e o “Tour de França à La Voile”, assumindo actualmente o estatuto de Capital Europeia da Vela Oceânica de Alta Competição”, realçou Luis Prieto.
Prieto lembrou que, em novembro de 2016, aquando da largada da última “Vendée Globe” – Volta ao Mundo sem escalas e sem assistência – encontravam-se 350 mil pessoas a assistir, o que é “algo de extraordinário”. Este acontecimento foi mesmo considerado como o 3º evento desportivo mais importante do mundo, sendo os Jogos Olímpicos o 1º e o 2º o Campeonato da Europa de Futebol.
Nas duas semanas que antecederam a largada desta Regata, visitaram a cidade de Les Sables D’Olonne cerca de 1,5 milhões de pessoas, das quais 1.676 eram jornalistas credenciados de todo o mundo.
A cidade de Les Sables D’Olonne, localizada na região do Pays de la Loire, é a principal cidade da “Costa da Luz”. Com uma população permanente que ronda os 60 mil habitantes, tem como principais actividades económicas a indústria, a náutica, o turismo e a pesca. Constituindo um destino turístico por excelência, mais do que duplica a sua população durante a época alta, atingindo entre 120 a 150 mil pessoas em circulação diária.

 

Três regatas em julho na cidade de Les Sables D’Olonne

A apetência para a prática dos desportos náuticos registada por esta cidade francesa – que há anos mantém uma relação especial com a Horta – fica bem patenteada no número de eventos que ali têm como partida/meta ou realização.
Tendo em conta este histórico, a Classe Internacional J80 decidiu atribuir à cidade de Les Sables D’Olonne a organização do 17.º Campeonato do Mundo desta dinâmica Classe (J80), implantada em 15 países, que conta com cerca de 1.600 associados proprietários de embarcações.
No dia 22 de julho próximo, parte rumo ao Faial a Regata “Les Sables/Les Açores/Les Sables”, cujos barcos se preveem comecem a chegar a partir do dia 3 de agosto, zarpando rumo a França no dia 7 do mesmo mês. Trata-se de uma Regata destinada a embarcações de Série e Protótipos da Classe Mini 6.50, que vêm habitualmente à Horta, assim como a Regata da Classe 40 pés. 

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06
julho

“A Volta aos Açores Contra as Dependências” - João Silva quer sensibilizar e alertar para os perigos das dependências

Escrito por Susana Garcia

O alcoolismo é um dos principais problemas da sociedade atual. O álcool é uma droga como a heroína, a cocaína e o crack porque também vicia.
João Silva sentiu na pele a experiência de ser dominado pelo álcool. Este vício levou-o até a uma clínica no continente onde esteve internado três meses em recuperação.
A experiência foi algo que o “assustou bastante” por isso resolveu através do projeto “A Volta aos Açores Contra as Dependências” partilhar o seu testemunho, sensibilizar e alertar para os perigos das dependências.
Foi a bordo do veleiro “Twisted”, que João Silva falou ao Tribuna das Ilhas deste momento difícil da sua vida.

João Silva, operador de imagem, vivia uma vida “perfeitamente normal” até que alguns problemas lhe baterem à porta. Essas dificuldades fizeram com que ficasse viciado no álcool.
Felizmente conseguiu perceber que tinha um problema e resolveu pedir ajuda. Esteve internado em tratamento numa clínica no continente durante três meses.
Neste momento mais complicado da sua vida, João Silva contou sempre com o apoio da sua família. No entanto lamenta que alguns não tenham a mesma sorte e foi no sentido de alertar para os problemas de adição que o velejador se propôs dar a volta aos Açores no seu veleiro “Twisted”.
“Num passado recente tive problemas com a adição e ainda tenho. Sou um adito em recuperação e a ideia deste projeto é sensibilizar e alertar as pessoas para os perigos das dependências”, explicou.
A escolha do tema das toxicodependências deve-se ao facto de ser um assunto que lhe é “pessoal”, que lhe “toca muito” e porque considera “que ainda é um tema muito tabu”, referiu João Silva.
O velejador pensa que apesar da prevenção que é feita nas escolas, e dos programas existentes, o tema ainda não é suficientemente abordado”. “Eu acho que as pessoas ainda se retraem muito a falar neste assunto”, afirmou.
Para o velejador “as famílias por vezes têm o problema dentro de casa e não falam sobre isso. Ou é o avô que bebe logo de manhã e é uma coisa que ele faz sempre e não se fala no assunto, ou o jovem filho que começou a sair com os amigos e começou a apresentar comportamentos desviantes e de risco e desculpam com o facto de fazer parte da adolescência”, avançou.
É para estes perigos que João quer chamar a atenção. “É para esses comportamentos de risco que eu quero alertar para que as pessoas tenham a consciência que isso se pode tornar num problema muito grave”, advertiu.
No entender de João Silva as famílias e até a própria sociedade “não estam despertas para esta problemática nem preparadas para lidar com esta situação”.
“Primeiro é pela velha máxima que bate sempre à porta dos outros”, depois quando se deparam com o problema, refere o velejador “muitas vezes não sabem lidar com o assunto, a quem recorrer, a quem pedir ajuda, têm vergonha, não sabem conversar com o possível adito”.
Neste sentido, João Silva entende que “tem de haver aqui um trabalho de grande informação para eles poderem fazer essa sensibilização e alertar para esses perigos”, defendeu.
O “aventureiro” reconhece que muita coisa já foi feita e destaca a aprovação recente do projeto na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores que aumentou a idade do consumo do álcool dos 16 para os 18 anos, mas entende que “há sempre muita coisa a fazer em relação às medidas de prevenção”.
Para João Silva “este é um problema muito grave ao qual não se pode baixar a guarda, temos que estar sempre na linha da frente”, uma vez que se trata de um problema “transversal a várias idades”, que pode começar “numa idade muito jovem, com 11 e 12 anos e vai até à idade mais avançada”, adiantou.

 

“A adição é um problema crónico e mortal e mata muita gente”, afirmou João Silva
Questionado sobre a sua dependência, João Silva, confessa que o seu maior vício foi o álcool. “Foi este o vício que me levou ao internamento de três meses e foi algo que me assustou bastante”, realçou.
“Eu tinha uma vida perfeitamente normal até surgirem alguns problemas e a coisa descambou”, comentou o velejador, reforçando que “é exatamente para esse perigo que eu quero alertar as pessoas. Por vezes as pessoas podem pensar que não estão numa situação de perigo até acontecer algum infortúnio na vida. Aí como já têm a propensão para o problema a coisa agrava-se”, reforçou.
O velejador conta que começou como a maior parte dos jovens na adolescência quando começou a sair à noite. “Na minha altura também havia pouca informação e havia sempre a grande curiosidade em experimentar coisas novas e o grande problema é que existe tanta coisa nova e boa para experimentar e eu acabei por escolher uma das piores”, lamentou.
“Posso dizer que experimentei um pouco de tudo”, confessou.
Apesar de estar viciado, João Silva estava consciente que tinha um problema e que este se “estava a tornar cada vez maior”. “No meu subconsciente e em conversa com os meus colegas quando estava na clínica eu percebi que as pessoas têm noção do problema muito antes de o assumirem”, referiu.
“Quando assumi para mim mesmo e para a minha família que tinha um problema foi quando comecei a ter a minha vida toda descontrolada, quase a não trabalhar, a não cumprir com as minhas responsabilidades”, conta.
Neste contexto João Silva salienta que o problema fica maior quando as pessoas entram em negação. “As pessoas têm a noção que algo não está bem, mas entram em negação. Isso aconteceu comigo e acontece com muita gente”. Esse período de negação, no entender de João Silva “é muito perigoso” uma vez que se pode “chegar a um ponto sem retorno em que não se sobrevive”, alerta.
“A adição é um problema crónico e mortal e mata muita gente”, afirmou.
No caso de João, a vontade de parar foi mais forte. “Senti vontade de parar. Toda gente sente essa vontade, mas não consegue por isso é que é uma doença. Tu sentes que tens de parar, mas a doença começa quando ela te controla e não consegues contrariar”, explica.
Para João, enfrentar o problema e dizer à família não foi fácil, mas felizmente tudo correu pelo melhor. “Os meus pais e familiares quando souberam do meu problema não reagiram muito bem claro, ninguém tem uma notícia destas nem lida com um problema deste de ânimo leve por mais inconsciente que seja. Mas a minha sorte é que eles sempre me apoiaram, se não também não teria o desfecho que teve”, salientou.
João Silva teve internado três meses numa clínica em Vila Real, onde foi sempre acompanhado por diversas pessoas e desde que lá entrou até hoje, já lá vão 2 anos, nunca mais consumiu. No entanto, tem consciência que tem “uma doença que se chama adição e que é uma doença crónica. Isso significa que tenho de ter cuidado para o resto da minha vida para não ter uma recaída e não posso nem socialmente tocar no álcool”, sustentou.
De acordo com João o principal problema do consumo do álcool é a vida social e a sociedade. A este respeito o velejador esclarece que “o problema maior das pessoas é a nível social, toda a gente começa pelo socialmente e o pior é quando se torna muito habitual e aí é que se pode passar do social para doença”, entende.
João Silva considera que o consumo do álcool está associado aos hábitos sociais e culturais dos portugueses. “Portugal tem uma grande tradição de vinhos de licores, temos uma grande tradição do brinde, o convidar um amigo para beber um copo chega a ser em certas zonas uma ofensa recusar”, argumentou.
É neste sentido que o velejador deixa um alerta. “Um grande perigo e estou sempre a batalhar nisso, e não sou contra a quem vai brindar ou contra a quem convida, o problema é quando são muitos brindes e muitos convites e não podemos recusar porque a pessoa vai ficar ofendida e conforme os estilos de vida das pessoas às vezes isso torna-se um problema e as pessoas caem no erro”, justificou.
O álcool traz grandes problemas a quem o consome, quer ao nível financeiro quer ao nível emocional e de saúde. Sobre este assunto João Silva confessa, que a sua vida quando bebia era muito mais complicada. “Depois de deixar o vício mudou completamente, comecei a viver com alegria, sem metade das preocupações, porque preocupações temos sempre, faz parte da vida de qualquer pessoa, mas começas a conseguir concretizar os teus sonhos, porque antes não havia tempo para isso, ou seja, muda por completo”.

 

Projeto “A Volta aos Açores Contra as Dependências”

O projeto “A Volta aos Açores Contra as Dependências” surgiu assim que João Silva adquiriu o “Twisted” em 2017. O velejador tomou contacto com a vela muito cedo no Clube Naval da Horta. Ter um veleiro fazia parte dos seus sonhos.
Aliar um sonho a uma causa foi para João um motivo de orgulho. Com este projeto o velejador faialense vai percorrer cerca de 1200 milhas náuticas, mais do que ir da Horta a Lisboa.
Das viagens que já fez no âmbito deste projeto, pode dizer que o balanço é muito positivo. “Primeiro porque eu escolhi um modo de divulgação do projeto através das redes sociais, que me permite chegar a muita gente e torna mais fácil a divulgação e porque hoje em dia, os jovens e a pessoas em geral estão online e além de conseguirmos chegar à população local, conseguimos também chegar mais além, eu recebo mensagens do Brasil, e vejo que o projeto está a chegar além fronteiras e que as pessoas me estão a acompanhar”.
“Estou muito contente, porque nunca pensei que a iniciativa tomasse a dimensão que está a ter”, revelou com satisfação.
O seu objetivo é terminar o projeto no final de agosto, mas tudo vai depender da sua atividade profissional.
O velejador avança que um dos seus objetivos é nos portos por onde passa é ter o “Twisted” aberto para quem quiser visitar e tiver curiosidade em falar sobre o projeto e sobre esta problemática.
Pelos portos onde já passou, João Silva, falou com os jovens e a mensagem que tem deixado é “que eles não precisam de substâncias para se afirmarem seja lá para quem for”. Para o velejador o consumo nos jovens está muito associado à questão de afirmação, de integração num grupo.
Neste projeto João Silva contou com alguns apoios, mas o mais importante para si foi o da sua família, “sem eles era impossível fazer isto”, realça, depois teve também o apoio do Governo Regional, através da Direção Regional da Juventude, e de algumas empresas, como a Bricovelas, a empresa NO Fraião, a Naturalist, a clínica onde esteve que “adorou a ideia, a Clínica RAN, a Surf Mil Fontes, que é do continente de Vila Nova de Mil Fontes, que tem uma escola de surf que também faz algum trabalho com miúdos, tive bastantes apoios pois caso contrário era impossível”, revelou.
Enquanto ex adito o conselho que deixa “é que tentem identificar o que são comportamentos de risco. É claro que é difícil para um jovem perceber o que é um comportamento de risco se não está por dentro do assunto daí a importância de haver um trabalho de sensibilização de informação para eles conseguirem identificar”, por outro lado “as pessoas que já estão com o problema devem fazer uma grande análise, verdadeira de si próprios e não deixar chegar ao extremo e pedir ajuda. Não é vergonha pedir ajuda, só tem a ganhar com isso”, rematou.
A finalizar João Silva, adiantou que este projeto lhe abriu portas a outras ideias que pretende por em prática, mas que ainda não pode divulgar. 

 

TI

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06
julho

Atlânticoline - Greve dos trabalhadores mantém-se nos períodos das festas do Triângulo

Escrito por Flávia Taibo

A Atlânticoline emitiu um comunicado onde informa que, após várias tentativas de negociação com o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca (SIMAMEVIP), o pré-aviso de greve para os períodos de festas do Triângulo mantém-se.

No passada quarta-feira, a Atlânticoline informou a população que o pré-aviso de greve dos seus trabalhadores para os períodos de festa do Triângulo mantém-se, estando assegurados os serviços mínimos determinados pelo Tribunal Arbitral.
“Apesar dos esforços para chegar a um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca (SIMAMEVIP) e, desta forma, evitar a greve agendada para os períodos das festas concelhias nas ilhas do Triângulo, a Atlânticoline lamenta informar que não foi possível alcançar esse objetivo, uma vez que o SIMAMEVIP mantém uma posição intransigente em relação às propostas da empresa, não tendo também, até ao momento, apresentado alternativas às mesmas”, lê-se no comunicado enviado às redações.
A empresa de transportes marítimos reiterou ainda “a sua total disponibilidade para a reabertura do processo negocial a qualquer hora, desde que o Sindicato respeite aqueles que são os princípios da base de um futuro acordo, para se encontrar uma proposta com interesses convergentes, nomeadamente que preveja a implementação de progressão de carreiras, indexada a uma avaliação de desempenho”.
Desde modo, neste fim-de semana e nos períodos de 20 a 22 e 27 a 29 de julho, de 10 a 12 de agosto e no dia 6 de agosto a linha azul terá três viagens diárias às 7h30, 17h15 e 20h15 e a linha verde terá uma viagem diária Horta/Madalena/Ve-las/Madalena/Horta com saída da Horta às 18h45.
Os serviços mínimos preveem também a fixação de uma tripulação de prevenção para a realização de operações de transporte determinadas por situação de emergência.
A concluir o comunicado a Atlânticoline “aconselha os passageiros que pretendem viajar nos períodos de greve a adquirirem os seus bilhetes com antecedência, preferencialmente para as viagens asseguradas pelos serviços mínimos”.

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