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13
outubro

Concertação Acreditar no Faial

Escrito por  Rui Martins
Publicado em Rui Martins
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Em jeito de balanço do mais recente acto eleitoral, gostava de em primeiro lugar felicitar todos os novos eleitos, e também uma palavra de apreço a todos os que, através da sua participação, enriqueceram as eleições proporcionando uma possibilidade de escolha democrática ao eleitor.
Registo com agrado a maturidade do eleitorado, que ao contrário do que se quer implementar para o futuro, não é um jogo de futebol que os afasta da mesa de voto. É verdade que a abstenção não foi propriamente baixa, mas se fosse mais fácil votar e se “limpassem” os cadernos eleitorais, decerto estaríamos a falar de valores mais baixos. Esta maturidade do eleitorado é confirmada pelo facto de fazerem uma distinção clara entre a eleição da Assembleia de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal.
Importa então referir as viragens de ciclo nos Flamengos, nas Angústias e em Pedro Miguel e o reganhar de estabilidade na Matriz.
No município, houve uma recondução do executivo. Valeu a José Leonardo o facto de ter duas “casas”, Feteira e Flamengos e do seu vice-presidente ter consolidado essa vitória em Castelo Branco.
No entanto, e julgo eu, por uma vontade de maior escrutínio da actividade camarária, a Assembleia Municipal passa agora a poder prestar um melhor serviço aos faialenses. Ao contrário de mandato anteriores, onde a maioria socialista podia concordar com as propostas da oposição mas as rejeitava em votação, neste momento o município vê-se obrigado a promover o consenso alargado.
É verdade que o povo escolheu José Leonardo para presidente, também é verdade que o órgão municipal que apresentou a escrutínio um projecto foi a Câmara que tem o poder executivo. Por conseguinte o projecto pré-aprovado foi o de José Leonardo. No entanto, importa também referir, que não houve uma peremptória rejeição do projecto da coligação. Assim, será fácil começar pelos pontos comuns e calendarizá-los devidamente para que possamos todos beneficiar desses compromissos assumidos em campanha. Partindo do principio de que duas cabeças pensam melhor que uma, nos restantes pontos, qualquer um dos deputados municipais terá a oportunidade de melhorar os projectos.
Na coligação, aguarda-se agora a apresentação de uma proposta de orçamento, em tempo útil, para que possa ser verdadeiramente analisada e assim poder ser alvo de propostas sérias e plausíveis. Não se pode esperar que quem não está no poder e não tem o apoio técnico que quem está no município tem, tenha que apresentar um género de orçamento sombra…
Espero também que as reuniões de câmara passem a ter conteúdo, havendo assim uma possibilidade efectiva de as matérias serem trabalhadas mais amiúde e não ter que ser tudo remetido para a assembleia. Se o executivo contar com todos os eleitos, e for mais plural na tomada de decisão, decerto teremos melhores soluções para os problemas e anseios dos faialenses.
Não posso também deixar de notar, que após o pacto de não agressão entre o PAN e o PS, venha agora este novo elemento do panorama politico faialense dizer que os restantes partidos lhes “roubaram” as ideias. Desde a ciclovia que já vem do tempo da candidatura de Paulo Oliveira às propostas de praças apresentadas anteriormente por pessoas afectas à candidatura do BE até às hortas comunitárias que a CMH já tem, não sei quem é que afinal pode apresentar queixa de abuso de propriedade intelectual…
Quanto ao candidato Mário Moniz, se o objectivo era pulverizar o Bloco de Esquerda, parabéns!

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