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19
junho

Será o Afonso Henriques?

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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Em Comissão da Assembleia da República, o presidente da Associação Nacional da Educação Especial referiu-se a preocupantes problemas, salientando sobretudo o pouco aproveitamento escolar e ao respectivo abandono.

E, quiçá como que a lavar as mãos qual .Pilatos do século 21, justificou os maus resultados da política educativa, lembrando que no tempo do Estado Novo “bastava saber ler e escrever”.

Esqueceu-se, porém, de recordar que a péssima situação do País, ensino incluído, vinha muito antes até da 1ª. República, isto para sermos mais justos, mas sem deixar de dizer que foi tal facto que levou ao movimento militar do 28 de Maio de 1926, em que o então General Gomes da Costa, sob aclamação do Povo, marchou de Braga a Lisboa, onde foi recebido triunfalmente.

Mas fico por aqui sem deixar também de frisar que na campanha escolar encetada a nível nacional, o distrito da Horta já era então o primeiro do País com menos analfabetos do sexo feminino e o segundo na escala geral.

De lembrar ainda que na Horta tanto a Escola Normal Superior como a do Magistério Primário tiveram acção preponderante na licenciatura de centenas, senão milhares, de professores.

É certo que o tempo não volta para trás, e que muito mudou pós Abril, mas também é verdade que os milhões vindos da Europa não foram devidamente aproveitados.

Contudo, a música continua a ser a mesma, com as esquerdas e certa direita a bater em gasta tecla, quando as coisas não correm de feição: o antigamente….

Só nunca ouvimos, nem lemos ser Afonso Henriques o culpado ...

 

Nova Igreja em Gaeiros, Óbidos

Nos últimos Domingos e dias Santos, passei a assistir, em casa, à Santa Missa, solenizada e em transmissão da "TVi" de diferentes Templos, o que me dá ocasião de ir vendo o que se passa nas paróquias continentais, aliás a compensar a pena de não receber a sagrada Comunhão e de não ter ninguém a quem dar a ”Paz”.

Em recente manhã dominical, a Eucaristia foi celebrada na nova Igreja de Gaeiros na também nova paróquia, de 35 mil habitantes, do Concelho de Óbidos, seguindo-se o habitual "8º. Dia", sugestivo programa, na mesma estação, do Cónego António Rego, ilustrado micaelense ordenado no Seminário de Angra, e quase sempre relacionado com a localidade.

Assim, tivemos a oportunidade de apreciar o entusiasmo do responsável pela iniciativa de um empreendimento de meio milhão de euros, com o apoio da respectiva Junta de Freguesia que avançou com metade, enquanto uma família chamou a si a doação dos terrenos.

Gostámos ainda de ver um Grupo de adultos e crianças em bailados da Região e de ouvir alguns trechos musicais executados pela Banda Filarmónica de Gaeiros.

Embora, sem qualquer intenção comparativa, veio-nos à mente com pesar o facto de três Igrejas no Faial ainda não estarem reconstruídas dos danos causados pela crise sísmica de há muitos anos.

 

Um País de Doutores

Num "Prós e Contras”, a jornalista moderadora do afamado programa televisivo das 2ª.FeÍra dirigiu-se a um jovem médico, presente na plateia, dizendo: é o único aqui que pode ser tratado por “Senhor Doutor” e acrescenta:  "já que em Portugal são assim chamados".

E nem queremos acreditar que não soubesse haver entre a numerosa assistência alguns licenciados cujo canudo dá direito, por decreto, a usar o “dr." ou "drª., num País de Doutores, como Portugal e conhecido na estranja.

Se bem que em tais programas, os participantes são, geralmente, identificados pelo nome de baptismo ou apelido e com certeza também por sua profissão, sempre ligada ao tema em debate.

Todavia, temos vindo a notar com admiração, nanja espanto, haver muita gente nova a passar ao lado, mais preocupada em ser uma boa profissional, o que não quer dizer que, mais ou menos velhos, não sejam gente digna do nosso respeito e consideração.

 

Há já dois Anos ...

O bicampeonato do Benfica, quebrando longo jejum de 31 anos, foi festejado por todo o mundo benfiquista que dizem dar volta à Terra!.

Até na Horta, cidade pioneira do futebol nos Açores, não dada a manifestações, após idos áureos tempos da rivalidade Atlético e Fayal ou entre Marrocos e Alagoa, houve festa.

Bons anos que recordo com saudade de Morissons, Semilhas, Gonçalves e tantos outros, não incomodado por o tempo não voltar para trás.

A propósito, e como sou encarnado no continente, mas sem deixar de ser verdo no Faial, ouvi gostosamente uma farpazinha, ligada ao facto de o ex autarca portuense ter acabado com recepções de futebois e de o actual presidente aquando da posse, há dois anos, ter reaberto publicamente a porta do Municipio aos Campeões.

Ei-la: Rui Moreira anda assaz preocupado, quiçá mesmo ofendido por Pinto da Costa ainda lá não ter aparecido com a sua equipa campeã ...

 

À laia de Postal

PERPLEXO, caro amigo Costa Pereia, também fiquei ao ler o teu escrito, de 29 de Maio, aliás sempre oportuno, a fazer lembrar o saudoso Jaime Baptista.

Em especial pela unanimidade verificada semanas antes no Conselho de ilha!

Infelizmente foi bem de pouca dura: apenas o tempo para puxão de orelhas.

Mesmo que tivessem crescido os 300 metros desejados para a Pista, há que pensar no futuro, nanja do Faial, ilha onde nasceram ou vivem...

 

 

 

 

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