O atleta faialense Dário Moitoso, encontra-se entre os seis melhores portugueses no ITRA Performance Index na categoria S, correspondente à distância de 42kms.
A ITRA tem o objetivo de dar voz às partes envolvidas nas corridas em trilhos. É responsável pela observação da segurança das provas e pelo desenvolvimento do trail running.
O atleta do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul – CIAIA, Dário Moitoso está entre os seis melhores atletas portugueses classificados no índice de performance da ITRA, na categoria S, correspondente à distância de 42 Kms, com uma cotação de 785 de 1000.
Desde 2014 esta associação regista numa base de dados os resultados das corridas de cerca de um milhão de trail runners atribuindo depois um índice de performance a cada atleta de acordo com a relação Km/Esforço, que define a quantidade de pontos.
Dário Moitoso tem 25 anos, estreou-se na edição de 2015 do Azores Trail Run. Em 2016 o atleta esteve em destaque no Azores Triangle Adventure. Foi o terceiro chegar à meta, garantindo o pódio na Volcanoes Skymarathon, a 17m37s do vencedor conseguindo o primeiro lugar por equipas para a Praiolas Team.
Depois foi convidado a juntar-se ao CIAIA e desde então tem representado o clube em várias provas locais e nacionais. Este ano, em maio, Dário Moitoso participou na 5.ª Edição do Azores Trail Run, nomeadamente na prova Faial Costa a Costa de 42kms e foi o grande vencedor.
No ano passado, o atleta faialense disputou oito provas do Campeonato Nacional de Trail Run, realizando 400 kms a uma velocidade média 10.07 km/h num tempo total de 39:42:31.
Dário Moitoso integra ainda a lista dos portugueses sorteados para participar na edição 2018 do Ultra Trail du Mont Blanc, a prova mais mediática do trail mundial. Dos 450 portugueses que este ano apresentaram candidatura, apenas 192 foram sorteados.
O faialense vai participar na OCC, a prova mais jovem do evento, com uma distância de 55 quilómetros e 3.500 metros de desnível positivo. Esta é uma competição que põe à prova todas as capacidades dos atletas e que apresenta uma das mais elevadas taxas de insucesso.
A quarta edição do Azores Triangle Adventure já tem data marcada para a primeira semana de outubro.
A prova decorre nas ilhas do Pico, São Jorge e Faial. São três dias, três ilhas, 100kms.
A grande aventura do Triângulo está de volta. A 4.ª edição do Azores Triangle Aventure vai decorrer na primeira semana de outubro, nas ilhas do Pico, São Jorge e Faial.
Os atletas são convidados a correr durante três dias em três ilhas de características diferentes, no total de 102 Km acumulados.
O Azores Triangle Aventure é um evento desportivo de trail running organizado pelo Clube Independente Atletismo Ilha Azul (CIAIA) que permite aos atletas que não pretendem fazer as três ilhas, optar por correr apenas uma das etapas. Em cada ilha haverá uma prova/etapa, que também contará como prova individual.
A 1.ª etapa decorre na ilha do Pico com a prova “From the Vineyards to the Mountain” com uma distância de 30 km desde o nível do mar até ao ponto mais alto de Portugal, a Montanha do Pico, com 2351m de altitude. A prova tem o seu início no Porto da Madalena e termina no topo da Montanha.
Na segunda etapa os atletas rumam até à ilha de São Jorge. O Fajãs Trail, também com 30kms, inicia-se no complexo vulcânico mais antigo da ilha, na freguesia de São Tomé, percorrendo de seguida algumas fajãs da costa sul. O trail segue para o alto da colina para descer em direção às fajãs do norte. Aqui integra-se a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, um dos destinos turísticos mais procurados, principalmente pelos amantes do surf. As fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres são também dois locais reconhecidos internacionalmente. É na Fajã dos Cubres, junto à Ermida que termina esta 2.ª etapa.
A terceira etapa decorre na Ilha do Faial, com a Volcanoes Marathon, com uma distância 42 km. Esta prova inicia-se no território mais jovem de Portugal, o Vulcão dos Capelinhos, tendo como linha de partida o Porto do Comprido. Sobe a península do Capelo onde atravessará 10 vulcões adormecidos, entrando na Levada, a maior obra de engenharia hidráulica da década de 60 nos Açores. Sobe até à Caldeira do Faial e daqui desce, por caminhos antigos, até à cidade da Horta, umas das mais belas baías do mundo.
O açoriano Roberto Ponte, participou no IFBB Diamond CUP 2018 e conquistou a medalha de prata para Portugal.
O atleta representou ainda Portugal e os Açores, integrado na seleção nacional da modalidade no Europeu 2018.
Natural de São Miguel, mas residente no Faial, o atleta de Culturismo Roberto Ponte participou no passado fim de semana no IFBB – Diamond Cup 2018 que decorreu em Espinho.
O açoriano conquistou a medalha de prata para Portugal. Segundo Roberto Ponte este é o resultado de sete meses de “muito trabalho, sacrifício e resiliência”.
O atleta tem já um longo percurso nesta modalidade, registando várias conquistas. Ainda em maio Roberto Ponte participou no campeonato de Bodybuilding and Fitness Federation 2018 EBFF European Championships que se disputou de 2 a 6 de maio em Espanha, em Santa Susana, Barcelona.
Roberto Ponte integrou a seleção nacional e apesar de não ter atingido os objetivos a que se propôs, para o atleta “foi um grande orgulho” poder representar “a bandeira Nacional, numa das mais prestigiadas provas internacionais da modalidade”.
De salientar que nesta competição os atletas lusos nas várias categorias, arrecadarem sete medalhas, cinco das quais de ouro.
Com as classificações obtidas em todas as categorias, Portugal conquistou o terceiro lugar neste europeu/2018. Em competição, encontravam-se representados 44 países representados, reunindo mais de 1000 atletas.
Roberto Ponte, descobriu o gosto pelo culturismo e musculação quando tinha 27 anos. Em 2016 surgiu a oportunidade de participar na competição nacional Power Expo Portugal Classic e desde então nunca mais parou.
A Câmara Municipal da Horta apresentou o projeto “Marés em Nove Cantos”, da responsabilidade do artista Filipe Fonseca e Victor Rui Dores.
O projeto vai estrear no Teatro Faialense no Dia da Cidade e encerrará a Semana do Mar. Os mentores do “Marés em Nove Cantos” esperam que o projeto não se esgote nos Açores,
mas chegue ao canal Mezzo e à World Music. Filipe Fonseca e Victor Rui Dores pretendem também apresentar uma candidatura à UNESCO para classificar a música tradicional açoriana como Património Mundial.
“Marés em Nove Cantos” é um projeto musical da responsabilidade do artista Filipe Fonseca e de Victor Rui Dores que será apresentado no Dia da Cidade. O projeto conta com o apoio da autarquia e tem por objetivo a preservação da cultura e história da música açoriana.
Na sua apresentação que decorreu esta semana no Teatro Faialense, o presidente da Câmara Municipal da Horta salientou que o “espetáculo “Marés em Nove Cantos”, é importante não só para a ilha do Faial, mas para os Açores”, na medida em que se trata de “um projeto que tem uma abrangência não só no Faial, mas que parte desta ilha para todos os Açores”.
José Leonardo Silva explicou que este “foi um projeto que nasceu do pensamento destes dois homens e que a Câmara Municipal apoiou com o objetivo de transmitir às novas gerações o seu passado, a sua cultura”, afirmou.
Segundo o presidente “trata-se de um projeto inovador com um enquadramento daquilo que é a tradição, acoplando a inovação, com a conjugação de ligar este projeto ao Dia da Cidade que se assinala a 4 de julho e que espero que tenha grande adesão do público faialense”, defendeu.
O autarca avançou ainda que quem não conseguir assistir ao espetáculo no Dia da Cidade, terá ainda a oportunidade de o ver no encerramento da Semana do Mar. “Vamos fazer com que as nossas tradições e a nossa cultura marquem presença, quer no Dia da Cidade, quer na Semana do Mar”, frisou.
O presidente destacou que este trabalho realizado essencialmente por estes dois “artistas”, que conta com “músicos de grande qualidade, uns locais, outros profissionais”, requereu “um grande envolvimento de ambos por isso esperamos tenha muito sucesso e que não fique só pelos Açores, mas que tenha um alcance internacional e que marque mais uma vez a cidade da Horta e a ilha do Faial”, disse.
“Vai ser um momento de cultura, mas também um momento que vinca bem a cidade da Horta e que nos transporta para o nível internacional e é isso que pretendemos”, finalizou José Leonardo Silva.
Na ocasião, Victor Rui Dores, indo de encontro às palavras do Presidente da autarquia, confirmou que se trata efetivamente de um projeto que se situa entre uma tradição e uma inovação”.
“Tradição porque se pegou nos temas mais emblemáticos do nosso cancioneiro Açoriano, respeitando a beleza e a riqueza melódica, harmónica e rítmica da nossa música tradicional. Inovação porque o Filipe Fonseca conseguiu dar novas roupagens musicais, novos modos de cantar à nossa música tradicional, à nossa música popular”, explicou Rui Dores.
O professor avançou que este evento está a ser preparado há cerca de nove meses. “Este projeto é como um filho que está a nascer, mas que já está bastante consolidado, que envolve mais de trinta pessoas, entre cantores, músicos, bailarinas, pessoal técnico” e que se apresenta “como um espetáculo que temos a certeza que terá não só grande beleza estética, mas também poética, porque há toda uma viagem musical que vamos fazer de Santa Maria às Flores”, adiantou.
“Durante essa viagem musical revisitaremos esses temas já vestidos de outra maneira, teremos a par gente que vem dos melhores músicos do país e cantores que temos localmente. Uma vintena de pessoas, por isso queremos que seja de facto um espectáculo marcante”, sustentou.
Segundo Rui Dores trata-se de “um espetáculo irrepetível que será gravado por uma empresa da Terceira, que irá permitir que o projeto não se esgote nos Açores, mas chegue ao canal Mezzo e à World Music”, revelou.
O professor avançou ainda que deste espetáculo resultará um disco e um DVD, que se espera “dignificar esta cidade, este concelho, estas ilhas, Portugal” e que coloque “a Horta no mapa da música europeia e mundial”, ambiciona.
De acordo com o professor para além da projeção nacional e internacional que pretende para o projeto a “ideia é também levar este espetáculo às 9 ilhas dos Açores”, adiantou.
Filipe Fonseca é músico e produtor musical na empresa Atelier de Animação – Produção de Eventos. Trabalha ainda como músico na RTP, onde todas as quartas-feiras canta e toca no programa matinal “A Praça”, conduzido por Sónia Araújo e Jorge Gabriel. Tornou-se conhecido quando participou no Chuva de Estrelas em 1996. Participou ainda no Festival da Canção em 2001 na 2.ª semifinal, em dueto com Inês Soares interpretando o tema “Amor em Tons de Azul e Branco”, da qual é o autor, letra e música. Faz também parte do elenco do espetáculo “Tertúlia dos 40”, em conjunto com Carlos Daniel e João Ricardo Pateiro, que tem enchido várias salas de espetáculos.
Para o músico “do sonho surge a obra e foi de facto isso que aconteceu. Este é um sonho meu de há muitos anos que agora se tornou viável e que começou pelo acreditar do Presidente da Câmara da Horta”, afirmou Filipe Fonseca no decorrer da apresentação.
Na sua intervenção o artista avançou que de facto “o primeiro intuito desta obra é exatamente pegar na música açoriana, aquela que eu ouvia desde pequenino, e fazer com que as pessoas principalmente a nova geração ouvissem a beleza daquilo que os nossos avós, os nossos antepassados ouviam de uma forma moderna”, frisou.
O músico também defendeu que este espetáculo “viaja”, uma vez que “as pessoas vão ser transportadas para as nove ilhas. Foi escolhida uma música por cada uma das ilhas e termina com três músicas que fazem parte mais ou menos daquilo que é cantado um bocadinho por todas elas. Há um tema original que já tem uns anos que eu fiz com a letra do Victor com intuito de ser gravado por um grande cantor português, mas ainda bem que não foi porque vai ficar muito bem integrado aqui neste espetáculo que termina depois com a nossa chamarrita feita numa abordagem diferente”, divulgou.
O artista adiantou que também já está a ser preparada “uma Tournée Internacional, pela Europa” e que pretende “levar este espectáculo a um dos maiores festivais do World Music”.
“O disco que vai ser lançado cá vai ter uma edição nacional chama-se “Marés em Nove Cantos” e lá fora será “The Sea Songs”. Estamos já a preparar não só a sua passagem no Canal Mezzo como também um dossier para apresentar à UNESCO para candidatar a música tradicional açoriana património mundial”, revelou.
O Tribunal de Contas já deu o visto prévio para a construção do novo navio de 41m que irá substituir o “Mestre Simão” que encalhou junto ao Porto da Madalena no dia 6 de janeiro de 2018. O novo navio com características semelhantes ao “Gilberto Mariano”, vai permitir satisfazer as necessidades da operação, nomeadamente no que se refere ao transporte de viaturas no Triângulo.
O Tribunal de Contas deu esta semana o visto prévio para a construção do novo navio de 41 metros que substituirá o “Mestre Simão” na operação regular da Atlânticoline, S.A..
A construção do navio foi adjudicada ao estaleiro espanhol Astilleros Armon, S.A., e apresenta características muito semelhantes às do “Gilberto Mariano”, ferry que atualmente serve as ilhas do Triângulo, e que foi, igualmente, construído por este estaleiro.
Segundo comunicado da Atlânticoline, “procurou-se otimizar a embarcação para satisfazer as necessidades da operação, designadamente no que se refere ao transporte de viaturas no Triângulo”.
Assim sendo, o novo navio terá 41,2 metros de comprimento, ou seja, mais 120 centímetros que os navios de 40 metros, que lhe possibilita transportar 333 passageiros e 15 viaturas, duas das quais com peso bruto até 5,5 toneladas, graças ao reforço da rampa ro-ro, em aço, e da zona anterior do cardeck.
Nesta nova embarcação foi revisto o projeto da enfermaria com vista a aumentar a capacidade e conforto da mobilidade de doentes, permitindo transportar em simultâneo 3 macas.
“Uma vez o contrato visado pelo Tribunal de Contas, estão reunidas as condições para o início da construção do navio, mantendo-se, assim, a data prevista pela Atlânticoline para a sua entrada em funcionamento, que deverá acontecer no último trimestre de 2019”, avança a empresa no documento enviado às redações.
O presidente da Câmara Municipal da Horta, foi recebido em Ponta Delgada pelo Cônsul dos EUA nos Açores, Jason Chue.
No âmbito da apresentação de cumprimentos, ficaram criadas as bases para uma futura parceria em torno das comemorações dos 100 anos da primeira travessia aérea transatlântica, do NC4 de Albert Read.
O presidente da Câmara Municipal da Horta, foi recebido esta semana em audiência de apresentação de cumprimento pelo Cônsul dos EUA nos Açores, Jason Chue.
Na base deste encontro estiveram as comemorações dos 100 anos da primeira travessia aérea transatlântica, pelo NC4 de Albert Read, que amarou no Aeroporto Marítimo da Horta a 17 de maio de 1919 e que marcou a história da aviação mundial.
Neste encontro ficou ainda consolidada uma futura parceria em torno destas comemora-ções, que unifica o Faial, os Açores e os Estados Unidos da América.
De salientar a este respeito que a Câmara da Horta criou uma Comissão para preparar os 100 anos do NC4, que integra o Núcleo Cultural da Horta, o Museu da Horta, a Portos dos Açores e o ex-diretor do Aeroporto da Horta, João Corvelo.
O hidroavião NC4 fazia parte de uma esquadrilha de três hidroaviões composta pelo NC1 e o NC3, pertencentes à U.S.Navy que se propunha fazer a travessia do Atlântico Norte, voando de New York para o Canadá, partindo de Trepassey Bay (Terra Nova) directamente para a Europa, escalando os Açores. O hidroavião viria a amarar na Horta, onde foi recebido com popa e circunstância pelas autoridades, populares e bandas filarmónicas da época.
A Jagrifa – Associação de Jovens Agricultores do Faial celebrou no dia 8 de junho as suas bodas de prata num jantar onde estiveram presentes cerca de duas centenas de pessoas, entre elas os sócios e parceiros da mesma.
Na ocasião foram ainda distribuídos prémios de reconhecimento aos sócios fundadores e aos maiores e melhores produtores de carne e de leite da associação.
Na passada sexta-feira, a Jagrifa – Associação de Jovens Agricultores do Faial comemorou os seus 25 anos de existência com um jantar para todos os sócios e familiares, colaboradores e parceiros na Casa do Povo dos Cedros.
“Há 25 anos atrás, mais precisamente a 8 de junho de 1993, um grupo de agricultores, grande parte deles aqui presente, uniram-se para constituir a nossa associação com o principal intuito de criar um núcleo reivindicativo para salvaguardar os interesses dos seus negócios”, disse o presidente da associação, que falava na ocasião perante cerca de duas centenas de pessoas.
Hélder Costa afirmou que apesar de muitas coisas se terem alterado de lá até hoje, o intuito e o objetivo continuam a ser os mesmos, “de forma a que os sócios possam desenvolver a sua atividade com dignidade”, acrescentando que “é por isso que nos debatemos todos os dias”.
Esteve também presente no aniversário, Fernando Moniz Sousa, Diretor Regional do Desenvolvi-mento Rural, onde falou sobre a Política Agrícola Comum (PAC), afirmando que “infelizmente os números não são animadores” e que o valor dos apoios tem vindo a descer nos últimos anos.
Para o governante, o Parlamento Europeu continua a afirmar que quer mais desenvolvimento do meio rural e quer mais jovens, mas Fernando Sousa defende os agricultores sublinhando que “sem uma PAC condigna não vamos chegar lá”.
No entanto, o diretor regional realçou que os Açores são a região com mais jovens na agricultura do país e no Europa.
Fernando Sousa avançou ainda que “o Governo dos Açores está a preparar neste momento um programa dedicado exclusivamente aos jovens agricultores, criando medidas novas e melhorando outras de forma a cativar mais jovens agricultores para a agricultura e também para tranquilizar e dar melhores condições àqueles que já estão na atividade”, pois eles são o futuro do sector.
Na ocasião foram distribuídas medalhas a 12 antigos dirigentes da associação e aos 13 sócios fundadores em reconhecimento da ideia e conceção da Jagrifa. Foram ainda distinguidos os três melhores produtores de leite do Faial – Manuel Faria, Carlos Garcia e Humberto Sousa -, os três maiores produtores de leite – José Furtado, Luís Paulo Silva e José Menezes.
Também os produtores de carne, a nível da Jagrifa, foram distinguidos na categoria de maior produtor – Hilário Pereira, Luís Peres e José Orlando Silva – e na categoria de melhor produtor – José Furtado, Hilário Pereira e José Orlando Silva.
Foi ainda feito um agradecimento especial a António Gomes que arquitetou e concebeu a organização da associação, à funcionária mais antiga da casa, Maria da Conceição Gomes que já conta com 24 anos de serviço, a todos os antigos membros dos órgãos sociais e a todos os antigos trabalhadores da Jagrifa e a todos os parceiros, nomeadamente o Governo dos Açores, à Câmara Municipal da Horta, ao IAMA e à Associação de Agricultores da Ilha do Faial.
A Pordata, um projeto da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), apresentou no passado dia 08 de junho, em Ponta Delgada, o Retrato dos Açores, que agrega um conjunto de dados e indicadores das ilhas do arquipélago, para que se possa olhá-los numa óptica evolutiva e compará-los com o continente.
O Retrato dos Açores, iniciativa levada a cabo pela Pordata, um projeto da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), foi apresentado no passado dia 08 de Junho, na cidade de Ponta Delgada. Este Retrato agrega um conjunto de dados e indicadores por ilha do arquipélago, de modo a que se possa olhá-los em termos evolutivos e compará-los com o continente.
Os dados são divididos pelas nove ilhas e pelos 19 municípios dos Açores, sendo apresentados em 13 áreas: população; habitação e condições de vida, educação; saúde; cultura; empresas, pessoal e produto; emprego e mercado de trabalho; proteção social; finanças autárquicas; ciência e sociedade de informação; participação eleitoral; ambiente, energia e território; e turismo.
A população dos Açores é mais jovem (16%) do que a média nacional (14%), embora esteja a envelhecer, mas tem uma esperança média de vida menor, segundo dados do projeto Pordata.
O número de idosos por cada 100 jovens nos Açores passou de 60 para 84, entre 2001 e 2016, no entanto, o índice de envelhecimento em Portugal é de 149. São Miguel é a ilha menos envelhecida, com 65 idosos por 100 jovens, a ilha do Faial tem 114 idosos por 100 jovens, enquanto a ilha das Flores, se encontra no extremo oposto, com 151, e é a única acima da média nacional.
Nota-se, pois, que todas as ilhas, à exceção do Corvo, registaram um crescimento do índice de envelhecimento e, excluindo São Miguel e Santa Maria, todas têm mais idosos do que jovens.
A esperança média de vida à nascença dos açorianos registou um crescimento de 3,7 anos, entre 2001 e 2015, situando-se nos 77,3 anos, mas manteve-se abaixo da média nacional (80,6 anos), que aumentou mais no mesmo período de tempo (3,9 anos).
Em 2016, contavam-se 245.525 habitantes nos Açores, concentrando-se mais de metade na ilha de São Miguel, cerca de 138 mil. Em relação à ilha do Faial, a população residente praticamente estagnou entre 2001 e 2016, tendo neste ano registado 14.792 habitantes.
São Miguel, a maior ilha do arquipélago, tinha 148 vezes mais residentes do que a ilha mais pequena, o Corvo, com 460.
Segundo os dados recolhidos pelo projeto Pordata, em 1960 os casamentos não católicos nos Açores não ultrapassavam os 10%, mas em 2017 a percentagem de casamentos fora da igreja atingia os 70%, superando os números nacionais (66%).
No que respeita ao poder de compra, verifica-se que este no arquipélago, em 2015, era inferior em cerca de 15% ao do país, enquanto a taxa de inflação, em 2017, era superior em cerca de 0,5 pontos percentuais.
No que se refere à habitação e condições de vida, o valor médio dos prédios hipotecados nos Açores (€ 174.651,00) é muito superior ao registado em Portugal continental que é de € 127.547,00.
Nos Açores, sete em cada 10 pessoas não completou o ensino secundário e, apesar de se ter registado uma redução significativa desde 1998, a taxa de abandono escolar (28%) é mais do dobro do que a verificada no país (13%).
Por outro lado, a percentagem de pessoas com ensino superior quadruplicou entre 1998 e 2017, situando-se nos 13%, inferior em cinco pontos percentuais à média nacional (18%).
Ao nível da saúde as diferenças no território são evidentes. Verifica-se que os oito hospitais que existem nos Açores estão apenas em três ilhas: São Miguel, Terceira e Faial, não havendo no grupo ocidental, das Flores e do Corvo, nenhum hospital.
Por outro lado, há muito menos habitantes por médico (são menos metade do que em 2001).
Quanto às principais causas de morte nos açores, é de salientar o facto de as doenças do aparelho respiratório constituírem 33% e os tumores malignos 24% dessas causas.
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos Açores (15.995 euros) era, em 2016, inferior ao nacional (17.934 euros) e, exceto as ilhas do Faial e Corvo, todas as ilhas importavam mais do que exportavam.
O setor terciário assume um peso maior no arquipélago (74%), em comparação com o todo nacional (69%), bem como o setor primário, em que a diferença é de 11 para 6%.
Em 2017, a taxa de desemprego era igual à do país (9%), mas o número de beneficiários de subsídio de desemprego, que aumentou em todas as ilhas, exceto no Corvo, era superior, atingindo os 5,1%, quando a média nacional era de 3,4%.
Já o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção diminuiu em todas as ilhas, à exceção de São Miguel, entre 2009 e 2017, mantendo-se ainda assim acima da média do país, com uma diferença de 11,6 para 3,2%, ou seja, nos Açores, há quatro vezes mais pessoas a receber o RSI do que no resto do país.
No índice do Turismo, só o Algarve é que ultrapassa as ilhas no número de dormidas de turistas por habitante. A Madeira vem em segundo lugar, tendo recebido, em 2016, 3102 turistas por cada 100 habitantes.
Nos Açores, dormiram no arquipélago 659 pessoas por cada 100 residentes, sendo São Miguel e o Faial as ilhas com mais dormidas. Nos últimos anos, o número de estabelecimentos hoteleiros duplicou nos Açores.
Em 2016, os Açores tinham 179 estabelecimentos hoteleiros, mais do dobro dos existentes em 2009, com o Pico a registar o maior aumento, de quatro para 23.
As receitas totais das dormidas por hóspede, nesse ano, foram, no entanto, inferiores à média nacional (106,6 euros), exceto na ilha de São Miguel (113,8 euros), assistindo-se na ilha do Faial a uma redução de cerca de 100,00 € no ano de 2009 para o valor de 84,6€ em 2016.Por sua vez, a ilha do Pico aparece com uma receita de dormida por hóspede no valor de€ 104,20.
Em jeito de conclusão, verifica-se que é nas ilhas que vivem os portugueses mais jovens. Ali, há menos poder de compra, o abandono escolar é mais precoce, a distribuição da população pelo território é desigual e em algumas ilhas nem sequer há um hospital. Os hotéis vão-se multiplicando, bem como os turistas.
No âmbito da visita à exposição sobre o mar profundo dos Açores, Tribuna das Ilhas visitou ainda o Gabinete de Representação dos Açores em Bruxelas.
Frederico Cardigos, coordenador do Gabinete, afirma que após ter começado a sua atividade há seis meses a representação dos Açores em Bruxelas já tem tido “algumas consequências bastantes interessantes” para a Região.
No passado dia 12 de junho, Paulo Estevão, deputado do PMM eleito pelo círculo eleitoral do Corvo para a ALRAA, acusou o Governo dos Açores de não cumprir a sua palavra e de “estar a adiar e a tentar impedir, por todos os meios, a resolução do processo de fornecimento de refeições escolares à Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.
“Na sequência da greve de fome que realizei a propósito do fornecimento de refeições escolares aos alunos do Corvo, o Governo Regional comprometeu-se a garantir o fornecimento de refeições escolares através da Santa Casa da Misericórdia do Corvo (SCMC)”, disse, acrescentando que ficou ainda previsto a “obrigatoriedade de o Governo Regional acionar outros mecanismos de fornecimento das refeições se a SCMC não estiver em condições de o fazer”.
O deputado afirmou revelou que a escola do Corvo remeteu para a Direção Regional da Educação, há mais de 40 dias, o Caderno de Encargos referente ao fornecimento de refeições escolares que pretende remeter para diversas entidades”, solicitando que a Direção Regional desse o seu parecer, nomeadamente sobre as questões jurídicas e administrativas.
Contudo, Paulo Estevão acusa o Secretário Regional da Educação, Avelino Menezes, de dar “ordem direta” aos serviços da Direção Regional da Educação para não “responder ou prestar qualquer apoio à escola”, o que para o deputado não é mais do que “um ato cínico, cobarde e desprezível”.
Neste sentido, o deputado do PMM comprometeu-se a “financiar inteiramente, através do meu património pessoal, a aquisição dos equipamentos necessários para a sala que será utilizada como cantina escolar”.
Paulo Estevão avançou ainda que se no início do próximo ano letivo as crianças e jovens daquela escola ainda não tiverem acesso a refeições escolares, ele próprio iniciará uma “nova forma de luta cívica em forma de uma vigília permanente junto do Palácio de Sant’Ana”.
No contexto da conferência, o deputado aproveitou para anunciar que ia retirar naquela tarde a proposta referente à construção de uma cozinha escolar na escola do corvo e que voltará a esta solução “após as eleições de 2020, depois da saída do poder regional por parte do PS/Açores.
O PSD apresentou neste plenário um projeto de resolução em que recomenda a contratação de aeronaves em regime ACMI (Aviões, Tripulação, Manutenção e Seguro) para alguns períodos do verão IATA 2018.
O Grupo Parlamentar do PSD apresentou esta semana no plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um projeto de resolução no qual recomenda ao Governo Regional que “dê instruções” à SATA Air Açores para que contrate aeronaves em regime ACMI (Aviões, Tripulação, Manutenção e Seguro) em alguns períodos do verão IATA 2018.
“Sabe-se que a atual operação da SATA Air Açores está planeada para este ano, à semelhança de 2017, no limite da oferta, condicionada pelo número limitado de aeronaves e claramente incapaz de satisfazer a procura. É urgente arranjar soluções”, salientou António Pedroso que falava aos jornalistas em conferência de imprensa na passada segunda-feira.
Uma das preocupações do partido são as deslocações que os açorianos têm de fazer por razões médicas. “São inúmeros os doentes, especialmente das ilhas sem hospital, que necessitam de se deslocar a consultas de especialidade ou de urgência e que não conseguem lugar disponível a tempo útil, ou mesmo conseguindo viagem de ida, têm de ficar períodos mais longos à espera para regressar à sua ilha”, afirmou o deputado.
Segundo o social-democrata, outra preocupação prende-se com o “grande crescimento do Turismo” que “apesar do número de dormidas, no primeiro semestre este ano, ter aumentado a nível global na Região, verifica-se que em algumas ilhas esse indicador baixou”, justificando que esta descida se deve em especial à alta de lugares disponíveis para os turistas que queiram visitar as ilhas sem gateways.
Estas situações “tornam urgente que a Região tenha uma operação de transporte aéreo inter-ilhas capaz de dar uma resposta atempada e com uma oferta de lugares adequada aos operadores turístico, a quem nos visita individualmente e aos açorianos”, sublinhou o social-democrata.
Neste sentido e estando ciente da impossibilidade e da insensatez da compra de mais aviões para a operação inter-ilhas, face à grande sazonalidade, o projeto de resolução apresentado pelo PSD “recomenda ao Governo dos Açores que dê instruções à SATA Air Açores para a contratação do número de aviões necessários, em regime de ACMI, para garantir no verão de 2018 uma operação inter-ilhas estável e capaz de dar resposta adequada às necessidades dos açorianos e à procura do Turismo, bem como, fazer uma distribuição eficaz e equitativa dos turista por todas a ilhas da Região”, concluiu António Pedroso.