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16
fevereiro

Como é Carnaval é importante que não se leve a mal

Escrito por  João Paulo Pereira
Publicado em EDITORIAL
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“É Carnaval, ninguém leva a mal” é o jargão mais ouvido nesta época. É por esta altura que os foliões saem à rua. Carros alegóricos, bailarinas em pele de galinha, cabeçudos, matrafonas, crianças e adultos mascarados e fantasiados, tudo serve para extravasar a alegria e a boa disposição que deve reinar em cada um de nós durante este período.
As televisões ao seu estilo praticam o “non-stop” de notícias carnavalescas, os diretos dos locais onde se realizam os principais corsos de Carnaval em Portugal sucedem-se em catadupa, sobrepondo-se às notícias de mortes, assaltos, violência doméstica ou das operações Lex e Fizz e impedindo-nos de escolher um canal que melhor se adeque às nossas exigências.
Há muitos anos, a presença de estrelas de telenovela brasileiras, pagas a peso de ouro, era uma constante nos desfiles de Carnaval um pouco por todo o nosso país. Hoje, essas estrelas são substituídas pela prata da casa ou até mesmo pelo cidadão comum, mas os desfiles continuam a ser inspirados nos ritmos do outro lado do Atlântico.
Ao contrário do que se passa em Portugal em que o Carnaval ainda não é feriado, existindo, todavia, a chamada tolerância de ponto, no Brasil, sobretudo nesse país, o Carnaval é um dos mais importantes feriados do ano, atrai milhares de turistas estrangeiros, movimentando a economia e estimulando a manutenção dessa cultura de norte a sul do país.
Um dos mais famosos, o Carnaval do Rio de Janeiro, presenteia-nos com desfiles das escolas de samba dos diversos bairros da cidade no sambódromo da Marquês de Sapucaí, em que cada escola de samba trabalha um tema e cada ala desfila obedecendo a esse mesmo tema.
Por seu turno, na Bahia, as pessoas saem às ruas para acompanhar os trios eléctricos, compostos por camiões onde cantam as grandes estrelas do axé.
Quanto ao velho continente, o Carnaval de Veneza é considerado como o mais tradicional do mundo, com as suas máscaras. Esta tradição remonta ao século XVII quando os nobres venezianos, vestindo-se com trajes luxuosos, adornavam-se com máscaras venezianas e chapéus para se misturarem com o povo nas ruas e também para ir aos bailes.
Nos Açores, mais concretamente na ilha do Faial, todos os anos somos presenteados com um desfile de Carnaval protagonizado por crianças, jovens e adultos das diversas escolas e instituições do concelho. Este ano não fugiu à regra. Foram às centenas os figurantes presentes nesse desfile, associado ao Ano Europeu do Património Cultural, que trouxeram cor e alegria nos diferentes temas apresentados, muitos deles com recurso a materiais reciclados e muita imaginação.
Sem dúvida um desfilar de fantasias maravilhosas, elaboradas com carinho e que parece melhorar de ano para ano. Nos dias que se seguiram, muitas das freguesias da ilha aderiram a esta moda e promoveram, por sua iniciativa, desfiles de Carnaval, com os seus habitantes a serem as figuras principais.
Os faialenses não descuram, também, neste período a presença nos tradicionais “Assaltos de Carnaval”, que se multiplicaram por toda a ilha, mantendo viva uma tradição que leva ao convívio e à partilha e onde não podem faltar doces típicos da época – coscorões, filhós e fofas.
Ainda durante a época carnavalesca, o Município decidiu colocar na nossa caixa de correio a sua mais recente revista. De leitura fácil, decorada com fotos a gosto e com o principal objetivo de mostrar aos faialenses a obra realizada pelo executivo camarário no último trimestre do ano.
E se por cá fossem habituais os Bailinhos de Carnaval, poderiam ser cantadas as seguintes quadras:

Horta Comunica é o seu nome
É a nova revista municipal
Mais uma injusta concorrente
Ao nosso querido jornal

É gratuita diz o povo
O que é verdade por sinal
Mas o preço sai do bolso
De cada residente do Faial

E como entramos na Quaresma
Tempo de reflexão e jejum
Gostaria de questionar
Quanto custa a cada um

Por um lado fecha-se a torneira
Para por outro gastar
Compreende-se a urgência
De todos os feitos publicitar

Mas, como era Carnaval, é importante que não se leve a mal.

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