Em visita ao alojamento local Lofts Azul Pastel, Tiago Branco, deputado do Partido Socialista (PS) realçou que de 2016 para 2017 houve um aumento de 21,9 % no número de dormidas no alojamento local.
O deputado do PS eleito pela Ilha do Faial, Tiago Branco, visitou, no passado dia 2 de março, dois alojamentos locais, o Lofts Azul Pastel e o Alojamento Local Monte da Guia.
Estas visitas a alojamentos locais servem para “podermos verificar, in loco, alguns dos investimentos que têm vindo a ser realizados na ilha do Faial, nomeadamente em áreas que têm tido particular importância para o crescimento do turismo e para o crescimento das dormidas em concreto” afirmou Tiago Branco aos jornalistas.
O socialista salientou que no ano transato de 2017 verificou-se um aumento de 21.9 % em comparação ao ano de 2016 no número de dormidas em alojamentos locais.
Segundo o deputado do PS “estes investimentos que visitámos hoje também demonstram a nossa capacidade de estar preparados para enfrentar a evolução tendencial que o turismo tem vindo a ter”.
Para além do alojamento local, também a “hotelaria tradicional tem tido um crescimento sustentável” com um aumento de 38% desde 2012 até ao ano de 2017, pelo que “também tem sido um pilar importante para responder aos desafios que têm sido colocados pelo setor do turismo”, sublinhou Tiago Branco.
Para o deputado eleito pelo Faial, o esforço conjunto do Governo Regional, com os apoios que tem à disposição destes investimentos, e dos empresários, que “por sua iniciativa” sabem aproveitá-los, é uma resposta ao desafio de “diversificar a nossa oferta no turismo com a devida qualidade” que “nos permita ter mais competitividade neste setor” do turismo.
Tiago Branco avançou ainda que o número de dormidas e o turismo podem vir a aumentar ao longo deste ano. “O aumento da promoção que tem vindo a ser feita tanto pela Região como por parte das próprias infraestruturas privadas dão-nos sinais que a tendência do turismo pode ter um aumento no futuro”, disse.
Quando questionado sobre a possibilidade daa Ryanair vir para uma das ilhas do Triângulo, o deputado socialista defendeu que “tudo o que forem novas companhias que queiram servir o triângulo e que queiram servir os Açores é mais um motivo que justifique precisamente estes investimentos”.
“O que é importante nesta matéria” é que independentemente de qual seja a ilha do Triângulo escolhida pela companhia aérea “é sempre uma mais-valia para o Faial”, concluiu.
O eurodeputado Ricardo Serrão Santos reuniu-se com o Comissário Europeu dos Assuntos do Mar para discutir o aumento da quota do atum Rabilo e a utilização de dispositivos de agregação de pescado.
O Comissário Europeu do Ambiente, dos Assuntos do Mar e das Pescas, Karmenu Vella, numa reunião com os eurodeputados Ricardo Serrão Santos e Linnéa Engstrom, revelou que apoia o aumento progressivo da quota do atum Rabilo. Durante esta reunião foi discutido, para além da quota do atum Rabilo, a utilização massiva de dispositivos de agregação de pescado (FADs) pelas frotas atuneiras industriais.
Na ocasião, Karmenu Vella informou os dois eurodeputados que a Comissão Europeia (CE) apoia o aumento progressivo da quota do atum Rabilo, que tem vindo a ser negociada pela União Europeia na Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT).
O comissário europeu, e dois peritos da CE que o acompanharam, avançaram ainda que estão preparados para materializaram uma distribuição que favoreça as regiões ultraperiféricas, na próxima reunião da ICCAT onde serão debatidas as quotas.
A posição da CE sobre o assunto vai de encontro a uma reivindicação antiga dos pescadores açorianos que têm apenas uma pequena quota para esta espécie. Se houver um aumento da quota, este constrangimento será ultrapassado e os Açores terão um acréscimo da possibilidade de pesca do Rabilo, no âmbito da distribuição nacional.
Ricardo Serão Santos afirmou, já em setembro de 2015, na discussão do Parlamento Europeu sobre pesca desta espécie, que “não é justo que os pescadores dos Açores, que veem os rabinos passar pelas nossas águas e que sabem que a população está a ganhar robustez, não os possam pescar”.
Karmenu Vella acolheu a proposta de Serrão Santos de que todos os atuneiros que utilizem FADs devem ter observadores ou sistemas eletrónicos adequados que permitam reportar a atividade pesqueira e a composição de espécies e tamanhos, frisando que a CE está atenta à regulamentação dos dispositivos nas embarcações e que mantém a avaliação do seu impacto.
O PSD/Açores num requerimento entregue no parlamento açoriano, solicita ao Governo que proporcione refeições quentes e completas, em todos os estabelecimentos de ensino do Faial.
No documento os deputados do Grupo Parlamentar do PSD denunciam a maioria dos alunos do ensino público do 1º ciclo e pré-escolar da ilha, apenas têm direito a sopa, sandes e um iogurte ou peça de fruta, durante todo o ano.
O Grupo Parlamentar do PSD, num requerimento entregue esta semana na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, denunciou que as crianças que frequentam a Escola Básica e Jardim de Infância dos Flamengos, na ilha do Faial, não têm acesso a refeições adequadas no ambiente escolar.
Segundo os deputados, esta “lacuna” verifica-se também na maioria dos estabelecimentos de ensino público do 1º ciclo e pré-escolar da ilha e arrasta-se há vários anos, “sem que o problema pareça ter uma solução à vista”.
Carlos Ferreira, Luís Garcia, Maria João Carreiro, Jorge Jorge, avançam que “apenas na Escola António José de Ávila são servidas refeições quentes e completas, enquanto nos restantes estabelecimentos de ensino público do 1º ciclo e pré-escolar da ilha, os alunos apenas têm direito a sopa, sandes e um iogurte ou peça de fruta, durante todo o ano”.
Para os deputados do PSD/Açores “a situação enunciada adquire gravidade acrescida quando se sabe que, para muitas crianças desta ilha, esta seria a única refeição completa que teriam durante um dia inteiro”.
Os deputados adiantam que este problema tem constituído motivo de “grande preocupação” nos pais e encarregados de educação, por isso no seu entender, “carece de solução no imediato”, no sentido de proporcionar a todos os alunos das escolas do 1.º ciclo e do ensino pré-escolar da ilha, refeições quentes e completas, com qualidade nutritiva e em quantidade adequada, em condições de igualdade para todas as crianças”.
Neste contexto e ao abrigo das disposições estatutárias e regimentais aplicáveis, no requerimento os deputados signatários, do Grupo Parlamentar do PSD/Açores, questionam quando o “Governo pretende tomar as medidas necessárias ao fornecimento de refeições quentes e completas, com qualidade nutritiva, em quantidade adequada e em condições de igualdade, aos alunos de todas as escolas públicas do 1.º ciclo e pré-escolar da ilha do Faial” e como “justifica o Governo Regional que apenas na Escola António José de Ávila sejam servidas refeições quentes e completas, enquanto nos restantes estabelecimentos de ensino os alunos apenas têm direito a sopa, sandes e um iogurte ou peça de fruta, durante todo o ano?”
30.ª Edição da BTL - “Açores um Mar de emoções”
Os Açores marcaram presença na 30.ª edição da Bolsa de Lisboa de Turismo – BTL, que decorreu de 28 de fevereiro a 4 de março em Lisboa.
O stand dos Açores, localizado no pavilhão 1 da Feira Internacional de Lisboa, com 874m2, não apresentava alterações no seu aspeto exterior em relação às edições anteriores. As novidades encontravam-se no seu interior a dar destaque ao mote deste ano “Açores, um mar de emoções”, que pretende consolidar o posicionamento do destino Açores, enquanto Turismo de Natureza Ativo e de experiências únicas. As referências à paisagem açoriana, o jardim vertical, a cascata de água e principalmente a parede a simular a atividade de canyoning, foram o ponto de atração dos visitantes no stand dos Açores.
Várias degustações dos produtos regionais também fizeram as delícias dos visitantes.
Presentes nesta edição encontravam-se cerca de três dezenas de empresários ligados ao sector do turismo, assim como operadores turísticos.
TI
“Não queremos um turismo de massas, mas um turismo experiencial”, Marta Guerreiro
A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo destacou como fundamental a presença dos Açores na 30.ª edição da BTL.
Na abertura do stand Açores, Marta Guerreiro adiantou aos jornalistas que “em 2017 o mercado continental teve um crescimento acima inclusivamente do mercado estrangeiro”, considerando a este respeito que “a aposta no mercado português é fundamental para o desenvolvimento do turismo na Região”.
“Estamos aqui com uma presença forte, que marca aqueles elementos que nos levam até aos Açores, com a madeira de criptoméria, a pedra, os jardins verticais e com as atividades de natureza que se pretende que transmitam a quem nos visita a ideia daquilo que nós pretendemos que seja uma experiencia nos Açores, cada vez menos visual e cada vez mais experimental”, afirmou.
Para a governante “uma passagem pelos Açores deixa marcas e queremos que estas marcas sejam levadas por quem nos visita nestes dias na BTL, criando o interesse para visitar os Açores”, salientou.
No entender de Marta Guerreiro, “a questão experimental é cada vez mais evidente e é um caminho que nós queremos percorrer e que é fundamental para contrariar a questão da sazonalidade, tendo em conta que parte destas atividades pode ser feita ao longo de todo ano”, sustentou.
Por outro lado, a governante salientou que outra questão que distingue os Açores das outras regiões tem a ver com a sustentabilidade. “Queremos que esta presença aqui também reflita também um pouco esse caminho que se está a desenvolver e que nos distingue de outras regiões”, disse.
Referindo-se aos números do turismo em 2017 a Secretária Regional adiantou que pelo terceiro ano consecutivo os Açores estão “a liderar o crescimento das dormidas em todas as regiões dos pais”. A este respeito Marta Guerreiro avançou que “temos a consciência que precisamos de crescer, mas também sabemos para onde queremos ir”.
“Não queremos um turismo de massas, mas sim um turismo experiencial, que saiba tirar valor daquilo que nós temos para transmitir”, assegurou a governante.
TI
Atlânticoline apresenta operação sazonal para 2018
Ao âmbito da BTL, que decorreu na passada semana na FIL em Lisboa, a Atlânticoline anunciou que a operação sazonal para 2018 vai ser assegurada pelos navios Aqua Jewel e pelo navio de alta velocidade Megaje.
O arranque da operação coincide como habitualmente com as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, a 3 de maio e prolonga-se até ao final de setembro.
A ligação entre todas as ilhas do arquipélago será assegurada pela Linha Amarela e será efetuada pelo navio “Mega Jet”, que já operou na Região no ano passado, e pelo navio“Aqua Jewel”, que se estreia nos Açores. Trata-se de uma embarcação construída há cerca de 20 anos e totalmente remodelada em 2003, sendo, portanto, o navio mais recente a ser fretado para operar no arquipélago.
Os navios têm capacidade para 650 passageiros, mas enquanto o “Mega Jet” pode transportar 110 veículos o “Aqua Jewel” tem capacidade para 155 viaturas dispondo ainda de camarotes.
Nesta operação foi dada preferência às ligações diretas, sem transbordos, de forma a privilegiar a comodidade dos passageiros e os horários foram elaborados tendo em conta os fluxos de procura gerados pelas festas concelhias dos vários municípios açorianos.
No que se refere à operação regular, nas ilhas do Triângulo e no Grupo Ocidental, esta será reforçada a partir de junho e até setembro, para dar resposta ao aumento da procura.
Em termos comerciais, a empresa vai manter a aposta em produtos atrativos tanto para as famílias açorianas como para os turistas. Destaque para o Pack Família, com descontos de 25%, o Azores 4 You, que consiste num pacote de quatro viagens à escolha e 50% de desconto no transporte de veículos, para além da Escapadinha a Santa Maria.
Nesta 30ª edição da BTL a Atlânticoline, deu a conhecer que irá lançar um novo website, com novas funcionalidades mais ajustadas aos atuais hábitos de consumo dos clientes.
Carlos Faias, presidente da Atlânticoline, explicou aos jornalistas que o objetivo foi dar a conhecer “as mais valias do novo website”, que correspondendo aos desafios dos seus clientes e operadores turísticos pretende ser “mais amigo do utilizador, por um lado e por outro, para ser mais desenvolvido do ponto de vista tecnológico”, avançou.
Quanto à suspensão da Linha Lilás, o presidente da Atlânticoline avançou que se trata de “um ato racional de gestão”, ou seja, “não vamos investir o dinheiro de uma indemnização num fretamento de navios que poderia ser consumida ao fim de duas épocas”, frisou, adiantando ainda que “o que nós queremos garantir é a manutenção de um serviço que permita ligar todas as ilhas, designadamente naquela que é a operação regular de ligar o Triângulo e estende-lo ao Grupo Central, conforme havia, mas para isso precisamos de construir um novo navio”, esclareceu deixando no entanto a garantia de que estão asseguradas as ligações à Calheta durante as festividades concelhias, ou seja, em 13 e 15 de julho.
O presidente adiantou ainda que a empresa está a considerar a possibilidade de utilizar o Expresso do Triângulo como navio de “backkup”. “Como é do conhecido nós só dispomos apenas do navio Gilberto Mariano para o transporte de viaturas e vamos ter de utilizar de forma mais intensiva os cruzeiros, principalmente na época alta. Se conseguirmos ter este navio recuperado será mais um meio adicional que poderá responder perante alguma falha”, disse.
Sobre este assunto Faias avançou ainda que “se trata de um navio com muitos anos, que necessita de um conjunto de regulamentos comunitários, que entraram em vigor depois de o navio ter sido construído e que podem de alguma forma inviabilizar o seu aproveitamento e a sua colocação ao serviço do Triângulo”, esclareceu.
TI
Casas Açorianas e SATA assinam protocolo para promover o turismo rural nos Açores
As Casas Açorianas – Associação de Turismo em Espaço Rural aproveitou a sua presença na 30.ª edição da BTL para celebrar um protocolo com o grupo SATA.
Sob a designação “Promoção do produto – âncora do destino Açores – o turismo rural e de natureza”, o protocolo tem por objetivo promover a vinda de bloguers, escritores e jornalistas nacionais e estrangeiros da especialidade aos Açores, com vista à produção de artigos sobre a Região, na vertente do turismo rural e de natureza.
Segundo Gilberto Vieira, presidente da associação, este protocolo pretende dar a oportunidade de mostrar os Açores numa “faceta mais genuína”.
“O que pretendemos é dar-lhes a oportunidade de conhecer uma parte dos Açores o menos convencional e o mais genuína possível e fazer-lhes penetrar não só no alojamento. Não estamos preocupados só com as nossas unidades, mas o potencial que estas têm pelo enquadramento e situação na localização de cada uma delas, que lhes pode proporcionar experiências únicas e que terão a apresentar coisas apelativas”, disse.
Também, o Presidente da SATA, Paulo Menezes, destacou a importância desta parceria, afirmando que este protocolo se integra num programa que o grupo tem vindo a apostar que é “stopover” que “permite que todos aqueles que passam pelo Açores a caminho dos Estados Unidos da América ou da Europa possam permanecer nas nossas ilhas até ao máximo de sete dias sem ter um agravamento da sua tarifa”.
Segundo o presidente este “é um produto que nós estamos a divulgar e que tem tido muita aceitação por parte de quem nos visita”.
A associação “Casas Açorianas – Associação de Turismo em Espaço Rural” tem como objetivo defender os interesses dos associados assim como promover a divulgação e a venda do alojamento e da animação turística em espaço rural na Região Autónoma dos Açores, garantindo a genuinidade e qualidade deste produto turístico. No Faial, são oito os alojamentos de turismo rural que são associados das Casas Açorianas.
DR
Associação de Municípios do Triângulo na BTL
A Associação de Municípios do Triângulo (AMT) marcou presença na 30.ª edição da BTL, num espaço fora do pavilhão e do stand dos Açores, promovendo as ilhas do Triângulo como se fossem uma.
Roberto Silva, Presidente da AMT, em declarações aos jornalistas, fez um balanço “muito positivo” desta presença na BTL, referindo que “temos tido muitas presenças no stand”, por isso “conseguimos concretizar o nosso principal objetivo que é promover as três ilhas como segundo destino dos Açores, depois de São Miguel”.
O lema escolhido foi “três ilhas como se fossem uma” e o impacto revelou-se “bastante positivo”, adiantou Roberto Silva, acrescentando que “o modelo é para continuar”, embora tenha defendido junto da Secretária Regional do Turismo a “possibilidade de no próximo ano os municípios ficarem integrados no stand Açores”.
“Estamos abertos a esta solução, sem no entanto, perder aquilo que são os nossos aspetos especiais e que nos distinguem, compreendendo que se tivermos todos no mesmo stand temos uma imagem mais forte, mas por outro lado tem de haver esta diferenciação e esta complementaridade entre aquilo que é os Açores no seu global e depois os aspetos mais específicos do Triângulo”, defendeu.
Instado a pronunciar-se sobre esta separação entre o stand dos Açores e o stand dos municípios Roberto Silva avançou que a ideia é “passar a falar do Triângulo dos Açores e não apenas do Triângulo, e de outras ilhas, como as Flores e o Corvo que também estão aqui representadas e que serão associadas a nós na próxima BTL”.
O presidente defende que “o triângulo dos Açores, e também as Flores e o Corvo, devem ter um espaço próprio, integrados no stand da Região, porque de alguma maneira os Açores são confundidos com São Miguel”. Para Roberto Silva, “é necessário passar a informação de que os Açores têm o Triângulo, o Grupo Ocidental, Terceira e Graciosa, Santa Maria, por isso necessário ter cuidado nesta promoção”.
No seu entender “a maneira como a ATA está a fazer a promoção tem de ser revista”.
CMH na BTL 2018
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Horta Lan Party Tech Fest maior festival tecnológico dos Açores
O município da Horta, mais uma vez marcou presença na BTL, que decorreu de 28 de fevereiro a 4 de março, no pavilhão da FIL – Feira Internacional de Lisboa.
Nesta que foi a 30ª edição de um dos maiores certames de promoção turística do país e o segundo mais importante da península ibérica, a Câmara Municipal da Horta aproveitou para apresentar HLP Tech Fest, que acontece na ilha do Faial de 23 a 25 de março no pavilhão desportivo.
Nesta que é a décima edição deste festival de vídeo jogos e tecnologias, são esperadas mais de 5 mil pessoas, entre jogadores, expositores, empresários e visitantes, avançou José Leonardo Silva.
Segundo o presidente da autarquia faialense neste evento vão decorrer “15 torneios de vídeo jogos com um total de prémios que ascende a milhares de euros”.
A par dos vídeos jogos o evento inclui uma componente tecnológica, “onde os empresários poderão expor os seus produtos e apresentar os seus serviços aos organismos e às instituições locais num encontro com todas as empresas”, disse José Leonardo Silva.
O festival integra ainda workshops, demonstrações de robótica, drone race, retro gaming, realidade virtual e à semelhança do que já aconteceu no ano passado, uma apresentação de cosplay “que fará as maravilhas daqueles que gostam das personagens dos seus vídeo jogos”, revelou o presidente.
A HLP Tech Fest vai ainda contar com a presença de youtubers bem conhecidos dos jovens como é o caso de Windoh, Ric Fazeres e Bernardo Almeida, assim como dos comentadores de jogos Archarom e do faialense Pedro Pinto.
Na ocasião, o presidente do município disse ainda que a aposta neste evento e na presença dos youtubers “se traduz num momento importante, uma vez que eles têm uma repercussão internacional relevante. Muitos dos jovens que participam neste evento são seus fãs”, salientou.
Com a realização deste evento a Câmara pretende promover a cultura científica e tecnológica assim como proporcionar o acesso generalizado à sociedade do conhecimento, incentivando a criação de parcerias com as entidades do setor, como forma de consolidar, o potencial científico e tecnológico dos Açores.
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Autarquia faialense a única dos Açores que integra o projeto ECOTUR
No âmbito da BTL, a Câmara Municipal da Horta, apresentou o projeto Ecotur Azul - MAC/4.6c/046, que resulta de uma parceria com duas autarquias locais, Silves e Grândola, que une ainda diversas cidades com marinas e portos de recreio nas ilhas da Macaronésia.
Segundo José Leonardo Silva “o ECOTUR é um projeto inovador, sendo que a Câmara da Horta foi a única dos Açores que inseriu este projeto no seu plano no sentido de informar os turistas da existência de plano integrado que tem a ver com o ambiente com a natureza com o mar e com a cultura”, explicou
“Pensamos que é um investimento importante, que vai estar concluído durante o segundo semestre do ano 2018” disse o autarca esclarecendo que se trata de “uma oferta integrada, acessível a todos os que nos visitam através dos próprios telemóveis e que rapidamente podem aceder a um conjunto essencial de informação para aproveitar e usufruir da sua estadia, nomeadamente na área cultural, da náutica, da natureza e dos sabores”, disse.
José Leonardo Silva, salientou que o turismo está a crescer e que “esse crescimento é importante” para o desenvolvimento económico do concelho, da ilha do Faial, mas também de toda a Região, destacando a este respeito que “o turismo náutico é, na verdade, um produto estratégico para o desenvolvimento turístico da ilha do Faial e dos Açores”.
“O mercado da náutica de recreio é mais uma oportunidade para favorecer esse crescimento. Na verdade, as acessibilidades à ilha do Faial e aos Açores não se fazem apenas por via aérea, mas são sobretudo realizadas por via marítima”, sustentou o presidente avançando que a partir deste projeto a autarquia vai ter a possibilidade “de vender um destino de natureza, amigo do ambiente, um destino ligado ao mar com tradição no mundo da vela de cruzeiros, que ostenta galardões de reconhecimento europeu e mundial como a Bandeira Azul da Europa ou o ECO XXI”.
A finalizar o presidente do executivo camarário, adiantou ainda que “esta nossa aposta leva-nos durante este mandato a trabalhar no sentido de criar uma rede integrada de zonas balneares no concelho da Horta, que sejam uma promoção da Horta - Capital Mar dos Açores, e um importante ponto de referência para quem nos visita”.
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Fonte Travel
Triângulo o único sítio dos Açores onde se vive a presença de um arquipélago
A Fonte Travel, com sede na Ilha do Pico, também marcou presença na Bolsa de Turismo de Lisboa.
Trata-se de uma agência Destiny Management Company (DMC) especializada na oferta turística das Ilhas do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge) e das Ilhas mais Ocidentais da Europa (Flores e Corvo).
A empresa possuí várias plataformas virtuais do Pico que oferecem uma ampla gama de instalações de alojamento, atividades de lazer, restaurantes e serviços de aluguer de carros fornecidos por uma diversidade de hosts para atender às necessidades dos turistas.
A Fonte Travel, também aproveitou a BTL 2018 para divulgar os seus produtos. António Simas Santos, proprietário da agência, adiantou aos jornalistas à margem da apresentação “Triângulo – um produto” que promover “o Triângulo na BTL tem todo o interesse”, por considerar que “tem havido uma má compreensão em relação à abordagem que tem sido feita para os Açores”. “Dizer a um continental ou a um estrangeiro que a Região Autónoma dos Açores tem 9 ilhas é uma confusão enorme”, entende o empresário, para quem faz mais sentido “falar em produtos que estão de baixo da grande marca que é os Açores”.
Simas Santos defende que as três ilhas devem aproveitar ao “máximo as suas sinergias”, na medida em que “são um cluster de ilhas, ou seja, o Triângulo é o único sitio dos Açores onde se vive a presença do arquipélago em que as três ilhas, exatamente pelas suas diferenças, vão promover e dar possibilidades das tais vivencias e emoções que não é possível apenas numa das ilhas”, sustenta.
No que se refere à promoção dos Açores na Feira Internacional de Lisboa, e ao facto de haver o stand dos Açores, um de São Miguel, um da Associação de Municípios do Triângulo e um das Flores e Corvo, Simas Santos considera que “não faz sentido que haja outros pavilhões a promover os Açores”. O empresário admite que o pavilhão dos Açores deverá ser o central, mas na sua periferia deviam de estar os outros pavilhões.
Para Simas Santos o “stand dos Açores deve funcionar como uma “umbrela”, como o chapéu dos Açores, de baixo dos quais se iriam desenvolver os outros produtos, como São Miguel, o Triângulo, as Flores e Corvo, Terceira, Graciosa e Santa Maria”.
“Os Açores, a marca Açores em que todos nós nos revemos é o nosso chapéu, mas depois cada um desenvolve o seu produto que é especifico, que facilita e torna mais interessante a questão da visita aos Açores”, entende o empresário.
TI
ATA satisfeita com participação na BTL
O presidente da Associação de Turismo dos Açores – ATA, Francisco Coelho, em declarações aos jornalistas no decorrer da BTL, em Lisboa manifestou-se satisfeito com a participação dos Açores na maior feira de turismo de Portugal.
“Estamos bastante satisfeitos, não só pela maneira como as pessoas têm elogiado todo o stand, mas principalmente pela informação que passamos, e com a mensagem que transmitimos, de uma natureza pura, diferente, marcante, respeitando sempre o ambiente”, referiu o presidente acrescentando que “isto posiciona-nos num patamar de excelência em relação aos outros”, disse.
Para o presidente “a aceitação foi extraordinária, nós conseguimos transmitir uma imagem muito grande daquilo que nós somos àqueles que nos visitaram, e que nos diferenciam das outras Regiões”, reforçou
Segundo o presidente os Açores apresentaram-se na 30.ª edição da Bolsa de Turismo com um “stand moderno”, renovado no seu interior “mostrando o que de melhor temos, quer no mar quer na terra, através de imagens”, disse Francisco Coelho.
“Este ano quisemos fazer no interior do próprio stand uma alteração muito grande numa tradução dos Açores em imagens das nove ilhas, potenciando o nosso destino no seu todo nos mercados que mais nos interessam”, avançou.
Mostrar os Açores através de “imagens fortes, exuberantes e dinâmicas”, projetadas nos painéis led, foi a grande aposta da ATA, adiantou o presidente, a par das várias experiências que o stand dos Açores colocou à disposição dos visitantes, através da parede de escalada e da descida em rappel, ao caminhar pelo chão em LED com imagens dos animais que habitam o mar dos Açores, assim como conhecer a vegetação existente nos Açores através de um jardim vertical.
A gastronomia e a cultura também foram uma forte aposta, nesta edição. Durante os cinco dias do certame a ATA promoveu várias degustações de produtos típicos do arquipélago, uma promoção do gin produzido com especiarias e produtos regionais, assim como diversos momentos musicais.
De acordo com o presidente da ATA esta edição da BTL mostrou que “há uma grande motivação dos associados e dos playeres que trabalham no turismo em marcar presença”, destacando que “no ano passado tivemos 20 associados este ano passamos para os 30 empresários”.
Além do stand Açores, a Região tinha ainda outros espaços, promovidos pela Associação de Municípios do Triângulo, a Associação de Municípios da Ilha de São Miguel e o Grupo Ocidental. A esse respeito, o presidente da ATA afirmou que “nós fizemos um apelo a todos os municípios em especial à Associação de Municípios dos Açores para integrarem o nosso stand, da mesma maneira que temos associados de um lado tínhamos os municípios do outro lado. Não foi possível, a resposta foi que não era possível congregar todas as opiniões nesse sentido”.
Francisco Coelho respeita a decisão mostrando-se “completamente disponível” para os receber e “ter todos os Açores” reunidos no stand considerando mesmo que “deveria haver uma promoção única dos Açores, no seu todo”, de forma a captar a “notoriedade que a Região precisa de ter não só em Portugal Continental como também nos outros países”, defendeu.
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30.ª edição da Atlantis Cup apresentada na BTL
A 30.ª edição da Atlantis Cup que este ano encerra o desafio lançado pela Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Ana Luís, em 2013 de tocar em todas as ilhas dos Açores, foi apresentada também no decorrer da 30.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL.
Pela primeira vez em 30 anos a largada da Regata da Autonomia dá-se a partir da Madalena do Pico, com destino à ilha Terceira, passando pela Graciosa e terminando na Ilha do Faial.
Aos jornalistas, após a apresentação o vice-presidente do Clube Naval da Horta – CNH, Luís Costa afirmou que “por várias vezes a Atlantis Cup contornou a montanha da ilha do Pico, mas pela primeira vez esta tem largada formal a partir da Madalena do Pico, porque a organização considerou que seria o único porto da ilha do Pico poderia servir para a largada emblemática desta regata”.
Luís Costa, avançou ainda que este ano e depois de “1996 termos ido pela primeira vez às Flores e ao Corvo, vamos cumprir o desígnio de tocar as duas ilhas que faltavam, nomeadamente a ilha do Pico e a Graciosa”.
Com este percurso o vice-presidente adiantou que são esperados cerca de três dezenas de participantes. Luís Costa, referiu que “efetivamente estamos a falar de se calhar duplicar o número de participantes, o que é normal porque quando a regata se realiza em torno do Grupo Central com percursos mais curtos permite à frota dos barcos mais pequenos voltar até porque os barcos mais pequenos é que fizeram as primeiras Atlantis Cup”, explicou.
A este respeito, Costa adiantou ainda que “neste momento e com esta centralização da regata no Grupo Central provavelmente vamos contar com a participação de metade da frota dos barcos mais pequenos”, frisou.
Jorge Macedo, Diretor de prova e Luís Costa Vice-Presidente da Direcção CNH, apresentaram esta Regata de Vela de Cruzeiro realizada nos Açores e uma das mais importantes de Portugal, organizada pelo Clube Naval da Horta, não só na BTL, mas também na Associação Nacional de Cruzeiros.
A 30ª Edição da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” foi apresentada no Faial, no dia 16 de fevereiro e como habitualmente, conta com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e com dos seguintes clubes como co-organizadores: Clube Naval da Madalena, do Pico; Angra Iate Clube e Clube Naval da Praia da Vitória, da Terceira; e Clube Naval da Graciosa.
A companhia aérea de baixo custo Ryanair informou, em conferência de imprensa, que se encontra a estudar a possibilidade de voar para uma terceira ilha do arquipélago dos Açores, não esclarecendo, no entanto, se será para a ilha do Faial ou do Pico.
A Ryanair está a negociar a possibilidade de voar para uma terceira ilha dos Açores para além de São Miguel e da Terceira, decorrendo negociações, mas não havendo, todavia, ainda acordo.
Numa conferência de imprensa realizada na semana passada em Lisboa, Michael O’Leary, Presidente da Ryanair, confirmou a existência de negociação para uma terceira rota nos Açores, depois de Ponta Delgada e Terceira, com ligação ao continente português.
“Estamos a conversar neste momento sobre a possibilidade de abrir uma ligação para uma 3.ª ilha dos Açores, mas ainda não há acordo” salientou o CEO da companhia de baixo custo irlandesa.
O Presidente da companhia não adiantou qual será essa ilha, se Faial ou Pico, mas revelou ainda que está a conversar com o Governo Regional e com os aeroportos (ANA), “mas não há acordo”, sendo os “custos da operação” a maior dificuldade, sem adiantar, contudo, mais pormenores.
A ilha do Faial é a que apresenta maior número de passageiros desembarcados, mas é o Pico que está a crescer mais em termos turísticos.
No ano passado, o Faial cresceu apenas 1,1%, enquanto o Pico cresceu 9,4%.
Presidente da Câmara Municipal da Horta toma posição
Confrontado com a notícia, o Presidente do Municipio vê como positiva e com bons olhos esta notícia, mostrando que “o Faial e os seus empresários estão disponíveis e abertos a este desafio caso a Ryanair, o Governo Regional e a ANA queiram”.
Para o edil, a Câmara tem sido um “parceiro ativo e construtivo de soluções, mas os monopólios não conseguem desenvolver uma região ou uma ilha”, considerando, pois, como fundamental que existam outras companhias a voar para estes destinos.
Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) defende mais liberação do espaço aéreo
A Câmara do Comércio da Horta, em nota de imprensa enviada às redacções, defende “a liberalização, em moldes semelhantes aos já em vigor em outras rotas da região, para a rota entre o exterior e o Aeroporto da Horta”, acrescentando que já manifestaram essa posição ao Governo Regional do Açores.
Considera a instituição que a concretizar-se a liberalização e a serem criadas condições de operação para outras companhias, as ilhas da sua área de abrangência podem “beneficiar de maior procura de turistas, por um lado, e, por outro, de maior facilidade de deslocação dos residentes para o exterior a preços provavelmente mais baixos”.
“A centralidade do Aeroporto da Horta no contexto da área geográfica de abrangência da CCIH constitui um fator de ponderação importante para que a rota a ser liberalizada e sujeita a negociação pelo Governo Regional dos Açores tenha efeitos descentralizadores dos fluxos de passageiros”, sublinha, ainda, a referida nota.
Para a CCIH não é necessário qualquer investimento adicional no Aeroporto da Horta uma vez que existe um conjunto de pressupostos que “já estão implementados no Aeroporto da Horta”.
“O Aeroporto da Horta, só é aeroporto, porque já satisfaz as condições para que tal classificação lhe tenha sido atribuída, não sendo necessário qualquer investimento adicional”, esclarece a Câmara do Comércio no seu comunicado.
Ryanair prevê transportar para os Açores meio milhão de passageiros
Michael O’Leary anunciou ainda na conferência de imprensa, onde apresentou o plano de operações da companhia aérea para o próximo inverno (entre o final de Outubro de 2018 e Março de 2019), que pretende atingir o meio milhão de passageiros no horário de Inverno 2018/2019 na operação de Ponta Delgada e Terceira.
A nível nacional, a companhia aérea estima um crescimento de 6% a partir do final deste ano, altura em que vai lançar 14 rotas para os cinco aeroportos do país, visando transportar 11 milhões de passageiros por ano.
“Vamos aumentar o nosso tráfego em 6% e, pela primeira vez, vamos transportar 11 milhões de passageiros” por ano, disse Michael O’Leary, que explicava o horário de inverno deste ano.
Segundo o presidente da Ryanair esperam alcançar no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, cerca de 3,5 milhões por ano, seguindo-se o do Porto com 4,4 milhões de passageiros, o de Faro com 2,6 milhões de passageiros e os de Ponta Delgada e Terceira, nos Açores, com um total de 500 mil passageiros.
Acusações a ANA e TAP
Sobre o reforço de voos em Lisboa, diz que só não é maior pela falta de espaço na Portela. Michael O’Leary acusa a gestora aeroportuária ANA de querer “atrasar” o início da pista complementar no Montijo.
“A ANA não quer voos no Montijo. Quer mantê-los na Portela com taxas mais altas”, diz. Para o empresário, foi um “erro” o Governo ter vendido a ANA aos franceses da Vinci.
O Presidente da Ryanair vai mais longe e considera que “há uma conspiração entre a ANA e a TAP” para que o projecto no Montijo não avance antes de 2020. Por isso mesmo, a vontade da própria Ryanair em ter, tanto na Portela como no Montijo, 80 destinos a partir de Lisboa – actualmente são 27 – fica comprometida”.
Nos primeiros nove meses do ano passado, a Azores Airlines (SATA Internacional) apresentou um prejuízo de 25 milhões de euros e a SATA Air Açores um prejuízo de cerca de 5 milhões de euros. Estes dados constam de uma resposta enviada pela companhia aérea à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
De acordo com dados do Governo Regional, enviados numa resposta a um requerimento do PSD-Açores, na Assembleia Regional, de Janeiro a Setembro do ano passado as contas da SATA Air Açores revelam um prejuízo de quase 5 milhões de euros na Air Açores e de 20 milhões de euros na Azores Airlines.
Esses dados mostram ainda que a SATA Air Açores tem a receber cerca de 50 milhões de euros, 9 dos quais de clientes e 41 de outra entidade, que se presume que seja do Governo, relativamente a indemnizações compensatórias. As contas apresentam ainda cerca de 59 milhões de passivo corrente, devido a fornecedores, bancos e outros.
A empresa vendeu 29 milhões de euros e recebeu 19 milhões em subsídios, faltando ainda mais 10 milhões de subsídios para fechar o ano. Verifica-se que resultado negativo de 2016 (3,3 milhões) já está ultrapassado até Setembro.
Capitais negativos em 45 milhões de euros na Azores Airlines
Quanto à Azores Airlines, também em nove meses, foram acumulados prejuízos na ordem dos 20 milhões de euros. Os capitais negativos, de cerca de 24 milhões em Dezembro de 2016, já estavam em cerca de 45 milhões negativos em Setembro.
Os clientes representam apenas 4,5 milhões de euros, mas está registado nas contas mais um devedor de cerca de 21 milhões de euros (que se presume que seja o governo). Com um passivo de apenas 90 milhões de euros, a Azores Airlines caminha para mais défice a fechar 2017.
A SATA Air Açores, com um passivo de cerca de 180 milhões de euros e um volume de proveitos, não consegue libertar liquidez para amortizar a sua dívida, tudo isto na melhor época de transportes aéreos conhecida até agora.
SATA com ocupação de 70% na rota de Cabo Verde
A SATA transportou, em sete meses, cerca de 11 mil passageiros entre os Açores e Cabo Verde, mantendo uma ocupação média de 70% desde o início da linha, em Junho.
A SATA Azores Airlines iniciou as operações para Cabo Verde a 3 de Junho, com duas frequências semanais no Verão e uma no Inverno e um total de mais de 16 mil lugares disponíveis.
Entre Junho e Dezembro, a companhia desembarcou no aeroporto Nelson Mandela, na cidade da Praia, 5.600 passageiros e embarcou 5.200 em 102 voos directos Praia – Ponta Delgada, segundo dados avançados na cidade da Praia, por Carlos Santos, gestor para o mercado cabo-verdiano.
“Tivemos uma taxa de ocupação muito satisfatória. Acima dos 90% de Junho a Setembro e entre 50 e 60% nos restantes meses. Dá uma média de 70%, o que é excelente”, disse.
Carlos Santos falava aos jornalistas à margem de uma sessão no Centro Cultural Português para apresentar os resultados da rota cabo-verdiana em 2017 e perspectivar o ano de 2018.
Bloco de Esquerda pretendia a suspensão da privatização da SATA
O Bloco levou uma iniciativa ao parlamento que defendia a suspensão do processo de privatização da SATA, para que fosse realizada uma auditoria do Tribunal de Contas à Azores Airlines, cujo objectivo era garantir “contas claras” para provar que “é possível recapitalizar a SATA com dinheiros públicos”, mas a iniciativa foi rejeitada.
“No processo de privatização da SATA, o PS está a seguir o mesmo caminho que o governo de Passos Coelho seguiu na privatização da TAP” , afirmou o deputado António Lima, do BE, que acusou o PS de fazer lembrar “um camaleão”, porque “conforme muda o Governo da República, tem uma opinião bastante diferente em relação às privatizações”.
Durante o debate, a deputada Zuraida Soares lembrou que, há apenas dois anos, o PS elogiava o trabalho dos administradores da SATA e garantia que a empresa estava no bom caminho, estranhando que tão pouco tempo depois, afinal, considerem que a empresa está em grandes dificuldades e que tem que ser privatizada.
Governo Regional mantém a alienação parcial da Azores Airlines
O Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares garantiu, na Horta, que a alienação parcial da Azores Airlines é “um processo legitimado pelo Parlamento e que decorre com total transparência”.
Berto Messias frisou, também, que já foi “aprovada a criação de uma comissão especial e independente para acompanhamento do processo de alienação parcial da Azores Airlines com personalidades independentes, liderada pelo doutor Elias Pereira, já foi nomeada e já está em funções”, destacou.
Recusou ainda as acusações lançadas pelo Bloco de Esquerda, segundo as quais o Governo dos Açores, alegadamente, “enterrou a SATA”, assegurando que o Executivo “sempre protegeu a empresa, a sua importância no presente e a importância que, com certeza, continuará a ter no futuro para a Região”.
“Na perspectiva do Governo dos Açores, este é um processo que não deve parar, que não deve ser interrompido, que está legitimado”, afirmou Berto Messias.
O Departamento 4 da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) promoveu na passada semana as III Jornadas de Geografia e Ambiente, este ano sobre o tema “O esvaziamento demográfico de Regiões”.
O Departamento de Ciências Geográficas e Económicas da ESMA, em parceria com a Câmara Municipal da Horta e a AZÓRICA – Associação de Defesa do Ambiente, promoveu, nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro, a terceira edição das Jornadas de Geografia e Ambiente.
Estas jornadas, que se realizam de dois em dois, tendo a primeira edição em 2012, tem como objetivo “dar a conhecer aos nossos alunos e à comunidade geral os principais problemas no âmbito geográfico, ambienta e económico, e também as suas consequências relacionadas com as legislações, de forma a envolver todo o departamento, visto que o nosso departamento engloba as disciplinas de direito, economia e geografia”, avançou a coordenadora do departamento, Maria José Gonçalves, ao Tribuna das Ilhas após a sessão de abertura.
Este ano, as Jornadas tiveram como tema “O esvaziamento demográfico de Regiões” e contaram com a presença de oradores conceituados na área, Carlos Lobão, professor da ESMA, Gilberta Rocha, professora na Universidade dos Açores, Jorge Malheiros e Mário Vale, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território.
Para além destes oradores, participaram também nas jornadas os alunos das turmas 11ºC e 12ºB com a apresentação dos seus trabalhos intitulados “Um país a tombar para o litoral” e “Uma região a tombar para leste”, realizados sobre a orientação da professora Fernanda Serpa.
Adicionalmente, um grupo de alunos sobre a coordenação da professora Filomena Pinheiro apresentoum a peça de teatro “Emptiness – O Vazio” que expressou de forma artística o tema das Jornadas.
Estes trabalhos foram especialmente destinados aos alunos da escola, tendo havido na quinta-feira, dia 22, uma tertúlia intitulada “As consequências dos principais problemas demográficos em Portugal” aberta à população em geral.
Para encerrar as III Jornadas de Geografia e Ambiente, algumas turmas do secundário foram numa visita de estudo ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos e ao Núcleo Rural da freguesia do Capelo, onde contaram com as intervenções dos professores Carlos Lobão e Fernanda Serpa que contextualizaram de forma geográfica e histórica a erupção do Vulcão dos Capelinhos e as suas consequências para a ilha do Faial.
Durante o seu discurso na sessão abertura, o presidente do Conselho Executivo da ESMA demonstrou o seu agrado pelo trabalho desenvolvido pelo Departamento 4, salientando a importância de envolver os alunos “na reflexão de um problema da nossa comunidade e do nosso país”.
Também o vice-presidente da AZÓRICA, José Leal, sublinhou a relevância desta parceria com a ESMA para “a divulgação e expressão de temas que consideramos, enquanto associação, de grande importância para a dispersão da problemática ambiental”, principalmente aos jovens.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo, sublinhou a evolução destas jornadas que ao longo das edições introduz “novos temas e todos eles interligados” que contribuem “para a formação de uma consciência cidadã e para uma reflexão crítica e construtiva em relação dos problemas da sociedade”.
O Ginásio 2FITU promoveu nos passados dias 17 e 18 de fevereiro, o SWAG - Strong Women Action Games, que contou com cerca de 20 participantes.
Decorreu nos passados dias 17 e 18 de fevereiro a prova de Crosstraining feminina, SWAG - Strong Women Action Games, promovida pelo ginásio 2FITU em parceria com a UrbHorta, que contou com a participação de 2 dezenas de atletas do Faial, Pico, São Miguel e do continente.
A primeira prova da competição, decorreu na piscina municipal, durante a manhã de sábado, na qual as atletas tiveram de provar como são boas nadadoras e teve como vencedoras, num empate, duas atletas da casa e uma de São Miguel.
À tarde, já na box 2FITU, as atletas concorreram em provas de weigh lifting (levantamento de peso), corrida, entre outras, para demonstrar a sua excelente forma física numa luta pelo pódio.
No domingo de manhã, no pavilhão de Castelo Branco, após concluída a primeira etapa, distinguiram-se as atletas que mais valências reuniam (força, agilidade, resistência) passando à meia final 12 atletas, estando representadas todas as boxes que concorreram.
No final, a atleta Solange Raposo de Crossfit Açor conquistou o 1.º lugar, sendo o 2.º lugar atribuído a Cátia Cunha e o 3.º lugar à atleta Rita Oliveira, ambas do 2FITU.
Numa nota enviada ao Tribuna das Ilhas, a organização fez um balanço positivo do evento, “deixando a promessa de na próxima edição fazer mais e melhor”.
O grupo parlamentar do PSD/Açores solicitou ao Governo Regional esclarecimentos sobre o modelo de funcionamento que pretende implementar no Hospital da Horta e na Unidade de Saúde.
Os deputados do grupo parlamentar do PSD/Açores eleitos pelo Faial solicitaram ao Governo dos Açores esclarecimentos sobre o modelo de funcionamento que pretende implementar no Hospital da Horta e na Unidade de Saúde da Ilha do Faial, alegando que o Executivo Açoriano tem vindo a adensar dúvidas quanto à manutenção da autonomia destas duas unidades, após as obras que foram agora lançadas a concurso.
Carlos Ferreira e Luís Garcia salientaram que o Governo afirmou que deslocar a Unidade de Saúde da Ilha do Faial para um edifício a construir junto do “Bloco C” do Hospital da Horta iria possibilitar o “estabelecimento de sinergias” e uma “interação efetiva” entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares. No entanto, aquando do lançamento da empreitada, o executivo adiantou que “os benefícios desta fusão se situam ao nível da relação direta dos utentes com o hospital, criando um polo de saúde que dará melhor resposta às novas tendências sociais, alterações demográficas e evoluções tecnológicas”.
Para os deputados do PSD/Açores, estas afirmações “adensam as dúvidas”, pelo que é “absolutamente urgente clarificar que modelo de funcionamento pretende o Governo implementar após esta intervenção e assegurar, desde já, que, apesar da proximidade, ambas as entidades (Hospital e Unidade de Saúde) manterão as suas identidades, missões e valências”.
Os deputados consideram que a “deslocalização da Unidade de Saúde da Ilha do Faial para um edifício a construir junto do “Bloco C” do Hospital da Horta pode trazer algumas vantagens para os utentes e possibilitar o estabelecimento de sinergias entre as duas instituições de saúde do Faial”, mas querem perceber exatamente quais as sinergias que serão criadas.
Carlos Ferreira e Luís Garcia sublinharam ainda os constrangimentos que esta deslocalização da Unidade de Saúde vai provocar no trânsito e no estacionamento, defendendo o reforço de parques de estacionamento automóvel na zona do hospital.
Adicionalmente, os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial querem saber se as obras agora lançadas incluem a substituição das canalizações que têm sido apontadas como a causa para os focos de legionella que têm ocorrido no Hospital da Horta e se está previsto a substituição das coberturas de amianto que existem nesta unidade hospitalar.
O Governo dos Açores lançou, no passado dia 6 de fevereiro de 2018, o novo concurso para a “empreitada de remodelação do Hospital da Horta e a construção do edifício da Unidade de Saúde da Ilha do Faial”, obras prometidas em agosto de 2014 por Vasco Cordeiro durante a inauguração do “Bloco C” do Hospital.
Vasco Cordeiro visitou, no passado dia 21 de fevereiro, as obras no matadouro do Faial, onde avançou que o mesmo deverá estar em funcionamento no segundo semestre de 2018.
No passado dia 21 de fevereiro o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, visitou as obras do novo matadouro do Faial, um investimento de aproximadamente 5 milhões de euros, que faz parte da estratégia para aumentar a competitividade do setor da carne, onde avançou aos jornalistas que o novo matadouro do Faial deverá estar a fundo no segundo semestre deste ano.
“Esta é uma infraestrutura que se integra no Plano de Investimentos da Região, que inclui também a construção, em curso, do matadouro da ilha Graciosa e intervenções de requalificação nos matadouros das ilhas de São Miguel e Terceira. Estas intervenções ascendem a cerca de 15 milhões de euros”, afirmou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo dos Açores afirmou ainda que estes investimentos nos matadouros se prendem com a “dinâmica muito evidente” que se verifica no setor da carne na Região.
“Nós tivemos em 2017, em relação a 2014, um crescimento das exportações superior a 20 por cento e uma das ilhas que mais contribuiu para este crescimento foi o Faial”, destacou Vasco Cordeiro, ao assegurar que o Governo está com uma “atenção redobrada quanto à forma como se pode preparar, cada vez mais, este setor para exigências acrescidas de competitividade e, portanto, de acréscimo de rendimento dos produtores”.
“O Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores é um dos exemplos de congregação dos diversos intervenientes neste setor para definir e implementar as medidas que podem reforçar a sua competitividade”, salientou o Vasco Cordeiro.