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15
abril

CRISTAS na LIDERANÇA do CDS

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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O Congresso do CDS em Gondomar foi acontecimento saliente em princípios de março deste ano.
Tratou-se de escolher novo líder dos Centristas para substituir Paulo Portas que, em atitude assaz democrática, pôs termo a profícua liderança de 16 anos à frente do Partido Popular (PP), fazendo questão de não o deixar órfão.
E indicou até dois militantes que achava possuírem qualidades para, no momento presente, assumirem a presidência do Partido do Largo Adelino Amaro da Costa, Lisboa: Nuno Melo com muitos anos de vida partidária e Assunção Cristas, ainda nova nestas andanças políticas, mas que só aceitava caso aquele não avançasse, o que sucedeu pelo facto de o deputado europeu ter assuntos pendentes e que queria ver resolvidos.
Há uns cinco anos que Cristas entrou no CDS pela mão de Portas: Foi num Pós e Contras que a descobriu, e impressionado com a intervenção da distinta advogada e professora universitária que logo a convidou.
E na primeira e breve passagem pelo Parlamento, confirmou ser a pessoa certa, pelo que fez parte dos três representantes do Partido na coligação Portugal à Frente, liderada por Passos Coelho e com Paulo Portas que viria a ser Vice-presidente.
A Assunção Cristas foi destinada a Agricultura que para ela deixou de ser o tradicional calcanhar de Aquiles, embora à entrada apenas soubesse que cebolas e batatas eram produtos da terra!.
É que depressa se pôs ao par dos diversos assuntos da Pasta, acabando mesmo com o reenvio de milhões de euros para Bruxelas, por verbas não utilizadas, livrando ainda o Governo de multas.
Voltando ao Congresso realizado no sábado 12 e no Domingo, com cerca de 1 200 participantes entre militantes e convidados e num agradável clima democrático, assaz diferente do primeiro no Porto que, recorde-se, decorreu debaixo de fogo, com o edifício cercado por comunistas, exibindo bandeiras vermelhas com foice e martelo, símbolos há muito caídos em desusos por essa Europa fora, incluindo a Rússia.
A reunião magna dos Centristas iniciou-se com a apresentação de moções temáticas e de uma dezena de globais, facto este inédito uma vez que eram apenas destinadas a candidatos à liderança.
Desta feita, quiçá para a candidata, única, ficar mais esclarecida com vista ao futuro e também para a elaboração do seu discurso final.
E na manhã de domingo, Assunção Cristas foi eleita como Presidente do CDS, praticamente por aclamação.
Se na véspera o discurso, que ouvimos, foi mais virado para a sua vida familiar e profissional, no de encerramento do Congresso, a nova líder democrata-cristã debruçou-se sobre a política nacional, salientando os principais temas da sua liderança, sempre adentro dos princípios da doutrina social da Igreja.
Também salientou que finda a Coligação do Centro Direita, vencedora da Eleição, e mantendo sempre maior proximidade ao outro Partido, liderado por Passos Coelho, o CDS voltará a concorrer sozinho nos futuros actos eleitorais.
Afirmou também que prioridade é a Eleição Legislativa nos Açores, em que o Partido se vai deveras empenhar.

À margem
Três dezenas foram os delegados centristas de todas as ilhas açorianas ao Congresso.
Além, do líder do CDS-A Artur Lima, e deputado terceirense, estiveram presentes: Luís Silveira, Presidente da Câmara das Velas, S. Jorge, Ana Espínola, deputada jorgense, e Graça Amaral Silveira, faialense e deputada pelo círculo da compensação.
Também participou, como conselheiro nacional, Rui Meireles, antigo Presidente Regional do Partido e deputado por S. Jorge.

 

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