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12
janeiro

Um bom Ano Novo – precisa-se!

Escrito por  José Decq Mota
Publicado em José Decq Mota
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O Ano de 2017 está a terminar e o Ano de 2018 vai iniciar-se e é necessário que se diga, com as letras todas, que todos os que queremos mais justiça, num quadro democrático bem mais verdadeiro, temos a irrecusável obrigação de lutar por isso em todos os níveis de poder!
Neste breve e ultimo artigo de 2017 permitam-me que me refira a alguns aspetos da realidade política atual desta nossa Ilha, que sendo, tal como as outras oito, parte desta Região Autónoma, às vezes parece que não é!

OBRA DO PORTO DA HORTA – Quero deixar dito, neste final de um ano, que a obra de mar prevista para a bacia principal do Porto da Horta, não pode simplesmente ser feita como está projetado depois do que dela disse o próprio Engenheiro Projetista, quando, perante a Comissão Municipal dos Assuntos do Mar, afirmou que a Marina Norte (a principal) ficaria com maior agitação da que tem e que seria desaconselhável que “tivesse estacionamento prolongado de barcos”.

AEROPORTO DA HORTA – Os poderes políticos Nacional e Regional terão que obrigatoriamente tomar posição e tomar decisões em 2018 sobre a antiga e importante questão da operacionalidade do Aeroporto da Horta, que é uma das 5 portas de entrada e saída de carreiras regulares de aviões do exterior para os Açores. O poder regional terá, de imediato, que pôr termo ao “terrorismo tarifário” que a SATA pratica quando anuncia preços do Continente para a Horta no voo direto, mais altos que outros, de voos no mesmo dia, com escala noutras ilhas antes de chegar à Horta.

PLANO E ORÇAMENTO DO MUNÍCIPIO DA HORTA PARA 2018 – No passado dia 21/12 foram aprovados na Assembleia Municipal o Plano e o Orçamento para 2018 da Câmara Municipal da Horta. A aprovação foi feita com uma votação, por aqui inédita, onde as 20 abstenções (PSD, CDS, CDU, PAN) foram numericamente superiores aos 14 votos favoráveis (PS). Esta votação é fruto da nova relação concelhia de forças, onde o PS tem a maioria absoluta na Câmara e o PSD/CDS tem a maioria absoluta na Assembleia Municipal. O Plano e o Orçamento para 2018 passaram, mas esta sessão da Assembleia demonstrou que a maioria absoluta da Câmara (PS) tem que entender, com muito maior profundidade, que tem absoluta necessidade de pôr termo à arrogância política que foi ganhando e praticando. A estabilidade futura da vida Municipal exige isso.

CONSELHO DE ILHA DO FAIAL – No passado dia 20/12 foi instalado o Conselho de Ilha do Faial (CI) para o presente mandato e nele foram integrados os representantes da Assembleia Municipal (AM) (4), os representantes dos Presidentes de Juntas de Freguesia (3), eleitos na AM no dia 19/11 e os Presidentes da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal (membros por inerência). Neste ponto o PSD e o PS entenderam-se, na perfeição, para diminuir a pluralidade da representação política municipal no Conselho de Ilha. Desde 2001 havia um entendimento para que a representação da Assembleia Municipal no Conselho de Ilha tivesse uma expressão política que fosse além do PS e do PSD. Assim entre 2001 e 2017 estiveram, como representantes da AM no CI, deputados municipais do PS (2), do PSD (1) e da CDU (1). Este ano foram eleitos só do PSD (2) e do PS (2). Somando 2 Presidentes de Junta do PSD e 1 do PS e somando ainda a Srª Presidente da Assembleia do PSD e o Sr. Presidente da Câmara do PS, temos que o PSD ficou no CI com 5 deputados municipais e o PS ficou com 4. Assim tenho que concluir que foi por vontade convergente, embora disfarçada, do PSD e do PS que foi reduzida a pluralidade na representação municipal no CI. Convém sublinhar, que ambos, PSD e PS, afirmam que é necessário unir os faialenses para conseguir a resolução dos problemas desta ilha e, após essa afirmação, excluem, 16 anos depois, a CDU e qualquer outro partido do CI!
Termino por hoje desejando a todos os leitores boas entradas em 2018 e, muito especialmente, deixando o voto muito firme que a generalidade dos Faialenses saibam e queiram em 2018 defender esta Ilha, mesmo quando os dirigentes locais assobiam para o lado ou se entretêm em jogos de consolidação ou conquista do poder! 

Horta 26/12/2017

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