Foi emitido, na passada semana, pelo Tribunal de Contas o visto prévio de contrato de remodelação do Hospital da Horta e de construção do edifício da Unidade de Saúde de Ilha do Faial (USIF), no valor de cerca de sete milhões de euros.
A Secretaria Regional da Saúde anunciou, na passada sexta-feira, que vai avançar com as obras de remodelação do Hospital da Horta e construção do edifício da USIF após a Secção dos Açores do Tribunal de Contas ter emitido o visto prévio ao contrato com um prazo de execução previsto de 18 meses.
No valor aproximado de sete milhões de euros, esta empreitada irá permitir uma melhoria nas instalações ao nível dos cuidados de saúde primários e dos cuidados hospitalares, contribuir para o aumento da capacidade de resposta ao nível das consultas e dos serviços de diálise e de internamento. A obra abrange ainda a remodelação do serviço de urgência e a implementação de cuidados intermédios.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), “a intervenção terá como mais valias as sinergias de proximidade entre os cuidados primários e os cuidados hospitalares ao nível de diversas valências, como, por exemplo, a articulação clínica ao nível das consultas e meios complementares de diagnóstico e terapêutica e também o apoio no âmbito da manutenção de instalações e equipamentos”.
O GaCS salienta ainda que “desta forma, o Governo dos Aço-res prossegue com a consolidação dos investimentos em infraestruturas de saúde com o objetivo de continuar a garantir a todos os açorianos instalações que permitam prestar cada vez mais cuidados de saúde com mais qualidade, segurança e proximidade”.
O Diretor Regional dos Assuntos dos Mar anunciou que a lista das águas balneares costeiras a identificar em 2019 nos Açores encontra-se em consulta pública até 31 de janeiro, a fim de que os cidadãos se manifestem sobre a proposta, expressando as suas opiniões, sugestões e comentários.
O Diretor Regional dos Assuntos dos Mar anunciou esta segunda-feira que a lista de das águas balneares costeiras a identificar em 2019 nos Açores encontra-se em consulta pública até 31 de janeiro, ao abrigo da legislação regional que visa que os cidadãos se manifestem sobre a proposta, expressando as suas opiniões, sugestões e comentários.
Filipe porteiro adiantou que para o próximo se propõe a manutenção das sete dezenas de águas balneares costeiras identificadas no arquipélago em 2018, assim como a identificação de oito novas águas balneares costeiras, todas no concelho das Lajes do Pico.
O governante afirmou que “a identificação de águas balneares constitui uma garantia de qualidade para os banhistas”, defendendo, por isso, que a inclusão de águas balneares na lista oficial se deve basear no compromisso “sólido e consistente de manutenção das condições do seu usufruto ao longo dos anos, nomeadamente ao nível da saúde e segurança dos banhistas e da sustentabilidade dos sistemas naturais”.
A consulta pública é promovida pela Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar e está acessível no endereço eletrónico www.aguasbalneares.azores.gov.pt.
Após a avaliação técnica de todos os contributos, a identificação das águas balneares costeiras para 2019 será publicada em Jornal Oficial, conjuntamente com a duração da época balnear de cada zona balnear.
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou que os apoios a investimentos a bordo das embarcações de pesca cofinanciados pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), no âmbito do Mar 2020, vão ser estendidos até 31 de dezembro de 2019.
Na passada sexta-feira, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou o prolongamento até 31 dezembro de 2019 dos apoios a investimentos a bordo das embarcações de pesca cofinanciados pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), no âmbito do Mar 2020.
Segundo Gui Menezes, estes apoios recaem sobre a melhoria da segurança e higiene a bordo, a limitação dos impactos da atividade da pesca e também sobre a eficiência energética, podendo, por isso, contribuir indiretamente para o rendimento dos pescadores.
Esta alteração à portaria 39, que entrou em vigor no dia 14 de dezembro, permitirá que os pescadores se possam candidatar por mais um ano a apoios para investimentos que melhorem a seletividade das artes de pesca em termos de tamanho e de espécies, ou para a substituição de motores instalados por outros mais eficientes e menos poluentes, por exemplo.
O governante salientou ainda a importância que estes apoios têm para a valorização do pescado e para a qualidade dos produtos de pesca, designadamente através de investimentos que permitam criar “melhores condições em termos de frio e de tratamento de pescado”.
Podem beneficiar destes apoios proprietários embarcações de pesca registados em portos dos Açores, bem como pescadores e organizações do setor devidamente reconhecidas, dependendo da tipologia de operações a realizar.
Os projetos selecionados podem ser financiados com uma taxa de apoio de 65% das despesas elegíveis, que é aumentada para 85%, no caso de as operações respeitarem a embarcações de comprimento fora a fora inferior a 12 metros, ou para 100%, no caso das operações serem executadas por organizações de pescadores, serem de interesse coletivo e possuírem caraterísticas inovadoras a nível local.
De acordo com o Gabinete de Apoio à Comunicação Social, já foram submetidas, no âmbito dos apoios a investimentos a bordo, 14 candidaturas, no valor de 467 mil euros, das quais, à data, foram aprovadas seis, num valor total de investimento de 340 mil euros.
De acordo com o índice de vendas no comércio a retalho, informação do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), a compra de produtos alimentares nas grandes superfícies comerciais da Região cresceu, a preços constantes e em termos homólogos, 6,09% em novembro.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), “considerando os valores corrigidos de sazonalidade, o incremento atinge 4,41% relativamente à média dos últimos 12 meses, o que reflete uma estabilidade no crescimento deste indicador de consumo das famílias”.
De acordo com a mesma fonte, relacionados com a compra de produtos alimentares e com o consumo privado, dados recentes do SREA sobre os levantamentos revelam que, em novembro, foram registados levantamentos num montante global de 48,4 milhões de euros, significando um aumento de 4,2% face ao mesmo mês do ano anterior.
“Por outro lado, as compras realizadas com cartão eletrónico atingiram em novembro 85,6 milhões de euros, montante que representa um acréscimo homólogo de 11,6%”, avança ainda o GACS.
Cerca de 81,3 milhões de euros são referentes a compras efetuadas com cartões de bancos nacionais (+11,6%) e perto de 4,3 milhões de euros dizem respeito a compras efetuadas com cartões de bancos internacionais, significando uma variação homóloga positiva de 12,3%.
No âmbito do programa Famílias com Futuro - Incen-tivo ao Arrendamento, a Dire-ção Regional da Habitação admitiu preliminarmente 1.647 novas candidaturas e renovações dos apoios, segundo as listas de admissão publicadas esta semana.
No período de candidaturas que decorreu entre 1 de agosto e 30 de setembro, foram recebidos 1.768 pedidos de apoio, tendo sido aceites 1.647, das quais 50% representam famílias jovens.
Caso passem às listas definitivas, a partir de fevereiro de 2019, beneficiarão deste apoio à renda cerca de 4.390 Açoria-nos, o que representa um investimento anual do Governo dos Açores superior a 2,7 milhões de euros.
O Incentivo ao Arrenda-mento consiste na atribuição de uma subvenção mensal, não reembolsável, aos arrendatários de prédios ou de frações autónomas para residência permanente, pelo período de um ano, podendo ser renovado por igual período, até ao máximo de quatro renovações consecutivas.
A diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências revelou, esta terça-feira, os resultados do questionário realizado a alunos do 4.º ano de escolaridade no âmbito do programa do Governo Regional de prevenção tabágica 'Domicílios e Carros Sem Fumo', em parceria com a Univer-sidade do Minho.
“Os dados do relatório indicam que, em apenas um ano de implementação do projeto, se verificou que 6,6% dos pais destas crianças deixaram de fumar por completo, e a exposição dos menores ao fumo ambiental foi reduzida pela diminuição da percentagem de fumadores em casa e no carro em 21%”, sublinhou Suzete Frias numa aula para alunos da Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores sobre prevenção do uso do tabaco.
Na ocasião, a governante afirmou que estes indicadores revelam o alcance que medidas de prevenção dirigidas aos mais novos podem ter na mudança de comportamentos de risco dos adultos.
Este programa, implementado pela Direção Regional da Prevenção e Combate às Dependências em parceria com a Direção Regional da Educação, em maio de 2017, visa a prevenção de crianças expostas ao fumo ambiental, sendo elas os agentes de dissuasão do consumo de tabaco por parte dos pais, em casa e no carro.
A iniciativa chegou a cerca de 2.500 crianças e incluiu uma declaração de compromisso entre os pais e os filhos e uma avaliação de resultados que passou pela aplicação de um questionário, ao qual responderam 2.100 alunos em dois momentos, antes da aplicação do projeto e após a conclusão.
O PSD/Faial congratulou-se com a participação na discussão do Plano e Orçamento da Câmara Municipal da Horta para 2019, sobretudo no tema das juntas de freguesia que foram beneficiadas.
Na passada semana, o PSD/Faial emitiu um comunicado de imprensa onde se congratulou pela a sua atuação na discussão do Plano e Orçamento (PO) da Câmara Municipal da Horta para 2019.
Para os sociais-democratas “as juntas de freguesia do concelho e os faialenses saíram claramente beneficiados pela ação da oposição, que obrigou a maioria socialista a ceder e a dialogar, para ver aprovados os documentos”.
A comissão política de ilha recorda a “anunciada intransigência da equipa que governa a câmara, ao anunciar previamente que não iria ceder um milímetro sequer às exigências da oposição”, pelo que os vereadores da oposição votaram contra os documentos orçamentais do município, na reunião de 29 de outubro.
No decorrer da sessão da Assembleia Municipal, o grupo municipal do PSD deu ainda claros sinais de que a teimosia política do Presidente da Câmara e dos vereadores do PS levaria à reprovação dos documentos naquele órgão.
A comissão política de ilha presidida por Carlos Ferreira sublinhou que os argumentos da oposição e o apelo ao bom senso imperaram e determinaram a construção de uma solução, “o que permitiu que o município não ficasse prejudicado pela falta de capacidade para dialogar da maioria socialista”.
Segundo os sociais-democratas, com o recuo do PS, o PO “foram viabilizados, numa clara demonstração do princípio que deve nortear a atividade política: colocar sempre o interesse dos cidadãos e do Faial em primeiro lugar”.
Assim, esta solução e em especial no que respeita ao Fundo de Apoio ao Investimento nas Freguesias permitem que as juntas de freguesia acedam “a verbas que têm ficado retidas pelo município, e que a partir de agora poderão ser investidas nas suas freguesias, beneficiando a população e as instituições locais”, afirmam.
O PSD/Faial lembra que “os resultados das últimas eleições autárquicas deram um mandato de responsabilidade e de procura de soluções entre o órgão executivo e o órgão deliberativo, que o PSD está disposto a honrar, mas isso exige da bancada do PS e da Câmara igual vontade e disponibilidade”.
“Agora é tempo de diálogo, de modo a que, no próximo ano, se disponham, com tempo e abertura, a construir as soluções de compromisso que o Faial exige e os faialenses merecem”, concluem.
O habitual Passeio de Natal com crianças do Clube Automóvel do Faial realiza-se amanhã, dia 15 de dezembro, juntamente com as crianças da APADIF, Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil e Centro de Atividade Ocupacionais.
A concentração das viaturas de todo o terreno, ralis e clássicos, esta programada para as 15h00, no Largo Duque d’Ávila e Bolama, junto do edifício dos CTT.
O passeio termina com um beberete para as crianças e participantes na sede do CAF.
À semelhança dos anos anteriores, o Clube de Ténis do Faial (CTF) promoveu no passado dia 8 de dezembro um convívio de Natal para os seus atletas.
Esta atividade serviu par aos atletas sub10 aplicarem tudo o que têm aprendido nos treinos em jogos amigáveis com os seus colegas.
“Em sistema de grupos, jogaram todos contra todos, numa verdadeira festa do ténis, em que os resultados foram substituídos pela diversão”, adianta o CTF em nota de imprensa.
No fim do encontro, todos os atletas receberam troféus de participação, seguindo-se um lanche partilhado entre atletas, pais, familiares, treinadores e direção.
A Comissão de Acompanhamento do processo de privatização de 49% da Azores Airlines composta pelo advogado Luís Paulo Elias Pereira, o economista António Gabriel Fraga Martins Maio e o professor universitário João Carlos Aguiar Teixeira, no relatório que proferiu, entendia que a proposta da Icelandair não se encontrava em conformidade com o exigido pelo caderno de encargos.
No relatório ao processo de privatização, divulgado pelo Governo dos Açores, é visível que a Comissão Especial de Acompanhamento da privatização de 49% da Azores Airlines sempre manifestou, desde a apresentação da proposta da Icelandair, que a mesma não cumpria o exigido pelo caderno de encargos.
No referido documento, é dito claramente que competia à SATA “qualificar a proposta como vinculativa ou não”, mas que, na óptica da comissão, a proposta “não preenchia os requisitos do caderno de encargos”.
“Por mero exemplo, mas que vale por outros tantos, o potencial comprador não apresentou o plano de capitalização proposto para a empresa e também não formalizou o projeto estratégico”, diz o texto do relatório.
A Comissão de Acompanhamento do processo foi presidida pelo advogado Luís Paulo Elias Pereira e integrou o economista António Gabriel Fraga Martins Maio e o professor universitário da área da gestão de empresas, João Carlos Aguiar Teixeira.
De acordo com o mencionado no próprio relatório, os três apresentaram a sua visão da não conformidade com o caderno de encargos ao vice-presidente do Executivo açoriano, Sérgio Ávila, e à secretária com a tutela dos Transportes, Ana Cunha, tendo-lhes sido indicado que “a decisão de qualificação da proposta como vinculativa dependia de um parecer jurídico entretanto solicitado” pela SATA.
A Comissão revela ainda, no relatório, que manifestou a sua preocupação junto da SATA e do Governo face à demora da decisão relativamente à proposta e, depois, face à outra demora do parecer jurídico.
Nesse mesmo relatório é possível verificar que o potencial comprador invocou falta de informações e dados para a formulação de uma proposta vinculativa, tendo essa Comissão procurado saber junto da SATA e da secretária dos Transportes quais eram essas informações, mas nunca obteve resposta.
A Comissão revela ainda que, desde o início do processo, fez recomendações que não foram acatadas, como, por exemplo, o facto de ter pedido à SATA e à Secretária dos Transportes para corrigirem um comunicado da Administração, onde se dizia que havia “potenciais compradores” e “propostas vinculativas”, o que indiciava, segundo a Comissão, “a existência de vários potenciais compradores, o que não se verificou”.
No que respeita ao lançamento do processo de alienação, ali é dito que a Comissão manifestou ao Conselho de Administração da SATA, numa reunião a 12 de Março, “que teria sido desejável, porventura, divulgar o Procedimento de Alienação através de outros meios adequados para um eventual maior universo de investidores internacionais, o que contribuiria para tornar o Procedimento de Alienação mais concorrencial”, pois entendeu que “os 16 dias que mediavam entre a divulgação do Caderno de Encargos e a apresentação de manifestações de interesse constituía um prazo porventura curto”.
É também revelado que o assessor financeiro externo da SATA deu um primeiro parecer, concluindo que a Icelandair “detinha capacidade financeira, mas não possuía autonomamente capacidade para a gestão de uma companhia aérea, embora estivesse integrada num grupo em que o seu accionista único tinha vasta experiência naquele tipo de gestão”.
Posteriormente, o Grupo a que pertence o potencial comprador apresentou uma “letter of suport” em que garantia o cumprimento das obrigações decorrentes dos compromissos que o potencial comprador viesse a assumir, após o que o assessor financeiro externo da SATA emitiu um segundo parecer concluindo que o potencial comprador reunia os requisitos de pré-qualificação.
Anulação do processo de privatização por parte do Governo Regional
O Presidente do Governo Regional Vasco Cordeiro anunciou, no início de novembro, a anulação do concurso para a privatização de 49% da Azores Airlines, após a divulgação de documentos que causaram um “sério dano ao Grupo SATA e aos Açores”.
Em nota dirigida às redações dizia que “decidiu dar orientações ao Conselho de Administração do Grupo SATA para anular o presente concurso público de privatização de 49% do capital social da Azores Airlines e preparar o lançamento de um novo concurso com o mesmo objectivo”.
Em causa estava a divulgação de documentos privados da comissão de inquérito do parlamento regional ao sector empresarial público, que indicavam que não havia uma proposta formal apresentada pela Icelandair, antes a intenção de abrir um período de negociações com a SATA.
Perante esta divulgação, Vasco Cordeiro mostrou-se decepcionado com a divulgação de informação “confidencial” em torno deste processo de alienação de 49% da Azores Airlines, frisando que “a partir de agora isto é um caso de polícia. Será apresentada queixa porque julgo que configura crime aquilo que foi feito”.
Para o PSD o relatório confirma que o Governo Regional mentiu ao povo açoriano
O PSD/Açores, por intermédio da sua Secretária-Geral, tomou posição acerca da divulgação deste relatório final da Comissão Especial de Acompanhamento da privatização da SATA Internacional referindo que este documento confirma que o Governo Regional “mentiu ao povo açoriano”.
“O relatório da Comissão de Acompanhamento hoje divulgado comprova que o Governo Regional mentiu aos açorianos. Tal como o PSD/Açores já havia dito, nunca houve proposta vinculativa para a compra da SATA Internacional”, disse Sabrina Furtado, em comunicado dirigido à imprensa.
A responsável social-democrata salientou que o Governo Regional recusou assumir as responsabilidades neste caso, preferindo “fazer-se de vítima”.
“O Governo Regional, em vez de assumir as suas responsabilidades na gestão danosa da SATA, passou as últimas semanas a desviar as atenções e fazer-se de vítima, porque não está habituado a ser confrontado com as verdades”.
Acrescenta o comunicado que os social-democratas vão “confrontar” o presidente do Governo Regional acerca do processo de privatização da SATA Internacional no próximo dia 20 de dezembro, em reunião da comissão parlamentar de inquérito ao setor público empresarial regional.
O relatório confirma a transparência do procedimento refere o Partido Socialista
Para o PS/Açores, o relatório da Comissão de Acompanhamento da privatização da Azores Airlines mostra transparência em torno da “proposta concreta” da Icelandair.
“O processo de alienação de 49% da Azores Airlines que estava em curso decorreu de forma transparente e com base numa proposta concreta apresentada pela Icelandair para aquisição do capital da transportadora açoriana”, frisou o deputado socialista regional José San-Bento.
Para o deputado, a dúvida que existia era se a proposta dos islandeses “cumpria ou não cumpria o caderno de encargos, nomeadamente se era ou não vinculativa” e, “nesse sentido, foi solicitado um parecer jurídico para apurar se a proposta era vinculativa”.
“É muito claro que quer o Governo, quer a SATA não enganaram ninguém, não mentiram, uma vez que foi dito na comissão de inquérito de 30 de outubro, quer pelo presidente do Conselho de Administração, quer pela secretária dos Transportes, que aguardavam pelo parecer que iria esclarecer ou não o caráter vinculativo da proposta”, salientou José San-Bento.
O parlamentar socialista confirmou ainda que “a existência de um parceiro estratégico é da maior importância - e aliás era isso que o concurso que foi anulado, procurava concretizar – num contexto de concorrência feroz que neste momento marca a indústria da aviação civil”.
“O grande responsável pela situação da SATA tem sido os sucessivos governos regionais, pelas falhas sistemáticas que têm cometido e este processo é mais um exemplo claro”, disse o líder regional do partido em comunicado.
PCP/Açores responsabiliza governo regional pela atual situação da SATA
Vítor Silva, reafirmando que o PCP é contra a privatização da SATA, defende que o processo de “reestruturação da empresa deve passar pelo investimento público, seja da Região ou da Região em parceria com o Estado ou com a Madeira; ou até mesmo um investimento tripartido, entre as duas Regiões Autónomas e o Estado”.
Sobre as indicações deixadas pela comissão de acompanhamento da privatização da Azores Airlines, Vítor Silva diz que este processo vem provar “algo que temos vindo a dizer: que não basta nomear comissões de acompanhamento. É preciso criar as condições e dar os instrumentos, para que as comissões possam desenvolver o seu trabalho e, acima de tudo, ter a humildade de ouvir as sugestões, recomendações e preocupações, das referidas comissões, o que neste caso especifico não aconteceu”. g