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27
março

HORTA em Tríptico Glorioso

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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Depois de “Horta Antiga”, Carlos Silveira apresenta “Navegação a Vapor entre o Continente e os Açores – Primeiros Tempos”, importante publicação de apreciado conteúdo literário e ilustrada com sugestivas fotos coloridas, a que o Tribuna já fez merecida referência.

O conhecido investigador faialense completa assim um “Triptico Glorioso” de acontecimentos que guindaram a Horta a palco mundial, justificando memorável exclamação do Presidente Carmona ao contemplar a Cidade-Mar açoriana do miradouro da Espalamaca: “Terra pequena com alma Grande”.

Primeiramente, com o Faial em destaque na aviação transatlântica, a seguir os Cabos submarinos e a Horta no centro das comunicações internacionais, e, por fim, os primeiros tempos da Navegação a Vapor, mormente de e para o Continente.

Aliás, eventos que abrangem longo período da modernidade faialense e que fizeram, da nossa Cidade, a mais cosmopolita dos Açores.

Por sinal, uma época áurea que ainda tive o prazer de gozar.

Embora nascido no ano seguinte a amaragem do NC4 norte-americano do comandante Read, tive a oportunidade de ver o DOX, esse monstro voador alemão de doze motores que, na madrugada de 22 de Maio de 1932, amarou entre a Ribeirinha e a Praia do Almoxarife, vindo para o porto artificial da Horta, donde voou no dia seguinte com destino ao seu país, via Vigo, em Espanha.

Também vivi inesquecíveis anos da juventude nos bons tempos das Companhias estrangeiras do cabo-submarino, de que o desporto muito beneficiou, particularmente o Tenis, facto evidente nos nove campos em cimento existentes, três de clubes locais.

Temos ainda na memória a disputada final em que Joaquim Morisson, do Fayal Sport, venceu o famoso Axwerty do British, por 3-2. 

Quanto ao terceiro Tríptico, naturalmente começa pelos primórdios da Navegação a Vapor quando a Vela ainda dava jeito a indispensável apoio, até no “célebre “Savannah” (1819), incluído na mancheia de navios cujas fotos a cores muito valorizam o livro em apreço.

Após este introito, Carlos Silveira entra propriamente no assunto da sua nova produção de cunho histórico: “Navegação a Vapor entre o Continente e os Açores “ já que era de muito interesse a então desejada ligação periódica e frequente com a “Mãe Pátria”, uma linda expressão popular usada pelo patriótico povo açoriano.

E que exprime também o direito de, como tal, usufruir dos mesmos privilégios dos continentais em diversos campos da vida nacional, sobretudo o ensino universitário.

Trata-se, de facto, de um complexo e exaustivo trabalho, quer por consultas minuciosas em arquivos, quer na compilação e ordenamentos de assuntos, aliás, uma Obra própria de quem a faz por paixão e na convicção de estar a prestar bom Serviço à Comunidade onde se encontra inserido, no caso, a faialense e particularmente a açoriana.

Foram, com certeza, dificuldades sem conto surgidas, quiçá, adentro de velho ditado: à nascença todo o bicho é feio.

A propósito, o primeiro contrato a valer só aparece em 1858, entre a recém fundada “União Mercantil” com capitais lusos e ingleses, e o Estado, para cinco viagens anuais de Lisboa para as três capitais açorianas no vapor “Duque do Porto”, transportando passageiros e carga.

São criadas Agências na ditas cidades, ficando a da Horta a cargo do respeitado faialense, Manual Alves Guerra.

Entretanto é assinado contrato entre a Empresa de Amândio Gago da Câmara (Barão da Fonte Bela), o Governo português em 22 de Março 1971: Viagens mensais para S. Miguel, Terceira, S. Jorge, Graciosa e Faial, e em navios à vela e a vapor, de S. Miguel para Santa Maria, e do Faial para as Flores.

Em Abril do ano seguinte, o citado Barão da Fonte Bela funda em Ponta Delgada uma Empresa de que, além dele e do filho, fazem parte outros aforradores, entre eles Abraão Bensaúde.

E em segundo contrato (11-9-1874) com a obrigação de viagens para a Madeira, a Bensaúde & Cª., dona da Empresa Insulana de Navegação (E.I.N.), já figura como sócio maioritário, situação que se manteria até 1974, com a constituição da Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos.

Além desta síntese de fidedignas informações extraídas do livro em referência, muitas outras houve que também me suscitaram curiosidade, como o breve período em que a Lusitânia e a Insulana fizeram viagens mensais, a primeira, porém, apenas para as capitais; ver barcos de que conhecia pelo nome, caso do “Insulano” (foto) que em 1972 foi vendido à Empresa do Barão Fonte Bela, e depois incorporada na E.I.N.; e ainda o negócio surgido, com a Navegação a Vapor e em que o Carvão passou a ser insubstituível combustível, iniciado pelos Bensaúdes e Dabneys, respectivamente em Ponta Delgada e Horta cujos portos eram escalados em crescente frequência pelos navios a vapor.

E tão grande o movimento no porto faialense que a Bensaúde veio a construir no Faial um armazém que, com o da Fayal Coal, terão constituído um autêntico Hub de Ouro negro no meio do Atlântico.

Concluindo: um Tríptico Glorioso que sintetiza esse memorável período da Horta-Mar e perpetuado pelo historiador Carlos Silveira.

 

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