Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
Últimas :
Investimento privado no Faial – realidade ou utopia?
Educação - Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa o 496.º lugar do ranking a nível nacional
Eleições - Carla Dâmaso assume a presidência do OMA
Agricultura - Trybio organiza cursos de instalação de pomares e de poda de fruteiras no Faial
BTT – ESMA ATIVA Primeiro encontro de BTT da ESMA junta professores e alunos
“Eco Freguesia, freguesia limpa” - Candidaturas ao programa abertas até 15 de março
Saúde - Hospital da Horta assina protocolo com Câmara Municipal da Madalena para criação de Unidade de Hemodiálise
Efeméride - Azores Trail Run® regista 4000 inscritos em 5 anos
Faial - Governo Regional assina contrato para reabilitar Solar e Ermida de São Lourenço
  • Início
  • Opinião
  • Laurénio Tavares
  • Acidente marítimo, um ano depois
13
novembro

Acidente marítimo, um ano depois

Escrito por  Laurénio Tavares
Publicado em Laurénio Tavares
  • Imprimir
  • E-mail

Faz um ano que ocorreu o fatídico acidente que vitimou o José Norberto Silva, a bordo do navio Gilberto Mariano, no porto de São Roque do Pico.
Um ano depois está ainda por saber oficialmente o que esteve na origem deste trágico acidente e que entidade ou entidades assumem a responsabilidade pública, e ou judicial, por esta triste e inesperada ocorrência.
Um ano depois muitas declarações e opiniões públicas feitas por pessoas, entidades ou especialistas na matéria, a par de alguns episódios de natureza politica, têm vindo à luz do dia mas, infelizmente, até hoje nada de conclusivo foi ainda apurado sobre as causas ou as responsabilidades por este acidente mortal, ocorrido na noite do dia 14 de Novembro de 2014.
Um ano depois assiste-se a um lamentável e incompreensível “jogo de fogo cruzado” entre as várias entidades ou individualidades que estão a ser ouvidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito ao Transporte Marítimo de Passageiros e Infraestruturas Portuárias, da Assembleia Legislativa Regional, em que os inquiridos divergem em quase tudo parecendo não haver razões, nem ciência que explique ou comprove a que se ficou a dever o acidente ou identifique quais as responsabilidades que têm de ser assumidas.
Para uns as causas do acidente estão nas más condições do cabeço, fosse de conservação fosse de instalação. Outros garantem que o problema foi dos cabos utilizados no navio. Outros ainda que se deveu à agitação marítima que se registou no dia do acidente mortal. Portanto, “cada cabeça a sua sentença”, e não estamos a falar de simples leigos mas sim de especialistas e dos mais reputados do país.
Um ano depois é caso para perguntar: afinal em que ficamos? Esta é a resposta que falta para que as causas (visto que parecem ser muitas) da perda de uma vida humana sejam devidamente explicadas.
Um ano depois falta saber também o que o inquérito do Ministério Público apurou, ou vai apurar, porque a justiça é lenta mas, “num Estado de Direito”, não pode deixar de ser feita.
Um ano depois do fatídico acidente que vitimou o José Norberto exigem-se respostas e conclusões que permitam explicar à família o que esteve na causa desta inesperada e brutal ocorrência e que responsabilidades terão de ser assumidas.
Um ano depois exige-se conclusões, a assunção de responsabilidades, as necessárias alterações ou correções nos equipamentos ou infraestruturas, de modo a que seja garantida a segurança, sobre a qual os inquiridos na Comissão Parlamentar de Inquérito não geram convergência, para que se torne possível repor a total confiança nas ligações marítimas com os novos navios no Triangulo, para que situações idênticas não se repitam nem ocorra a perda de mais vidas humanas.

PS- Com novos navios e novas infraestruturas portuárias nos últimos tempos temos assistido a um pouco habitual cancelamento de ligações entre as ilhas do Faial e Pico, com elevado prejuízo para todos aqueles que diariamente têm de atravessar o canal, o que obrigatoriamente nos deve fazer refletir sobre as opções políticas dos novos equipamentos marítimos e infraestruturas portuárias.

Lido 648 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Etiquetas
  • opinião
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
Opinião