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29
julho

Informação e Tecnologia – Posição do Faial (I Parte)

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Parque Natural do Faial
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 Após uma série de artigos dedicados ao turismo, pretendo entrar num novo tema económico de elevada importância, a Informação e a Tecnologia, sempre com o mesmo timbre, tentando fazer uma perspectiva regional e depois enquadrar a posição do Faial nesse contexto.

Pode parecer a algumas pessoas quase utópico falar-se de parques tecnológicos nos Açores, de parcerias com grandes empresas internacionais de Informação e Tecnologia como a NASA, o MIT, a CISCO a IBM e protocolos com universidades e entidades internacionais, mas não, faz todo o sentido que a Região o faça.

Não promover o sector da Informação e Tecnologia é deixar a Região sujeita e refém dos sectores clássicos da Agro-pecuária e Pescas, que quer se queira quer não, sofrem fortes ameaças a crescimentos, devido, por um lado, ao fim das quotas e, por outro, pela escassez de recursos pesqueiros.

Não promover este sector pode igualmente colocar a Região à mercê dos constrangimentos do turismo, de que são prova os tempos que vivemos, com a crise internacional e nacional que se vive e a elevada concorrência, entre outros.

A Região tem de se virar para outras actividades económicas de valor acrescentado que não apenas a indústria ligeira, que será sempre frágil e das actividades marítimo portuárias de lento crescimento elevada concorrência.

Assim, considerando que no sector da Informação e Tecnologia o factor distância, que tanto peso tem para outras actividades económicas, para esta é relativa e considerando que há um elevado crescimento a todos os níveis neste sector, fazia todo o sentido que a Região tivesse ponderado, refletido e chegado à conclusão, depois dos investimentos estruturais feitos (portos, aeroportos, escolas, etc), que era tempo de promover  este sector económico.

Numa primeira fase foi necessário criar um clima propício ao investimento de empresas de Informação e Tecnologia nos Açores, com várias medidas, nomeadamente a inclusão nos sistemas de incentivos desta área de negócios e criação de uma agência de promoção do investimento.

Estabelecido um clima propício e com um quadro fiscal favorável, uma vez onde os impostos na Região são mais baixos que no continente, fazia todo sentido aparecerem os resultados, contudo, tal não se verificou. Por exemplo uma  grande empresa comunicações nacional implementou o seu call center em Cabo Verde, é caso para dizer-se que criar e decretar não é suficiente, a eficácia da politica não esta a ser conseguida.

Sabendo que a Região possui condições de ambiente e de vida em níveis competitivos com outras regiões que já receberam serviços de Informação e Tecnologia, sabendo que estão criadas as instituições para que a nível organizativo se acolha com qualidade estes investimentos, considerando que a Região, via universidade e via ensino profissional com vultosos investimentos do Fundo Social Europeu, nos dotou de capital humano de base nas áreas de línguas e da informática;

Assim, com todas estas condições o que falta para haver capital tecnológico é a criação de infra-estruturas tecnológicas, que posteriormente possam ser utilizadas por empresas de informação e tecnologia, constituindo elementos facilitadores para a instalação destas, oferendo-lhes disponibilidade de “espaço” para desenvolverem a sua actividade.

Estes espaços tecnológicos fazem, assim, todo o sentido, são a cereja em cima do bolo das condições propícias criadas na Região, são eles a peça que falta no puzzle para dar força competitiva ao sector, e com eles se espera finalmente ter retorno social, uma sociedade mais moderna e mais qualificada em termos humanos e tecnológicos.

De facto tomou-se a decisão de fazer verdadeiros parques tecnológicos. E, com pompa e circunstância, foi anunciada a construção de raíz de 2 mega parques tecnológicos, um na ilha de S. Miguel e outro na ilha Terceira.

Caiu tudo aos Faialenses! Viram que a chávena de café neste caso com tanta cafeína não era para lhes ser servida e interrogaram-se “Qual a posição do Faial neste contexto?!”

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