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08
setembro

América, Faial e o Mar (2)

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Artigos de opinião
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Com o mesmo título, salientámos a surpreendente vinda ao Faial da Encarregada de Negócios da Embaixada da América em Lisboa e a sua visita à Assembleia Legislativa na Horta sediada, onde a ilustre política manifestou a Ana Luis a vontade de voltar à nossa Ilha para falar das coisas do Mar.
Na verdade esse imenso mar que nos rodeia é um Eldorado, mas para as grandes potências mundiais, com a América à cabeça, tendo sido até a primeira a descobrir a privilegiada situação do Faial, com a ampla e abrigada baía, hoje incluída no Clube das Mais Belas do Mundo.
Julgámos que as relações entre os Estados Unidos e a nossa Ilha, de que fala Herro Mustafa (nome para não esquecer) terão começado no tempo das Baleeiras de New Bedford e da instalação na Horta do primeiro Cônsul Geral dos EUA nos Açores, isto no Século Dabney.
Foi também a época do aparecimento da Navegação a vapor, com os navios que cruzavam o Atlântico Norte a escalar o Porto da Horta para abastecimento de carvão nos armazéns da Fayal Coal e da Bensaúde, e fazer aguada.
Ainda em fins do Século XIX tem inicio as Comunicações por cabo submarino, tornando-se a cidade da Horta no maior centro mundial de amarragem de cabos.
Entre a meia dúzia de Companhias estrangeiras estava a americana Wester Union, sendo mais duma centena os cabografistas, de maioria local.
Depois, temos a Aviação, com a baía da Horta transformada em Aeroporto para aviões sem rodas,
E a dar pontapé de saída o Capitão Read no NC-4, o único da esquadrilha americana a amarar em águas açorianas do Faial, donde voou com escala em Ponta Delgada para Lisboa.
Nas duas primeiras décadas do Século 20 foram muitas as aeronaves que passaram pelo Faial.
E após breve experiencia alemã de correio aéreo, com o apoio de um Catapulta estacionado fora da Doca, surgem os famosos Clippers da Pan American em fins de 1930 que durante vários anos transportaram milhares de passageiros entre os Estados Unidos da América e a Europa com escala na Horta e em Lisboa.
Foi de facto período áureo com a capital faialense a atingir o apogeu, como a Cidade mais cosmopolítica açoriana.
Pelo Faial passaram as maiores personalidades internacionais:  Presiden-tes, Príncipes, Embaixadores, Jorna-listas, Escritores, Estrelas de Holly-wood, etc.
À nossa Cidade acorreram muitos açorianos, para terem a oportunidade que os faialenses, e também os picoenses, vinham tendo de chegar a Lisboa e à Horta em 6 (seis) horas.
E já em meados do anterior Século, a extraordinária decisão do Presidente John Kennedy ao conceder milhares de vistos aos sinistrados do Vulcão dos Capelinhos e a simpática recepção a faialenses na própria Casa Branca.
Ora, tudo isto e também o episódio do afundamento do brigue “General Armstrong “ no porto da Horta por navios ingleses que segundo historiadores foi decisivo na Independência Yankee, estão ligados às relações entre o EUA e o Faial.
Ainda a salientar os iates de recreio (os aventureiros como popularmente eram chamados) que partindo de marinas, sulcam aos milhares o Atlântico Norte, ostentando pavilhões sem conto, entre eles americanos.
E como escala obrigatória a Marina da Horta, a segunda mais concorrida da Europa e a quarta a nível mundial.
 
à margem
Four July: Aniversário dos Estados Unidos e 4 de Julho, da Horta. de Vila a Cidade 
New Bedford e Horta, Cidades por baleia irmanadas, após o Vulcão.
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