Como já é tradição, no último dia da Semana do Mar as ruas da cidade encheram-se para ver passar o corso, com representações das 13 freguesias do Faial. Este ano, o tema escolhido foi o Parque Natural do Faial, como forma de celebrar as conquistas que este alcançou ao longo do ano, com destaque para o prémio EDEN, que o consagrou como um dos destinos europeus de excelência.
As freguesias puseram mãos à obra e tentaram, sob variadas formas, mostrar a beleza do Parque Natural da ilha. A abrir o desfile, a freguesia das Angústias aliou a dança à natureza. Seguiu-se-lhe a Matriz, cujo carro alegórico recriava os elementos naturais da ilha, nas suas variantes de mar, terra e ar, sob o mote “Enquanto há verde há esperança”. A Conceição trouxe uma representação do mais célebre miradouro da freguesia, onde não faltou uma Nossa Senhora de carne e osso.
A Praia do Almoxarife procurou mostrar alguns dos atributos que fazem da ilha um destino EDEN, recriando o Jardim Botânico e o Centro de Interpretação dos Capelinhos, duas das principais referências do Parque Natural do Faial.
De Pedro Miguel, veio a ribeira da freguesia, hoje uma referência natural da ilha mas em tempos idos um meio de subsistência importante. Assim, marcaram presença as lavadeiras, que lavavam a roupa na ribeira, e os cabouqueiros, que daí extraiam a pedra para a construção. E do poço da ribeira recriada no carro alegórico saía água fresquinha, em “copos” feitos com folhas de roca, para “brindar” as pessoas que assistiam, divertidas com a “conversa afiada” das lavadeiras.
A Ribeirinha trouxe uma representação daquilo que será o futuro miradouro da freguesia, com vista para a área protegida de gestão de habitats ou espécies da Lomba Grande.
O Salão trouxe o São João do Cabouco à cidade, e, desde a Praça da República até ao Largo Manuel de Arriaga, nunca faltou a chamarrita, ao toque da viola, e com direito a baile, e com a entrada na roda assegurada a todos os que quisessem dar um pezinho de dança. Não faltaram também favas torradas para distribuir pela assistência.
Dos Cedros vieram as nascentes da freguesia, com água fresquinha a pingar, enquanto que a Praia do Norte recriou o trilho pedestre da Rocha da Fajã.
Também o Capelo lembrou a riqueza dos trilhos pedestres da ilha, destacando o Trilho dos Dez Vulcões e a Furna Ruim.
De Castelo Branco veio a Reserva Natural do Morro da freguesia, também ela uma referência importante do Parque Natural da ilha, onde não faltaram os tão característicos sons dos cagarros.
A Feteira trouxe uma representação da Poça da Rainha e dos Parques de Lazer da freguesia, onde não faltaram alguns dos petiscos típicos do Verão para quem quisesse provar, com o cozinheiro de serviço ao grelhador a fazer as honras da casa..jpg)
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Das muitas componentes que constroem a Semana do Mar, a parte náutica é, sem dúvida, a principal, ou não fosse ela a razão de ser da festa. Este ano, vai para o mar, pela sexta vez consecutiva, o Festival Internacional de Vela Ligeira, organizado pelo Clube Naval da Horta (CNH).
As expectativas são elevadas, até porque este ano o Festival acolhe também a primeira prova do Campeonato Regional de Vela Ligeira. São esperados velejadores da Região, do Continente e de Espanha, responsáveis por colorir a baía com as pequenas velas características da vela ligeira, num total de cerca de cem embarcações.
Tribuna das Ilhas conversou com Luís Paulo Moniz, responsável pela Secção de Vela Ligeira no CNH, sobre este Festival. Organizá-lo não é tarefa fácil, reconhece, no entanto o espírito de voluntariado e o entusiasmo dos aficionados da vela no Faial são uma ajuda essencial para ultrapassar as dificuldades, e comprovam que esta Horta é, cada vez mais, uma cidade mar.
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A vela ligeira é porta de entrada de muitos jovens no desporto náutico. No Faial, a modalidade tem grande expressão, muito por força da dinâmica que lhe tem emprestado o CNH.
Nos escalões de infantis, esta agremiação náutica detém 52% das licenças desportivas da Federação Portuguesa de Vela na Região. Em Juvenis, o CNH, com 19% das licenças desportivas da Federação Portuguesa de Vela, é o segundo clube regional com mais velejadores federados. Neste momento, o Naval da Horta é, em todo o país, o clube com mais velejadores federados, no somatório dos escalões de Infantil/Juvenil.
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De acordo com Luís Paulo Moniz, o CNH conta actualmente com cerca de 60 jovens velejadores inscritos. Desses, 40 praticam vela regularmente.
Numa ilha com a dimensão do Faial, os números são animadores, principalmente porque têm assistido a uma tendência de crescimento. De acordo com o responsável, o Naval da Horta desenvolve várias acções nesse sentido: “ o clube faz um programa de férias desportivas, que actualmente tem cerca de cem miúdos inscritos. Aproveitamos a sua presença para fazer aulas de vela ligeira. Muitos gostam e acabam por ficar na escola de vela. Temos também algumas acções de divulgação, através do site, de newsletters e trazendo cá escolas”, conta.
Luís Paulo explica que não há idade mínima para ingressar nas escolas de vela. Qualquer criança pode aprender a velejar, desde que já saiba nadar.
A maioria dos atletas do Naval da Horta chega ao clube com cerca de 6 anos, e começam a praticar na classe de Optimist. Aos 15, começam a competir nas classes Laser, 420 e L’equipe.
Engane-se quem pensa que a vela ligeira é apenas uma brincadeira de miúdos. Os velejadores são crianças, é certo, mas trabalham como gente grande. Durante o Verão, a escola de vela é encerrada apenas aos domingos. Durante os períodos lectivos, encerra durante a semana para funcionar aos sábados e domingos.
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Segundo o responsável pela secção, os jovens velejadores dividem-se em dois grupos: o da Iniciação, em que os atletas têm o primeiro contacto com o barco e passam por um período de adaptação até conseguirem navegar, e o da Competição, onde os velejadores já dispõem de aulas técnicas, e de outro tipo de interacção com o barco, sendo o treino já voltado para a componente competitiva. De manhã, funciona a Iniciação. Há tarde, é tempo de preparar a Competição.
Os jovens velejadores faialenses gozam de condições ímpares para a prática da modalidade, como reconhece Luís Paulo: “temos condições fantásticas para a prática de desportos náuticos, quer dentro da baía, quer no exterior, e aproveitamos todo esse espaço. Temos um óptimo campo de treino dentro do porto da Horta, ideal principalmente para os miúdos da Iniciação, e temos um campo de regata excelente, na baía exterior do porto da Horta, ideal para a Competição”.
Festival Internacional de Vela Ligeira e primeira PCR animam baía na Semana do Mar
O Festival Internacional de Vela Ligeira organizado pelo Naval da Horta durante a Semana do Mar conta este ano com a sua sexta edição, e vai para o mar nos dias 8, 9 e 10. Ao longo dos últimos anos, tornou-se uma das referências do Festival Náutico, e, em 2011, o CNH vê os seus esforços premiados de uma forma especial: é que este ano, após uma candidatura do clube faialense apresentada à Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA), ficou decidido que o Faial recebe a primeira Prova do Campeonato Regional (PCR) de Vela, integrada no Festival de Vela Ligeira.
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Luís Paulo Moniz não duvida de que esta será uma óptima experiência para os jovens velejadores da Região: “é bom porque os clubes tiram proveito da presença de outros velejadores do continente e de Espanha, é bom pela troca de experiencias, pela competitividade, pelo convívio... É sem dúvida uma mais-valia, a nível desportivo e não só”, considera.
Este ano são esperados 10 participantes espanhóis no Festival Internacional de Vela Ligeira, vindos dos clubes de Canido e Tenerife. Do continente português chegarão 30 velejadores, vindos de Leça, de Aveiro e do Clube de Vela Atlântico, de Leixões. A estes, juntar-se-ão mais de 60 atletas vindos dos clubes náuticos da Região. Desta forma, são esperados cerca de 100 barcos na baía, que prometem trazer um colorido especial a esta festa do mar, bem visível àqueles que a acompanham de terra.
Este ano o Festival de Vela Ligeira conta com uma grande aposta não apenas na componente desportiva e competitiva mas também na parte lúdica e educativa.” Era um desperdício da nossa parte termos aqui todos estes miúdos e não apostarmos também sua educação e no convívio”, explica Luís Paulo. Para tal, foi montada uma tenda junto à sede do CNH, onde decorrerão várias actividades, e também onde os velejadores farão as refeições, após as provas no mar. A Biblioteca Pública recebe também duas palestras para os jovens atletas: uma sobre os desafios de uma competição saudável, mais concretamente sobre a gestão da ansiedade, da responsabilidade da Oceanoscópio, e outra da responsabilidade da Rede de Educação Marinha dos Açores, intitulada “Na rota do vento e das ondas”, e relacionada com biodiversidade marinha dos Açores, abordando temas como a poluição, a pesca ou o ambiente.
Leia a reportagem completa no suplemento Especial Semana do Mar da edição do Tribuna das Ilhas de 5.08.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

A Polícia de Segurança Pública (PSP) é uma força de segurança, uniformizada e armada, com natureza de serviço público que tem por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos da Constituição e da lei.
É no intuito de cumprir o seu dever que a Esquadra da PSP da Horta vai reforçar o policiamento. No total estarão empenhados na segurança das festividades da Semana do Mar aproximadamente 60 elementos.
No sentido de perceber quais as principais medidas de segurança para fazer face a este evento festivo, Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Jorge Alexandrino, Chefe de Trânsito da Esquadra da PSP da Horta
À semelhança dos anos anteriores e no sentido de garantir uma Semana do Mar segura para a população, a Esquadra da PSP da Horta vai reforçar o policiamento nas principais artérias da cidade.
Este aumento no número de efectivos irá ocorrer durante a próxima semana, no âmbito dos festejos da Semana do Mar, que decorre de 7 a 14 de Agosto.
De acordo com Jorge Alexandrino, Chefe de Trânsito da Esquadra da PSP da Horta, a operação destinada à Semana do Mar “tem como objectivos aumentar a segurança da população, alertar e ajudar os condutores no estacionamento e controlar de uma forma geral a criminalidade”.
Nos dias de festa, a PSP toma cuidados especiais para garantir a segurança na cidade: “à semelhança dos anos anteriores, a PSP da Horta vai colocar várias equipas no terreno, nomeadamente pessoal da investigação criminal, as ciclo-patrulhas, o pessoal da fiscalização aos estabelecimentos de diversão nocturna... Temos também o pessoal da intervenção rápida, o pessoal operacional da esquadra de trânsito, e o policiamento é ainda reforçado com elementos dos serviços administrativos”, referiu o agente Alexandrino.
Estas vertentes de policiamento que envolvem um total de 60 agentes, são depois enquadradas no terreno conforme os dias de mais ou menos afluência à festa. Os locais de diversão nocturna também merecem especial atenção da PSP por estes dias.
Leia a reportagem completa no Suplemento Especial da Semana do Mar do Tribuna das Ilhas de 5 de Agosto de 2011
Organizada pelo Atlantic Yatch Club, a Atlantic Trophee realiza-se pela primeira vez este ano, ligando a cidade francesa de Douarnenez à Horta, numa prova destinada apenas a barcos clássicos. Os veleiros participantes já concluíram a primeira etapa, e estão agora no Faial, de onde zarpam de volta a Douarnenez no próximo dia 5. Entre os 14 barcos que participaram nesta primeira perna, há um especial: o veleiro faialense Air Mail, do skipper Luís Decq Mota, foi o representante açoriano na prova, e não deixou os seus créditos por mãos alheias: contou com um arranque auspicioso, e espreitou o pódio, onde poderia ter chegado, não fosse um problema técnico o ter obrigado a refrear o ritmo competitivo a partir do terceiro dia de regata, tendo levado à sua desistência, já perto da meta. Apesar disso, Luís Mota faz um balanço positivo desta participação.
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Na Marina da Horta, ancorado no pontão C, o Air Mail salta à vista pela beleza das suas linhas e pelo contraste do casco branco e brilhante nas águas cintilantes e azuis. Quem assim o visse, não diria que trazia “cicatrizes de guerra” de uma viagem de 2620 milhas, de ida e volta, entre o Faial e a cidade francesa de Douarnenez.
A regata Atlantic Trophee destina-se a barcos clássicos, construídos antes de 1975. Construído em 1973, o Air Mail, companheiro de longa data de Luís Mota, reunia as condições ideais para integrar a regata, e em Setembro de 2010 o skipper iniciou os preparativos para a viagem, até porque havia muita coisa a fazer: “foi necessário fazer algumas modificações no barco, principalmente na parte electrónica. Tudo isto era muito velho, e já estava muito ultrapassado. Também precisava de umas velas novas, porque não podemos fazer uma viagem destas com apenas um jogo de velas”, conta.
Assim que decidiu participar na regata, Luís Mota decidiu também os moldes em que essa participação se faria: o Air Mail viajou até França, e integrou a primeira etapa da prova, fazendo o percurso entre Douarnenez e a Horta.
Mais que uma prova de competição, esta regata foi uma viagem de família. As saídas do Air Mail para o mar fazem-se em família, como nos conta Luís Mota, e esta viagem não foi excepção. O skipper não poupa elogios às aptidões náuticas dos restantes seis tripulantes do Air Mail nesta viagem: “são todos bons marinheiros, cada um com as suas características próprias. O meu irmão João, por exemplo, foi o nosso especialista de cozinha. Acabarmos um turno de mau tempo, às quatro da manhã, todos molhados, e sabermos que vamos ter chá e café quentinhos, com bolachas e sandes à nossa espera é muito agradável. Dá logo um ânimo diferente, pois com a barriga cheia ficamos logo mais satisfeitos”, conta.
Para o “homem do leme” desta viagem, mais do que um teste às capacidades de navegação dos tripulantes, esta viagem é, acima de tudo, um teste à capacidade de interacção do ser humano: “éramos sete indivíduos, fechados durante um mês dentro do barco, a conviver diariamente. Nestas circunstâncias, habituamo-nos a perceber que não estamos sozinhos no mundo, que o nosso espaço interfere com o espaço dos outros e que temos de ter essas coisas em atenção”.
A Atlantic Trophee zarpou da França no dia 14 de Julho, e o Air Mail brilhou no arranque da prova: “fizemos uma boa largada, e o primeiro dia foi magnífico. Tivemos uma noite espectacular, de mar chão”, conta. Nestas circunstâncias, o Air Mail portou-se bem e velejou no grupo dos mais rápidos. No entanto, nem tudo foram rosas na viagem, que ao terceiro dia trouxe um percalço, à saída do Golfo da Biscaia: “o vento e o mar foram crescendo, e no sábado apanhámos ventos de 30, 35 nós, e mar de 5, 6 metros, muito desencontrado”, lembra Luís Mota. Segundo o skipper, terá sido num batimento de uma vaga especialmente duro para o Air Mail que o apoio de um dos brandais (cabos que fixam o mastro) cedeu, o que obrigou a tripulação a refrear o andamento.
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Quando o vento faltou, no entanto, foi preciso tomar uma decisão: “sem vento, para manter o barco a andar teríamos de subir o spi, o que iria puxar muito pelo brandal danificado”, conta. A bordo do Air Mail, o regime é democrático, por isso a decisão de ligar o motor foi a referendo, apesar da palavra final ser a do skipper. Como confessa, o espírito competitivo de Luís Mota não lhe é inato, mas faz-lhe umas visitas ocasionais: “depois de estarmos a competir não gostamos de perder!”, adianta, com boa disposição.
Agora, o Air Mail está à espera de um check up completo. Para além do brandal, há algumas outras reparações a fazer, por isso Luís Mota pensa que o barco não voltará a velejar tão cedo. Para o skipper, será particularmente penoso ver o Air Mail na Marina durante as provas náuticas da Semana do Mar e, acima de tudo, durante a Atlantis Cup, que zarpa na segunda-feira. É que o Air Mail é um histórico da Regata da Autonomia, sendo mesmo o barco que por mais vezes participou nesta regata.
O skipper do Air Mail já pensa em novas aventuras, até porque agora o barco está comprovadamente preparado para navegações ambiciosas: “Um dos meus sobrinhos diz-me: ‘ tio, agora que tens o barco bem aparelhado não podes ficar parado, tens de aproveitar’”, conta, e confessa que é isso quer fazer, provavelmente no próximo Verão, numa viagem até às Canárias.
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Em relação à Atlantic Trophee, e à possibilidade de, numa próxima edição da regata, voltar a rumar a Douarnenez para participar, Luís responde com um sorriso: “havemos de pensar nisso, mas dessa vez iremos com os brandais todos reforçados”.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 29.07.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
Quando se fala em práticas agrícolas que respeitam os ciclos de vida natural e não recorrem a elementos químicos, evitando ao máximo a utilização de produtos externos à própria exploração agrícola, é fácil pensar imediatamente nas técnicas da agricultura de subsistência do passado. No entanto, nos últimos tempos a agricultura biológica tem ganho um novo fôlego, muito por força do aumento das preocupações ambientais e dos cuidados no âmbito da saúde. Assim, são recuperadas as técnicas do passado, desta feita complementadas por um maior conhecimento técnico e científico, e surgem novas técnicas e novos produtos para tornar as explorações agrícolas biológicas mas, ao mesmo tempo, rentáveis para os agricultores que, através delas, procuram não só subsistir mas, acima de tudo, obter rentabilidade.
Actualmente, o Faial conta já com um Núcleo de Agricultores Biológicos, associado à Associação de Agricultores da Ilha do Faial (AAIF), que dá os primeiros passos na área. Tribuna das Ilhas conversou com Ana Branco, responsável pelo Núcleo, e também com Lázaro Simbine, técnico de agricultura biológica que esteve no Faial a analisar as potencialidades da ilha para a introdução de práticas de produção pecuária biológicas. Ambos se mostraram bastante entusiasmados com as potencialidades aqui encontradas, sentimento do qual partilha o Governo Regional, conforme adiantou a esta reportagem o director regional do Desenvolvimento Agrário.
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Ana Branco é uma das grandes entusiastas desta prática agrícola na ilha e, em conjunto com outros cinco produtores locais, constitui o Núcleo de Produtores Biológicos, associado à AAIF. Como explica, este surgiu naturalmente: “o grupo de produtores juntou-se com a mesma motivação, e, como queríamos organizar algumas actividades, e grande parte dos produtores já era sócia da AAIF, achámos que a integração na associação era o ideal e esta abraçou a causa”.
Neste momento, estes produtores avançaram já para um processo de certificação. A entidade certificadora já foi contratada, e a primeira vistoria às explorações decorre na próxima semana. De acordo com Ana, esta primeira visita vai permitir aos produtores saber “em que ponto do processo de conversão se encontra a sua exploração”.
Ana Branco não esconde o seu entusiasmo em relação a esta prática agrícola que está a ganhar fôlego em todo o mundo, e explica porquê: “a agricultura biológica caracteriza-se pelos pilares da sustentabilidade económica, social e ambiental. A mim interessa-me principalmente a questão ambiental, mas também temos de ter em conta o factor económico. Sem dúvida que as maiores vantagens da agricultura biológica passam pelas questões ambientais e de saúde”. Para Ana, os produtores biológicos açorianos contam com uma espécie de “empurrãozinho” da própria Região, pela ligação instantânea que se faz entre a palavra “Açores” e conceitos como “natureza” e “bem-estar”. “Trata-se de publicidade gratuita à produção biológica”, entende, destacando que, além disso, “nos nossos tempos, as preocupações com a saúde e com o ambiente estão muito mais presentes na consciência das pessoas”.
Ana explica que “o objectivo da produção biológica é utilizar práticas amigas do ambiente e recorrer o menos possível a factores externos à exploração. Recorrem-se a práticas como a compostagem, fazendo valorização dos resíduos para adubar a terra, fazem-se rotação de culturas, porque está provado que isso previne as pragas e doenças e melhora a utilização do solo…”. Para Ana, trata-se de associar os bons métodos tradicionais a novos conhecimentos, cientificamente fundamentados, que permitem retirar rentabilidade de um processo de produção biológico, que há algumas décadas não permitia ir além da agricultura de subsistência.
O maior sucesso da AAIF, onde se insere este Núcleo de Agricultura Biológica, é a Loja do Triângulo. Em tempos de crise, este espaço veio mostrar que, para o consumidor comum, se o que é nacional é bom o que é local é ainda melhor, e os produtos produzidos nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge são bastante cobiçados. Para Ana, esta é uma das provas de que o mercado não se destina apenas a quem tem como trunfo o factor quantidade: “ as pessoas já perceberam que temos de apostar na qualidade dos nossos produtos, já que não temos capacidade de resposta em termos quantitativos para fazer face aos produtos concorrentes".
O apoio técnico é extremamente importante, tanto na agricultura biológica como na convencional. Ana reconhece que essa parte do processo é aquela em que os agricultores sentem mais dificuldades. No entanto, no que à agricultura biológica diz respeito, os faialenses têm procurado ir atrás do conhecimento, e tornaram-se verdadeiros autodidactas. Procuram formações, aprendem por iniciativa própria e com as suas experiências, e depois partilham os conhecimentos, o que constitui uma das grandes vantagens da existência de um núcleo de produtores.
O Faial está “num excelente caminho” no que à agricultura biológica diz respeito
Quem o diz é Lázaro Simbine, técnico de agricultura biológica que esteve esta semana na ilha para aferir das potencialidades locais para a bio-produção pecuária.
Em Janeiro passado, este técnico esteve no Faial a fazer a “identificação global das explorações e perceber se haveria condições na ilha, em termos de sustentabilidade, para a prática da produção biológica”. Na altura, Lázaro concluiu “que havia muito potencial, para além das potencialidades reais do solo e do clima”. “A receptividade por parte dos agricultores, e dos técnicos que eventualmente poderão prestar apoio no futuro, também é importante”, nota. A receptividade do grupo de jovens agricultores em relação à agricultura biológica foi uma das razões que levou à segunda visita do técnico ao Faial. Agora, Lázaro esteve a fazer um levantamento da situação de cada uma das explorações: “estamos a fazer a identificação da situação produtiva de cada exploração, o levantamento da realidade actual, e do que deve ser mudado no âmbito de uma conversão para a agricultura biológica”, explica.
A necessidade de conhecer as técnicas e produtos específicos para o modo de produção biológico é uma das razões que torna imperativa a formação dos agricultores que queiram converter as suas explorações. “Há um curso que é dado a todos os produtores que aderem a este modo de produção. Além disso, qualquer exploração biológica deve ter um acompanhamento feito por técnicos específicos, que estão na retaguarda, e constituem uma estrutura de suporte”, refere Lázaro, que entende que existem condições e recursos humanos para criar esse suporte na ilha.
“Está tudo lançado para que o Faial possa ter um bom Núcleo de Produtores Biológicos, com a vantagem de existir uma convergência de interesses entre produtores, associações e Governo”, explica.
Lázaro vê com bons olhos o entusiasmo à volta da agricultura biológica no Faial. No entanto, alerta: “é preciso suar a camisola”. Os produtores devem estar preparados para muito trabalho e, principalmente, para algumas desilusões iniciais, normais no processo de conversão: “a conversão do modo de produção convencional para o biológico muitas vezes tem quebras de produção, que são desanimadores para alguns produtores. Há uma fase complicada, e eu conheço alguns produtores que desistiram devido a essa quebra de produção. Por isso são muito úteis as estruturas de apoio”.
Entusiasmo dos jovens em relação à agricultura biológica é factor de sustentabilidade
A presença de Lázaro Simbine no Faial para analisar o potencial das explorações é apoiada pelo Governo Regional. De acordo com o director regional do Desenvolvimento Agrário, a secretaria regional da tutela e a AAIF trabalham em conjunto para dinamizar a agricultura biológica, aproveitando o entusiasmo do núcleo recém-criado, agregado à associação faialense.
Segundo Joaquim Pires, o trabalho deste técnico, em conjunto com os técnicos da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário, servirá para “se traçarem directrizes, e ver se daqui a algum tempo já temos outro trabalho no terreno”.
O director regional salienta a juventude dos produtores associados a este projecto como factor de sustentabilidade. Para Joaquim Pires, trata-se de uma mais-valia, a juntar a outras, como o facto da agricultura biológica ir ao encontro da aposta na diversificação agrícola preconizada pelo Governo Regional. No entanto, há que dar passos seguros, até porque, como salienta, a sustentabilidade económica do projecto é um factor muito importante a ter em conta.
Segundo Joaquim Pires, o mercado para os produtos biológicos existe, e isso é um sinal positivo para os produtores que querem avançar para a conversão das suas explorações. Além disso, “o produto biológico tem de ser distinguido pelo preço, porque tem qualidades funcionais que estimulam a que esse preço seja superior”. Numa fase posterior, haverá que juntar à qualidade do produto uma imagem de marca e uma promoção adequada, para melhor fazer o seu escoamento.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 22.07.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
O grupo de faialenses que no passado mês de Junho se lançou à aventura e percorreu de mota quase 5 mil quilómetros por terras africanas, numa viagem por Marrocos, não podia estar mais satisfeito com a experiência. O rescaldo da viagem foi feito no feminino, com Paula Sousa, Cristina Carvalho, Carla Luna e Cidália Cardoso a falarem ao Tribuna das Ilhas sobre esta aventura.
Temperaturas impressionantes de 50 graus, viagens diárias de centenas de quilómetros e até uma pequena queda, que resultou apenas num joelho esfolado foram, para o grupo de 10 pessoas, oito das quais faialenses, males menores numa experiência que superou as expectativas de todos, como nos garantiram as quatro aventureiras.
Os viajantes fizeram percursos bem diferentes daqueles utilizados pelos turistas convencionais, e não dispensaram todas as experiências associadas a uma passagem por Marrocos. Dormir sob o céu do deserto, ouvir música berbere tocada ao vivo, provar os pratos típicos da gastronomia marroquina e, como não podia deixar de ser, passear de camelo, foram algumas dessas experiências, que prometem não esquecer.
Carla Luna não duvida de que se trata de uma experiência única, e aconselha os amantes da aventura e da natureza a abraçarem o desafio: “subscrevo Miguel Sousa Tavares, quando disse que ninguém deve morrer sem ter ido pelo menos uma vez ao deserto”, refere. Também as suas companheiras de viagem são unânimes em dizer que repetiriam a viagem. No entanto, agora pensam em fazer outra viagem, com um destino diferente. Para já, as ideias ficam reservadas à imaginação de cada um, e as viagens em grupo vão limitar-se aos passeios pelo ilha, enquanto esperam o dia em que poderão novamente partir à aventura.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 15.07.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
O grupo de faialenses que no passado mês de Junho se lançou à aventura e percorreu de mota quase 5 mil quilómetros por terras africanas, numa viagem por Marrocos, não podia estar mais satisfeito com a experiência. O rescaldo da viagem foi feito no feminino, com Paula Sousa, Cristina Carvalho, Carla Luna e Cidália Cardoso a falarem ao Tribuna das Ilhas sobre esta aventura.
Temperaturas impressionantes de 50 graus, viagens diárias de centenas de quilómetros e até uma pequena queda, que resultou apenas num joelho esfolado foram, para o grupo de 10 pessoas, oito das quais faialenses, males menores numa experiência que superou as expectativas de todos, como nos garantiram as quatro aventureiras.
Os viajantes fizeram percursos bem diferentes daqueles utilizados pelos turistas convencionais, e não dispensaram todas as experiências associadas a uma passagem por Marrocos. Dormir sob o céu do deserto, ouvir música berbere tocada ao vivo, provar os pratos típicos da gastronomia marroquina e, como não podia deixar de ser, passear de camelo, foram algumas dessas experiências, que prometem não esquecer.
Carla Luna não duvida de que se trata de uma experiência única, e aconselha os amantes da aventura e da natureza a abraçarem o desafio: “subscrevo Miguel Sousa Tavares, quando disse que ninguém deve morrer sem ter ido pelo menos uma vez ao deserto”, refere. Também as suas companheiras de viagem são unânimes em dizer que repetiriam a viagem. No entanto, agora pensam em fazer outra viagem, com um destino diferente. Para já, as ideias ficam reservadas à imaginação de cada um, e as viagens em grupo vão limitar-se aos passeios pelo ilha, enquanto esperam o dia em que poderão novamente partir à aventura.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 15.07.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
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O património da Reis e Martins já começou a ser resgatado. O inventário do material está a ser elaborado pelo Observatório do Mar dos Açores e é classificado como de elevado interesse do ponto de vista da arqueologia industrial. Para além do espólio baleeiro, os próprios armazéns podem ter várias utilizações. O problema está em não terem protecção legal. O primeiro passo para evitar outras utilizações é a classificação. Só assim fica garantida a preservação e valorização do património baleeiro.
Como escreveu Bernard Venables, ““Na penumbra suave daquele lugar concentra-se o pulsar de todo o sal, de toda a energia, de todo o perigo selvagem das caçadas à baleia nos mares em redor.”

Na Rua Nova, entre a baía de Porto Pim e a Baía da Horta situam-se as antigas oficinas de construção e manutenção das lanchas a motor e dos botes baleeiros, palamentas e o centro funcional da baleação do Faial.
Há 30 anos as portas das oficinas da Reis e Martins foram fechadas e tudo o que lá estava permaneceu quase intacto.
Ao entrar naquele espaço, apesar do elevado estado de degradação, deparamo-nos, logo à partida, com lanchas baleeiras e botes misturados com pedaços de madeira e telha do tecto que teima em desabar… A olho pequeno vemos caixas de cordas, ferramentas antigas, funis, anzóis, selhas, enfim… uma série de artefactos que nos fazem viajar no tempo e que importa resgatar e preservar, como uma marca da nossa história, da história do Faial e dos Açores na baleação local, regional e mesmo do Mundo.

O imenso espólio deixado é um património cultural único da relação do homem faialense com o mar.
Em 1946, ano em que se viviam tempos de prosperidade no que à caça à baleia diz respeito constituiu-se a sociedade Reis e Martins, Lda, como a maior e mais influente armação baleeira do Faial.
A sua sede estava instalada na Rua Nova, e destinava-se à caça da baleia, indústria e comércio dos produtos seus derivados.

Os sócios fundadores foram Francisco Marcelino dos Reis, Joaquim Martins Amaral Júnior, Tomas Alberto Azevedo. Mais tarde associou-se a este grupo a Costa & Martins, Lda.
A Reis & Martins, Lda exerceu as suas funções sempre em parceira com a Companhia Baleeira Faialense, Lda. Ambas constituíam as Armações Baleeiras do Faial. No entanto, é a única armação baleeira que ainda se encontra legalmente constituída nos Açores.
Pela sua localização privilegiada e estratégia entre a Baia de Porto Pim, ponto central da actividade baleeira no Faial e o Porto da Horta, onde decorriam todas as actividades comerciais, os armazéns foram alvo de investimentos por parte de Francisco Marcelino dos Reis, armador lisboeta, que os adquiriu em 1940.

A partir dessa data tornaram-se o Centro Nevrálgico da Baleação no Faial e, durante mais de 40 anos, estes armazéns serviram de oficina de construção, reparação e manutenção de botes baleeiros e lanchas a motor. Também nas oficinas eram desenvolvidas vários ofícios essenciais para a actividade como carpintaria, marcenaria, tanoaria, ferraria e mecânica.
A partir de
Os armazéns da Rua Nova, conforme já referimos, bem como parte do seu espólio foram parcialmente mantidos, até á actualidade, embora seja notória a degradação tanto do imóvel, como dos objectos e dos equipamentos aí armazenados.

Dada a importância deste espólio para o estudo da baleação no Faial e nos Açores, considerou a Reis & Martins lançar o repto ao OMA – Observatório do Mar dos Açores, para que se efectuasse um resgate, levantamento e estudo do património.
Sobre esta iniciativa Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Tomás Duarte, Liquidatário da Empresa Reis & Martins, Lda; Pedro Porteiro, director do Observatório do Mar dos Açores e Márcia Dutra, antropóloga que tem estado a recolher, inventariar, catalogar, limpar e tratar de expor na Fábrica, todas as peças.
Leia a reportagem na integra na edição de sexta-feira, 1 de Julho.
Pelo terceiro ano consecutivo, os alunos da Escola Básica e Integrada da Horta colocaram de pé uma recriação histórica aberta à participação de todos os faialenses.
Organizada pelo Departamento de História daquela escola, esta iniciativa fez-se com a colaboração de toda a comunidade escolar, não apenas dos professores, funcionários e alunos, mas também dos pais, que compareceram em força.
Assim, na noite de ontem, não faltaram princesas e piratas no recinto da escola, nem as típicas tabernas, com muitos petiscos, ou as bancas onde os vendedores apregoavam os mais diversos produtos. Música, teatro e dança também marcaram presença, num evento que já cativou a ilha do Faial.
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Para os faialenses, celebrar o São João na Caldeira é uma tradição que sempre fez parte do seu imaginário. Não se conhece uma data para o início daquelas celebrações, mas o feriado municipal tem outro sabor quando celebrado naquele espaço.
Em tempos idos, o São João fazia-se de rumarias, de farnel aviado, onde as famílias iam até à Caldeira fazer a festa. Na noite de São João, de 23 para 24, não havia sono. Cantava-se, tocava-se e bailava-se, e não faltava a fogueira de São João, tradição que ainda hoje se mantém, e que os mais afoitos arriscavam a saltar.
Hoje, as romarias desapareceram, mas a festa continua a trazer os faialenses à Caldeira. Os petiscos e a animação marcam presença, assim como uma outra tradição, instituída mais recentemente: falamos das Marchas de São João. No entanto, também essa tradição já viu melhores dias. Este ano a única marcha a participar é a da Feteira. Tribuna das Ilhas foi assistir aos ensaios, e ouvir as convicções dos marchantes, que prometem continuar a fazer um esforço para que pelo menos a Feteira continue a marcar o ritmo no São João da Caldeira.
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A marcha da Feteira conta com 26 pares, que acertam o passo ao som da filarmónica da freguesia, entidade impulsionadora da Marcha de São João há vários anos.
A letra e a música são da responsabilidade de dois feteirenses. O maestro Manuel Duarte tratou da pauta, enquanto que Regina Naia juntou as palavras que a Marcha da Feteira vai cantar quando, na sexta-feira, desfilar no Largo Jaime Melo.
O ensaio percorre as ruas da freguesia, desde a sede da filarmónica à Igreja, e vice-versa. Quando o som da banda se começa a ouvir, muitos feteirenses acorrem à estrada, ou às janelas, para espreitar a sua marcha.
Na fila da frente está Rui Cabral. É ele o “timoneiro” da marcha. Na qualidade de ensaiador, cabe-lhe a ele garantir que todos marcham ao mesmo ritmo. A tarefa não é fácil, e obriga-o a uma correria constante entre os primeiros e últimos pares alinhados pela estrada.
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Para a Sociedade Filarmónica Lira e Progresso Feteirense, a marcha é uma tradição que deve continuar. Leónia Melo, presidente da instituição, está satisfeita com o gosto que esta actividade incute naqueles que nela participam, e que voltam nos anos seguintes para vestir a camisola.
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Dois dias de festa animam o São João na Caldeira
A festa de São João da Caldeira, organizada pela autarquia no Largo Jaime Melo, arranca amanhã, dia 23 de Junho, pelas 20h00, com o Encontro de Folclore organizado pela Tuno e Grupo Folclórico Juvenil dos Flamengos. Este ano, para além do grupo organizador, participam neste encontro dois grupos da vizinha ilha do Pico, vindos das Bandeiras e da Madalena.
Às 24h00 acende-se a tradicional Fogueira de São João.
Na manhã de sexta-feira, dia de São João e feriado municipal, haverá um passeio em BTT. Às 12h00 será celebrada a eucaristia na ermida de São João. O almoço é para todos, com a oferta de sardinhas, a partir das 13h00. Às 15h00 actua o Margens, grupo de música popular da Ribeirinha, e durante a tarde haverá jogos tradicionais para todas as idades. Para as 16h30 está prevista a actuação da Filarmónica Nova Artista Flamenguense, seguindo-se, às 18h00, a exibição da Marcha da Feteira. Às 19h30 a animação está a cargo do Grupo de Chamarritas das Angústias acompanhado pelo grupo de guitarras "Horta, Mar e Fado". Às 21h00 actua a Unânime Dixie Band, seguindo-se a estreia do novo Espectáculo de Hipnotismo de Ruben Oliveira.
Tanto na quinta-feira como na sexta-feira, a noite termina com baile, pelo conjunto Ponto Fixo.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 22.06.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário