Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
Últimas :
Investimento privado no Faial – realidade ou utopia?
Educação - Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa o 496.º lugar do ranking a nível nacional
Eleições - Carla Dâmaso assume a presidência do OMA
Agricultura - Trybio organiza cursos de instalação de pomares e de poda de fruteiras no Faial
BTT – ESMA ATIVA Primeiro encontro de BTT da ESMA junta professores e alunos
“Eco Freguesia, freguesia limpa” - Candidaturas ao programa abertas até 15 de março
Saúde - Hospital da Horta assina protocolo com Câmara Municipal da Madalena para criação de Unidade de Hemodiálise
Efeméride - Azores Trail Run® regista 4000 inscritos em 5 anos
Faial - Governo Regional assina contrato para reabilitar Solar e Ermida de São Lourenço
  • Início
  • Opinião
  • Tiago Silva
  • Reflexões Crónicas - Os Conventos de Freiras no Faial
30
novembro

Reflexões Crónicas - Os Conventos de Freiras no Faial

Escrito por  Tiago Simões Silva
Publicado em Tiago Silva
  • Imprimir
  • E-mail

Creio ser do conhecimento da maioria dos faialenses que no local onde hoje está a Praça da República existiu, durante quase três séculos, o Convento da Glória. Existiu também o Convento de São João, onde hoje está o Jardim Florêncio Terra, ambos habitados por freiras que viviam em clausura absoluta. Existem ainda algumas histórias que circulam sobre “o tempo das freiras”, mas o que sabemos realmente sobre estes conventos e as suas vivências?
Sobre São João pouco se sabe. A igreja primitiva, construída nos meados de Quinhentos, ficava no quarteirão entre a Rua Advogado Graça e o Jardim Florêncio Terra, onde hoje estão vários blocos de apartamentos. No final do século XVII foi feito o convento novo, cuja igreja ocupava o actual jardim. Ainda hoje estão lá enterrados os alicerces da igreja, assim como muitos outros vestígios arqueológicos, à espera de serem estudados. Serão das poucas fontes sobre este convento, pois o seu arquivo foi destruído. Com a sua extinção e demolição, na década de 1830, o acervo dispersou-se. Existem certamente muitas das alfaias ou peças artísticas no Museu de Arte Sacra ou em paróquias, mas sem estarem identificados. Uma das poucas peças conhecidas é a tela que está hoje no baptistério da igreja Matriz.
Quanto à Glória, extinto na década de 1860/1870 e demolido em 1900, temos alguns documentos e ainda parte do acervo, disperso, que nos permite reconstituir um pouco do que seria este convento. Existem alfaias litúrgicas, imagens, mobiliário e até o órgão de tubos (o melhor do Faial, datado de 1805 e feito por um dos mais importantes organeiros portugueses), tudo disperso por igrejas, museus e casas particulares. Também é possível reconstituir uma parte das vivências das freiras, por via dos documentos que nos chegaram. Sabemos, por exemplo, que eram conhecidas pelos seus dotes musicais, assim como pelos doces e outras iguarias que faziam, e que muitas vezes vendiam para fora. Produziam também trabalhos de artesanato, que terão provavelmente dado origem a algumas das rendas ou técnicas tradicionais que ainda hoje existem.
Conseguimos localizar uma quantidade importante de peças provenientes do convento, incluindo os altares da igreja. Infelizmente, do artesanato e das receitas não encontrámos ainda nenhuma fonte credível. Sabemos que muitas das peças, feitas pelas freiras até meados do século XIX, foram parar a famílias faialenses e que algumas ainda existirão, assim como as receitas dos doces, que iam passando para o meio secular, e é provável que alguma tenha chegado aos nossos dias. Deixamos então um apelo, se alguém tiver alguma peça, receita, ou mesmo fotografias ou outras informações de memória familiar sobre os nossos conventos e que as queiram partilhar agradecemos, pois serão mais-valias importantes para a investigação que temos em curso sobre o assunto.

Imagem: Igreja e Convento da Glória, in Marcelino Lima, Anais do Município da Horta

 

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Em defesa da Língua Portuguesa, o autor deste texto não adopta o "Acordo Ortográfico" de 1990, devido a este ser inconsistente, incoerente e inconstitucional (para além de comprovadamente promover a iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral).

Lido 827 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Etiquetas
  • opinião
  • História
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
Opinião