Tribuna das Ilhas

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02
março

Avaliação técnica às obras do Porto da Horta - Proposta do Bloco de Esquerda chumbada pelo Partido Socialista

Escrito por João Paulo Pereira

A proposta para a realização de uma avaliação técnica pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil às obras do novo cais de passageiros e respectivo molhe do Porto da Horta foi rejeitada pelo PS no parlamento regional.

A iniciativa para uma avaliação técnica pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) às obras do novo cais de passageiros e respectivo molhe do Porto da Horta, foi apresentada pelo Bloco de Esquerda com o objectivo de “garantir que as próximas obras vão resolver definitivamente os problemas provocados por erros na construção desta infraestrutura – nomeadamente agitação marítima, assoreamento, e falta de condições para atracagem de navios cruzeiro de grande dimensão”.
Para o Bloco, o Partido Socialista chumbou a iniciativa porque “não quer admitir que errou neste processo”, disse o deputado António Lima.
Segundo este, quando os agentes envolvidos na utilização do porto da Horta, e a própria Assembleia Municipal da Horta, defendem que se esgotem todas as hipóteses para que se encontre a melhor solução, no sentido reestabelecer a segurança do porto, é “incompreensível” que o PS recuse “parar para pensar”.
A proposta do Bloco de Esquerda definia o adiamento do lançamento do concurso público para as obras no porto da Horta, de modo a que o LNEC efectuasse uma auditoria técnica ao actual projecto, e apresentasse as alterações necessárias para garantir a atracagem de navios de cruzeiro, o reforço da segurança do porto, e a consequente potencialização económica desta infraestrutura.
“Lamentamos que o PS tenha sido o único a recusar esta iniciativa, teimando em avançar com um projecto de duvidosa eficácia, que não é bem aceite pelos faialenses nem pelos operadores do porto da Horta”, disse António Lima.
Para o deputado regional Luís Garcia, que falava acerca do processo de construção do novo cais de passageiros, “por razões economicistas ou outras, o novo cais sofreu um revés. Dos previstos 400 m passou para 260 m, e de menos 12 metros passou para menos 6m e, já em obra, com dragagens, foi até aos 8 metros”.
Segundo o deputado do PSD eleito pela ilha do Faial, quaisquer intervenções a realizar no Porto da Horta “devem ser devidamente reflectidas e estudadas, para que se evitem erros que possam vir a comprometer a segurança e a sua operacionalidade”.
Continuando na sua intervenção na Assembleia Legislativa, Luís Garcia salientou que o investimento no Porto da Horta vai sendo sucessivamente adiado, pois o projeto vai de “revisão em revisão”, sendo apresentadas pelo Governo Regional “versões controversas” para “não se fazer o investimento.
Intervindo, de seguida, o deputado socialista Tiago Branco, destacou o investimento realizado pelo Governo Regional ”na contínua melhoria das suas condições de operacionalidade do Porto da Horta e daqueles que lá operam”. Para este, referindo-se ao facto de no ano de 2017 terem atracado nesse cais 27 navios, o “investimento no novo cais de passageiros permitiu potenciar a actividade do turismo de cruzeiros”.
De acordo com o deputado do Grupo Parlamentar do Partido Socialista “o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto da Horta foi testado em modelo físico no Laboratório Nacional de Engenharia Civil”, acrescentando que este projeto de resolução do Bloco de Esquerda pretende “ adiar esta obra porque a oposição quer duplicar um estudo, quer duplicar uma coisa que já existe e, por outro lado, quer que se pare a obra”, referindo-se à obra do Porto da Horta.
“O Grupo Parlamentar do Partido Socialista não pode concordar que se trave este investimento, um investimento de 14 milhões de euros que não deve ser desperdiçado e que é fundamental para continuar a melhorar as condições de operacionalidade e segurança do Porto da Horta”, concluiu Tiago Branco.

 

Projeto encontra-se em fase de reavaliação

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou, no entanto, que o projecto de requalificação do porto da Horta está com o projectista, em fase de reavaliação e que será apresentado “o mais brevemente possível”.
Ana Cunha recordou que é público que o projecto se encontra em reavaliação, “na sequência da audição da Comissão Municipal dos Assuntos do Mar da Horta, precisamente para ultrapassar determinados aspectos que foram apresentados pelo projectista a essa comissão”.
“Esta foi a postura do Governo Regional, ouvir as forças vivas, ouvir as diversas entidades que operam no porto”, quanto à solução a implementar, acrescentou a Secretária.
A titular da pasta das Obras Públicas frisou que as alterações ao projecto serão sempre no sentido de permitir que “responda às observações que foram transmitidas na sequência daquela apresentação, e que foram transmitidas agora pela comissão”.
“Não haja, no entanto, qualquer dúvida, que a revisão do projecto não altera qualquer um dos seus objectivos principais visados com esta obra, que são a melhoria das condições de operacionalidade e de permanência de embarcações no saco do porto e a melhoria das condições de estacionamento em terra para embarcações, inclusivamente para execução de pequenas reparações”, afirmou a governante.
Numa declaração de voto, depois de ver a iniciativa chumbada pela maioria do PS, o deputado do Bloco de Esquerda considerou que “não será estranho que daqui a alguns anos se esteja a lamentar o agravamento das condições de operacionalidade do porto da Horta, e o facto de não se ter, atempadamente, parado para avaliar o que estava a ser feito”. Quando isso acontecer, “o único responsável será o PS”, concluiu o deputado bloquista.

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02
março

Cedência de terreno à APADIF - Chumbado projeto de resolução para a construção do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO)

Escrito por João Paulo Pereira

Na passada semana, subiu a plenário o projeto de resolução do CDS que recomendava ao Governo a cedência de um terreno à APADIF para a construção de um CAO.

O projeto de resolução do Grupo Parlamentar do CDS-PP que recomendava ao Governo Regional a cedência à APADIF de terreno, na ilha do Faial, da propriedade da Região com vista à construção e edificação de um Centro de Atividades Ocupacio-nais foi chumbado com os votos contra do PS e os votos favoráveis do CDS e do BE, e a abstenção do PSD.
De acordo com o deputado regional Rui Martins, do CDS-PP, que discursava na Assembleia Legislativa, a iniciativa “é uma reivindicação justa, e de há pelo menos 10 anos, da Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial. Uma reivindicação que pretende dotar o Faial, nesta instituição, da oferta de um serviço de CAO que sirva as necessidades reais e os melhores interesses das pessoas com deficiência da ilha do Faial”.
Para o deputado “o CDS fez uma proposta resolutiva e o PS e o Governo apressaram-se a tomar decisões no sentido contrário ao que é proposto, inviabilizando toda e qualquer possibilidade de, neste particular, a APADIF algum dia vir a ter uma valência de CAO na medida em que o Governo Regional afirmou que não há listas de espera para este serviço no Faial, que tem protocoladas 30 vagas, apesar, de imediato, esclarecer que iriam alargar o protocolo para 40 vagas”.
“A realidade é que este Governo e a Sr.ª Secretária vale-se da APADIF apenas para aquilo que é experimental, para aquilo que é pioneiro na região, para aquilo que vos traz visibilidade a baixo custo. É assim com o ATL Esperança, e é assim com o Moviment’arte”, salientou Rui Martins na sua intervenção.
Considera o deputado que o Governo Regional ao não viabilizar que na ilha do Faial, possa haver mais uma resposta de CAO de pequena e media dimensão, não pratica uma política de verdadeira inclusão social.
Para Carlos Ferreira, deputado regional do PSD eleito pela ilha do Faial, “a inclusão plena dos cidadãos portadores de deficiência na nossa sociedade, constitui um desafio de excecional complexidade, e de prossecução obrigatória para os poderes públicos”.
Entende este que o centro da reflexão deve ser o utente, o cidadão portador de deficiência que precisa das respostas da valência Centro de Atividades Ocupacionais, pelo que “esta iniciativa tem o mérito de trazer o problema à discussão nesta Assembleia e obrigar o Governo a definir-se quanto aos investimentos a realizar”.
O PSD/Açores, através do deputado faialense, considera urgente que o Governo invista na qualificação da resposta de Centro de Atividades Ocupacionais na ilha do Faial, a qual tem que avançar rapidamente e não esperar pela próxima legislatura.
Por sua vez, o deputado do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Tiago Branco, defendeu na sua intervenção que “não é responsável avançar-se para a duplicação de uma resposta social sem antes avaliar as condições de financiamento das respostas atuais”.
“Tendo em conta a existência de um Centro de Atividades Ocupacionais na ilha do Faial, há que avaliar primeiramente a situação daquela infraestrutura e a resposta que é dada ao nível de CAO no concelho da Horta. Nessa óptica, pode-se constatar que o Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia da Horta funciona em instalações provisórias, carecendo de obras de reabilitação ou de um novo edifício que contribuam para a qualificação daquela resposta social”, reconheceu o deputado socialista.
Para o deputado do PS/Açores a prioridade é a reabilitação do Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia da Horta.

 

Não existe procura que exceda a capacidade de oferta

A Secretária Regional da Solidariedade Social considera a “APADIF como uma instituição parceira do Governo Regional no desenvolvimento de políticas sociais na ilha do Faial”, pois encontram-se celebrados com essa instituição seis contratos de cooperação, sendo o mais recente a criação do ATL inclusivo com capacidade para 40 utentes.
Reconhece, no entanto, a governante que “a APADIF ambiciona ter uma sede e ser responsável pela implementação de uma resposta de centro de atividades ocupacionais”, mas que deve ser olhada em função da realidade e necessidades existentes.
Para Andreia Cardoso a resposta de CAO “é assegurada no Faial pela Santa Casa da Misericórdia da Horta onde não existe lista de espera”, não existindo neste momento procura que exceda a capacidade de resposta instalada ao nível do CAO.
Na sua declaração de voto após o chumbo do projeto de resolução, o deputado Rui Martins lamentou ainda o facto de “serem feitas perguntas sem terem as devidas respostas”.

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23
fevereiro

Direção Regional da Ciência e Tecnologia - Assinado protocolo de programação e robótica com Escola Secundária Manuel de Arriaga

Escrito por Flávia Taibo

A Escola Secundária Manuela de Arriaga (ESMA) assinou, esta segunda-feira, um protocolo com a Direção Regional da Ciência e Tecnologia (DRCT) para a implementação do Clube de Programação e Robótica.
A ESMA foi a primeira de seis escolas a assinar este protocolo que segundo o Diretor Regional da Ciência e Tecnologia, visa a “promoção da cultura cientifica” e o “aumento da literacia digital”.

Decorreu na passada segunda-feira a assinatura de um protocolo no âmbito de um projeto piloto nos Açores entre a ESMA e a DRCT que apoia a implementação de Clubes Escolares de Programação e Robótica.
“É com certeza uma satisfação da nossa parte sermos uma escola piloto neste projeto,” afirmou o Presidente do Conselho Executivo da ESMA, acrescentando que “para a nossa escola um clube como o de informática e robótica é uma forma de motivarmos os alunos e os despertarmos para aquilo que são as competências na área das novas tecnologias”.
Apesar de já existir um clube de robótica, os alunos tinham acesso limitado a determinados materiais devido à falta de verba e usavam materiais herdados do anterior clube de ciência.
Por isso, Pedro Medeiros acredita que com este protocolo com o Governo dos Açores os alunos poderão “desenvolver competências” para que no futuro saibam “aproveitar ao máximo as oportunidades, fazer opções para nós, para o mundo em que nos inserimos, para a nossa comunidade”, disse.
Por sua vez, o Diretor Regional da Ciência e Tecnologia agradeceu à ESMA, ao Presidente do Conselho Executivo e ao professor Fernando que tem trabalhado e “acompanhado a definição deste projeto piloto para os Açores” e que com esta iniciativa colocou a “ESMA na vanguarda da iniciativa no âmbito da Programação e da Robótica”.
Este protocolo será assinado com mais cinco escolas que estarão lado a lado com a ESMA na implementação do projeto, nomeadamente a Escola secundária de Santa Maria, a Escola Básica e Secundária das Flores, a Integrada de Angra do Heroísmo, a Escola Secundária das Laranjeiras e também a Escola de Novas Tecnologias dos Açores.
Pretende-se, “ao longo dos próximos anos com uma cadência de 10 clubes de ano, alargar a temática da programação e da robótica a todas as unidades da rede escolar dos Açores e com isto também dar um contributo para que esta dinâmica ganhe uma outra atração, outra incidência no governo sobre o assunto para que os jovens possam vir a ganhar outras competências e seguramente serem melhores estudantes e melhores cidadãos”, revelou o governante.
Às escolas que assinaram ou vão assinar este protocolo, o Governo dos Açores, através da DRCT, deverá apoiar financeiramente os Clubes de Programação e Robótica, com o limite máximo de 5 mil euros anuais conforme o número de alunos que integram o Clube e os produtos finais previstos, o que perfaz um total de 50 mil euros anuais.
Este protocolo, juntamente com outras medidas, faz parte do Plano Integrado para o Desenvolvimento da Cultura Científica que o Governo Regional tem vindo a trabalhar e irá apresentar no próximo mês de março.
“Esse plano para além desta medida que hoje aqui apresentamos, inclui um outro conjunto de medidas, muitas delas orientadas para as escolas, mas também para outras entidades da sociedade civil de forma que as áreas da STEM, que em português significa a área das ciências, das tecnologias, da matemática e da programação, possam ganhar um espaço particular nas vossas dinâmicas de educação e das nossas dinâmicas de empreendedorismo social de uma forma geral”, salientou Pacheco.
O principal objetivo a médio prazo do protocolo assinado “é implementar dinâmicas relativas ao aumento da literacia digital e com isto aumentar as competências digitais dos estudantes que vão estar abrangidos por estes clubes de robótica” e promover a cultura científica, sublinhou Bruno Pacheco.
O Governo está a apostar na literacia digital porque “os nossos tempos incitam que todos nós possamos dar um passo em frente no aumento das nossas competências digitais para que possamos ser melhores cidadãos e sendo melhores cidadão possamos ter mais oportunidades quer no mercado de trabalho quer ao nível da intervenção junto da sociedade e com isto também melhorar os Açores”, explicou o diretor regional.
Neste sentido, Bruno Pacheco disse aos alunos que “o mundo é aquilo que vocês quiserem que seja, o mundo será aquilo que vocês forem capazes de fazer dele e digo-vos então que façam uma coisa: que ganhem o mundo, que abram os vossos horizontes ao mundo. Porque ganhar o mundo é uma forma de estarmos na vida e de não nos fecharmos no nosso próprio umbigo”.
Durante a ocasião, os alunos fizeram uma demostração robótica para mostrar ao diretor regional o que pode esperar deles. Os alunos trabalharam em grupos de três ou quatro pessoas para construírem dois robôs da Lego, o Lucifer e o Ollie.
De momento, o Lucifer realiza movimentos simples como andar para a frente e para trás e girar, mas ainda não está completo. Segundo os alunos, ainda vão fazer a programação e adicionar mais peças que que o Lucifer consiga realizar mais ações.
Infelizmente, o Ollie, apesar de estar tão avançado como o Lucifer, teve um problema com o Bluetooth e não pode participar nas demonstrações, mas os seus criadores estão confiantes de que conseguirão resolver o problema.
Em geral, os alunos sentem que o que os atrai à robótica é ser uma experiência diferente, estar com os amigos e construir e fazer coisas novas. Os mesmos afirmaram não achar a robótica e a programação difícil pois têm a ajuda de um manual de instruções e dos professores.

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23
fevereiro

Câmara Municipal da Horta promove “Nós somos pequenos cidadãos da ilha”

Escrito por Flávia Taibo

A Câmara Municipal da Horta está a promove rde 20 de fevereiro a 13 de março uma atividade dedicada às crianças dos jardins de infância da ilha intitulada “Nós somos pequenos cidadãos da ilha”.

No âmbito do projeto “Autarca por um dia” e como Cidade Educadora, a Câmara Municipal da Horta, em parceria com a Escola Básica integrada da Horta, está a promover, entre 20 de fevereiro e 13 de março, nos Paços do Concelho, pela primeira vez, a iniciativa “Nós somos pequenos cidadãos da ilha”.
Esta ação, destinada a 160 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, de todos os Jardins de Infância da Rede Pública Escolar da Horta, marca a entrada dos jardins de infância no projeto “Autarcas por um dia” que até agora abrangia apenas crianças e jovens do 1.º ciclo ao ensino secundário.
Durante a visita das 22 crianças da Escola de Pedro Miguel e da Praia de Almoxarife, na passada quarta-feira, o Presidente da Câmara Municipal da Horta salientou a importância desta iniciativa para dar a conhecer as funções da Câmara Municipal, a estimular as crianças a terem uma “cidadania ativa” para que no futuro participem nas “questões da sua freguesia, da sua cidade e da sua ilha”.
Durante a manhã, os pequenos cidadãos aprenderam a tirar a senha e a pagar a conta da água assim como tiveram a oportunidade de conversar com o Presidente da Câmara Municipal e demonstrar os seus conhecimentos sobre a Câmara. Assistiram também a um espetáculo de fantoches que lhes ensinou a serem bons cidadãos e quais as funções de uma câmara municipal e a uma pequena palestra sobre como separar os resíduos.
Para concluir, as criança tiveram a oportunidade de fazer um pequeno desenho que depois será compilado juntamente com os desenhos dos alunos das outras escolas para no fim formarem um grande cartaz.

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23
fevereiro

30ª Edição da Atlantis Cup - Regata da Autonomia encerra desafio de tocar as nove ilhas dos Açores

Escrito por Tatiana Meirinho

A 30.ª edição da Atlantis Cup que decorre de 29 de julho a 5 agosto vai envolver as ilhas do Grupo central encerrado assim o desafio lançado em 2013 pela Presidente da ALRAA, de envolver as nove ilhas dos Açores.

A 30ª Edição da Atlantis Cup- Regata da Autonomia foi apresentada ao público na passada sexta-feira, 16 de fevereiro, numa sessão que decorreu no salão-bar do Clube Naval da Horta (CNH), presidiada pela Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Ana Luís.
A principal regata de vela de cruzeiro dos Açores encerra este ano o desafio lançado em 2013 pela Presidente da ALRAA, de envolver as nove ilhas dos Açores. O desafio foi aceite pela direção do CNH em 2016, ano em que se celebraram os 40 anos da Autonomia da Região Açoriana.
Em 2018, a também conhecida como Regata da Autonomia, acontece entre os dias 29 de julho e 5 de agosto, com largada na Madalena do Pico, passando pela Praia da Vitória, na Terceira, e Praia da Graciosa, terminando na ilha do Faial.
José Decq Mota, Presidente da Direção do CNH, destacou, durante o seu discurso, a grande projeção que a Atlantis Cup ganhou no panorama nacional, que tem vindo a ser realçada junto da Associação Nacional de Cruzeiros, e que tem sido um veículo de divulgação dos Açores no panorama nacional e internacional.
O Presidente do CNH salientou o facto de que a conclusão do desafio lançado pela Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, de envolver as nove ilhas dos Açores, ser concluída no 30.º aniversário da Regata Atlantis Cup. Para José Decq Mota a direção do CNH esteve à altura do desafio embora revele que “não foi fácil, em termos logísticos, organizar uma regata que tocasse em todas as ilhas” e por isso destacou que o modelo adotado - faseando a prova em três fases - foi uma aposta ganha.
O dirigente do clube náutico realçou ainda a importância da Regata para o CNH e a vida que a mesma traz ao mar dos Açores durante a sua realização, frisando que “o objetivo primordial é o de realizar sempre uma Regata Oceânica, que atraia participantes, que promova a Região e que dignifique a Autonomia”.
José Decq Mota lembrou o apoio da ALRAA, principal patrocinador da prova e o apoio imprescindível dos Clubes Navais, coorganizadores, este ano o Clube Naval da Madalena, Angra Iate Clube, Clube Naval da Praia da Vitória e Clube Naval da Praia da Graciosa. Lembrou também o apoio das Câmaras Municipais e da Portos dos Açores, S.A.
Jorge Macedo, diretor de prova, apresentou o trajeto para a Atlantis Cup - Regata da Autonomia 2018, declarou que este ano a realização da prova é “um pouco complicada”, salientando o grande desafio do percurso que será o estacionamento das embarcações da Praia da Graciosa, uma vez que este não dispõe de Marina, nem porto que abrigue as embarcações, pelo que o estacionamento terá de ser feito à “moda antiga”, lançou em tom jocoso, uma vez que terão de recorrer à ancoragem dos barcos.
Quanto às embarcações Jorge Macedo apresentou uma novidade no que diz respeito à selagem dos motores, o novo modelo que a organização pretende testar a curtas distâncias, que será posteriormente explicado aos participantes.
Presente nesta cerimónia esteve o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, que destacou o simbolismo da Atlantis Cup, e a passagem do seu 30º aniversário, e a importância da designação de “Regata da Autonomia” afirmando que “a autonomia é um dos nossos maiores patrimónios enquanto Região, que temos todos o dever de enaltecer e consolidar. Chamar a esta regata, que une todas as ilhas e todos os Açorianos, de Regata da Autonomia é bem conseguido, é acertado e encarna bem o espírito que se pretende cimentar”
O responsável pela pasta da Agricultura e Florestas salientou o facto de a edição de 2018, ter um simbolismo acrescido, por se completar o objetivo de tocar todas as ilhas do arquipélago.
João Ponte referiu que o sucesso desta prova se revela pela longevidade do evento, que continua a despertar o interesse dos participantes e que esta regata faz do mar “uma espécie de estrada que une as ilhas”.
Ana Luís, Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, dirigiu um cumprimento “muito especial” ao CNH, associados e a todos aqueles que permitiram que esta prova se realizasse ao longo dos últimos trinta anos.
Para a Presidente do órgão legislativo a Atlantis Cup, apesar de não assumir desde o início o cognome de “Regata da Autonomia”, não é apenas um evento desportivo, representa nos dias de hoje “um marco na união e demonstração hospitalidade que caracteriza os açorianos, e um importante contributo na valorização e reconhecimento da Região”.
Ana Luís realçou uma vez mais a capacidade do CNH na concretização do desafio lançado por ela, em 2013, e relembrou que “mais importante do que lançar os desafios é efetivamente concretizá-los”. A presidente da ALRAA frisou que “o desígnio de passar em todas as ilhas ficará marcado, registado na história da autonomia, e reforça a importância da regata Atlantis Cup no panorama nacional da Vela de Cruzeiro”, lembrando que constitui uma mais-valia para a promoção dos Açores, demonstrada pela participação de velejadores nacionais e internacionais.
Uma vez que o desafio que lançou há cinco anos atrás foi concretizado com sucesso, Ana Luís aproveitou a ocasião para lançar mais um desafio que “acredita ser muito mais fácil” – utilizar a Regata da Autonomia como veiculo para a importância do mar dos Açores e alertar para o aumento da poluição dos nossos mares.
O objetivo é que os participantes sensibilizem para a problemática da contaminação dos mares dos Açores e acredita que “com pequenos gestos podem alcançar-se feitos grandiosos”, e realçou “é de coragem e resiliência que se faz a história dos Açores”.

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23
fevereiro

Competição - Clube de Ténis do Faial promove Torneio Carnaval 2018

Escrito por Susana Garcia

O Clube de Ténis do Faial promoveu um Torneio de Carnaval destinado aos escalões Senioers e Sub 12.
Apesar de se destinar a escalões mais velhos, a competição contou ainda com a presença dos alunos dos núcleos das escolinhas do desporto.

O Clube de Ténis do Faial, realizou nos dias 17 e 18 de fevereiro o Torneio Carnaval 2018 – Seniores e Sub12.
A prova decorreu na tarde de sábado, com a presença do sol que contribuiu para o seu sucesso.
Em destaque estiveram os atletas que competiram no escalão Sub12, André Castro, David Moimeaux, Guilherme Bettencourt, Julião Silva e Dinis Vieira.
A competição decorreu num sistema de grupo, jogando todos contra todos à melhor de 3 shorts sets. “André Castro e Dinis Vieira adiaram a decisão para a última ronda. Já numa luta contra o cansaço, André Castro superiorizou-se levando para casa o troféu de vencedor”, revela a organização numa nota enviada às redações.
Já os seniores não tiveram tanta sorte com o tempo. As decisões do torneio, neste escalão, estavam agendadas para o domingo de manhã, mas devido à forte chuva que se fez sentir durante a noite e pelo fato do clube não possuir um campo coberto, as finais foram adiadas para o final da tarde.
Em singulares, com um quadro de 9 atletas, João Pereira levou a melhor sobre Pedro Ferraz, numa final com a duração de 2 horas, apenas decidida no 3 set. Pedro Ferraz entrou a ganhar no 1 set por 6/3 mas permitindo que João Pereira vencesse o 2 set por 6/4. Num 3 set bem disputado, em que o bom nível de ténis foi uma constante, João Pereira foi o mais consistente, conseguindo alcançar o 6/1 que lhe permitiu vencer o torneio.
Na vertente de pares, com um quadro de 5 duplas, a dupla João Pereira/Nuno Pereira conseguiu superiorizar-se a António Mesquita/Carlos Campos.
No decorrer desta competição e ainda na tarde de sábado, os alunos dos núcleos das escolinhas do desporto tiveram a possibilidade de vivenciar a modalidade noutro contexto.

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23
fevereiro

CPCJ - Faial Carlos Ferreira e Luís Garcia preocupados com as toxicodependências na Região

Escrito por Susana Garcia

Os deputados do PSD eleitos pelo Faial estão preocupados com a situação regional, no que há toxicodependência e comportamentos diz respeito.
Recorrendo aos dados do Relatório Anual 2016 relativo às Drogas e Toxicodependência, disponibilizado pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), os deputados denunciam que “os Açores registam um aumento dos consumos de cocaína e de ecstasy” e apresentam mesmo “as maiores prevalências de consumo mais recente destas substâncias”.

Na tarde da passada sexta-feira dia 16 de fevereiro, os deputados do PSD eleitos pelo Faial reuniram com a CPCJ do Faial. Este encontro permitiu a Carlos Ferreira e Luís Garcia, aprofundar o seu conhecimento relativamente ao funcionamento da instituição e sobre o panorama atual da ilha e da Região ao nível da proteção dos mais jovens, que classificam como uma matéria de “grande sensibilidade e relevância”.
Em declarações ao Tribuna das Ilhas no final do encontro, os parlamentares destacaram o trabalho “meritório e de grande dedicação” desenvolvido pelos membros da comissão, que muitas vezes se deparam com “situações de elevada complexidade familiar e extremamente exigentes para todos os envolvidos”, referem.
Segundo Carlos Ferreira, “a informação transmitida pela comissão aponta para uma estabilização do número de casos, ainda assim bastante consideráveis para uma ilha como o Faial, mas também para um preocupante aumento da gravidade das situações analisadas, nomeadamente ao nível da violência doméstica, maus tratos e consumos de substâncias proibidas”, afirmou.
Neste contexto, o deputado faialense, responsável pela área das dependências no grupo parlamentar social democrata, alertou para a “extrema gravidade da situação da região em matéria de drogas e toxicodependência, um dos fenómenos de maior risco para as crianças e jovens das nossas ilhas”.
Recorrendo aos dados do Relatório Anual 2016 – A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependência, apresentado no passado dia 8 pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), Carlos Ferreira revela que “os Açores registam um aumento dos consumos de cocaína e de ecstasy e apresentam mesmo as maiores prevalências de consumo mais recente destas substâncias”, acrescentando também que o consumo recente de novas substâncias psicoativas é bem mais prevalecente nos Açores do que no resto do país e ainda que o relatório aponta aos Açores “as prevalências de consumo mais elevadas de anfetaminas, de alucinogénios e de Novas Substâncias Psicoativas”.
Neste sentido, defendeu que “na última década perdeu-se uma geração no combate às dependências”.
A este respeito o deputado recordou que "em 2008, o Governo criou uma direção regional dedicada a este problema social; em 2012, aquela direção regional foi extinta; mas em 2016, a mesma direção regional foi ressuscitada". Para Carlos Ferreira esta situação demonstra que "o percurso sem rumo do Governo, deixa numa situação de grande fragilidade aqueles que, no terreno, travam diariamente um combate difícil contra as dependências. E fragiliza, acima de tudo, muitos pais e mães que não podem continuar abandonados à sua sorte", lamentou.
No entender dos deputados do PSD, "a toxicodependência é um flagelo social gravíssimo”, pelo que consideram urgente “que em vez de anúncios de circunstância, o governo conclua o estudo que foi aprovado por unanimidade no parlamento regional e implemente uma verdadeira estratégia regional de prevenção e combate às dependências", concluíram.

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23
fevereiro

ATL Inclusivo da APADIF - Andreia Cardoso faz balanço positivo do investimento

Escrito por Susana Garcia

A Secretária Regional da Solidariedade Social, considerou como “positiva”, a aposta no ATL Inclusivo da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial - APADIF.
O ATL “Esperança” resulta de uma parceria desenvolvida há cerca de um ano entre o Governo e a APADIF, e dá uma resposta social a cerca de quatro dezenas de crianças e jovens entre os três e os 18 anos.

A Secretária Regional da Solidariedade Social, Andreia Cardoso, visitou na manhã de quinta feira, dia 15 de fevereiro o ATL Inclusivo “Esperança” da APADIF.
Segundo a governante “o ATL inclusivo na ilha do Faial é desenvolvido em parceria com a APADIF” e resulta de “uma iniciativa que o governo desenvolveu em três ilhas, designadamente em São Miguel, Terceira e Faial”.
“Foi um investimento que correspondeu a 150 mil euros para estas três instituições no último ano e que é, no fundo, uma resposta a replicar noutras ilhas e, com certeza, em toda a Região”, frisou Andreia Cardoso, esclarecendo que estes são “ATL melhores apetrechados quer em termos técnicos quer em termos dos equipamentos para responder melhor às necessidades das crianças e jovens com necessidades educativas especiais”, disse.
No final da visita, em declarações à comunicação social, a titular da pasta adiantou que esta visita serviu não só para fazer “um balanço” desta resposta social, mas também, “perspetivar o futuro e com a APADIF encontrar as melhores soluções para esta população”, frisou.
A criação desta resposta social no Faial, que é “a maior das três” atualmente disponibilizadas nos Açores, contou com colaboração do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Angústias, que cedeu o espaço para a sua implementação.
Quanto ao público com necessidades especiais, a Secretária Regional apontou como prioridade a promoção da empregabilidade nesta população.
“Um desígnio que o Governo Regional determinou para esta legislatura tem a ver com a possibilidade de empregabilidade destes públicos” salientou Andreia Cardoso, acrescentando que nesse sentido “lançamos o desafio à APADIF” esperando agora que esta associação, em articulação com a Ação Social do Faial, “venha a desenhar melhor esta resposta, correspondendo àquelas que são as necessidades deste público”, concluiu.

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23
fevereiro

Centro de Acolhimento Empresarial - Mercado Municipal concluído até ao último trimestre de 2018

Escrito por Flávia Taibo

O presidente da Câmara Municipal da Horta anunciou na passada semana que as obras de remodelação do Centro de Acolhimento Empresarial estarão concluídas no último semestre de 2018.
“A obra está a andar bem, estamos a respeitar todos os prazos o que quer dizer que estamos em condições de afirmar que no último trimestre de 2018 estará aberto ao público”, adiantou José Leonardo.

O Presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) e os Vereadores Luís Botelho e Felipe Menezes visitaram a empreitada de remodelação do Centro de Acolhimento Empresarial, mais conhecido por Mercado Municipal, no passado dia 14 de fevereiro, para acompanhar o desenvolvimento da obra.
“Estamos a fazer uma visita para verificarmos o andamento deste grande investimento para a ilha do Faial que é o nosso Centro de Acolhimento Empresarial, o nosso Mercado Municipal”.A vereação recebeu explicações dos responsáveis pela obra e dos fiscais, adiantou o Executivo Camarário em declarações à comunicação social após a visita.
“Estamos em condições de poder afirmar que o Mercado Municipal, o nosso Centro de Acolhimento Empresarial, estará disponível ao público (…) no último trimestre deste ano de 2018, e a funcionar em pleno”, avançou José Leonardo, explicando que “a obra está a andar bem e estamos a respeitar todos os prazos”.
Para o edil, este investimento, no valor de cerca de 1 milhão e 100 mil euros, “é uma mudança de paradigma daquilo que era o antigo Mercado Municipal”. O objetivo deste projeto de remodelação é que o novo Mercado seja “um espaço de inovação, um espaço de apresentação de novos produtos”.
José Leonardo salientou ainda que “não vale a pena investirmos só para ficar bonito, temos de ter o retorno do investimento” através de um Centro de Acolhi-mento Empresarial “que dê respostas ao nível dos produtos locais”, valorizando-os, “lançando novos produtos e dando uma resposta quer à população, quer àqueles que nos visitam”, disse realçando a importância que o Mercado tem no turismo.
No sentido de melhorar o funcionamento do Mercado, o Presidente da CMH revelou que estão a ser elaboradas novas regras de funcionamento do Mercado Municipal que serão depois disponibilizadas à população afim de que todos percebam “quais são as condições que são obrigados a ter para ter acesso a este local”.
Uma das novidades do funcionamento do novo Centro de Acolhimento Empresarial avançada pelo edil é não haver um horário de abertura e de fecho, pelo facto de incluir restauração no futuro.
Este novo Mercado Municipal terá ainda um parque de estacionamento na parte de trás e será amigo do ambiente através da recolha de água para um tanque que será depois aproveitada.
Na ocasião José Leonardo revelou também que em breve a CMH vai dar inicio à remoção de terras para a construção do parque de estacionamento na Rua de São João que está referido na empreitada da Frente Mar.
Este novo parque de estacionamento “já foi aprovado pelo o PO 2020 e que está agora à espera do visto do Tribunal de Contas”, disse o edil, acrescentando que “será o primeiro parque de estacionamento coberto” da ilha do Faial.

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23
fevereiro

Greve de Fome - Deputado do PPM nos Açores exige refeitório para a escola do Corvo

Escrito por Susana Garcia

O deputado do Partido Popular Monárquico (PPM) Açores, esteve em greve de fome durante a sessão plenária que decorreu esta semana na Horta, como protesto contra a falta de refeições escolares no único estabelecimento de ensino da ilha do Corvo.
Segundo Paulo Estevão "os alunos do Corvo estão a ser discriminados unicamente por viverem e estudarem numa ilha distante e pouco povoada".

O deputado do PPM eleito pela ilha do Corvo, iniciou esta segunda-feira uma greve de fome, como protesto contra a falta de refeições escolares na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, localizada na mais pequena ilha dos Açores.
O protesto de Paulo Estevão decorreu durante a sessão plenária de fevereiro que teve lugar esta semana na Horta. Aliás, esta não é a primeira vez que o deputado monárquico recorre à greve de fome em sinal de protesto. Já em 2009, Paulo Estevão esteve mais de dois dias sem comer para exigir a instalação de uma delegação do parlamento açoriano na ilha do Corvo, também a única do arquipélago que não dispunha desse serviço.
Num comunicado enviado às redacções, o deputado do Corvo refere que a Escola do Corvo é a única que não assegura o fornecimento de refeições escolares (almoços) aos alunos enquanto que no resto da Região, “são fornecidas refeições escolares aos alunos, docentes, não docentes e inclusivamente aos encarregados de educação”, lembrando ainda que “existe, inclusivamente, legislação que assegura o fornecimento das mesmas durante as interrupções letivas, deslocando-se os alunos para as escolas propositadamente para esse fim, uma vez que a atividade letiva está interrompida”.
Paulo Estevão recorda que últimos anos Representação Parlamentar do PPM, tem vindo a apresentar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores - ALRAA diversas propostas e a realizar várias intervenções no sentido de assegurar o fim da discriminação dos alunos da ilha do Corvo e recusa-se a perceber “por que razão o Governo Regional não constrói uma cozinha e um refeitório escolar na Escola do Corvo, de forma a assegurar aquilo que é a sua obrigação legal”.
Apesar de ter esgotado todos os recursos legislativos e de discussão parlamentar, o deputado monárquico, não desiste da sua reivindicação, recorrendo assim à greve de fome.
“Vou manter esta ação de protesto enquanto tiver condições físicas para a prosseguir e o Governo Regional dos Açores continuar a não assegurar o fornecimento de refeições escolares, tendo como referência o mesmo caderno de encargos que serve para todas as outras escolas dos Açores, aos alunos, docentes e não docentes do Corvo”, refere o deputado no comunicado.
No documento, Estevão diz-se “absolutamente convencido de que a atitude do Governo Regional tem como base, única e exclusivamente, o preconceito e a ideia de discriminar abertamente uma população com menor visibilidade e poder de reivindicação devido à distância a que se encontra dos centros de decisão e à sua diminuta população”.
Neste sentido, salienta que não aceita “nenhuma solução que apenas queira protelar, com base em mentiras e em expetativas falsas, a resolução de uma questão, cuja permanência apenas envergonha todos os que acreditam na igualdade de oportunidades de todas as crianças e jovens do nosso país”, adianta.
O deputado recorda ainda que “o Governo Regional começou, num primeiro momento, por recusar o direito das crianças do Corvo a terem acesso a refeições escolares” e posteriormente no “Orçamento Regional para 2018 passou a contemplar o pagamento, às famílias dos alunos do Corvo, de compensações, calculadas numa base diária e indexadas ao subsídio de refeição”.

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