Tribuna das Ilhas

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06
abril

Consumo de substâncias aditivas nos Açores - Dados confirmam que Governo ignora medidas de combate

Escrito por Susana Garcia

O PSD/Açores chamou a atenção para os números “dramáticos” que colocam os jovens açorianos a liderar o consumo de substâncias aditivas em Portugal.
“Um inquérito do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências feito a 81% dos 2914 jovens dos Açores presentes no Dia da Defesa Nacional, em 2016, revela que os jovens açorianos têm o maior e mais regular consumo de anfetaminas, cocaína, alucinogénios e de novas substâncias psicoativas, a nível nacional”, avançam os deputados faialenses com base numa notícia da Antena1/Açores.

“O Governo é o grande e único responsável político pela situação dramática dos Açores ao nível das dependências. É um Governo sem estratégia, que vive para as fotografias e para os anúncios de circunstância, enquanto a Região se afunda nas dependências”, afirmou Carlos Ferreira, deputado do PSD/Açores na sequência de uma notícia avançada pela Antena1/Açores.
Segundo Carlos Ferreira “o Governo regional não pode continuar a fechar os olhos a esta situação dramática e a receber com apatia dados estatísticos que nos obrigam a agir. É urgente que se avance para a implementação de uma verdadeira estratégia regional de prevenção e combate às dependências”, defendeu.
A este respeito o deputado faialense lembrou que o PSD/Açores tem vindo a “denunciar e a alertar para as consequências da inação do executivo regional na última década no que respeita à prevenção e combate à toxicodependência”, considerando ainda que se tratou de uma “década trágica para a população açoriana, em especial para a juventude”.
Segundo Carlos Ferreira, o inquérito do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências realizado a 81% dos 2914 jovens dos Açores presentes no Dia da Defesa Nacional divulgado pela Antena 1/Açores, “confirma, uma vez mais, o caminho cambaleante do Governo regional no combate à toxicodependência”, como já havia também demonstrado o mais recente relatório nacional “A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodepen-dência”, divulgado em fevereiro e para o qual já o PSD/Açores tinha chamado a atenção.

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29
março

Portos dos Açores - Região com novo recorde nas escalas de Navios de Cruzeiro em 2017

Escrito por Flávia Taibo

A Portos dos Açores apresentou os resultados da temporada de 2017 referente ao movimento de navios de cruzeiro no arquipélago.
“O ano de 2017 marca a fixação de um novo recorde no que diz respeito a escalas de navios de cruzeiro nos diferentes portos” da Região, salientou o presidente do Conselho de Administração, Fernando Nascimento.

Decorreu na manhã da passada quinta-feira 22 de março, no Terminal Marítimo de passageiros do Porto da Horta, a apresentação, por parte da Portos dos Açores, do balanço dos navios de cruzeiro turísticos que no ano 2017 fizeram escala nos portos do arquipélago.
“Desta vez, organizámos esta cerimónia na cidade da Horta, numa perspetiva de rotatividade”, Fernando Nascimento explicou que o ano passado esta apresentação decorreu em Ponta Delgada, este ano coube à cidade da Horta receber esta cerimónia, sendo que para o ano a apresentação decorrerá na Praia da Vitória, “cobrindo assim os portos com maior número de escalas deste tipo de navios no universo do nosso arquipélago”, afirmou o Presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores.
Segundo o responsável da Portos do Açores, os navios de cruzeiro são “parte cada vez mais relevante do impacto dos portos na economia regional” e tem vindo a registar “os números mais expressivos nos meses de abril e maio”, a chamada época alta.
“É importante referir que a procura pelas nossa ilhas, neste segmento especifico do sector dos transportes marítimos tem vindo a ser crescente ao longo da última década, tendo para tal sido decisiva a opção do Governo dos Açores de construir cais especificamente dedicados ao tráfego de passageiros e também capazes de acolher os navios de cruzeiros turísticos”, referiu Nasci-mento.
Este processo de construção dos portos iniciou-se em 2008 com a abertura do Terminal Marítimo das “Portas do Mar”, seguindo-se a inauguração do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto da Horta em 2012.
Também o porto da Praia da Vitória tem “boas condições” para receber os navios de cruzeiro e por isso, faz parte do conjunto dos portos dos Açores que estão a ser promovidos junto das companhias de cruzeiros turísticos.
Criadas as infraestruturas, a administração portuária lançou, então, o trabalho de promoção “afincada dos nossos portos, juntos das companhias de cruzeiros turísticos, desde logo, nas grandes feiras internacionais da especialidade, nomeadamente na Seatrade Cruis Global, nos Estados Unidos da América, e na Seatrade Europe, na Alemanha”, sublinhou o presidente.
No que ao números e estatísticas diz respeito, Nascimento salientou que “o ano de 2017 marca a fixação de um novo recorde no que diz respeito a escalas de navios de cruzeiro nos diferentes portos, com um total de 152, que relativamente a 2016 correspondeu a um aumento de 22.5%”.
Estas 152 escalas correspondem a 135.783 passageiros e dividem-se em 26 navios para a Horta e para a Praia da Vitória e 75 para Ponta Delgada.
De acordo com o Presidente da Portos dos Açores, “para 2018 estima-se, desde já, o estabelecimento de um novo recorde de passageiros em trânsito para os nossos portos, com a previsão de cerca de 180 mil turistas, o que representa 32.5% de acréscimo em relação a 2017”.
A concluir, o presidente do Conselho de Administração avançou que “continuaremos a trabalhar nesta lógica, para melhorar não só a procura pelas nossas infraestruturas marítimas, como também para contribuir para os efeitos benéficos que esta indústria do turismo, na vertente particular dos navios de cruzeiros, traz para a nossa economia regional”.

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29
março

10.ª HLP Tech Fest promoveu o entretenimento e tecnologia no último fim-de-semana

Escrito por Tatiana Meirinho

No passado fim-de-semana, nos dias 23, 24 e 25 de março, decorreu a 10.ª edição do maior festival tecnológico dos Açores, a HLP- Horta Lan Party. As grandes atrações deste festival foram os youtubers e casters portugueses que marcaram a sua presença neste certame e que proporcionaram o contacto e interação com o público.
A 10.ª edição da HLP- Tech Fest 2018, organizada pela Câmara Municipal da Horta, aliou, uma vez mais, a componente de gaming à feira de tecnologia, que trouxe até à cidade da Horta e ocasionou o contacto com produtos e serviços de última geração, representados por grandes marcas e comerciantes do sector.
Este ano a componente de gaming disponibilizou aos participantes a inscrição em 13 torneios, sendo os três principais da eSports: Cs Go, League of Legends e Fifa 2018. Alexandre “Archarom” Maia e Pedro “zordz” Pinto, faialense que se destaca nesta área, foram os casters (narradores do videojogo) oficias do evento.
O entretenimento foi o grande enfoque da HLP que contou com a presença de três youtubers de âmbito nacional, sendo o nome mais sonante o Windoh - Diogo Silva, um youtuber português que conta com um milhão e 300 mil inscritos no seu canal na plataforma do Youtube.
A indústria do Youtube tem vindo a tornar-se cada vez mais popular nas camadas mais jovens da sociedade, sendo um dos principais meios de entretimento. Em conversa com o Windoh, o mesmo revelou que esta era uma grande paixão desde que descobriu o Youtube em 2006, e que a sua primeira tentativa na plataforma foi em 2011, época em que ainda não havia muita visibilidade. Apesar de a tentativa ter sido falhada, Windoh disse não ter desistido e em 2016 regressou com uma “ nova estratégia” e surgiu a oportunidade de hoje em dia estar a viver o seu sonho.
Windoh revelou que é possível viver do Youtube, mas que é necessário muito trabalho e dedicação “porque qualquer pessoa pode ser youtuber” e revela que parte do reconhecimento que lhes é dado é pela autenticidade e carisma que empregam a nível profissional, e que para poder viver desta profissão é necessário dedicar muito tempo e trabalho, para conseguirem atingir níveis de visualizações muito grandes para “viver confortavelmente”.
Além de Windoh, RicFazeres foi outro dos youtubers de entretenimento presente no certame, que já vem pela segunda vez a este festival, junto com Bernardo Almeida, youtuber de tecnologia. Bernardo Almeida revelou que sentiu necessidade de criar o seu canal do Youtube para oferecer aos portugueses aquilo que ele também procurava e não encontrava na sua língua. Bernardo Almeida faz resenhas e comparações de equipamentos tecnológicos, permitindo ajudar as pessoas indecisas a escolher o equipamento que mais se adequa às suas necessidades. O criador de conteúdo relacionado com a tecnologia revela que vê frutos no seu trabalho quando as pessoas o abordam e revelam-lhe que, na maioria das vezes, os samartpohnes que compraramfoi com a sua ajuda.
José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, lembrou que a HLP Tech Fest tem vindo evoluir ao longo dos últimos dez anos e que esta edição é a marca da décima edição e que prometeu ser a melhor.
Segundo o autarca o objetivo deste festival passa não só pela diversão, mas também pela promoção da cultura científica e tecnológica e incentivo ao empreendedorismo através da criação de parcerias com as entidades do setor, e relembrou que “as novas tecnologias são ferramentas muito importantes para o nosso desenvolvimento e temos de saber utiliza-las não só para o desenvolvimento, mas com a segurança devida”.
Na abertura da HLP Tech Fest José Leonardo revelou que eram esperadas cerca de cinco mil pessoas durante o fim-de-semana.

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29
março

Centro Intergeracional - CMH assina contrato de comodato com Casa do Povo da Feteira

Escrito por João Paulo Pereira

Foi assinado na passada quinta-feira o contrato de comodato entre o Município da Horta e a Junta de Freguesia da Feteira para a construção do Centro Intergeracional da Feteira.

A Câmara Municipal da Horta assinou na passada quinta-feira, um contrato de comodato com a Casa do Povo da Feteira, tendo em vista a construção do futuro Centro Inter-geracional da Feteira.
De acordo com a nota de imprensa do Município, para que possa ser construído aquele moderno equipamento social, em articulação com a Secretaria Regional da Solidariedade Social é transferido um prédio urbano e dois prédios rústicos, adquiridos na Rua da Igreja e na Laginha, na freguesia da Feteira.
Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal lançou o desafio às instituições da freguesia de “criarem um núcleo central, envolvendo a Igreja, a Zona do Porto e toda a área envolvente”, considerando que “o desenvolvimento da freguesia da Feteira se fará tendo por base este edifício”.
José Leonardo Silva salientou ainda que a Câmara Municipal da Horta “tem mantido uma parceria com as várias instituições da freguesia da Feteira”, no sentido de projetar este equipamento que vem complementar a rede de equipamentos sociais, no concelho da Horta.
O futuro Centro Intergeracional da Feteira é um sonho antigo dos feteirenses, sendo a assinatura deste contrato um passo importante para a sua concretização.

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29
março

Áustria - Geoparque Açores participa na 41ª Reunião da Comissão de Coordenação da Rede Europeia

Escrito por Susana Garcia

O Geoparque Açores marcou presença na reunião de trabalho do Comité de Coordenação da Rede Europeia de Geoparques (REG), que decorreu em Bleiburg, Áustria, território do Geoparque Mundial.
Nesta 41.ª reunião o Geoparque Açores, participou, ainda, numa GEOFAIR onde foram dados a provar aos participantes produtos açorianos, como o queijo do Morro do Faial e o queijo “Água Azeda” das Furnas.

O Geoparque Açores, participou entre os dias 20 e 24 de março na reunião de trabalhos do Comité de Coordenação da Rede Europeia de Geoparques (REG), que decorreu em Bleiburg, Áustria, território do Geoparque Mundial da UNESCO – Karavanke/Karawanken, um geoparque transfronteiriço entre a Áustria e a Eslovénia.
Nesta que foi a 41ª reunião de coordenação da REG o Geoparque Açores assegurou a coordenação do Grupo de Trabalho “Volcanic Areas” da REG, no âmbito do qual está em preparação o e-book “Volcanic Areas in Geoparks… on Europe”.
Trata-se de uma publicação digital, que se apresenta como uma importante ferramenta de promoção turística, que se prevê estar concluída ainda este ano e que será disponibilizada no website dos 21 geoparques europeus participantes nesta iniciativa conjunta, bem como nos websites das redes europeia e global de geoparques, da UNESCO e de outros parceiros privilegiados.
Neste encontro, o Geoparque Açores, em conjunto com os restantes geoparques portugueses Naturtejo, Arouca e Terras de Cavaleiros participou, numa GEOFAIR promovida pelo Geoparque anfitrião, aberta a autoridades e comunidade local, que incluiu a promoção de produtos locais de cada um dos 70 geoparques que integram atualmente a REG.
Neste contexto, foram dados a provar aos participantes produtos açorianos, como o queijo do Morro do Faial e o queijo de “Água Azeda”, das Furnas, acompanhados de folhetos e outros materiais e informações sobre os geossítios e geopaisagens do Geoparque Açores.
De salientar que no passado dia 21 de março comemorou-se o 5.º Aniversário do Geoparque Açores enquanto membro da REG, concretizando-se, assim, um desígnio importante: o reconhecimento internacional do valor do património geológico da Região e a sua conservação, divulgação, promoção e valorização no contexto do Geoparque Açores e em janeiro do corrente ano, o Geoparque Açores viu também renovada a sua designação de Geoparque Mundial da UNESCO, até 2021, na sequência da decisão da UNESCO, de “award a GREEN card”.
Nesta reunião semestral da REG o Geoparque Açores fez-se representar pelo Coordenador Científico do geoparque, João Carlos Nunes e foram ainda eleitos os novos coordenadores da REG: KristinRangnes, do Geoparque Gea Norvegica (Noruega) e Charalampos (“Babis”) Fassoulas, do Geoparque Psiloritis (Grécia).
No final do encontro, realizou-se ainda uma visita de estudo ao território do Geoparque Karavanke/Karawanken, na Áustria e na Eslovénia.

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29
março

160 anos da CISA - Colégio importante na transmissão de valores e na promoção do ambiente familiar, destaca Zoraida Nascimento

Escrito por Susana Garcia

Maria Zoraida Bettencourt Salema Stattmiller de Saldanha do Nascimento, nasceu na ilha do Faial.
Frequentou o Liceu Nacional da Horta, tendo recebido por três anos consecutivos o prémio de melhor aluna de Inglês e concluído o sétimo ano em Ponta Delgada, no ano de 1943, com a classificação de 17 valores.
Licenciada em Farmácia com especialização em Análises Clínicas, durante dois anos foi docente do Ensino Secundário e quinto ano no Externato do então designado Colégio de Santo António.
Ao Tribuna das ilhas, no âmbito das entrevistas que este semanário irá publicar nos próximos meses para assinalar os 160 anos da instituição, a professora partilha a experiencia vivida na Casa de Infância de Santo António – CISA, onde diz ter adquirido os valores da disciplina, camaradagem e solidariedade.

Maria Zoraida Bettencourt Salema Stattmiller de Saldanha do Nascimento, tem 90 anos, e durante 30 anos lecionou a disciplina de Físico-Química no Liceu Nacional da Horta.
Iniciou a sua carreira de docente no Colégio de Santo António onde lecionou as disciplinas de Ciências Naturais e Físico-Química durante dois anos.
Ao Tribuna das Ilhas a professora recorda que em 1953, quando regressou à Horta, após ter concluído, a sua licenciatura em Farmácia com a especialização em análises clínicas, foi convidada “pela Madre Superior para lecionar Físico-Química e Ciências da Natureza, no Ensino Secundário e quinto ano no Externato”.
Tendo em conta que tinha terminado a faculdade e ainda não tinha uma ocupação profissional, resolveu aceitar o desafio e aí permaneceu até “ser convidada para dar aulas no Liceu da Horta”, refere.
Desse tempo Zoraida Nascimento, destaca a forma carinhosa como foi acolhida, o ambiente e as condições de trabalho da instituição. “Eu tive muito bom acolhimento, um excelente ambiente, boas condições de trabalho, cooperação com as irmãs – sendo algumas delas também colegas – e com os restantes colegas, nomeadamente Ilda Mesquita Fraião, Maria Manuela Lopes, Horácio Saloio, Maria Evelina Ramos e Maria Fernanda Pimentel”, revive com saudade.
A professora, salienta que apesar de ser ainda muito jovem e de a experiência profissional não ser muita, conseguiu com “que as alunas fossem dedicadas ao estudo, cumpridoras e no final tivessem um bom aproveitamento”, confessa com orgulho.
No que se refere aos constrangimentos sentidos pela sua geração naquela época a docente aponta a complexidade dos jovens prosseguirem os estudos. “Eu destacaria sobretudo a dificuldade de continuarem os estudos fora da ilha, o que acarretava despesa que a família não podia comportar”, outro constrangimento prendia-se também com o facto de alguns pais “não gostarem que principalmente as filhas fossem sozinhas para o continente”, avança.
Segundo a professora para além destas situações acrescia “a dificuldade de ligação entre Açores e Continente. O transporte era feito de barco, demorando a viagem no mínimo oito dias”, recorda.
A este respeito a professora adianta que foi uma privilegiada. Para além de os seus pais terem família no Continente, na cidade do Porto, que a acolhia, o facto de ser uma aluna empenhada deu-lhe acesso a uma bolsa de estudo. “Consegui uma bolsa de estudos, dada pela Junta Geral, bolsa essa que foi atribuída por ter tido a melhor classificação no Liceu”, conta.
No que se refere à Casa de Infância de Santo António, Zoraida Nascimento, considera que “teve um papel muito importante” naquela época. “Além da capacidade formativa e educativa, foi também um transmissor de valores e promotor de ambiente familiar”, entende.
“A instituição acolhia meninas de diferentes origens com a finalidade de as formar para a vida. Uma vez que elas estavam em regime de internato, as irmãs franciscanas substituíam a sua família. Algumas, porém, tinham família, mas como eram de outras ilhas, os pais achavam que era melhor ficar em regime de internamento”, explica.
Para Zoraida Nacimento falar de CISA é sinónimo de “Educação e formação”. A passagem pela instituição, deixou marcas e valores, que a professora preserva ainda hoje na sua vida, dos quais destaca a disciplina, camaradagem e solidariedade.
Esses valores levaram a professora ter uma participação mais ativa na sociedade. Zoraida Nascimento foi a cofundadora do Núcleo Cultural da Horta e sua Presidente durante 20 anos. Foi também representante da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta no Faial. Frequentou a Universidade Sénior onde fez parte integrante do Orfeão. Foi várias vezes homenageada por entidades locais e regionais. Em 1999, recebeu o Diploma de Mérito atribuído Câmara Municipal da Horta e em 2015 foi agraciada no Dia da Região com a insígnia Autonómica.

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29
março

Festival Norte Dança - Grupo de Dança de Beatriz Oliveira marca presença no concurso internacional

Escrito por Flávia Taibo

O grupo de dança da professora Beatriz Oliveira será o primeiro grupo faialense a participar no Festival Norte Dança no Porto, o concurso internacional mais antigo do país.
Beatriz Oliveira é licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa e já frequentou várias formações profissionais nas modalidades de Ballet, Dança Contemporânea, Improvisação em Dança, Body-Mind Centering, Yoga, Técnica Alexander, Técnica Feldenkrais e Dança Nia, em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Inglaterra.
Professora há 18 anos, há sete que dá aulas no Faial. Ao Tribuna das Ilhas a profissional fala das suas inspirações, do que levou o grupo a participar e da preparação para este concurso.

Numa entrevista ao Tribuna, Beatriz Oliveira explica que “o Festival Norte Dança recebe candidatos vindos de vários pontos do país e estrangeiro, com coreografias em diversas modalidades, que serão apresentadas num Concurso Internacional de Dança.
O festival mais antigo de dança do país, que este ano regista a 20.ª Edição, realiza-se na cidade Invicta de 13 a 15 de abril e tem como “missão e propósito específico revelar o talento de crianças e jovens, que estudam dança e que têm potencial para converter-se em excelentes bailarinos profissionais”.
“Este Festival inclui três dias de Concurso, sendo que no final do 3.º dia irão atribuir um 1.º, 2.º e 3.º prémio a cada estilo de dança, categoria e nível. Cada vencedor receberá uma medalha no final da competição e todos os Premiados em 1.º, 2.º e 3.º lugar, em cada estilo de dança, receberão um passe para o All Dance World Orlando 2018. Existirão igualmente prémios especiais, nomeadamente o prémio de: Melhor Bailarino(a), Melhor Escola / Grupo, Destaque Pequenos Bailarinos, Destaque Nível Intermédio, Destaque Nível Avançado”, explica a professora.
A bailarina revela conhecer bem o concurso e já ter sido convidada a participar várias vezes com o seu grupo, mas só este ano conseguiu reunir as condições para aceitar o desafio. “Já conhecia este Festival há vários anos, tendo recebido, desde que leciono nos Açores, vários convites para participar com o meu grupo de dança no mesmo. No entanto, apenas este ano decidi tentar participar, com alunos entre os 7 e os 16 anos, onde muitos elementos já frequentam as minhas aulas desde 2012”, refere, acrescentado que assim já “tenho uma boa base técnica, tanto de Ballet como de Dança Contemporâ-nea, que me permitiu, deste modo, confiar que talvez fosse um bom momento para tentar, tendo em conta o nível elevado deste Concurso Internacional – Festival Norte Dança”, sustenta.
A maioria dos alunos de Beatriz que irão participar neste concurso frequentam as suas aulas desde 2012, tendo alguns começado com apenas 3 ou 4 anos de idade. No entanto, outros alunos começaram mais tarde e “alguns iniciaram apenas em setembro do ano passado, tendo-se esforçado muito para progredir e aperfeiçoar a sua técnica, tal como todo o grupo, em todo este processo”, adianta a professora.
Apesar de Beatriz Oliveira dar aulas na Sociedade Amor da Pátria e no Colégio de Santo António, a cerca de 48 alunas e alunos, entre os 3 e os 24 anos, incluindo rapazes e raparigas, apenas 13 vão participar no concurso.
A coreografa avança também que de modo a ter “uma maior probabilidade” de serem selecionados com alguma coreografia, optou por criar quatro coreografias distintas – “um solo de “Dança Contemporânea”, de um menino de 8 anos, uma coreografia de Fusão de Estilos “Ballet e Dança Contemporâ-nea” de alunas de 7 e 8 anos e duas coreografias, uma de Ballet outra de Dança Contemporânea, de alunas dos 11 aos 16 anos”.
Mesmo sabendo o risco de nenhuma das coreografias ser a escolhida, os alunos trabalharam e esforçaram-se tanto que a professora acredita que “já estava a ser compensador o trabalho, por ver todo o grupo ainda mais empenhado, concentrado e motivado a progredir”, disse.
No final do processo de seleção, todas as quatro coreografias foram escolhidas, ficando “todos muito felizes com o resultado”.
“Agora que já temos as coreografias finalizadas e selecionadas, resta-nos continuar a trabalhar, como sempre trabalhamos, com muita dedicação, treino, confiança, foco e profissionalismo”, reforça Beatriz.
Quando questionada sobre qual a sua inspiração, a coreografa explica que “todas as coreografias foram inspiradas nos Açores e na ilha do Faial, tendo como títulos ‘A Dança do Garajau’, ‘5 Ilhas’, ‘Vulcão’ e ‘Voar neste nosso Mar’”, acrescentado ainda que levaram “cerca de 2 meses a preparar”.
Para Beatriz, a participação num festival internacional “significa, sem dúvida, um grande passo em frente”. “Com 15 anos estava eu a participar, como aluna, no 7º Festival Juvenil Interna-cional de Dança em Macau, e agora estou como professora e coreógrafa deste grupo, nesta experiência que ainda não está completa, mas que já está a ser extremamente gratificante, pela motivação encontrada por todo o grupo de alunos e pais, desde o início. Expandir horizontes e evoluir é um objetivo a ser cumprido a cada momento, não só a nível pessoal como profissional”, sustenta.
Para além do concurso, o Festival Norte Dança inclui ainda o Workshop Dança 18, no qual o grupo gostaria de participar. No entanto, “a soma da nossa inscrição no Festival, mais as viagens, estadia, alimentação e figurinos (roupas que irão usar nas atuações), já têm um custo muito elevado”, lamenta a professora.
Contudo, a responsável não perdeu ainda as esperanças e espera ter “apoios suficientes” para conseguir aproveitar esta deslocação e participar no workshop. “Seria muito positivo para todo o grupo”, avança.
A professora, adianta que “até ao momento já recebemos o apoio da Câmara Municipal da Horta à qual desde já agradecemos, e aguardamos respostas da Direção Regional da Cultura, Direção Regional da Juven-tude, entre outros pedidos de apoios realizados”.
Beatriz avança ainda que “paralelamente a estes pedidos de apoio, todo o grupo de alunos e familiares está, desde setembro, muito empenhado no processo de Angariação de Fundos, através da organização, por exemplo, de vendas de rifas e de variados artigos de artesanato e arte, relacionados com a Dança”.
A acompanhar o grupo de 13 elementos que vão participar neste desafio, vão cerca de 10 familiares e “uma ex aluna minha do Faial, que finalizou a sua Licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa o ano passado, chamada Maria João Albuquerque”, conclui.

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29
março

Melhores acessibilidades ao Faial - Manifestação do Grupo Aeroporto da Horta junta cerca de 400 de pessoas em frente à ALRAA

Escrito por Susana Garcia

O Grupo Aeroporto da Horta organizou mais uma manifestação em frente à sede do Parlamento Açoriano, na cidade da Horta.
Esta segunda manifestação voltou a juntar cerca de 400 pessoas e resultou de uma possível redução de voos para o Faial em 2018.

Centenas de pessoas juntaram-se na tarde da passada quarta-feira, em frente à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, onde decorria a sessão plenária de março, em protesto contra a operação da SATA para o verão IATA 2018, que apresenta uma possível redução no número de lugares e de ligações para o Faial.
No decorrer da manifestação organizada pelo Grupo Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas, porta voz do grupo de cidadãos entregou um manifesto a todos os partidos, assim como ao Governo Regional.
Na carta reivindicativa, o Grupo pelo Aeroporto da Horta, considera “inadmissível”, que nesta altura a SATA ainda não tenha apresentado a sua operação para o presente verão IATA, no que à rota da Horta diz respeito, “quando a maior parte das Companhias Aéreas já estão a programar o verão IATA 2019”.
Para o grupo esta situação é “lamentável e tem um efeito negativo” para o Faial, na medida em que a maior parte das pessoas já têm as suas férias programadas.
Por outro lado, o porta-voz alertou que, tendo em conta os horários disponibilizados e a oferta de lugares da SATA para este verão, verifica-se “uma diminuição de cerca de 11.974 lugares disponíveis para o Faial”.
O grupo queixa-se ainda da falta de promoção deste destino, por parte da transportadora aérea regional e dos preços praticados nesta rota, considerando que estes “são persistentemente muito mais gravosos que os que a companhia faz para outras rotas de e para os Açores”.
No decorrer da manifestação Dejalme Vargas em resposta às declarações proferidas pela Secretária Regional do Transportes, após uma reunião com o presidente da autarquia local, salientou “que o Faial precisa de mais lugares para crescer e corresponder aos investimentos que têm sido feitos, quer no alojamento local quer na restauração. Nós precisamos de mais pessoas e não se pode misturar lugares disponíveis com lugares ocupados como fez a Secretária”, referiu.
Para Dejalme Vargas, “o que a SATA tem feito ao Faial é gravíssimo”. “Agora prepara-se para reduzir o número de lugares, andam a dizer que estão a dar mais lugares do que aqueles que utilizámos, mas isso é brincar com os números, porque eles estão a colocar voos em abril e em outubro, o que não nos resolve o problema do verão”, entende.
Esta manifestação ficou marcada pela presença do Presidente da Câmara Municipal da Horta. José Leonardo Silva, não esteve presente na primeira ação de protesto organizada por este grupo a exigir melhores condições para o Aeroporto da Horta.
No entanto, embora defenda que “não foi eleito para participar em manifestações”, tendo em conta que não conseguiu criar a “ponte” desejada com a secretária dos Transportes no sentido de aumentar o número de voos para o Faial, o autarca considerou ser importante “marcar presença, no sentido de manifestar solidariedade para com todos os faialenses, nesta questão que é fundamental para o desenvolvimento do Faial”.
Os partidos políticos com assento parlamentar (PSD, CDS, BE, PCP e PPM), foram recebidos pacificamente pelos manifestantes, mostrando a sua disponibilidade e solidariedade em relação a este assunto.
O mesmo não se pode dizer em relação ao Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, André Bradford e do Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias que foram recebidos com alguns assobios por parte dos populares.

 

Tribuna das Ilhas ouviu alguns empresários que se juntaram a esta ação de protesto

Os turistas não gostam de ‘boardings’

Estamos aqui, eu e o meu marido, para lutar por mais lugares para chegarem turistas. Não estamos aqui a pensar só nosso no negócio. Para nós há outras coisas importantes. Sem clientes, sem turistas, não há padeiros, não há restaurantes, não há atividades turísticas. Não vão ser precisos guias, não vão ser precisos barcos de whale watching e tudo isso.
Acho que esta situação não é importante só para um negócio. Nós temos trabalhadores e como empresa temos responsabilidade. Nós temos famílias que dependem do trabalho, famílias com crianças. Não podemos ficar calados, por isso estamos aqui para luta por mais lugares e mais ligações de Lisboa para cá e não só para a Terceira ou para Ponta Delgada.
Já temos alguns cancelamentos por causa dos “boardings”. Os operadores respondem-nos assim: “Os turistas não querem assim. Eles querem vir de um dia para o outro e querem chegar aqui o mais direto possível.
Estas ligações são tão más. As pessoas não gostam de passear assim. Elas gostam de sair do país e chegar ao destino no máximo no próximo dia.

O Pátio – Horses and Lodge, de Victor Huche e Anja Tettenbord

TI

 

Tememos que haja uma redução de pessoas
Vim mostrar a minha solidariedade com a população faialense que está a ser prejudicada com as ligações aéreas e eu como empresário da área marítimo-turística, apesar de ainda não ter muitos clientes, uma vez que somos uma empresa recente, temo o pior. Que haja uma redução de pessoas a chegarem à ilha.
A nossa atividade é sobretudo de verão e se não tivermos gente e se desistirem por causa dos reencaminhamentos e de menos voos para a ilha certamente vamos ser prejudicados.

João Pedro Medeiros proprietário - Central Sub

 

TI

 

SATA está a prestar um serviço muito mau ao Faial
No meu entender o Faial está com um grave problema de acessibilidades, principalmente pela dificuldade que a SATA está a ter em colocar e levar pessoas do Faial.
A ampliação da pista também me parece ser um fator extremamente importante, na medida em que irá beneficiar em três aspetos: os habitantes, as pessoas que nos visitam e na entrada e saída de carga. Quanto a mim seria uma mais valia.
Nunca se falou tanto em aumento da pista, isto porque a SATA está a prestar um serviço muito mau ao Faial, perante isto a população tem de se mobilizar no sentido de manifestar o seu descontentamento.

Rui Goulart - Empresário em vários ramos de atividade

 

Estão a estrangular a única sobrevivência que temos que é o turismo
Bem, estamos todos a ganhar a vida no turismo ou como eu a vender casas e estou a construir um hotel aqui. Obviamente, estamos a investir nesta ilha, sem qualquer apoio, mas, no entanto, o rendimento do nosso negócio não aumenta.
A falta de ligações tem grande influência no nosso negócio porque representa menos investimento, menos pessoas a quererem comprar uma casa, menos trabalho para os empreiteiros, para os dirigentes de um hostel, para os taxistas, etc.
O que é que temos aqui? Temos algumas vacas por isso temos alguns agricultores e de resto não há nada. Há pessoas no governo que trabalham neste agradável edifício com bonitos fatos e é tudo o que existe de negócio no Faial.
Temos alguns iates que vêm e felizmente não é de avião. E é isto que somos.
Estão a estrangular a única sobrevivência que temos que é o turismo, que é a única indústria em crescimento nos Açores. As vacas não são uma indústria em crescimento.
Nós estrangeiros estamos a investir muito. O Victor do Pátio investiu todo o seu dinheiro ali. E até as pessoas de fora dizem que não podemos protestar porque somos convidados. Mas é um disparate. Nós viemos para aqui e investimos e também somos cidadãos desta ilha.
Mas se soubéssemos que ia ser assim, teríamos investido noutra ilha. Escolhemos o Faial, mas afinal pode não ser uma boa escolha.

Laurentius Metal – Azores Properties

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29
março

PSD Açores - Deputados do Faial solicitam números de 2017 à SATA

Escrito por Flávia Taibo

Carlos Ferreira e Luís Garcia, deputados do PSD/Açores eleitos pelo Círculo do Faial, apresentaram na passada semana, durante o Parlamento Açoriano um requerimento a solicitar toda a informação referente às rotas abrangidas por Obrigações de Serviço Público referentes ao ano 2017.
No documento, os deputados afirmam que “o decisivo das acessibilidades aéreas para o desenvolvimento da ilha do Faial e para a mobilidade e qualidade de vida da população, justificam um acompanhamento permanente por parte dos deputados signatários e uma análise constante da informação que contextualiza esta matéria”.
Neste sentido, os sociais democratas defendem no requerimento que é preciso considerar que esta “informação de gestão é crucial, quer para avaliar os resultados das opções tomadas, quer para a tomada de decisões futuras, numa perspetiva de consciência da relevância da matéria para a promoção do desenvolvimento territorial”.
Para os deputados, olhando para a resposta ao requerimento de 2017, sobre os dados do triénio 2014-2016, que foram “parcialmente” fornecidos, “mostra-se necessário recolher informação das rotas operadas pela Azores Airlines abrangidas pelas Obrigações de Serviço Público, respeitante ao ano de 2017”, lê-se.
Por estas razões, Ferreira e Garcia, solicitam o número, por mês e por rota, de voos, do total de passageiros transportados, do total de lugares oferecidos, da taxa de ocupação, do valor da tarifa média, de cancelamentos, de divergências, da tonelagem de carga transportada e de correio transportado.
Adicionalmente, solicitam “para o ano de 2017 e por mês, apenas na rota direta Horta-Lisboa, a tonelagem de carga que, por limitação da capacidade da aeronave, não pôde seguir em voo direto para Lisboa e teve que ser transportada para o continente português através de outra gateway”.

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29
março

Aeroporto da Horta - BE quer que a VINCI apresente candidatura a financiamento comunitário europeu

Escrito por Flávia Taibo

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou em conferência de imprensa que apresentou um projeto de resolução que solicita que o Governo dos Açores incentive o Governo da República a reconhecer o “interesse público” do aeroporto da Horta.
Após este reconhecimento, o BE espera que o Governo da República “diligencie junto da ANA/Vinci para que esta prepare uma candidatura a financiamento comunitário, integrada no desenvolvimento das prioridades da estratégia Europa 2020”, avançou António Lima.

O grupo parlamentar do BE apresentou, na passada sexta-feira, um projeto de resolução no Parlamento Açoriano onde defende o aumento e a modernização do aeroporto da Horta e a importância do mesmo para a Ilha e para a Região.
“O aumento da pista do aeroporto da Horta é um investimento que permitirá a concretização de uma maior regularidade e previsibilidade dos voos para o Faial e assim melhorar a mobilidade garantindo a alavancagem da economia da ilha”, afirmou António Lima em conferência de imprensa.
No projeto de resolução, o BE “propõe que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores encete diligências, através da devida Comissão competente, junto do Governo da República para que reconheça o interesse público da obra com vista ao aumento da pista e a modernização do aeroporto da Horta”, lê-se no documento entregue.
O partido quer ainda que sejam efetuadas “diligências junto do Governo da República para que este se pronuncie no mesmo sentido e diligencie junto da ANA/Vinci para que esta prepare a respetiva candidatura a financiamento comunitário, integrada no desenvolvimento das prioridades da estratégia Europa 2020”.
António Lima avançou que “a Comissão Europeia, em junho de 2017, aprovou um conjunto de alterações relevantes ao Regulamento n.º 651/2014 da Comissão, que declara certas categorias de auxílio compatíveis com o mercado interno, no que se refere aos auxílios às infraestruturas portuárias e aeroportuárias das regiões ultraperiféricas, tendo assumido expressamente o ‘auxílio ao investimento a favor de aeroportos regionais com um volume médio de tráfego anual até três milhões de passageiros’”.
De acordo com o deputado, “este regulamento prevê, que no caso de aeroportos com o número de passageiros do Horta, o financiamento comunitário possa atingir 75% dos custos elegíveis do investimento, financiamento que pode ainda ser majorada em regiões periféricas”.
O membro do BE adiantou a este respeito que os restantes 25% deverão ser financiados pela VINCI, “como entidade concessionária responsável pela gestão do aeroporto da Horta”.
Deste modo, “afigura-se-nos de primordial importância para o Faial que o investimento público indispensável para a extensão e modernização do aeroporto da Horta deva ser considerado uma obra de inegável interesse público”, concluíu António Lima.

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