Em conferência de imprensa o Grupo Parlamentar do Partido Socialista Açores (GPPS) revelou-se “bastante satisfeito” com a proposta do Orçamento de Estado para o ano 2018 do Governo da República (GR).
Francisco César destacou, o fim da “discriminação inaceitável” entre a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira por parte do Governo da República, no que ao apoio ao transporte aéreo inter-ilhas diz respeito.
Na passada sexta-feira, dia 20 de outubro, o GPPS, demonstrou a sua satisfação com a proposta do Orçamento de Estado para 2018 do GR. “Esta proposta confirma o empenho que o Governo da Republica tem em conseguir prosseguir com a recuperação económica – uma recuperação económica que é sustentada e que permite olhar o futuro com confiança e com estabilidade”, afirmou Francisco César.
O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS Açores destacou o fim da “discriminação inaceitável” que o GR tem feito à Região Autónoma dos Açores: “Pela primeira vez, é corrigida uma injustiça e é assumido um compromisso da parte do GR, de assumir parte da verba dos montantes pagos aos operadores aéreos, na prestação de serviço público inter-ilhas”, relembrado queno passado, o executivo nacional apenas tinha uma verba prevista para as operações entre o Funchal e o Porto Santo e outra verba global para as obrigações de serviço público entre o continente e as regiões autónomas”, deixando de parte as ligações entre as ilhas do arquipélago dos Açores.
Francisco César também salientou o empenho do Governo do Estado central, “que tem conseguido reforçar o crescimento, ao mesmo tempo que mantém o rigor nas suas finanças públicas, da mesma forma que tem promovido a equidade social”.
Sublinhou ainda o enfoque dado à “recuperação dos rendimentos dos trabalhadores”, de ambos os setores público e privado, ao “desagravamento fiscal” para as empresas e ao “acesso ao crédito”.
Relativamente à Lei das Finanças das Regiões Autónomas, o deputado salientou que o Orçamento de Estado para 2018 “garante a concretização de transferências financeiras na sua totalidade e responde a algumas das nossas reivindicações”, referindo-se ao “aumento significativo na ordem dos 9 milhões de euros” em transferências diretas para a Região.
O Vice-Presidente congratulou o GR pelo facto de as receitas dos jogos sociais e dos impostos sobre o álcool, o tabaco, as bebidas açucaradas e sobre os alimentos com elevado teor de sal, uma novidade no Orçamento de Estado, passarem a ser receita da Região.
Francisco César sublinhou ainda outros compromissos assumidos pelo GR no Orçamento de Estado como a construção do novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, a rede de radares meteorológicos, a preparação da instalação do Centro de Investigação Internacional do Atlântico e o Observatório do Atlântico.
O PSD/Açores vai promover a realização de um ciclo de conferências com vista a refletir sobre a Autonomia e a Democracia.
O ciclo de conferências, intitulado “Autonomia e Democracia – Os Açores de Hoje” arrancou esta semana em Ponta Delgada e prolonga-se até outubro de 2018.
O PSD/Açores vai promover um ciclo de conferências sobre a Autonomia e a Democracia em que participarão personalidades dos vários quadrantes políticos, do mundo laboral, do meio empresarial e dos meios de comunicação.
O ciclo de conferências, intitulado “Autonomia e Democracia – Os Açores de Hoje”, cuja realização foi aprovada na última reunião da Comissão Política Regional do partido, tem em vista promover “uma reflexão sobre o momento atual da Autonomia e a forma como os Açores e os açorianos estão a viver a Democracia”, anunciou Duarte Freitas, numa conferência de imprensa, realizada na manhã da passada sexta feira, dia 20 de outubr, na cidade da Horta.
Na primeira conferência, que abordará o papel da atividade política no desenvolvimento dos Açores, serão oradores principais Jaime Gama, ex-presidente da Assembleia da República, e Carlos Amaral, professor da Universidade dos Açores, revelou o líder do PSD/Açores.
Na apresentação deste evento Duarte Freitas, fez-se acompanhar por Susete Amaro, vice-presidente do PSD/Açores, e pelo deputado João Bruto da Costa, que foram também convidados a intervir nesta primeira conferência.
Duarte Freitas revelou ainda que todos os partidos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa dos Açores, foram também convidados a participar e aproveitou a ocasião para agradecer aos partidos políticos que já responderam positivamente ao convite. “Se há algo que nos une, é a defesa da Autonomia, o desenvolvimento dos Açores e uma sociedade mais justa, em que a Democracia e o equilíbrio de poderes nos possam orgulhar”, afirmou.
Este ciclo de conferências, avançou o presidente do PSD/Açores “é aberto a toda a sociedade e possui três grandes linhas orientadoras: mais Economia e menos dependência; mais Sociedade e menos desigualdade; menos governo e mais Cidadania”.
Duarte Freitas revelou ainda que todas as reflexões e contributos das personalidades intervenientes neste ciclo de conferências “Autonomia e Democracia – Os Açores de Hoje” serão reunidos em livro, “com a finalidade de criar um documento que pontue na História o momento que vivemos presentemente nos Açores”.
O PCP/Açores destacou a importância do grupo SATA para promover e servir os Açores e neste contexto rejeita a opção de uma nova privatização do grupo, após “a gestão danosa dos sucessivos governos regionais”.
O partido defende ainda a implementação de vários objetivos e princípios que garantam o direito à mobilidade de todos os açorianos.
Num comunicado dirigido à imprensa no passado dia 20 de outubro, o Partido Comunista Português (PCP) salientou a importância da companhia aérea SATA para o serviço público e como agente promotor do arquipélago dos Açores.
“Para o PCP a importância estratégica da SATA vai muito para além do serviço público, a SATA é reconhecidamente a companhia de bandeira dos Açores, uma verdadeira embaixadora Açoriana, um importante meio de promoção e divulgação dos Açores, um instrumento económico e de coesão regional e o principal pilar das políticas de transportes aéreos na Região”, afirma o PCP.
No documento, o grupo comunista revela-se preocupado com o futuro da SATA, denunciando “que a gestão danosa dos sucessivos governos regionais levou a uma situação financeira difícil”, que agora enfrenta mais uma possível privatização.
“Lamentavelmente é o próprio Governo Regional que volta agora a abrir portas a uma futura privatização da SATA, mesmo que seja só de apenas uma parte, como é defendida claramente por diversos sectores e forças políticas regionais”, sublinha o partido comunista.
Com o pensamento de proteger os interesses dos açorianos, o PCP rejeita esta opção, “que considerou como extremamente negativa para a Região, levando a que os interesses e as prioridades regionais fiquem à mercê de interesses privados que não defendem o serviço público”.
Segundo o PCP/Açores, “as opções erradas tomadas pela gestão da SATA, das quais o Governo Regional é o principal responsável, causam grandes e graves entraves à mobilidade dos Açorianos para além de constituir uma barreira de limitação ao crescimento do sector turístico, sobretudo nas ilhas de Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo”.
Para o partido, é importante “o estabelecimento de obrigações de serviço público, claras e objetivas, determinando a redução dos preços suportados pelas empresas e pelos cidadãos, com frequências adequadas e suficientes nas ligações diretas entre as diversas ilhas e o continente”.
O grupo comunista defende “que terá de existir uma alteração do atual modelo de serviço público de transporte aéreo” e enumera alguns dos seus objetivos e princípios.
O primeiro objetivo é a garantia do direito à mobilidade dos açorianos como prioridade do serviço público de transporte aéreo. Depois, garantir que o preço pago pelos açorianos seja coeso com o rácio preço/distância a nível nacional. O terceiro objetivo é garantir que um cidadão açoriano não tenha de pagar mais do que o valor mínimo da viagem e que o subsídio seja pago diretamente às transportadoras. Por fim, que sejam criados valores máximos para os preços das viagens nas rotas liberalizadas.
Na sequência dos resultados das eleições autárquicas teve lugar na passada semana a tomada de posse do Executivo da Câmara Municipal e dos membros da Assembleia Municipal da Horta (AMH) eleitos para o mandato 2017- 2021.
Na Câmara tomou posse o reeleito José Leonardo Silva e na AM assumiu as funções de presidente Teresa Ribeiro eleita pela Coligação PSD/CDS-PP “Acreditar no Faial”
Decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na tarde da passada sexta-feira, a cerimónia solene de instalação dos novos membros da Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Horta para o quadriénio 2017-2021.
A sessão ficou marcada pelo discurso do agora reeleito presidente da autarquia, José Leonardo Silva, que garantiu que pretende honrar os compromissos assumidos neste mandato.
“Neste mandato autárquico que agora se inicia continuarei a defender aquilo em que sempre acreditei e que deve estar na base de um projeto autárquico, trabalho, ambição, dedicação, lealdade e compromisso”, afirmou o autarca salientando que, neste sentido conta comos faialenses, com a vereação da Câmara agora eleita e com todos os deputados, para em conjunto construir o projeto “que os faialenses maioritariamente consideraram ser o melhor” para o futuro do concelho.
Para o presidente os faialenses revelaram “estar bem cientes dos desafios” e souberam “reconhecer a importância de um compromisso sério, leal, que honra a palavra dada, que respeita a participação de todos e que se compromete com objetivos concretos”, salientou.
José Leonardo Silva, no sentido de corresponder “à vontade expressa” da população faialense, revelou que pretende apresentar, “no mais curto espaço de tempo, um plano e orçamento para o ano de 2018, que resultam dos eixos estruturantes e das propostas apresentadas no manifesto eleitoral”.
“São projetos que, acreditamos, farão a diferença, mas que devem ser agora trabalhados no sentido de garantir que os nossos compromissos são para ser novamente cumpridos”, vincou José Leonardo Silva.
Para além disso o presidente do Executivo Camarário garantiu, igualmente, que neste mandato pretende melhorar “os procedimentos” de forma a torná-los mais “céleres” de forma a aproximá-los das pessoas.
José Leonardo Silva, apontou como desafios para este mandato a execução da Frente Mar, a alteração do paradigma do Mercado Municipal, a gestão dos equipamentos municipais e a evolução do crescimento económico e do turismo da ilha. “Tudo faremos para defender o que eu sempre disse: em primeiro lugar o Faial, em segundo lugar o Faial e ainda por último o Faial”.
A vereação da CMH ficou constituída por José Leonardo Silva, Luís Botelho, Ester Pereira, e Filipe Menezes (PS) e por Carlos Ferreira, Estevão Gomes e Sandra Goulart da Coligação PSD/CDS-PP “Acreditar no Faial”.
Teresa Ribeiro eleita presidente da AM

No final da cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos, decorreu a reunião de instalação da AM da Horta.
Para a eleição da Mesa foi apresentada uma lista única composta por Teresa Ribeiro, da coligação PSD/CDS-PP, para presidente, José Costa do PS e Luís Rodrigues, do PSD para secretários e que foi eleita com 28 votos a favor e quatro abstenções.
Nesta que foi a primeira AMH, tomaram posse os primeiros 11 elementos da lista do PS, os primeiros dez elementos da lista da Coligação e os primeiros três elementos da lista do CDS-PP e ainda um elemento da CDU e um do PAN. A estes juntaram-se os 13 presidentes das juntas de freguesia da ilha, cinco do PS e oito da coligação.
Em declarações aos jornalistas, Teresa Ribeiro garantiu que pretende manter uma “postura de colaboração em prol dos faialenses, sem descurar a diversidade que é obvia, tendo em conta as ideologias político partidárias”
Por outro lado, a presidente agora eleita, prometeu que irá cumprir uma das funções da AM que é fiscalizar a ação da Câmara Municipal. “Temos que pensar nos faialenses e no trabalho que nos compete, pretendemos fomentar a fiscalização do trabalho do executivo camarário”.
Também da Coligação PSD/CDS-PP “Acreditar no Faial”, Rui Martins esclareceu que “há um ato que decorre das eleições em que após o acto eleitoral, as coligações são desfeitas”. No entanto, segundo o deputado, “a posição do CDS-PP vai ser a de continuar a ser um grupo municipal do partido eleito pela coligação”.
Neste sentido, Martins garantiu que a ideia é manter o projeto apresentado nas eleições com a coligação. “O projeto apresentado aos faialenses foi conjunto com o PSD e tudo faremos para que possamos verter naquilo que é o projeto do presidente eleito, aquelas que são as nossas ideias, que julgo que são em alguma medida uma abordagem melhor aos projetos que o Faial necessita.
O deputado salientou ainda que “muitos dos projetos são similares” e por isso julga que serão “muito fáceis de trabalhar com o atual executivo”.
Relativamente à posição do Executivo Camarário na AM, José Leonardo Silva, mostrou-se aberto ao dialogo, mas reforça que o objetivo será sempre a defesa do manifesto eleitoral.
“A Câmara Municipal vai seguir à linha os compromissos que os faialenses validaram no dia 1 de outubro, fazendo como anteriormente, tendo abertura, negociando, quer com a AM, quer com as Juntas de freguesia”.
O autarca tem consciência que vai ser um mandato de “grandes desafios” e acredita poder contar com todos os faialenses, com todos os deputados municipais e com toda a vereação para trabalhar em prol do desenvolvimento do Faial.
Na ocasião, Herder Silva do PS, cumprimentou todos os eleitos, desejando a todos um bom trabalho em prol do desenvolvimento do Faial.
O deputado salientou ainda que podem contar com o PS no cumprimento do voto de confiança que receberam dos faialenses.
Também Hugo Rombeiro do PAN – Pessoas, Animais, Natureza, que pela primeira vez se apresentou com lista à Câmara Municipal da Horta e à AM, conseguindo eleger um deputado, referiu que nos próximos quatro anos, “eu ou outro membro da candidatura do PAN, tentaremos fazer de tudo para a defesa e progressão da nossa ilha. Vamos votar tendo pelo princípio os ideais que representamos, e decidindo sempre pelo bem de uma ilha sustentável”.
Segundo o deputado municipal os partidos podem contar com o voto do PAN desde que, “sejam assertivos e que debatam com humildade, a revindicação do desenvolvimento sustentável desta ilha”.
Por sua vez, José Decq Mota também saudou os presentes afirmando-se convicto de que a AM está assim “entregue a pessoas, não só de capacidade, mas de sentido democrático, e com vontade de contribuírem, eles próprios através do seu trabalho, para a valorização deste órgão municipal essencial”.
Decq Mota assegurou ainda que “a CDU representada na AM desde 1979, continuará neste mandato, com a postura que sempre tem tido, de dar o melhor do seu esforço, para uma boa discussão e sempre que possível para uma boa solução, dos problemas deste concelho e desta ilha”.
Nesta que foi a primeira AM deste mandato, José Souto Gonçalves da Coligação “Acreditar no Faial”, lembrou que se as suas contas não falham, que neste mandato “vão assumir funções 170 autarcas em entidade regular, 32 dos quais hoje, 34 certamente na próxima sessão”.
Assim e dando as boas vindas, em nome da bancada do PSD a todos, desejou a todos um bom trabalho nas funções que agora assumem.
Souto Gonçalves deixou bem claro que a bancada do PSD tem “os olhos, naturalmente colocados sobre a Câmara Municipal” e destacou o facto de pela primeira vez contar com a presença de cinco partidos, considerando que este facto dá a este órgão “uma composição, uma relação de forças diferente”, lembrando neste contexto que é dever de todos “promover e gerir consensos a bem de um objectivo que é defender o Faial e fazer com que o Faial ande para a frente”, sustentou.
No decorrer de uma visita ao Deep-SeaLab do Instituto do Mar (IMAR), onde estão a decorrer ensaios experimentais com corais de profundidade, o Diretor Regional dos Assuntos do Mar destacou a importância de estudos para conhecer o impacto da mineração no oceano profundo.
O Deep-SeaLab do IMAR em parceria com Direção Regional dos Assuntos do Mar, no âmbito do projeto ATLAS, está a desenvolver ensaios experimentais com corais de profundidade.
No decorrer de uma visita ao Deep-SeaLab, que teve em vista conhecer o projeto, o Diretor Regional dos Assuntos do Mar destacou a importância do conhecimento científico sobre o oceano profundo produzido pelas equipas de investigação regionais, enquanto “suporte à decisão política e à definição de políticas que promovam a sustentabilidade das atividades humanas, bem como os processos de mitigação dos efeitos das alterações climáticas".
Filipe Porteirodestacou ainda a relevância deste laboratório, localizado na cidade da Horta, para "o manuseamento e a experimentação com animais do oceano profundo muito sensíveis, como corais e esponjas de águas frias”, mas também com organismos associados a fontes hidrotermais.
Para o governante os corais de águas frias “são organismos que estruturam habitats marinhos vulneráveis e que são usados como modelos em diversas linhas de investigação”, nomeadamente sobre os impactos das alterações climáticas e das atividades antropogénicas, e sobre a resiliência desses organismos a fenómenos como, por exemplo, a acidificação dos oceanos (descida do ph pelo aumento de dióxido de carbono) e a mineração do oceano profundo.
“Consideramos que os resultados decorrentes destes trabalhos de experimentação em ambientes controlados são cruciais para podermos dirigir melhor a decisão política relativamente às atividades humanas que ocorrerão no futuro”, disse Filipe Porteiro.
O projeto ATLAS, financiado pelo programa europeu Horizonte 2020, pretende também promover o potencial para o desenvolvimento sustentável da economia azul, através do mapeamento dos serviços dos ecossistemas e da compatibilização das atividades humanas no oceano profundo.
Este trabalhos de investigação respondem também ao projeto europeu MERCES, que visa desenvolver metodologias para a recuperação de ecossistemas marinhos afetados pelas atividades humanas.
Já se encontra publicada em jornal oficial a portaria que regulamenta a pesca por armadilha nos Açores.
A decisão da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia (SRMCT), surgiu após uma reunião com os parceiros do setor.
A SRMCT, após uma reunião com os parceiros do setor, na passada semana, decidiu proceder à alteração do diploma que regulamenta a pesca por armadilha nos Açores, com o objetivo de ordenar a pesca por armadilha e diminuir o seu impacto sobre outras atividades económicas que decorrem no mar.
A portaria, publicada em Jornal Oficial, determina que a pesca por armadilha passa a ser exercida através da utilização de apenas três tipos de armadilhas, nomeadamente armadilhas de gaiola para salmonete e polvo, armadilhas de gaiola para camarão e armadilhas de gaiola para crustáceos e proíbe a utilização desta arte de pesca a menos de 150 metros da costa.
Este diploma também diminui o número de armadilhas licenciadas para os diferentes segmentos de frota da Região, sendo que, no que respeita a armadilhas de gaiola para salmonete e polvo, são permitidas 200 para embarcações inferiores a nove metros e 300 armadilhas para embarcações entre nove e 14 metros. No caso de embarcações superiores a 14 metros, este tipo de armadilhas não é permitido.
Relativamente às armadilhas de gaiola para camarão, as embarcações inferiores a nove metros estão autorizadas a utilizar 100 armadilhas, as embarcações entre nove e 14 metros têm 150 armadilhas como número limite e as embarcações superiores a 14 metros podem utilizar até 250 armadilhas.
Relativamente às armadilhas de gaiola para crustáceos, as embarcações inferiores a nove metros têm 200 armadilhas como limite, as embarcações entre nove e 14 metros podem ter até 300 armadilhas e as superiores a 14 metros podem ter 400 armadilhas.
De acordo com esta portaria a utilização de armadilhas em simultâneo com outras artes de pesca passa a ser proibida nas embarcações locais e costeiras, incluindo a utilização de diferentes tipos de armadilhas.
Ainda no que respeita à pesca, no âmbito da I Conferência Internacional de Pesca de Atum de Salto e Vara, organizada pelo Governo dos Açores e pela International Pole & Line Foundation, que decorreu na Sociedade Amor da Pátria, na semana passada e que trouxe à Horta cerca de 200 conferencistas de 15 países foi assinada uma declaração de apoio à Pesca de Atum de Salto e Vara.
A declaração assinada defende que os atuns são espécies migratórias, distribuídas ao longo dos oceanos, que desempenham um papel fundamental na existência de um ecossistema marinho saudável e robusto, que a técnica de pesca de atum de salto e vara caracterizada pela sua pequena escala, é seletiva, sustentável e praticada por comunidades costeiras em todo o mundo e que suporta a subsistência de comunidades costeiras de todo o mundo, criando emprego e assegurando a sua alimentação, sendo parte integrante do tecido social e cultural, que por ser uma pesca próxima da costa e por se realizar em períodos mais curtos de permanência no mar, contribui para garantir condições de trabalho adequadas e para reduzir o risco de abuso de direitos humanos, entre outras características.
Os participantes exortaram que “a sustentabilidade seja considerada de uma forma holística e que reconheça as características ambientais, sociais e económicas das pescas e das populações envolvidas, que herança sociocultural da pesca de atum de salto e vara seja respeitada e apoiada, que direitos económicos, sociais e culturais das mulheres sejam considerados, reforçados e protegidos para lhes permitir uma participação plena e o benefício da pesca de atum de salto e vara, que a pesca de atum de salto e vara tenha uma participação válida na gestão dos recursos e seja valorizada e protegida e tenha a sua posição representada e refletida na gestão das pescas a todos os níveis assim como uma posição válida nos mercados globais e que a sua participação seja encorajada e não discriminada ou confrontada com limitações de acesso ao mercado.
Neste sentido os conferencistas acordaram em trabalhar no sentido de uma pesca de atum sustentável e equitativa e responder às necessidades da pesca de atum de salto e vara, a trabalhar coletivamente para conferir maior visibilidade a esta pesca junto dos decisores relevantes, através dos circuitos de abastecimento e dos consumidores, e para garantir que esta pesca prospere ao longo das próximas gerações e tomar medidas para apoiar a pesca de atum de salto e vara, os ambientes marinhos e as comunidades piscatórias que lhes estão associados.
Estão abertas as candidaturas para a primeira incubadora de artesanato dos Açores.
A Azores Craftlab tem como objetivo apoiar projetos e ideias de negócio na área do artesanato, especialmente na tecelagem, lã, olaria e cerâmica.
A Vice-Presidência do Governo dos Açores, através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA), abriu, no passado dia 23 de outubro, o prazo de candidaturas para a primeira incubadora de artesanato dos Açores, a Azores Craftlab.
Esta iniciativa tem como objetivo apoiar projetos e ideias de negócio na área do artesanato, especialmente na tecelagem, lã, olaria e cerâmica, e “foi concebida para acolher empresas ou projetos, identificando oportunidades e transformando-as em negócios lucrativos, oferecendo uma estrutura configurada para estimular, agilizar e favorecer o seu desenvolvimento”, avançou o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACs).
A Azores Craftlab disponibiliza aos futuros empreendedores instalações totalmente equipadas, consultoria, formação, acesso a soluções de financiamento e apoio à comercialização de produtos e serviços, e as inscrições podem ser efetuadas até 30 de novembro.
No passado dia 23 de outubro, a AJIFA – Associação de Jovens da Ilha do Faial celebrou o Dia da Biblioteca Escolar com a entrega a uma turma do 4.º ano da Escola Básica e Integrada António José de Ávial exemplares do livro “O Planeta Limpo do Filipe Pinto” e deixou vários exemplares da obra para serem distribuídos pelas escolas da ilha.
Ainda como forma de assinar este dia, a AJIFA entregou livros à Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, à Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial e à Biblioteca de Bordo da Atlânticoline.
Com o objetivo de destacar a importância das bibliotecas escolares na educação das crianças e jovens, o Dia da Biblioteca Escolar celebra-se todos os anos na quarta segunda-feira do mês de outubro.
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça em parceira com a Direção Regional da Cultura, promove no hoje, pelas 18h, mais um Encontro da Comunidade de Leitores, o “Chá com livros”.
“Chá com livros” é uma tertúlia mensal sobre livros e autores que tem como objetivo promover o gosto pela leitura.
No próximo dia 29 de outubro, o Movimento Vencer e Viver (MVV) da Delegação do Faial do Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promove na cidade da Horta um evento sobre a importância da prevenção do cancro da mama.
Segundo a Delegação do NRA/LPCC, o “Chá Rosa” pretende sensibilizar as pessoas para a importância de deteção precoce da mama e divulgar a ação deste movimento de entreajuda”, promovendo “conversas sobre a importância da prevenção e diagnóstico.
O evento conta com a presença da equipa de enfermagem de consulta da mama do Hospital da Horta, da Presidente do Núcleo Regional da LPCC, da Coordenadora da Delegação do Faial do NRA/LPCC e da Coordenadora do MVV/Faial”. Também estará presente a academia de dança de Diva Silva que proporcionará um momento musical.
O evento terá lugar na Sociedade Amor da Pátria pelas 15 horas.