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04
novembro

Editorial

Escrito por  MJS
Publicado em EDITORIAL
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Há quem diga que a tradição já não é o que era, mas por cá há tradições que ainda perduram. Uma delas é o Pão por Deus que, ao longo dos tempos, tem passado de geração em geração.
Na manhã do dia 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, as crianças juntam-se em pequenos grupos e vão de porta em porta a pedir “uma coisinha de Pão por Deus, por alminha dos seus” a ver quem enche o saco de guloseimas primeiro.
Por cá, ano após anos, a tradição tem se mantido viva e, sobretudo nas freguesias rurais, os mais pequenos lá vão, com sorrisos rasgados, percorrer as ruas.
Antigamente davam-se maçarocas de milho, batata doce, castanhas, bolos de massa doce, rebuçados, figos passados, etc, ou seja, dava-se o que a terra dava!
Hoje em dia as saquinhas de retalhos viraram mochilas e são cheias de guloseimas.
Como alguém disse um dia “O Pão por Deus é a nossa tradição e um povo que mantém a tradição é um povo feliz”.
Esta semana sinto-me particularmente grata pelas novas colaborações que enriquecem as nossas páginas: Devin Gomes e José Decq Mota acederam ao convite que lhes foi feito e, quinzenalmente estarão connosco a explanar as suas ideias e opiniões sobre os mais diversos temas.
Entretanto, é com mágoa que trazemos à tona um artigo sobre o acidente que vitimou o José Norberto há dois anos e para o qual ainda não há respostas. Mágoa não pelo articulista, como é óbvio, mas pelo tema que trata e continua num impasse.


Maria José Silva
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