Em princípio de Novembro passado, fizemos “inocente" comparação entre a candidatura do Prof. Marcelo e a histórica marcha do Gen. Gomes da Costa, em 28 de Maio de 1926, dando lugar a ditadura militar, seguida do Estado Novo e Governação de Salazar, também catedrático, mas em Economia, salvando Portugal da bancarrota.
Como então, o País esteve em grave crise financeira que, segundo os entendidos, vinha de há anos, e a tal ponto que na governança de Sócrates Portugal esteve novamente à beira da bancarrota, não tendo mesmo dinheiro para salários, como afirmou o Ministro das Finanças.
Não foi, porém, com a prata da casa que o dinheiro apareceu, mas somente por mão estendida à Europa e ao estrangeiro, impondo condições como o envio da exigente Troika que tornou o 1º. Ministro Passos Coelho, e o Vice Paulo Portas em autênticos bombeiros a apagar fogos que por todos os lados surgiam, com a oposição a lavar as mãos e sindicatos a não darem tréguas com manifestações por tudo e por nada jamais pensando nesse Povo que por tanto dizem lutar, mas que acabou por ser o que mais sofreu e ainda sofre.
Por isso teve olhos para ver, dando a vitória eleitoral à Coligação do Centro Direita que viria a ser derrotada no Parlamento pelas Esquerdas em maioria de deputados, aproveitando-se ainda de, por lei constitucional, o Presidente, em fim de mandato, não poder dissolver a Assembleia.
Tudo isto, sem se falar na comunicação social, mais interessada em audiências televisivas e na venda de jornais.
Cavaco Silva mais uma vez mostrou que sempre pôs o País em primeiro lugar, pelo que, em vez de manter o Governe em gestão com indiscutíveis prejuízos materiais, deu posse ao inventor da geringonça que derrubou a Coligação.
E as consequências têm estado bem à vista em São Bento com os líderes do BE e do PCP a lembrar anedota de certo individuo que pedia que o agarrassem para não bater no mais forte...
É este o Portugal de que Marcelo Rebelo de Sousa vai ser Presidente, após o Passeio, como foi designada a sua campanha, em que entrou não escondendo favoritismo já que as sondagens eram assaz favoráveis com mais de 50 por cento que até aumentaria se tivesse que ir à segunda volta.
Mesmo assim, os outro nove (9) pareciam convictos que uma 2º. volta não seria impossível, aliás algo semelhante do que se passa nos futebois com equipas que só pensam em não descerem à segunda Divisão.
Enquanto Marcelo fez a campanha em visitas a Instituições de Caridade e a Fábricas, mais viradas para a agro-pecuária e exportações, a maioria preferiu as arruadas nas principais cidades, ao som de tambores.
Entretanto as entrevistas televisivas assaz aguardadas sobretudo pelos jornalistas e comentadores de costume, a maioria afecta às Esquerdas, e que terminaram num esquisito debate a dez, quiçá o número record de candidatos, com Marcelo na berlinda, pois o que interessava era atingir o Professor em seus pontos mais frágeis (quem não os tem),e naturalmente animados pelos frente a frente, em que apenas Sampaio da Nóvoa terá dado luta.
É que o candidato do Centro Direita pareceu-nos mais interessado em não levantar ondas, acabando por atingir seus fins.
E a votação não deixou dúvidas: 52 por cento, isto é, mais da metade para eleição à 1ª. volta.
Como se esperava Portugal continuará a ter como Presidente um Cidadão das Direitas, a suceder ao Prof. Cavaco Silva cujo maior “pecado" é não ser das Esquerdas.
Os ingleses dizem: Morto o Rei, viva o Rei.
E pronto…
Embora não estejamos em Monarquia, não sei se para bem ou para mal, o que sei é que nasci em República, sempre tenho vivido e continuarei a viver se Deus quiser.
Mas sempre respeitando o Cidadão que ocupa tão alto cargo, assim fui educado.
Terminada a “bonança” com o “passeio” para a presidência do País real que o eleito bem conhecerá desde “menino e moço”, agora assolado por “tempestade” com ventos também de leste vindos, cremos, porém, que, como bom Mestre, tudo fará no sentido de o barco chegar a porto seguro.
E julgo ainda que as fotos que ilustram este escrito, com três fases que serão assaz interpretativas de outras tantas faces da vida do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa como ilustre Presidente de Portugal.