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02
fevereiro

Economia Circular

Escrito por  Hugo Rombeiro
Publicado em Hugo Rombeiro
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A economia circular está na agenda da Estratégia Europa 2020, que pretende que nessa data a reciclagem de resíduos esteja nos 50%. Além de incluir uma nova proposta legislativa para os resíduos, o plano prevê que a economia circular crie dois milhões de postos de trabalho na Europa e que a produtividade dos recursos aumente 30% até 2030.
A Economia Circular é novo conceito estratégico que determina na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos métodos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como irreal.
Este método que se inspira nos mecanismos dos ecossistemas naturais, que gerem os recursos a longo prazo num processo contínuo de reabsorção e reciclagem, a Economia Circular promove um modelo económico reorganizado, através da coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados. Carateriza-se como um processo dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica (capacidades e atividades produtivas) mas que também requer igualmente enquadramento social e institucional (incentivos e valores).
A Economia Circular ultrapassa o âmbito e foco estrito das ações de gestão de resíduos e de reciclagem, visando uma ação mais ampla, desde do redesenho de processos, produtos e novos modelos de negócio até à otimização da utilização de recursos (“circulando” o mais eficientemente possível produto, componentes e materiais nos ciclos técnicos e/ou biológicos). Visa assim o desenvolvimento de novos produtos e serviços economicamente viáveis e ecologicamente eficientes, radicados em ciclos idealmente perpétuos de reconversão a montante e a jusante. Materializa-se na minimização da extração de recursos, maximização da reutilização, aumento da eficiência e desenvolvimento de novos modelos de negócios.
É neste sentido que a nossa autarquia deve ser um motor de arranque para esta economia.
Para isso, não podemos ficar apenas pela construção do novo espaço do antigo Mercado Municipal é preciso ir até às pessoas, falar com elas, explicar-lhes o que podemos fazer por elas e ser recíproco com estas pessoas.
Na nossa ilha já vi quem produziu velas, sabonetes, golas, brinquedos, bonecos e bonecas, capas para telemóveis, para computadores ou tablets, já vi aproveitarem retalhos e criarem mantas, individuais de mesa ou isoladores, já vi peças em madeira, já vi tanta coisa produzida nesta ilha com reaproveitamento de materiais que importamos.
Mas então porque razão que a maioria destas pessoas continua a criar pelo passatempo e não pela profissão?
Imaginar uma ilha a reaproveitar, a recuperar todos os bens que importa não será uma mais valia económica? Não será assim que vamos gerar o tal emprego que em todas as campanhas eleitorais apelamos pelo bem dos faialenses.
Então porque não acontece? O que falta para este passatempo, pé de meia passar a uma profissão de sucesso?
Julgo que a resposta parte por um debate profundo com objetivo final de solucionar os problemas existentes.
Uma das soluções que o partido PESSOAS-ANIMAIS-NATUREZA apresentou na campanha eleitoral foi a criação de uma oficina partilhada que permita também a recuperação e reutilização dos conhecidos “monos”/monstros” (lixos de grandes dimensões como eletrodomésticos, sofás, colchões e outros) e com a reivindicação de um programa de estágio que possa transformar estes passatempos em empresas.

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