Tribuna das Ilhas

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20
abril

Pesca - Convenção Coletiva de Trabalho fundamental para a sustentabilidade social do setor

Escrito por Susana Garcia/GACs

Foi assinada na passada semana a Convenção Coletiva de Trabalho nas pescas. O acordo foi celebrado entre o Governo e a Federação das Pescas dos Açores, o Sindicato Livre dos Pescadores, Marítimos e Profissionais Afins dos Açores e o Sindicato dos Pescadores da Ilha Terceira e pretende “trazer maior equidade e justiça na distribuição dos rendimentos”.

Foi assinada na passada semana em Ponta Delgada,  a Convenção Coletiva de Trabalho na pesca, entre a Federação das Pescas dos Açores, o Sindicato Livre dos Pescadores, Marítimos e Profissionais Afins dos Açores e o Sindicato dos Pescadores da Ilha Terceira, numa cerimónia que contou com a presença da Diretora Regional de Emprego e Qualificação Profissional, Paula Andrade.

Na ocasião o Diretor Regional das Pescas defendeu, que a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho na pesca constitui “um passo" para a sustentabilidade social no setor e para a coesão nas comunidades piscatórias, na medida em que “vem trazer maior equidade e justiça na distribuição dos rendimentos”.

Para Luís Rodrigues a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho constitui “um passo histórico” para o setor, uma vez que vai “regular a relação laboral que existe entre o armador e o pescador de uma forma que atende a toda a realidade da pesca dos Açores, do Corvo a Santa Maria”, defendeu.

“Com este diploma pretendemos que deixem de existir situações precárias na pesca”, disse o governante, considerando  que o documento agora assinado “vem trazer dignidade ao pescador e ao armador”.

De acordo com Luís Rodrigues a Convenção Coletiva de Trabalho que se "consubstancia no contrato individual de trabalho, atende à realidade de cada barco, de cada porto e de cada ilha”, lembrando a este respeito que “a realidade é muito diferente de arte de pesca para arte de pesca, de barco para barco e de ilha para ilha”. “Há pescadores que vão todos os dias ao mar, outros que têm atividade sazonal, outras formas de rendimentos, sendo necessário ajustar esta convenção a cada uma destas realidades”.

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20
abril

25.º Encontros Filosóficos - “Estar no mundo: vias para uma sociedade sustentável”

Escrito por Flávia Taibo

Estão a decorrer em várias escolas do Triângulo os XXV Encontros Filosóficos sobre o tema “Estar no mundo: vias para uma sociedade sustentável”.
O evento é organizado pela Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) sob a orientação da professora Maria do Céu Brito e pelo Centro Local de Aprendizagem da Madalena.
O tema foi “inspirado nos objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2015-2030, adotados pela maioria dos países das Nações Unidas”, explicou o Presidente do Conselho Executivo da ESMA, na sessão de abertura destes encontros.

Durante esta semana, milhares de alunos de seis escolas do Triângulo, participam nos 25.º Encontros Filosóficos, subordinados ao tema “Estar no mundo: vias para uma sociedade sustentável” que visam a reflexão crítica e a partilha de soluções e ideias sobre as alterações climáticas e a redução de resíduos.
O tema foi “inspirado nos objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2015-2030, adotados pela maioria dos países das Nações Unidas”, explicou Pedro Medeiros na sessão de abertura dos Encontros, acrescentado que “o programa é pluridisciplinar e abrange diferentes áreas do conhecimento numa perspetiva holística”.
Para o representante da ESMA, “os Encontros Filosóficos são um projeto socioeducativo que mobiliza alunos, professores e parceiros regionais, nacionais e estrangeiros”.
“Um projeto que nasce do espírito colaborativo e que o projeta no espaço e no tempo, com sinergias que se consolidam entre escolas e entre municípios, criando pontes culturais que fortalecem o tecido social das ilhas do Faial, do Pico e de São Jorge”, sustentou.
Também o diretor regional da Educação esteve presente na sessão de abertura afirmando que a via para uma sociedade sustentável é a educação.
Para José Freire, os professores devem ajudar os alunos a desenvolver um espírito crítico, a comunicação, o espírito de colaboração e a criatividade, pois são estas as ferramentas para uma sociedade sustentável.
O governante avançou a este respeito, que 71 escolas de 17 municípios açorianos participam no projeto Eco-Escolas promovido há vários anos pelo Governo Regional com o objetivo de realizar diversas atividades de forma a sensibilizar os jovens para o meio ambiente.
A terminar, o detentor da pasta da Educação deixou uma mensagem aos alunos para que tenham a consciência de proteger o planeta e de desenvolver e praticar ações sustentáveis.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Horta salientou que “é sem dúvida digno de registo a forma como um evento desta natureza tem sido capaz de perdurar ao longo do tempo, adaptar-se às circunstâncias, às alterações da sociedade, às mudanças no interior da escola e à própria dinâmica da nossa sociedade”.
Concordando com José Freire, José Leonardo afirmou que “a aposta na educação é o caminho que temos de percorrer, não só dentro das nossas escolas e através dos seus vários projetos, mas também lá fora na nossa sociedade através das várias instituições que temos e que espelham a riqueza da nossa cultura e das nossas tradições”.
“São estes desafios e esta capacidade de fazer cada vez mais e melhor que nos tem motivado a apoiar também do ponto de vista financeiro, como um dos principais apoiantes, uma ação desta envergadura, mas sobretudo a nossa obrigação de passar às gerações futuras preocupações deste nosso tempo e preocupações que podem ser tanto oportunidades como desafios”, frisou o edil.
Durante cinco dias, os alunos e o público em geral assistiram e participaram em workshops, painéis, seminários e trabalhos de campo.
À semelhança dos anos anteriores, os Encontros Filosóficos só foram possíveis com o trabalho de uma comissão organizadora coordenada pela professora Maria do Céu Brito e que este ano integra os professores Alcides Pedro, Maria Miguel Mar-ques, Márcia Franco e Pedro Loureiro e Sandro Jorge, coordenador do Centro Local de Aprendizagem da Madalena da Universidade Aberta.
Este evento conta ainda com o apoio do Governos dos Açores, do Parlamento Europeu, da Universi-dade dos Açores, do IMAR, do OMA, da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José João da Graça e das Câmaras Municipais da Horta, da Madalena e de São Roque do Pico, entre outros.

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20
abril

Área de Reabilitação Urbana - Estratégia de reabilitação da CMH em discussão até maio

Escrito por Flávia Taibo

A Câmara Municipal da Horta (CMH) adaptou a Estratégia de Reabilitação Urbana para a delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) da Horta nos termos do Regime Jurídico da Reabilitação Urbana (RJRU).
Este plano já foi aprovado em Reunião de Câmara e está agora em discussão pública até 3 de maio.

Na passada terça-feira, a CMH apresentou, em conferência de imprensa, o documento revisto de Estratégia de Reabilitação Urbana para a delimitação da ARU.
Este documento de planeamento urbano atualizado devido à alteração da legislação do RJRU, já foi aprovado em Reunião de Câmara do passado dia 8 de março e encontra-se desde então e até dia 3 de maio em fase de discussão pública, para depois regressar à CM onde serão incorporados os contributos a fim de serem remetidos à Assembleia Municipal para aprovação final.
O presidente da CMH explicou na ocasião que esta “é uma reestruturação simples” que permite que os proprietários de imóveis degradados tenham acesso a instrumentos financeiros como o IFRRU 2020 para reabilitarem a sua propriedade.
José Leonardo sublinhou que a “estratégia de reabilitação urbana se enquadra no compromisso eleitoral” e que tem por objetivo agilizar a ARU e criar mais emprego.
O edil avançou ainda que desde que a ARU da Horta foi definida em 2009, 40% do património inventariado já foi reabilitado através de incentivos fiscais.
Este plano revisto para a delimitação da ARU é um processo com a duração de 10 anos que categoriza os edifícios em estado de degradação, novamente inventariados pela CMH e pela UrbHorta, segundo o seu estado, os elementos a preservar e a urgência da reabilitação.
Foram então criadas quatro fazes de priorização: os imóveis mais degradados serão reabilitados nos primeiros três anos, seguidos pelos edifícios que passarão por intervenções entre o terceiro e o quinto ano, passando depois aos imóveis a reabilitar entre o quinto e o sétimo ano, estando por fim os que têm menos urgência do sétimo ao décimo ano.

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20
abril

Castelo Branco - Placa toponímica homenageia Casimiro Gonçalves

Escrito por Susana Garcia

Casimiro Gonçalves foi imortalizado na toponímia faialense na passagem dos 34 anos do seu falecimento.
O nome de Casimiro foi atribuído à urbanização do Lameiro, onde se situa a sede da Junta de Freguesia de Castelo Branco, onde durante vários anos exerceu as funções de presidente da autarquia.

A memória de Casimiro Gonçalves foi perpetuada com uma placa toponímica na rua da urbanização do Lameiro, em Castelo Branco, onde se situa a sede da Junta de Freguesia, no dia em que perfizeram 34 anos do seu falecimento.
A cerimónia de descerramento da placa toponímica de homenagem, contou com a presença dos familiares de Casimiro Gonçal-ves, dos órgãos executivos e instituições da freguesia que se referiram a ele como “um albicastrense de bem”.
Casimiro Gonçalves sempre foi uma pessoa empreendedora, que construiu vários negócios na área do setor primário, onde, em épocas de grande pico de produção, chegou a ter 50 pessoas a trabalhar para si.
O homenageado deu também o seu contributo à sociedade exercendo durante vários anos as funções de presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco.
De salientar ainda que, em novembro de 1949, pelo então Ministro do Interior, foi atribuído a Casimiro Gonçalves o galardão de Oficial da Ordem de Benemerência.
Na ocasião, José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta lembrou que Casimiro Gonçalves, apesar de ser natural de São Pedro de Óbidos, viveu a maior parte da sua vida na freguesia de Castelo Branco.
Segundo o autarca “Casimiro Gonçalves é também exemplo de homem dinâmico, que independentemente da atividade que teve achou relevante contribuir para a construção e desenvolvimento da freguesia que escolheu para viver. Em Castelo Branco esteve à frente dos destinos da Junta de Freguesia e ficou ligado a várias concretizações, como a construção de dois polos habitacionais de relevo: bairro da Carreira e da Lombega e a introdução de água canalizada na freguesia”.
Para o Presidente da Câmara Municipal da Horta “a sua história merece ser contada às novas gerações, que precisam de exemplos destes no sentido de serem orientadas para uma cultura de sucesso”.
José Leonardo Silva entende ainda que, com base nos exemplos como os de pessoas como Casimiro Gonçalves, “é sempre possível fazer mais em setores chave da nossa economia, como a agricultura, e de forma geral no setor primário. Temos margem de crescimento e bons exemplos de projetos que têm tido bons resultados e que favorecem a eco-nomia da nossa ilha a vários títulos.”

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20
abril

Efeméride - Teatro de Giz comemora 20 anos

Escrito por João Paulo Pereira

O Teatro de Giz celebra este mês o seu 20.º aniversário.
O Grupo nasceu em 1998, quando um grupo de pessoas residentes no Faial decidiu juntar-se para contribuir para a criação de uma dinâmica cultural na ilha.

O Teatro de Giz inicia a celebração do seu 20.º aniversário já no próximo dia 23 de Abril com uma conversa-tertúlia no Peter Café Sport, onde se refletirá acerca do momento atual e os caminhos futuros da Cultura no Faial e nos Açores, e sobre o papel dos agentes culturais na nossa comunidade.
No dia 24 de abril, tendo como ponto de partida o Teatro, será inaugurada às 21h00 o ARQUIVO, uma exposição performativa com curadoria de Manuela Ferreira, que é um convite à percepção das reverberações que a história do Teatro de Giz provoca hoje em cada um de nós; uma revisitação intimista, secreta e surpreendente da memória coletiva dos 20 anos.
De seguida, assistir-se-á a um concerto de Mário Lúcio, baseado no seu último álbum Funanight, uma revisão arrojada da música crioula, que contará com a participação de músicos e folias da nossa ilha.
Já em plena madrugada de 25 de Abril, os Capitães de Abril espalham cravos vermelhos pelo soalho do Teatro Faialense.

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20
abril

300 anos do voto do Senhor Santo Cristo - Faial continua a celebrar data com procissão de homenagem

Escrito por Susana Garcia

No âmbito das celebrações do Voto Camarário em honra do Senhor Santo Cristo, que tiveram inicio a 1 de fevereiro, vai decorrer no próximo dia 22 de abril mais um momento importante das celebrações.
Uma procissão de homenagem ao Senhor Santo Cristo com todos os padroeiros das 13 paróquias da freguesia vai sair da Igreja da Mariz da Horta, após uma Eucaristia, que acontecerá pelas 17h00 e terá a particularidade de recriar, dentro das possibilidades, o percurso feito há 300 anos.
Recorde-se que em 1718, aquando da crise vulcânica, a imagem da Praia do Almoxarife do Senhor Santo Cristo encontrava-se na cidade da Horta, no então Convento da Glória. Daí saiu em procissão até à zona da praia da Conceição, onde foi feito um sermão em que se lançou precisamente a ideia de anualmente os faialenses irem em peregrinação adorar a imagem do Senhor Santo Cristo. A procissão terminou na Igreja Conceição.
300 anos depois, a procissão sairá da Igreja Matriz até à Igreja da Conceição contando com as representações de todas as paróquias, assinalando-se, assim, a data, 20 de abril, em que foi lavrada a ata da Câmara Municipal que está na base do voto
De acordo com João Ponte, pároco da paróquia da Praia do Almoxarife, “este é um momento com especial importância porque reunirá todas as paróquias, ou seja, a ilha, à volta deste culto do Senhor Santo Cristo, recriando o que aconteceu há 300 anos”.
“Esta é uma oportunidade para vivermos esta fé de Povo de Deus que a Cruz tanto nos apela”, afirma o sacerdote.

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20
abril

Escola Profissional da Horta

Escrito por Escola Profissional da Horta

ERASMUS+ : 1.ª semana de Intercâmbio do projeto Refugees Welcome em Atenas

No âmbito do projeto ERASMUS+, Refugees Welcome: When numbers became faces, acompanhados pela Diretora Pedagógica da Escola Profissional da Horta, Dr.ª Regina Pinto, e a formadora Ana Ribeiro, os formandos André Pinto, Bianca Correia e Tamára Remédios, do curso técnico/a de Informação e Animação Turística, Mariana Serpa do curso Técnico/a de Contabilidade e Mariana Fortuna do Curso Animador/a Sociocultural, desfrutaram de uma viagem à Grécia, mais precisamente a Atenas para participar na primeira semana de intercâmbio, com intuito de conhecer novas culturas, novas pessoas e discutir o tema em causa, os refugiados.
Cada um dos formandos foi recebido por uma família que os acolheu de uma forma carinhosa e os tratou como se realmente fizessem parte da família. Durante esta semana, também tivemos a oportunidade de fazer amizade com jovens de outras nacionalidades, que se encontravam a participar neste projeto. Assim, conhecemos jovens da Itália, da Alemanha e ainda da Turquia.
Todas as pessoas que conhecemos no decorrer desta viagem, marcaram-nos de alguma forma, apesar de existirem bastantes diferenças, sobretudo culturais, entre os participantes. Seguramente, nunca iremos esquecer esta experiência.
Durante a estadia na Grécia, tivemos imensas atividades. Começámos por conhecer a escola onde todas as manhãs tínhamos workshops de teatro e palestras sobre o tema refugiados. De entre as atividades que realizámos, apresentámos a curta-metragem da nossa autoria intitulada Every ending is a new beginning, concebemos o logótipo do projeto, conhecemos refugiados da Itália e da Turquia tanto presencialmente como em vídeos realizados pelos colegas das Escolas parceiras. Tivemos a oportunidade de conversar com o vereador da Câmara Municipal de Atenas responsável pela integração de refugiados que nos deu uma nova perspetiva relativamente à vulgarmente denominada ‘crise dos refugiados’, afirmando que ‘se relativamente à situação dos refugiados falarmos insistentemente em soluções, estamos a perspetivá-los como um problema, tendo a priori uma visão negativa; temos de os encarar como uma realidade que não vai desaparecer e que precisa ser vista como algo positivo, assegurando que é urgente criar condições em que todos se sintam bem- vindos e seguros numa Europa unida’.
No fim dos trabalhos, percebemos que cada refugiado tem uma história e que se os virmos apenas como números, estamos a ignorar as vidas e os rostos de cada um.
Durante as tardes, íamos visitar lugares de referência na Grécia ou então ficávamos com a tarde livre para fazermos o que quiséssemos. Visitámos a Acrópole, um lugar incrível cheio de história e fomos ao museu da Acrópole, um lugar repleto de história da Grécia antiga onde se encontram artefactos realmente importantes para a história.
Assistimos ao espetáculo de dança Xenos da autoria de Akram Kahn no Centro Cultural Onassis que, por coincidência, retratava a temática que estávamos a trabalhar. Este permitiu-nos refletir sobre a afluência de refugiados na Europa e sobre as razões que os levam a deixar tudo para trás e procurar um novo rumo.
Fizemos uma viagem de autocarro até à cidade de Nafplio (Náuplia), a primeira capital do Estado Grego, mas por um breve período, de 1823 até 1834, uma cidade muito bonita na qual passámos uma tarde. Pelo caminho, fizemos algumas paragens, como por exemplo, no canal de Corinto, uma das paisagens mais bonitas que vimos, no Antigo Teatro de Epidaurus, um sítio muito importante para os gregos devido à sua história, e no Forte de Palamidi, que tem uma vista incrível sobre a cidade de Nafplio.
No último dia, subimos o monte Lycabettus, que tem uma vista sobre toda a cidade de Atenas. Algumas horas antes de nos virmos embora, fomos a uma festa de despedida organizada por uma colega grega.
A despedida foi, sem dúvida, o momento mais difícil da nossa aventura. Contudo ficaram as boas recordações e essas devemos lembrar com um sorriso no rosto. Todos nós adorámos esta experiência e estamos gratos por termos tido esta única e espetacular oportunidade. Nunca a iremos esquecer! 

Mariana Fortuna, formanda do Curso Animador/a Sociocultural

 

Peça de Teatro Intergeracional - Escola Profissional da Horta e Universidade Sénior do Faial juntas no palco

DR

O dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, marcou o início de uma digressão da peça intergeracional A Divorciada que uniu no palco os formandos do Curso Animador/a Sociocultural e os alunos da Universidade Sénior do Faial, duas gerações que, através da arte dramática, promoveram um intercâmbio de experiências e aprendizagens.
A peça da autoria de Nádia Sousa e encenada por Paula Saraiva refugia na comédia o drama do divórcio na idade da reforma, individualizando a perspetiva da mulher e a perspetiva do homem, hiperbolizando ambas e proporcionando momentos hilariantes. A perspetiva feminina personaliza-se na personagem de Amparo, que partilha com as amigas a notícia do seu divórcio. Num cenário oposto, personaliza-se a perspetiva masculina na personagem de Augusto e dos amigos que sentem a separação de forma antagónica. Os atores mais novos representam os descendentes do casal e noutros momentos, em jeito de analepse, revivem memórias da juventude dos mais velhos. O desenrolar da ação traz memórias, pensamentos e valores que revertem assuntos sérios em gargalhadas.
Os formandos do curso Animador/a Sociocultural no contexto da Unidade de Formação de Curta Duração Animação para a terceira idade, lecionada pela formadora Ana Rita Braga, abraçaram este projeto desempenhando cada um o seu papel de forma exímia. No palco, Tânia Botelho, Mariana Fortuna, Diogo Cosme, Gonçalo Puim, Carolina Rodrigues, Érica Cabral, Emeline Lopes e Micaela Amaral assumiram o papel de personagens da peça. Érica Medeiros, Carla Dutra, Paula Sousa, Emeline Lopes, Diogo Cosme e Adriano Pereira surgiram como figurantes. A sonoplastia esteve a cargo de Anabela Oliveira e o ponto de Jéssica Comba; os figurinos sob a responsabilidade de Daniela Silva, Eva Neves, Jéssica Comba, Joana Fortuna e Ana Pimentel; a cenografia e adereços por Daniel Marques, Liliana Nunes, Rafaela Rodrigues, Tatiana Faria e Viviana Nunes.
Esta peça, que contou com o apoio da Câmara Municipal da Horta, sobe novamente ao palco no dia 21 de abril em Castelo Branco no âmbito das atividades promovidas no contexto do projeto Faial, Ilha de Tradições, juntando pela última vez estes atores que, para além da representação da ficção, viveram experiências reais que certamente marcarão as suas vidas. 

Formandos do 1º ano do curso Animador/a Sociocultural

 

#ShareAzores 2k18 - Programa de Animação Turística

DR

Os formandos do curso Técnico de Informação e Animação Turística desenvolveram o Programa de Animação Turística designado #ShareAzores 2k18. Esta atividade decorreu no âmbito da Unidade de Formação de Curta Duração Desenho e Organização de Programas e Atividades de Animação, integrado na disciplina Técnicas Turísticas, Informação e Animação Turística. Com a conceção desta atividade, os formandos tiveram a oportunidade de colocar em jogo a criatividade, o espírito de equipa e a capacidade de organização. Este programa decorreu entre os dias 14, 15 e 17 de março e ofereceu aos formandos de outros cursos, atividades de animação turística tão diversas como a Degustação de Produtos Açorianos; Plantação de Endémicas, Jogos de Whale Watching, Climbing Can e Triatlo com Corrida, Gincana e Tiro ao Alvo. Este momento de formação prática, revestiu-se de grande importância, uma vez que preparou os formandos para a Formação em Contexto de Trabalho que está a decorrer até ao mês de junho. Apesar destas atividades terem decorrido nas instalações da Escola, tendo com público-alvo os formandos da E.P.H., prevê-se uma nova edição do programa #ShareAzores 2k18 ainda neste ano formativo aberta à comunidade em geral. Toda a dedicação e motivação dos formandos são fruto da sua formação e vocação para a área do turismo.

 

À Descoberta do Team Building

DR

No passado dia 19 de março os formandos do curso Técnico de Informação e Animação Turística deslocaram-se à empresa RustiGolf, com o objetivo de realizarem uma atividade de Team Building, no âmbito da Unidade de Formação de Curta Duração Desenho e Organização de Programas e Atividades de Animação, integrado na disciplina Técnicas Turísticas, Informação e Animação Turística. Esta atividade foi recebida pelos formandos com grande entusiasmo e importa realçar a participação ativa de todos os formandos, bem como, o reconhecimento e a reflexão de atitudes pessoais em grupo. A atividade contribuiu também para estreitar laços de confiança entre formandos/ formador. Foi interessante notar a partilha espontânea de outros jogos de cooperação, além dos jogos programados pelo formador. Por último, o convite a experimentar a atividade turística, o Golfe, foi um momento divertido e de concentração. É caso para dizer que apesar do mau tempo, temos potenciais golfistas no nosso curso!

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20
abril

PAN/Faial - Hugo Rombeiro deixa o partido, mas continua na Assembleia Municipal como independente

Escrito por Susana Garcia

O deputado municipal eleito pelo Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) na sequência da última Assembleia do partido realizada na Horta, pediu a sua desfiliação do partido.
Num comunicado enviado às redações, Hugo Rombeiro refere que já informou a presidente da Assembleia Municipal (AM), que pretende continuar a exercer o seu mandato como independente.

Na última Assembleia do PAN/Açores, que decorreu na Horta, na passada semana, o deputado municipal Hugo Rombeiro, perdeu a confiança política no partido, acabando por pedir a sua desfiliação do PAN.
Após ter sido contactado pelo Tribuna das Ilhas, Hugo Rombeiro emitiu um comunicado de imprensa.
No documento o deputado municipal começa por referir que há semelhança dos deputados parlamentares, “cujo regime se pode dizer constituir a matriz dos demais regimes dos deputados de outras assembleias políticas”, os deputados municipais “exercem livremente o seu mandato, sem se encontrarem dependentes e, menos ainda, estritamente vinculados a ordens ou instruções (mandatos) dos órgãos (designadamente locais) dos respetivos partidos”.
Neste sentido, o deputado municipal revela que no decorrer do seu mandato tem existido uma “pressão muito forte” sobre si, denunciando que não lhe foi dado “o livre exercício”, “não se cumprindo”, desta forma o que está previsto na lei.
“Num processo longamente amadurecido”, o deputado municipal Hugo Rombeiro adianta que já manifestou junto da presidente da Assembleia Municipal, “que deseja continuar a exercer o seu mandato como independente”.
“Tenho plena consciência que colaborei em tudo com o partido que representei durante estes meses, seguindo ideologicamente o mesmo rumo, mas infelizmente não existiu o retorno desejado”, esclarece.
A este respeito, Rombeiro, adianta que “após ter sido aconselhado por membros da lista que foi sufragada”, considerou “por bem tomar esta decisão” a fim de “continuar a desempenhar o trabalho que têm vindo a desenvolver na ilha do Faial.
Para o deputado Municipal “infelizmente, na sociedade em que vivemos, o tempo que temos para o bem comum é escasso e quando esse mesmo tempo é desperdiçado em jogos de bastidores políticos, é o Faial e os Faialenses que ficam prejudicados”, defendeu, reforçando que “foi nesse sentido que decidimos concentrar-nos exclusivamente nos problemas que abrangem o nosso município, e a nossa ilha, tentando mostrar a quem nos governa que é necessário um outro rumo para o desenvolvimento do Faial”.
Hugo Rombeiro, lembrou que, nos últimos seis meses, e apenas com um deputado na Assembleia Municipal, tem sido possível atingir “os objetivos do programa eleitoral”.
A este respeito o deputado municipal destacou a situação dos baldios da caldeira que já foram “visitados pelo executivo camarário que veio mostrar abertura para a sensibilização do grave problema que é o abandono dos animais”, o orçamento atribuído para a finalização e a legalização do canil municipal “assegurando a construção de uma enfermaria”, assim como a aquisição de um triturador para os resíduos orgânicos, para os plásticos e o aumento do número de contentores.
“É verdade que não foi o deputado Municipal que executou todas estas medidas, porque não é o deputado que as tem que executar, mas podem chamar de coincidências que até podem existir, mas durante anos tudo isto nunca avançou até que esta candidatura puxasse por todos estes projetos, para no final podermos ter uma ilha mais sustentável, menos dependente do exterior, com resultados económicos para todos nós”, entende.
Rombeiro acredita que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” por isso garante que nos próximos quatro anos vai continuar a “debater, pedir, exigir, até que as coisas aconteçam”.
“Este projeto é um projeto de quatro anos. E vamos trabalhar durante estes quatro anos levando sempre à Assembleia Municipal uma visão política diferente dos últimos vinte anos, tendo sempre em prioridade o bem-estar de todos os seres vivos da nossa ilha”, salienta no documento.

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20
abril

Bombeiros e tripulantes de ambulância - Analisada na Assembleia proposta do PSD/Açores

Escrito por João Paulo Pereira

A Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT) da Assembleia legislativa está a analisar uma proposta do PSD/Açores para a revisão urgente das condições de trabalho dos bombeiros e tripulantes de ambulância.

As condições de trabalho dos bombeiros e tripulantes de ambulância encontram-se a ser analisadas na CAPAT com vista à sua revisão urgente.
A proposta para a revisão da portaria que fixa remunerações inferiores ao salário mínimo para os bombeiros e tripulantes de ambulância da Região foi apresentada a 6 de janeiro pelos deputados do PSD/Açores.
Para Carlos Ferreira, subscritor da proposta, esta iniciativa justifica-se atendendo à necessidade de “corrigir injustiças e situações anómalas como o facto de a remuneração fixada em algumas categorias ser inferior ao salário mínimo regional”.
“Entendemos que esta é a oportunidade para reforçar a dignificação da missão e as condições dos tripulantes de ambulância”, salientou o deputado regional faialense, acrescentando que “o próprio secretário regional da Saúde, em audição parlamentar admitiu a necessidade de revisão do diploma e reconheceu o mérito da nossa proposta”.
Explica, ainda, o deputado faialense que a “falta de revisão do diploma acarreta também um custo financeiro para as associações de bombeiros, que têm assumido o pagamento da diferença remuneratória entre os valores definidos na portaria de condições de trabalho e os valores mínimos estabelecidos na lei geral”.

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20
abril

Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República - João Castro apela a um desenvolvimento sustentado da economia do mar

Escrito por João Paulo Pereira

Na abertura do debate sobre a ‘Economia do Mar e o Setor Marítimo-Portuário’, na Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República, o deputado faialense João Castro destacou o potencial de crescimento da economia do mar que poderá gerar mais 40 milhões de empregos a tempo inteiro.

O Coordenador do Partido Socialista na Comissão de Agricultura e Mar do Parla-mento, João Castro, na abertura do debate sobre a ‘Economia do Mar e o Setor Marítimo-Portuário’, numa análise prospetiva para 2030, salientou o facto de que “muitas indústrias baseadas no oceano têm um potencial de crescimento, superior ao da economia global, como um todo, tanto em termos de valor acrescentado, como na geração de emprego”.
“A economia dos oceanos poderá mais do que duplicar a sua contribuição para o valor agregado global atingindo mais 40 milhões de empregos a tempo inteiro”, frisou o deputado faialense.
João Castro considerou que a atividade económica nos oceanos está em franca expansão, impulsionada sobretudo pelo crescimento da população mundial, pelo crescimento económico, pelo comércio e aumento dos níveis de rendimento.
“Perspetiva-se para as próximas décadas que os avanços científicos e tecnológicos desempenhem um papel crucial, tanto na abordagem de muitos dos desafios ambientais, como no desenvolvimento de atividades económicas, na generalidade dos sectores, na descoberta de novos materiais, engenharia e tecnologia submarina, sensores e imagens, tecnologia de satélite, informatização e sistemas de análise de dados, automação, robotização, biotecnologia e nanotecnologia”, afirmou o deputado, lembrando o crescimento particularmente forte na aquicultura marinha, na energia eólica offshore, no processamento de pescado, na construção e reparação naval bem como na atividade portuária.
Para o parlamentar faialense antecipam-se “desafios na regulamentação e governação, num mundo cada vez mais multipolar, que tem encontrado uma crescente dificuldade em estabelecer consensos, em questões globais e mesmo locais, fundamentais para o ambiente e para a indústria dos oceanos”, pelo que há que caminhar no sentido de uma gestão integrada, com perspetivas de desenvolvimento a longo prazo, que favoreçam o crescimento e o emprego.
“A nova economia dos oceanos deverá considerar o crescimento populacional, a diminuição dos recursos naturais, a resposta às alterações climáticas e a inovação tecnológica”, defendeu.

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Hospital da Horta - Terapia da Fala do Serviço de Medicina Física e Reabilitação assinala Dia Mundial da Voz com rastreio

MUMA - Festival com a atuação de oito grupos nacionais é uma inovação

Teatro Faialense - Cidadãos queixam-se das reservas de lugares antes da abertura da bilheteira

Assembleia da República - Deputados das ilhas recebem um duplo apoio para as suas viagens

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