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  • Prevenção dos Comportamentos de Risco na Adolescência
19
janeiro

Prevenção dos Comportamentos de Risco na Adolescência

Escrito por  Maria do Céu Brito
Publicado em Maria do Céu Brito
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A escola é um dos contextos onde os jovens passam grande parte do seu tempo e constitui, sem dúvida, um espaço privilegiado para se promover a reflexão sobre os seus percursos de vida, objetivos e opções de futuro. Nesse sentido, compete à escola não só transmitir conhecimentos mas também capacitar os jovens para responderem e agirem de forma responsável, evitando situações de risco e adotando estilos de vida saudáveis. 

A escola integra um grande número de jovens que, na sua esmagadora maioria, não consome substâncias. A promoção da saúde é uma responsabilidade de cada um e de todos na construção de um bem-estar que favoreça o desenvolvimento do potencial de cada indivíduo e das próprias comunidades. Neste contexto, destaca-se a Família e a Escola. Cabe à Família estar atenta e evitar as situações potenciadoras de comportamentos de risco. Cabe à escola promover o acesso a informação rigorosa e bem fundamentada do ponto de vista técnico e científico, através de técnicos, sobre a natureza e as consequências dos consumos de substâncias (lícitas, como o álcool e o tabaco e ilícitas, como as que vulgarmente são designadas de drogas), e todos devem ser informados sobre os riscos da sua eventual utilização. Essas intervenções são enquadradas numa perspetiva global de Educação para a Saúde, coordenada por uma equipa escolar, em parceria com a Unidade de Saúde Local, integram o Projeto Educativo de Escola, e são enquadradas em termos normativos.
A abordagem do consumo de substâncias psicoativas pelos adolescentes exige a análise das motivações que levam à sua utilização. Jovens emocionalmente vulneráveis cedem mais facilmente à pressão e à influência dos pares. Há ainda as crenças que os jovens têm em relação ao consumo de "erva" e esclarecer que a continuidade do seu uso provoca a diminuição da concentração e da capacidade de memorizar, perda de reflexos, consequentemente, menor rendimento escolar e menor desempenho a nível desportivo. Estudos recentes demonstraram também que o consumo destas substâncias aumenta o risco de aparecimento de doenças neurológicas, nomeadamente psicoses. Por essa razão, quer em meio escolar, quer na família, é fundamental compreender e acompanhar a trajetória individual do adolescente, o tipo de utilização da substância e o contexto onde esta tem lugar.
Enquanto cidadã e enquanto docente, tenho plena consciência da existência deste problema na ilha, na comunidade e, consequentemente, no espaço escolar. A ESMA tem desenvolvido programas de ação, regular e sistematicamente, através da sua Equipa de Saúde, para a dissuasão dos consumos. Para além destas ações, a ESMA promove esta semana um conjunto de atividades orientadas pelo Dr. Fernando Mendes (psicólogo clínico, presidente do Instituto Europeu para o Estudo dos Factores de Risco em Crianças e Adolescentes - IREFREA), nomeadamente formação de jovens mediadores, professores, técnicos, pais e elementos da comunidade. Promove ainda formação específica para técnicos de saúde e agentes preventivos, nomeadamente a Escola Segura.
A Educação para a Saúde reclama uma complementaridade de conhecimentos e vivências diversas (a escola, a família, as associações desportivas e culturais, entre outros) e deverá favorecer o desenvolvimento de uma identidade própria, de pertença a uma comunidade que se pretende saudável, detentora de pensamento crítico, capacidade de deliberar e escolher responsavelmente o melhor para os seus jovens. 

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