Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
Últimas :
Investimento privado no Faial – realidade ou utopia?
Educação - Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa o 496.º lugar do ranking a nível nacional
Eleições - Carla Dâmaso assume a presidência do OMA
Agricultura - Trybio organiza cursos de instalação de pomares e de poda de fruteiras no Faial
BTT – ESMA ATIVA Primeiro encontro de BTT da ESMA junta professores e alunos
“Eco Freguesia, freguesia limpa” - Candidaturas ao programa abertas até 15 de março
Saúde - Hospital da Horta assina protocolo com Câmara Municipal da Madalena para criação de Unidade de Hemodiálise
Efeméride - Azores Trail Run® regista 4000 inscritos em 5 anos
Faial - Governo Regional assina contrato para reabilitar Solar e Ermida de São Lourenço
  • Início
  • Opinião
  • O BI da Horta comparado (4)
15
setembro

O BI da Horta comparado (4)

Escrito por  Jorge Costa Pereira
Publicado em Artigos de opinião
  • Imprimir
  • E-mail
Continuamos a série de cinco crónicas dedicadas ao “Bilhete de Identidade” do concelho da Horta, comparando-o quer com os municípios-sede dos antigos distritos açorianos, quer com os municípios das ilhas do Triângulo, utilizando indicadores da base de dados da PORDATA, cujas fontes são oficiais e certificadas.
Hoje fixamo-nos em alguns indicadores do comportamento cultural, social e de mentalidade. 
Comecemos pela escolaridade da população. Entre 1981 e 2011 a taxa de analfabetismo diminuiu nos Açores 15,6%, passando de 20,3% da população para 4,7%. Nos municípios-sede dos antigos distritos açorianos, a maior diminuição verificou-se no concelho de Angra do Heroísmo, seguindo-se Ponta Delgada e Horta. Apesar disso, o concelho da Horta manteve-se como aquele em que a taxa de analfabetismo era menor, tendo passado de 14,6% da população em 1981, para 2,9% em 2011. Nas ilhas do Triângulo, neste indicador, a maior diminuição verificou-se no concelho da Madalena, seguindo-se Velas, Calheta, Lajes do Pico, e S. Roque. No conjunto dos concelhos do Triângulo, a Horta é aquele em que a taxa de analfabetismo era menor em 2011, seguindo-se Lajes (com 3,4% da população analfabeta), S. Roque (3,6%), Madalena (3,7%), Velas (5,5%) e Calheta (6%). 
Por outro lado, a percentagem da população residente nos Açores, com mais de 15 anos, que possuía escolaridade a nível de ensino superior, em 2011, era 10%, sendo que nos municípios-sede dos antigos distritos açorianos a percentagem mais alta era em Ponta Delgada (14,1%), seguindo-se Angra (11,9%) e Horta (11,3%). Nos concelhos do Triângulo, depois da Horta, a maior percentagem de população com ensino superior estava em S. Roque (8,7%), seguindo-se Lajes (7,8%), Madalena (7,6%), Velas (7,2%) e Calheta (5,9%).
Finalmente, a percentagem da população residente nos Açores, com mais de 15 anos, que possuía o ensino secundário, em 2011, era 12,3%. A Horta era o concelho com melhor percentagem, acima da média regional, com 14,8%, seguindo-se Ponta Delgada (14,1%) e Angra do Heroísmo (11,9%). Nos concelhos do Triângulo, depois da Horta, a maior percentagem de população com ensino secundário estava na Madalena (14,3%), seguindo-se S. Roque (13,9%), Lajes (11,8%), Velas (9,9%) e Calheta (7,9%).
Analisemos agora um outro indicador com especial significado numa região que se afirmava como sendo esmagadoramente católica: a evolução da percentagem dos casamentos não católicos. Entre 1960 e 2016, a percentagem de crescimento dos casamentos não católicos foi avassaladora: a nível nacional aumentou de 9,2% para 64,7% e nos Açores ainda mais: passou de 5,8% para 74,8%.  Entre os municípios-sede dos antigos distritos açorianos, Ponta Delgada lidera, tendo passado de 7,7% em 1960 para 76,9% em 2016, seguindo-se o concelho da Horta (passou de 8% para 70%) e Angra do Heroísmo (de 4,4% para 66,7%). A nível das ilhas do Triângulo, destaca-se o concelho das Lajes (passou de 3,6% de casamentos não católicos em 1960 para 100% em 2016), seguindo-se a Madalena (de 1,6% para 77,3%), Velas (de 5,9% para 63,6%), S. Roque (de 4,3% para 60%) e Calheta (de 15,2% para 25%). Refira-se, para reflexão da Igreja Católica nos Açores, que entre os cinco concelhos do País que, em 2016, tiveram a totalidade dos casamentos não católicos, os Açores tinham dois: Lajes das Flores e Lajes do Pico! 
Interessante é conhecer-se, complementarmente, a percentagem de divórcios por mil residentes. Entre 1960 e 2013 assistiu-se a um significativo aumento da taxa de divórcios que, a nível nacional, passou dos 0,1% em 1960, para os 2,2% em 2013. A nível dos Açores o aumento foi de 0,1% para 2,8%. Entre os municípios-sede dos antigos distritos açorianos, a situação é a seguinte: o concelho de Ponta Delgada aumentou de 0,1%, em 1960, para 3% em 2013; Angra de 0,2% para 2,7% e Horta, de 0,1% para 2,6%. Nas ilhas do Triângulo: no concelho de S. Roque a taxa de divórcios passou de 0,4% em 1960 para 4,2%, em 2013; nas Velas, de 0% para 3,6%; na Madalena, de 0% para 2,8%; na Calheta, de 0% para 2% e nas Lajes, de 0% para 1,3%. Refira-se ainda que os três concelhos que a nível nacional mais alta taxa de divórcios tinham a nível nacional, estavam nos Açores: Santa Cruz das Flores (4,9%), S. Roque do Pico (4,2%) e Velas de S. Jorge (3,6%).
Atentemos agora na comparação do número de Interrupções Voluntárias da Gravidez realizadas nos estabelecimentos de saúde dos Açores: em 2008, 195; em 2015 (números deste ano ainda provisórios): 95. Ponta Delgada (75; 7); Angra do Heroísmo (39; 39); Horta (14; 16); Madalena (8; 7); S. Roque (6; 4); Velas (3; 3); Calheta (2; 1) e Lajes (2; 1).  
Concluímos com o rácio de crimes registados por mil habitantes. Entre 1993 e 2015, verificou-se um aumento a nível nacional (cresceu de 30,8 em 1993, para 34,4 em 2015), mas a nível dos Açores foi maior (passou de 26,7 para 35,7). Entre os municípios-sede dos antigos distritos açorianos, Ponta Delgada foi o único a aumentar o rácio de crimes registados naquele período (passou de 25,3 para 44,6). A Horta viu diminuir o seu rácio de 45,4 para 34,6 e Angra de 33,3 para 30,7. Nas ilhas do Triângulo, o maior crescimento no rácio verificou-se no concelho das Velas (passou de 11 para 34,2), seguindo-se a Madalena (de 15 para 30,1), Calheta (de 7,7 para 18,5), S. Roque (de 26,6 para 32,9) e Lajes (de 11 para 12,7).
Em conclusão, podemos inequivocamente verificar que nos indicadores referidos são visíveis profundas e consistentes alterações nos Açores, algumas delas extremamente positivas (o salto qualitativo na diminuição do analfabetismo e no aumento da qualificação da população) e outras a revelar modificações comportamentais e de mentalidade que estão a alterar de forma profunda as nossas ilhas.
11.09.2017
Lido 396 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Etiquetas
  • Jorge Costa Pereira
  • BI
  • Horta
  • PORDATA
  • comportamento cultural
  • comportamento social
  • mentalidade
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
Opinião