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  • A festa da democracia
29
setembro

A festa da democracia

Escrito por  Laurénio Tavares
Publicado em Laurénio Tavares
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De quatro em quatro anos há eleições autárquicas.
As primeiras eleições autárquicas realizaram-se a 12 de dezembro de 1976 – fez agora 41 anos – em resultado da institucionalização do Poder Local Democrático consagrado na Constituição da República, aprovada a 2 de abril de 1976.
Todos os atos eleitorais são da maior importância, mas as eleições autárquicas têm especial significado e dimensão porque elege o poder local, aquele que está mais próximo dos cidadãos e, por isso mesmo, o que agrega e envolve numa vasta participação cívica da população, mulheres e homens, que são candidatos às Assembleias de Freguesia, às Câmaras e Assembleia Municipais.
Nas eleições autárquicas os cidadãos eleitores têm a faculdade de escolher para administrar o seu território, as suas freguesias, cidades e concelhos os candidatos em que mais acreditam, independentemente da força partidária que representam, até porque nestas eleições podem concorrer movimentos de cidadãos que se organizam e unem para servir a sua terra.
Votar é um dever cívico de todos os cidadãos que livremente assumem a decisão de escolher os candidatos e os projetos que julgam ser os mais indicados ou confiáveis para trabalhar e desenvolver as nossas freguesias, cidades e concelhos, as terras onde nascemos ou decidimos viver.
Os atos eleitorais também têm a vantagem e o mérito de, de quatro em quatro anos, permitir a todos os cidadãos avaliar e julgar todos aqueles, mulheres e homens, que estão à frente dos vários órgãos autárquicos, os seus projetos e desempenhos, e decidir livremente se devem continuar a merecer a sua confiança ou se devem dar oportunidade a outros, com novos projetos e novas atitudes, para administrar a sua freguesia, cidade ou concelho.
Os poderes que se prolongam por demasiado tempo – no Faial a administração do município pelo mesmo partido politico já se prolonga por 28 anos consecutivos – têm a tendência natural de cristalizar, de criar rotinas que condicionam a inovação, de motivar conformismos que não promovem o desenvolvimento local.
Alguns autarcas e políticos, quando convém, pretendem fazer passar a ideia de que ter o município da mesma cor do governo é facilitador e vantajoso para o progresso das suas terras. Pelo que se tem visto no Faial, nada há de mais ilusório.
As eleições são a festa da democracia! São a oportunidade maior para todos livre e individualmente exercerem o seu direito de voto e de, no recato e segredo da urna, decidir o que querem para a sua terra. 
 
Vamos todos votar! 
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