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19
janeiro

Toxicidade Faialense

Escrito por  Hugo Rombeiro
Publicado em Hugo Rombeiro
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Hoje não vou vos falar da toxicidade das pessoas que passam a vida infestar-nos de mentiras, boatos, inveja e tudo o que atrai energias negativas. Sei que não somos santos, mas tóxicos é que não. 

Hoje vou vos falar da toxicidade que todos os dias respiramos, tocamos ou ingerimos.
A toxicidade indica quão nociva é uma substância quando penetra no organismo, por ingestão, inalação, ou absorção cutânea. A toxicidade consiste na capacidade de uma substância química produzir um efeito nocivo quando interage com um organismo vivo. A toxicidade de uma substância depende da dose e/ou do sistema biológico de cada um. Os toxicologistas afirmam que todas as substâncias podem ser tóxicas consoante a dosagem utilizada. Até mesmo a água pura pode ser tóxica quando consumida em certas quantidades. Por isso, os toxicologistas classificam as substâncias, geralmente comparando as dosagens nocivas ou fatais à dosagem tipicamente ingerida.
Existe uma escala contínua de toxicidade relativa com três níveis básicos: substâncias que são essencialmente não tóxicas e que podem ser consumidas numa dosagem de pelo menos dez vezes a mais do que normalmente são ingeridas, sem nenhum efeito substancialmente nocivo; substâncias que são levemente tóxicas e que podem ser consumidas numa dosagem de pelo menos três vezes a mais do que normalmente são ingeridas; substâncias tóxicas que possuem um potencial de causar efeitos adversos mesmo no limite normal de uso e que podem causar efeitos nocivos significativos ou fatais, se consumidas em quantidades pequenas de até três vezes a dosagem usual.
Como referi, o corpo humano, variando de pessoa para pessoa, consegue ser imune até uma certa quantidade de substâncias nocivas que não nos faz mal à nossa saúde. Mas a pergunta do euromilhões é sabermos até quanto o nosso organismo aguenta.
Vivemos numa região verdejante sem grande poluição sonora e sem grande poluição atmosférica, mas será que é o suficiente? A disputa para instalação de uma incineradora na ilha de São Miguel, os lençóis de água poluídos no concelho da Praia da Vitória, os submarinos radioativos ao largo do Pico e a forma como tratamos as nossas ilhas, são tudo medidas políticas atuais e passadas que prejudicam a nossa saúde e nos toxicam.
Quando utilizamos herbicidas, quando utilizamos fertilizantes, sempre que utilizamos fungicida, sempre que utilizamos inseticidas, mesmo com a quantidade mencionada na embalagem será que a longo prazo essas partículas não se vão acumular no nosso organismo?
Sempre que comemos um peixe proveniente importado da aquacultura, sempre que comemos carne da pecuária convencional, sempre que comemos uma peça de fruta, sempre que bebemos água ou leite, sempre que nos alimentamos o nosso organismo vai aumentando as substâncias nocivas.
Por isso neste sentido que temos que tomar medidas, temos que evoluir e alimentarmo-nos cada vez mais da agricultura local e biológica. Temos que terminar com os herbicidas, temos que monitorizar a nossa água, temos que cuidar da nossa natureza, dos nossos animais e estamos a cuidar de nós próprios.
Neste sentido que prevejo o futuro do concelho da Horta ser transformado numa grande horta familiar biológica. Já temos o nome, já temos a marca agora só nos falta mostrar o produto.
Apostar no mar é importante, mas não deve ser a marca da ilha do Faial. Os iatistas que cá chegam procuram a natureza e essa procura inclui alimentos saudáveis. O Faial já abasteceu muitas frotas e podemos voltar a fazê-lo.
É neste sentido que a remodelação dos nossos portos é realmente uma prioridade para que no futuro não volte a acontecer mais desastres como os dos últimos anos. E principalmente que não aconteça no porto da Horta o que aconteceu no porto da Madalena pois os velhos do restelo do nosso canal já o avisaram desse risco.
Mas, além dos portos, precisamos de uma política económica precisamos de vender a quem possa atracar na nossa baía, precisamos de uma nova economia que nos faça bem a nós e a quem nos visita. 

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